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História "Eu tô torcendo por você, pivete" (Sans x Male! Reader) - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Vou sempre dar uma descansada nos finais de semana anjos, dia de semana tamo ativo

Btw esse cap provavelmente vai ser meio chatinho, por que é a caminhada até a cidade de Snowdin, mas é isso neh.

Simbora

Capítulo 4 - Capítulo 4


- Anteriormente -

 

– Cara, o que foi isso que eu acabei de presenciar? - Você diz caindo na risada novamente. – Vocês são ótimos piadistas, e com ótimo eu quero dizer péssimo, aliás, é disso que as piadas são feitas! - Você diz dando uma piscadela para Sans, e você pode ver a área que era pra ser sua bochecha ficar azul denovo... Cara, ele está realmente corando ou é outra coisa? 

– Heh, eu a-acho melhor você ir andando, senão terá que presenciar mais um dos meus stand-ups. - Ele diz retribuindo a piscadela para você, que acabou por rir um pouco do comentário do mesmo.

– Ok, eu vou indo, te vejo depois! - Você diz se despedindo do esqueleto, seguindo em frente pensando no show de piadas que você presenciou, rindo sozinho de vez em quando.

 

---

 

Você não chegou a andar muito até encontrar dois esqueletos, o conhecido Sans e... Tinha outro esqueleto, provavelmente era o seu irmão.

Ele trajava um cachecol vermelho meio rasgado, com um tipo de colete branco no tórax, uma bota de cor vermelha, com luvas também de cor vermelha e uma... Sunga azul? Você não sabe distinguir o que é isso que ele está usando nessa parte.

Você ficou tão empolgado ao ver o novo esqueleto, que nem percebeu o fato de que antes, Sans estava atrás de você, mas já estava na sua frente conversando com o irmão.

– ENTÃO, COMO EU ESTAVA DIZENDO SOBRE UNDYNE...! - Ele interrompeu o seu diálogo com o seu irmão esqueleto ao te ver alí parado. Ele parecia estar muito surpreso.

Assim que ele te viu, ele olhou para Sans, que te olhou, mas depois olhou para o seu irmão mais alto, que começou a te olhar denovo, e vice-versa. Foi uma troca de olhares tão frenética que os dois começaram a girar loucamente. Você estava tentando levar esse momento um pouco a sério, mas o entusiasmo do esqueleto de cachecol rasgado te contagiava cada vez mais.

Logo eles pararam e ficaram de costas para você.

– SANS! AH MEU DEUS! AQUILO É... UM HUMANO?! - Ele parecia sussurrar, mas a voz do que se entitulava Papyrus era alta de natureza, então você conseguiu ouvir sem resquício de dúvida.

Após essa fala, os dois se viram para te encarar, você estava meio envergonhado por esses olhares encima de você, não estava muito acostumado.

– Hmmm, na verdade eu acho que isso é uma pedra. - ... Que?

Você percebe que Sans estava encarando outra coisa. Você tenta seguir os alfinetes brancos do esqueleto menor para poder ver para onde ele estava olhando... Era realmente uma pedra, uma pedra que estava um pouco atrás de você, bem pequena por sinal.

– Ei, o que é aquilo que está na frente da pedra? - Sans fala com um tom descontraído e despreocupado.

– AH MEU DEUS, É UM HUMANO!

– Sim.

– SANS! EU FINALMENTE CONSEGUI! UNDYNE VAI... EU VOU... EU SEREI TÃO... POPULAR!!! HUMANO! VOCÊ NÃO PASSARÁ DESTA ÁREA! EU, O GRANDE PAPYRUS IREI PARA-LO! IREI TE CAPTURAR E VOCÊ SERÁ LEVADO A CAPITAL, E ENTÃO... ENTÃO... EU NÃO SEI O QUE ACONTECE DEPOIS, MAS DE QUALQUER FORMA, CONTINUE SE OUSAR! NYEHEHEHEHE! - A voz de Papyrus foi se distanciando cada vez mais, o entusiasmo dele te contagiava de formas inexplicaveis, era tão inocente... Você nem notou direito o que ele estava falando sobre te capturar.

– Bom, pelo visto tudo correu bem. - O esqueleto do casaco azul disse aparentemente despreocupado. – Não se preocupa pivete, ele não machuca nem uma mosca. - Ele diz brincalhão.

– Deu pra perceber. - Você diz soltando uma leve e curta risada. 

– Mas de qualquer forma, eu vou estar de olho em vocês. - Ele diz se retirando do local, colocando suas mãos no bolso.

Você retorna à sua longa caminhada, logo em frente, pôde ver uma barraca marrom com um tipo de bilhete na frente, você decide lê-lo.

"CONSEGUE VER ESSA MUITO BEM CONSTRUÍDA BARRACA? QUEM PODERIA TER CONSTRUÍDO ISSO, VOCÊ SE PERGUNTA. EU ACHO QUE FOI AQUELE FAMOSO GUARDA REAL! (PS: AINDA NÃO É UM FAMOSO GUARDA REAL)"

Após ler essa mensagem, você começou a rir para si mesmo e começou a caminhar novamente. Papyrus parecia ser alguém muito divertido, gostaria de conhecê-lo mais de perto, queria ser um amigo para ele.

Pelo jeito que Papyrus falou em seus discursos, ele não possuía muitos amigos, mas por quê? Ele parece ser um cara tão legal...

Estava andando distraído quando pôde ver um cachorro saindo de mais uma daquelas barracas.

– Por acaso algo se mexeu? Foi minha imaginação? Bem eu só posso ver coisas que se mexem... Por exemplo, um humano. - Ok, isso foi bizarramente específico. – Se for... Terei a certeza que farei nunca mais se mexer. - Sua alma é puxada para fora de seu corpo e tudo ao redor escurece, mais uma luta extremamente desnecessária, odiava isso.

Você olhou pro cão à sua frente e... Mas o quê? Por que tem um cão segurando duas adagas? E ainda era muito alto para um cão! Ele estava falando sério quando disse que faria você não se mexer mais...

Mas, você teve uma ideia, em sua mente ela parecia brilhante! Quer dizer, ele é um cão não é? Que tipo de cão rejeitaria... Carinho?

Você tenta se aproximar dele, mas-

– NEM UM MOVIMENTO! - Ele grita, fazendo você se assustar, ele lança uma adaga em sua direção, a mesma era azul, que estranho, quando estavam nas mãos dele, elas eram brancas... Você estava paralisado, qualquer tipo de objeto afiado era assustador para você, então apenas ficou parado alí, sem reação alguma.

Vamos corpo, mexa-se! Parece que você perdeu o controle do mesmo, não consegue fazer nada! Droga, vai acertar em cheio!

...

A adaga te atravessou, você conseguiu sair do ataque sem dano algum, como? Você teve certeza que a adaga iria te atingir! Tudo é muito estranho por aqui.

Você dá um longo suspiro, aliviado por saber que estava bem, mas logo volta o foco ao seu plano inicial.

Você consegue chegar até o cão, você fica na ponta dos pés e começa a acaricia-lo no topo de sua cabeça.

– O QUÊ?! EU FUI ACARICIADO! - O cão, que agora parecia ser inofensivo, começava a ter espasmos, caramba, será que isso faz mal a ele? Nah, ele é um cão, não deve ser isso.

Você continua com o carinho e ele parece que vai surtar alí mesmo, bem, provavelmente isso já está acontecendo.

– DE ONDE ISSO ESTÁ VINDO?! PARECE NÃO TER FIM! - Ele diz ainda gritando, ele fazia uma cara super fofa enquanto falava.

Você tentou fazer mais, mas assim que tocou novamente no mesmo, ele voltou com a sua cara séria.

– Ok... Já deu. - Ele diz, pedindo para você parar... Mesmo não te vendo, então você decidiu obedece-lo.

Tudo ao seu redor voltou a clarear e sua alma voltou para si, pelo visto acabou... Tinha muito o que pensar sobre o que necessariamente aconteceu.

Parece que o cão estava falando, mas você não prestou muita atenção. Assim que viu que ele se escondeu na barraca, você começa a caminhar bem lentamente.

Como saiu sem dano algum? Aquilo foi realmente assustador, já que você possui belonofobia, que é o medo de objetos cortantes. Urgh, foi algo horrível, mas você está bem pelo menos... Espera, (S/N)! Olha por onde anda!

...

Tarde demais, acabou por deslizar no caminho de gelo que estava logo à sua frente. Você estava tentando manter o equilíbrio, balançando o seu corpo de um lado pro outro, enquanto seus braços estavam se movendo desenfreadamente. Infelizmente todos os seus esforços foram em vão, você falhou miseravelmente e acabou por cair em uma posição que era bem constrangedora...

Você caiu de cara no gelo, com o traseiro empinado para o alto, com as suas mãos se apoiando no gelo para evitar uma queda pior, e funcionou de certa forma, não foi nada grave.

Ai. Meu. Deus. 

Que vergonha cara! 

Caramba, por sorte não tem ninguém aqui... Não é?

Espera...

Você sente um olhar queimando sobre sí, e era logo atrás de você, bem na direção que você estava empinado, ah não, não, não não! Você tinha esperanças que pelo menos dessa vez, essa habilidade tenha falhado. 

Você tinha uma estranha habilidade de sentir olhares de outras pessoas sobre você, provavelmente seja por que você recebeu muitos olhares de desgosto e rejeição dentro de seu próprio "lar", e então sempre tentava não retribuir esses olhares, essa habilidade se aprimorou tanto que consegue sentir quando alguém estava te observando... Como agora.

Você olha para trás e... Meu senhor amado, nem por um caralho.

Você pôde ver o inconfundível esqueleto de casaco azul, te observando com cara de choque, com o rosto extremamente ruborizado em azul, parecia até hipnotizado, espera, por que ele está assim? Você, como antes, tenta seguir os alfinetes brancos de Sans para poder ver o que ele tanto observava e... Ah não, por favor, me diga que ele não estava olhando pra sua bunda... Mas temos que concordar, (S/N), é de dar inveja, sempre foi maior do que a de muitas garotas. 

Assim que ele notou que você estava observando suas expressões, ele desvia o olhar pra qualquer canto deste lugar que vocês estavam, corando ainda mais... 

Vergonha, que sentimento incrível, não é?

Céus, desde quando ele estava ali? Passou por ele sem nem perceber? Você realmente estava muito avoado. Mas puta que pariu, esse cara estava em todos os cantos dessas terras nevadas, só pode ser isso!

Você logo se reergueu da sua queda vergonhosa, conseguia sentir a área de suas bochechas queimarem, provavelmente estava muito corado agora.

Seu olhar estaciona em Sans, por um momento o esqueleto foi te olhar denovo para ver se você já tinha parado de observa-lo e se tinha levantado, mas o que ele pôde ver foi você com o olhar sobre ele, logo ele desviou denovo o olhar, estava ainda mais ruborizado em azul, caramba, será que ele consegue corar ainda mais?

...

Um sorriso malicioso brotou em sua face. (S/N), por favor, não faça nenhuma besteira.

Você estava andando até o esqueleto, tomando cuidado pra não deslizar denovo no gelo. O esqueleto escutava seus passos se aproximando dele, ele ficava cada vez mais encolhido e apreensivo, por que ele estava assim afinal de contas? (S/N), mais uma vez, por favor não faça bestei-

– O que foi, Sans? Por que está assim? Por acaso você não...? - Que porra é essa (S/N)!? Tá ficando louco? De onde tirou toda essa ousadia?! Nem sequer conhece o cara direito! Não tem vergonha na cara mais não, é? Sua voz tinha saído como um sussurro, você ficou de frente para ele, chegando o seu rosto mais perto do mesmo, assim, forçando-o a te encarar nos olhos.

– N-não, não! Não é i-isso! É que... Uhhh... É que... E-eu... - Tá vendo, (S/N)? Deixou o cara ainda mais corado! Espera um minuto... Era exatamente isso que você queria, não era?

– C-calma, Sans! Não precisa ficar assim, eu só estava brincando! - Você disse soltando uma leve risada para tentar acalma-lo, e se afastando um pouco dele. – Aliás, era para eu estar com vergonha aqui, a queda foi feia! - Você disse soltando ainda mais risadas, isso parece ter aliviado o mesmo.

O rubor na face do esqueleto menor foi desaparecendo aos poucos, estava se recuperando da baboseira que você fez. Mas depois disso, um silêncio constrangedor se instalou entre vocês dois. Que droga, (S/N)! Por que você foi fazer aquilo?!

Ambos mexiam os lábios tentando falar algo, mas nada saía... Mesmo o esqueleto não possuindo lábios, acho que deu pra entender, não é?

Depois de muitas tentativas, o de casaco azul quebra o silêncio.

– B-bem pivete, d-de qualquer f-forma, acho que a qualquer hora você lutará contra o meu irmão. - O quê? Mas por quê? Não queria lutar contra o Papyrus... Espera aí, ele ainda está gaguejando? – Bom, ele tem um ataque especial, e irei te explicar como funciona. - Você o observava atentamente, mas antes de Sans prosseguir com a sua explicação, você o interrompe.

– Espera, por que eu tenho que lutar contra ele? - Você pergunta meio frustrado com a ideia.

– Porque você é um humano e ele quer te capturar para entrar na Guarda Real... Como ele disse antes. - Sans disse meio impaciente, querendo continuar a sua explicação. Você ficou envergonhado por perceber isso e apenas o deixou continuar.

– Se você ver um tipo de ataque azul, apenas não se mexa e assim não irá te machucar. - Espera... As adagas! Quando o cão as arremessou em sua direção, eram azuis não eram? Agora tudo faz sentido em sua mente. – Imagine uma placa de "Pare", quando você vê uma placa dessas você para não é? As placas de "Pare" são vermelhas, então tente imaginar essas mesmas placas, mas azuis. Simples, não é? - É, bem simples, na verdade nem precisava desse comparativo, já tinha dado pra entender desde o início.

– Sim, é bem simples, obrigado pela explicação, Sansy... - Mas que apelido é esse, (S/N)? Não dá mais pra te entender, sinceramente. Você só percebeu o apelido que deu a ele depois que viu ele corar novamente, o que te fez corar também. Só caos.

– Ah céus, d-desculpa, f-foi sem querer, eu tenho uma m-mania de dar apelidos para as pessoas, m-me desculp- 

– Hey, pivete, não tem problema, se acalma... - Sans disse te interrompendo meio desajeitado. Alguém pode me dizer o que exatamente está acontecendo?

Depois disso, o silêncio constrangedor retornou, Sans se encontrava olhando prós lados, enquanto você olhava para o chão, mais especificamente, os seus pés.

– B-bom, eu acho que eu vou indo, até mais, Sans... - Você disse desajeitado e foi andando, com cuidado para não cair novamente.

Sans apenas te observou indo embora, ainda tentando compreender...

O que aconteceu?

 

...

 

 

Você andou realmente muito pouco e já pôde ver Sans denovo conversando com o seu irmão, Papyrus. Como que Sans passava tão rápido pelos lugares?! É surpreendente. Por enquanto irá acreditar que a resposta seja o teletransporte antes dito pelo mesmo.

Assim que você os viu, decidiu ficar parado para poder ouvir sobre o que os irmãos esqueleto conversavam.

– VOCÊ É TÃO PREGUIÇOSO! VOCÊ TIROU UMA SONECA A NOITE INTEIRA! - Papyrus dizia revoltado para o seu irmão, alegando que o mesmo seja preguiçoso.

– Bem, eu acho que isso se chama... Dormir. - O esqueleto menor disse brincalhão como sempre, nem parece que o mesmo tinha passado por aquele momento... É melhor esquecer isso por enquanto.

Você deu alguns passos minúsculos tentando se aproximar, foi quando você notou que no lugar aonde você estava, estava desenhado um enorme quadrado na neve, e esse quadrado era o que estava separando você dos dois irmãos, estando em lados opostos.

Papyrus logo notou sua presença e dirigiu o seu olhar a você.

– OH-HO, PELO VISTO O HUMANO CHEGOU! COM O OBJETIVO DE TE PARAR, EU E O MEU IRMÃO CRIAMOS ALGUNS QUEBRA-CABEÇAS, EU ACHO QUE VOCÊ ACHARÁ ESSE AQUI UM POUCO... CHOCANTE! - O maior diz entusiasmado, não tem como controlar, apesar de o assunto aqui ser quebra-cabeças, você já estava indo na brincadeira dele, é tão contagiante! – CASO NÃO TENHA PERCEBIDO, ESSE É O INVISÍVEL, LABIRINTO DE CHOQUE! - O que? Choques? Isso não te mataria de vez? Ok, isso acabou te assustando um pouco. – CASO VOCÊ TOQUE NAS PAREDES INVISÍVEIS DESSE LABIRINTO, ESSE ORBE TE DARÁ UM CHOQUE! OK, EU ACHO QUE VOCÊ JÁ PODE TENTAR! - Ele diz puxando um orbe, esperando para que você tentasse passar de seu labirinto invisível.

Não podia mentir, estava morrendo de medo, não queria ter que levar um choque e acabar morrendo, mas Papyrus... Ele parecia estar com um sorriso tão inocente, como de uma criança.

Você dá uma olhada para Sans, como um pedido silencioso de ajuda, tudo que ele faz é dar uma piscadela para você. Como assim? Estava correndo risco de tomar um choque e morrer alí mesmo, e tudo o que ele faz é dar uma piscadela? Virá tempos melhores, (S/N).

Com suas pernas bambas, você começou a dar seus primeiros passos, não tinha nada no lugar que vocês estavam, então você julgou que o labirinto estava dentro deste enorme desenho de quadrado.

Mas você mal pisou para dentro do quadrado que já pôde ouvir um barulho de choque. Ei! Papyrus estava segurando o orbe! Agora que você pôde notar... Mas pelo visto ele ainda não.

– SANS! O QUE VOCÊ FEZ DESSA VEZ?! - Ele culpava o irmão pelo seu quebra-cabeça não sair como o planejado, sendo que a solução para isso era simples, e Sans sabia disso.

– Uhh, eu acho que ele precisa segurar o orbe... - Sans disse como se fosse meio óbvio, até porque era.

– OH, É MESMO! - Papyrus disse, então seguiu o caminho inteiro do labirinto até você, apenas para te entregar o orbe.

Ele deixou pegadas... Revelando o caminho inteiro do labirinto para você... Tão ingênuo.

– AQUI! SEGURE ISTO, HUMANO! - Logo ele diz, voltando para o lado do irmão.

Esse acontecimento acabou por te deixar aliviado, então você seguiu pelo caminho de pegadas que ele deixou, as vezes fingindo se ia para outra direção, apenas para ele achar que o quebra-cabeça estava difícil, mesmo você não sabendo fingir muito bem.

Depois de alguns segundos, você chega até o esqueleto mais alto.

– INCRÍVEL! VOCÊ PASSOU SEM NEM SEQUER LEVAR UM CHOQUE! MAS EU GARANTO PARA VOCÊ HUMANO, O PRÓXIMO NÃO SERÁ TÃO FÁCIL QUANTO ESSE, O PRÓXIMO FOI FEITO PELO MEU IRMÃO, SANS! NÃO SERÁ FÁCIL, EU LHE GARANTO! NYEHEHEHEHE! - Papyrus sai de lá andando de costas, enquanto você solta algumas risadas.

– Hey pivete, valeu... Ele parece estar se divertindo muito. - Sans começou a te agradecer. 

– Ah, Sans, não precisa agradecer, pelo menos estou servindo para algo... - Sua baixa auto-estima veio atacar a sua mente, você perdeu as esperanças em sí mesmo desde aquele fatídico dia...

Sans pareceu estar um pouco abalado com essa sua última fala, você ia começar a pedir perdão, mas ele começou falando.

– D-de qualquer forma, você viu aquele uniforme que o meu irmão está vestindo? - Sans te perguntou e você balançou a cabeça em sinal de confirmação. – Nós fizemos esse uniforme para uma festa fantasia à algumas semanas atrás, desde então ele não tem vestido outra coisa, ele chama aquele uniforme de "corpo de batalha". Cara, meu irmão não é maneiro? - Após isso, você dá breves risadas pelos fatos que Sans falou, e logo depois o responde.

– Sim! Maneiro até demais. - Você responde com um sorriso genuíno e admirável, logo percebeu que Sans te fitava provavelmente divagando em pensamentos. O que será que ele está pensando? – Bom, de qualquer forma, eu vou andando, a gente se vê mais tarde! - Você tirou o esqueleto de seus pensamentos, logo acenando para ele, de longe você pôde vê-lo corando um pouco.

Que esqueleto peculiar...

Você avança, e consegue ver um coelho azul vendendo picolé, ele parecia estar desanimado. Com toda certeza, abrir o próprio negócio deve ser muito cansativo, então você decide dar uma força ao mesmo. Quando você estava chegando perto do coelho, você consegue escuta-lo murmurando sobre algo.

– Eu não entendo o por que não estou conseguindo vender, é o clima perfeito para algo gelado... - Ele parecia estar bem triste, céus, agora você se sente ainda mais determinado em ajudá-lo!

Ele escuta seus passos se aproximando e abre um pouco os olhos.

– Uhh... Oi! - Você diz com entusiasmo na voz, para ver se consegue anima-lo também.

Ele abre ainda mais os olhos, queria checar mesmo se o que ele estava vendo era real.

– OH! UM CLIENTE! O-olá! Gostaria de um Gentilvete? Uma guloseima gélida que aquece seu coração! Apenas por 15 Ouros! - Incrível, parecia outra pessoa, você logo se anima. Gentilvete é um nome bem criativo.

– Claro! Só espera um minutinho... - Você coloca a mão em seu bolso procurando um pouco de Ouro que Toriel te deu caso você quisesse comprar algo. – Aqui! - Você disse com seu ânimo habitual, puxando o ouro de seu bolso, mas antes de você conseguir entregá-lo o Ouro, você sente aquela estranha habilidade de percepção aguçada retornando...

Alguém estava te observando...

Você decidiu entregar o Ouro, e depois ver de onde vinha esse olhar.

– Aqui está, pequeno! Tenha um grande dia! - Ele diz com um enorme sorriso em seu rosto, isso realmente o animou.

– Para o senhor também, moço! - Você diz enquanto voltava a andar, tinha uma pequena ponte de madeira separando o lado que você estava de um outro lado diferente, logo você atravessa.

Ei, aquele alí na frente não é o Sans? Caramba ele é realmente muito rápido! Você decide ir falar com ele.

Espera, será que era ele que estava te observando?

– Ei! Como você chega aos lugares tão rápido assim? - Você o pergunta com um tom curioso, andando até ele.

– Como eu disse antes, é o meu teletransporte, capiche? - Ele diz com um tom travesso, enquanto dava uma piscada, então era realmente o teletransporte. – Hey, sabia que eu também estou pensando em vender algumas guloseimas? Que nem aquele cara que você comprou Gentilvete. - Ei! Então era realmente ele que estava te observando! – E aí? Quer um pouco de Neve Frita? Só são 5 Ouros. - Você decide ignorar isso e logo se atenta ao produto. Neve Frita? Que estranho.

– Tudo bem, 5 Ouros, não é? Espera um pouquinho... - Você disse indo pegar o Ouro, mas logo...

– Espera, eu disse 5 Ouros? Eu quis dizer 50 Ouros. - 50 Ouros? Em... Neve? Ok, iria apostar nisso, aliás, não queria deixar o esqueleto triste.

– Tudo bem, 50 Ouros... - Você mais uma vez iria dirigir sua mão para seus bolsos, mas...

– Ah é? Que tal 5.000 Ouros? - Ok, a essa altura deu pra perceber que ele estava tirando uma com a sua cara. Vai vender ou não?

– Tudo bem então! 5.000 Ouros, passa a Neve! - Você diz um pouco brincalhão.

– 50.000 Ouros é minha oferta final, e aí, aceita? - Mas o que? Estava querendo te estorquir?

– Sans, você sabe que ninguém vai ter 50.000 Ouros, não é? - Você diz meio risonho, esperando a resposta do esqueleto.

– Sim, eu sei, assim como eu também não vou ter Neve Frita, garoto. - Sans começou a rir. Você não estava conseguindo engolir o fato de que vocês ficaram nessa seleuma por nada.

– Sans! - Você deu um soquinho de leve no braço direito dele, apesar de ser apenas osso. – Não acredito que eu caí nessa! - Você diz colocando uma mão na testa, ainda inconformado.

– E caiu direitinho! - Sans ainda rindo, disse com um pouco de dificuldade.

Você não se aguentou e acabou rindo também, não suportava uma boa risada, parecia que tudo te contagiava.

– Acho que você já sabe, eu vou indo, Sans. Até mais. - Você disse recuperando o fôlego, voltando a andar e acenando para ele novamente, dessa vez ele pisca para você, conseguindo sentir seu rosto corar um pouco e logo se vira para prestar atenção no caminho. 

Você vê uma pequena bola de neve, e decide ir chutando-a enquanto caminhava, logo depois consegue ver um buraco de golfe no meio desse caminho, você chuta a bola de neve para dentro do buraco e começa a subir uma bandeira amarela, como uma vitória.

Você se sentiu meio vitorioso, mesmo que a poucos segundos atrás você nem sabia que isso se tratava de um jogo, e continuou andando.

Mais uma vez, você vê Sans e Papyrus, na sua frente, o que estava te separando dos dois irmão era um pequeno retângulo com um papel no meio. O que será dessa vez?

Papyrus nota sua presença e te dirige o olhar, empolgado como sempre.

– AH, HUMANO! EU ESPERO QUE VOCÊ ESTEJA PREPARADO PARA... - O que foi? Por que ele parou do nada? – SANS! AONDE ESTÁ O SEU QUEBRA-CABEÇA? - Papyrus perguntava indignado, agora que percebeu que o quebra-cabeça era apenas um papel no meio de um retângulo desenhado na neve, você sorriu bobo com isso, passar um tempo com esses dois deve ser muito divertido.

– Está bem alí, no chão, confia em mim, não tem como ele passar desse. - Sans disse, dirigindo o olhar para você, assim como Papyrus. Parecia que ambos estavam esperando você ir até o papel, então você vai até o mesmo, e o pega em sua mão.

Nele estava desenhado um cubo de gelo com o rosto de um cachorro na esquerda, dizendo "Ei crianças! Poderiam me ajudar a resolver esse quebra-cabeça?", enquanto no meio tinha letras embaralhadas, embaixo tinha algumas palavras listadas, e encima estava escrito "Caça Palavras Para Crianças Monstros". Um caça palavras? 

Bem, você não tinha um lápis ou uma caneta, então você apenas deixou no chão e caminhou até os irmãos esqueleto.

– SANS! ISSO NÃO FEZ NADA! - O de uniforme disse um pouco estressado para o irmão.

– Oops, eu sabia que deveria ter usado as palavras cruzadas de hoje ao invés disso. - Sans disse, fingindo indignação.

– O QUE? PALAVRAS CRUZADAS? NÃO ACREDITO QUE DISSE UMA COISA DESSAS! EM MINHA OPINIÃO... JOGO DA MEMÓRIA É SEM DÚVIDAS O MAIS DIFÍCIL DE TODOS! - Papyrus disse com convicção do que estava falando.

– O que, sério, bro? Aquelas cartas embaralhadas? Aquilo é para esqueletinhos. - O de casaco disse risonho.

– I-NA-CRE-DITAVEL. - O maior disse certamente decepcionado. – HUMANO! QUAL VOCÊ ACHA O MAIS DIFÍCIL? - Oh, céus. Papyrus quer sua opinião sobre isso... Bem, se você respondesse jogo da memória, o esqueleto maior certamente iria ficar feliz, mas... Espera, Sans não parece ligar muito para isso, não é?

– Jogo da memória é com toda certeza o mais difícil! - Você diz convicto, como Papyrus a alguns instantes atrás, colocando suas mãos na cintura, e inflando suas bochechas, uma cena fofa. Após isso você pôde ver Sans corando minimamente.

– HA HA! ISSO! HUMANOS DEVEM SER MUITO INTELIGENTES, JÁ QUE ELES ACHAM O MESMO QUE EU! NYEHEHEHEHEHE! - O de uniforme diz isso e sai correndo para a outra direção, você e Sans apenas assistiam Papyrus se distanciar.

– Valeu por falar "jogo da memória" só para deixar meu irmão feliz, pivete. - Sans disse rindo um pouco.

– A felicidade de vocês é a minha também, Sans! Sabe que eu faria denovo se possível! - Você diz inocentemente, corando um pouco pelas palavras um tanto embaraçosas. Sans pareceu ficar feliz pelo que você disse. 

Após isso você novamente se despediu de Sans e continuou seguindo em frente.

Você agora estava em um local aonde tinha duas mesas, uma tinha um espaguete, e a outra tinha um micro-ondas aonde todas as opções diziam "espaguete", e um papel do lado da mesa do espaguete. Você decidiu ir até o papel.

"HUMANO, POR FAVOR, APROVEITE O ESPAGUETE! (MAL SABE VOCÊ, MAS ESSE ESPAGUETI É UMA ARMADILHA PARA MANTÊ-LO PRESO! ESTARÁ TÃO OCUPADO SABOREANDO O MEU ESPAGUETE QUE NÃO IRÁ PERCEBER QUE NÃO ESTA FAZENDO PROGRESSO! MAIS UMA VEZ DERROTADO PELO GRANDE PAPY-" Você não estava conseguindo ler direito, estava cambaleando de sono, por quanto tempo ficou andando por esse lugar? O tempo parecia passar bem rápido aqui...

Você decide se encostar em uma parede, na qual tinha uma pequena entrada para ratos passarem, como em antigos desenhos. Você se encostou e deslizou lentamente, até se sentar no chão, encostado nela. Decidiu dormir alí mesmo, já que não tinha exatamente aonde ir.

 

 

...

 

 

Você se levanta, aonde estava? Que lugar era aquele? Era tudo escuro.

Você estava em um limbo de escuridão. Você olhou ao seu redor para ver se conseguia encontrar algo. Ao fundo, você pôde ver um pontinho branco, parecia estar realmente muito longe.

Sem muito o que fazer, você vai caminhando até o pontinho branco, cada vez mais que você se aproximava desse ponto, ele emitia barulhos irreconhecíveis.

Voce estava praticamente frente a frente com o ponto branco... Tirando o fato de que o ponto branco, estava de costas.

Ele começa a se virar, ganhando um rosto e uma aparência bizarra.

Seu rosto também se parecia como um esqueleto, mas esse tinha a parte direita de seu crânio rachada, sua rachadura chegava até seu olho direito, que estava quase semicerrado, não havia pupilas em seus olhos, apenas a escuridão. Ele utilizava um cachecol branco acinzentado, com um manto totalmente preto, que se camuflada na escuridão desse estranho limbo, você notou que ele possuía mãos esqueléticas esburacadas, tinha também um sorriso vazio, que parecia ser característico dele.

Ele começou a emitir sons ensurdecedores, sua face começava a se distorcer, tudo ficava muito mais bizarro, você estava perplexo, alí mesmo.

Mas logo depois, foi como se tudo tivesse explodido, o limbo que antes era envolto em escuridão, agora era envolto em absoluto branco, já não se podia ver mais nada, você escuta mais um barulho, que dessa vez não era ensurdecedor, mas parecia vim do mesmo ser.

– ☝✌��❄☜☼. 

 

 

...

 

 

Você acorda dando um enorme salto, mas parece bater a cabeça em algo, ou melhor, em alguém.

– Ouch... S-Sans?!

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Mano foram dois dias escrevendo isso aaaaaa

Qualquer erro é só colocar no chat anjos.


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