História Eu, vampiro - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Tags Bts, Exo, Fantasia, Hetero, Namenat, Serienoturnos, Sobrenatural, Vampiros
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Palavras 3.837
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Fantasia, Harem, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E acabou galerinha hehehe
Espero que tenham gostado dessa fic e que ela tenha ajudado a saberem mais sobre os vamps que amamos muaaaa
Boa leitura <3

Capítulo 4 - A cor purpura


Fanfic / Fanfiction Eu, vampiro - Capítulo 4 - A cor purpura

 

    Quando vi o templo a distância eu cai de joelhos exausto demais para cruzar os últimos metros e desci Isac dos meus ombros. Estava tão perto, mas meu cansaço mental era tanto que eu precisava de um tempo para respirar, Isac se distraiu com a paisagem e por isso eu relaxei um pouco e fechei os olhos.

  Será que estava fazendo o certo? Será que Morango...

— Nam? Meus deuses, Nam!

 Achei que ouvi a voz da minha pequena amiga, mas meus olhos começaram a escurecer e eu só pensei se vampiros eram capazes de desmaiar. E então vi cachos dourados próximos de mim e a última coisa que fui capaz de dizer foi:

“Cuide da criança”

  E apaguei.

 

 

  Acordei me sentindo quente e confortável e demorei a me dar conta que estava em uma cama macia e coberto por peles quentinhas. Me ergui de súbito pensando aflito em onde estava Isac e uma mão tocou meu peito para me deitar de novo.

  O sorriso de Morango me recebeu meiga e tranquila:

— Ei, vai com calma, Nam. Você teve uma semana difícil, mas estou feliz que escolheu vir até mim – Ela sorriu pacifica e por isso eu me acalmei, ela tinha aquele enfeito em mim, na verdade em todos até onde eu sabia – Isac está bem, alimentado e está brincando com meus irmãozinhos lá fora agora, fique tranquilo.

— Morango... E-eu, eu...

— Eu sei.

— Sabe?

  Dei outro pulo e dessa vez ela me deixou sentar na cama. Estava sem camisa e por isso acabei puxando o cobertor até meu pescoço o que fez ela rir. Acabei relaxando por consequência;  

— Eu sei e acredite, eu sei que foi sem querer, você é um bom homem Namjoon, apenas foi obrigado a entrar em nosso mundo pelos meios mais complicados – Morango se sentou na beira da cama imensa e tocou minha mão sobre a coberta, a jovem bruxa era como um vento cálido de primavera que me deixou sereno também – Os meninos me procuraram logo que souberam que você desapareceu. Eu pensei em ir atrás de você, mas mamãe me pediu para esperar, havia algo em seu caminho e estávamos certas, você salvou a criança. Isso não vai te fazer voltar a ser um Craiova, mas é seu álibi. Você não matou a humana no final, não é um crime punível de morte, apenas de expulsão, mas confie em mim, você não está sozinho, nunca esteve.

— Obrigado, Moranguinho...

  Murmurei com lágrimas nos olhos e ela me abraçou firme. Por fora ela parecia não ter mais de sete ou oito anos, mas eu sabia melhor, sabia como ela era mais velha por dentro, e mais sábia também.

— Vamos te ajudar a se controlar de vez e você vai voltar para seu grupo novo em folha. Eu te darei a minha benção, sou a princesa das bruxas, estou acima da hierarquia e os vampiros me devem respeito.

—  Sério?

  Ok, por aquilo eu não esperava nem sabia, ela assentiu:

—  Não usamos o poder conferido a nós aqui em casa, você sabe, mas eu usarei em seu caso. Tenho algumas cartas na manga.

  Ela terminou piscando e eu só conseguia pensar em beijar aqueles pezinhos de boneca e agradecer a todos os deuses que eles tinham.

— Morango, você é minha heroína!

  Brincou aliviado, ela riu e piscou outra vez:

— É o que fazemos pelos amigos, não? Agora vou te esperar lá fora, Taehyung trouxe algumas roupas para você, vista-se e depois conversaremos sobre os detalhes e o que precisa saber para enfrentar essa situação de frente.

— Morango – Eu a chamei antes dela se levantar e peguei em sua mão sem graça – Nat...?

— Vou te explicar tudo, agora vista-se.

  Ela saiu e eu me troquei rápido com as roupas colocadas arrumadinhas sobre um dos baús – Eles usavam baús no lugar de guarda roupas ali, desde que eu soube achei tão legal – E então saí do quarto vendo minha amiga no corredor à minha espera.

  Morango foi a melhor pessoa que conheci naquele mundo desde que o descobri.

  Tae foi o primeiro de nós – Ele soube que era consorte de bruxa em uma situação meio confusa e não resolvida entre eles até agora, mas precisou ficar um tempo na casa da amiga dessa bruxa, que era o templo da rainha e ali ele ficou amigo de uma das trigêmeas. Morango.  Depois foi Yoongi e Hoseok que descobriram que eram consortes da princesa dos vampiros, Nina. Uma relação que também foi conturbada até se acertarem. Nesse meio tempo, eu, Jin, Jimin e Kook – que ainda tinha ressalvas sobre o mundo dos noturnos – Ficamos amigos da Morango – Agora melhor amiga do Tae – e passamos a conhecer o mundo dos noturnos. E então meu caso aconteceu, acabei sendo mordido por um vampiro do mal em uma perseguição louca e quase morto. Nat me salvou, me transformando e eu me dei conta que tinha problemas alimentares que me trouxe até ali.

  Suspirei, o culpado era eu, não minha amada vampira, mas talvez aquilo pudesse nos separar e eu estava aterrorizado que acontecesse.

  Morango veio para mim e sorriu fofinha:

— Agora você é você, o rapper legal que conheço.

  Eu me olhei e acabei rindo baixo, estava com meu moletom confortável e tênis de corrida, era eu de novo, eu, Namjoon e não o novo lorde Craiova, consorte de lady Craiova. Talvez aquele mundo nunca fosse o meu afinal, talvez eu seria um vampiro párea no fim.

— Os membros estão aqui?

— Oficialmente não, se Suga e Hope souberem, como consortes da princesa teriam de te delatar, extraoficialmente todos querem te ver, então vamos lá.

  Eu rolei os olhos e segui a minha pequena amiga indo parar em uma sala no andar de cima onde todos os membros me receberam efusivos e alguns com lágrimas nos olhos e de repente tudo o que passei não foi tão triste assim, ou tão horrível assim, eu tinha amigos que me amavam, que acreditavam em mim mesmo quando eu não acreditava muito.

  Eu tinha uma família me esperando.

  Quando todos os ânimos melhoraram, Kook foi o primeiro a falar:

— Quando você desapareceu e Tae pirou, eu esperei o pior... Nam, nunca mais me mate do coração outra vez!

— Desculpe Kook eu também tive pouco tempo para pensar, sabe, foi complicado.

— Mas você está aqui de novo e isso é o que importa – Hoseok me disse me abraçando de novo e então me encarando nos olhos – Eu sinto muito pelos problemas com os vampiros. Mas acho que sua advogada vai dar um baile no meu sogro, só acho.

 Todos rimos e Morango finalmente se aproximou da nossa rodinha de sempre:

— O rei Ryven é amigo íntimo de lorde Craiova, todos sabemos que ele não quer seu mal e que ele sabe que foi um acidente, mas a lei é a lei e vamos ter que agir dentro dela. Nat vai te encontrar na arena e diante de todos você não deve mais olhar para ela, para a raça você é um transgressor. É mais seguro e racional que vocês oficialmente fiquem separados. Extra oficialmente vocês se resolvam e se amem porque amor é o que vale a pena nesse mundo.

— Vai ser um amor bandido, adorei!

  Seok disse rindo e eu o soquei, o que doeu claro porque eu era vampiro e ele ainda humano. Sorri meio mal, todos riram de nós dois.

  Mas eu entendi a situação sim, para Nat o melhor era ainda ser uma Craiova, aquele título era dela e ela tinha seu lugar ao lado do futuro rei. Politicamente era o certo a fazer.

— E como eu vou voltar para minha vida humana sem que os vampiros me cacem?

  Perguntei a pergunta de um milhão e que me tirou a paz durante todos aqueles dias. Morango sorriu e a porta da sala abriu dando passagem para a irmã dela, a de cabelos negros e olhos profundos. Amora.

  Ela me olhou séria e então se voltou para a Moranguinho que disse por fim:

— Porque minha irmã vai assumir você diante de todos. Amora é uma bruxa única, sem consortes vivos. Ela tem direito a requerer um consorte oficial diante do conselho dos sete reis e ela se ofereceu para assumir você. Assim, sendo um consorte de bruxa não pode ser tocado por nenhuma das demais raças. Você estará livre, será um vampiro livre, sem marca, sem exclusão. Será meio que um café com leite, segue as leis dos vampiros, mas responde a rainha das bruxas. Minha mãe será sua juíza depois de Amora te assumir oficialmente. Essa é sua única chance, Nam. A única de poder ainda voltar a sua vida humana de idol com segurança.

  Eu arregalei os olhos e olhei para a garotinha séria e silenciosa e me senti indigno, caramba, como ela podia fazer aquilo por mim? Era... Era injusto com ela!

— Não se preocupe, Kim Namjoon, o amor da minha alma ainda não nasceu, talvez não nascerá, te proteger e te dar meu nome não me incomoda em nada. Você é amigo da minha irmã, isso te torna meu amigo. Nós protegemos uns aos outros aqui nessa família, você entenderá em breve, além disso, é o único modo de poder encontrar a sua consorte em segurança e sem o julgamento externo. Eu sou uma bruxa do espírito, ninguém se oporá a mim, ninguém vivo tem esse poder ou essa coragem.

  Caramba, ouvir uma garotinha metade do meu tamanho falando daquele jeito e ainda assim com aquele foco e aquela certeza inabalável na voz era um pouco assustador. Ela era intensa. Enquanto Morango era fofa, aquela irmã dela parecia uma pequena deusa irradiando um poder sério e absoluto. Nunca tinha visto de perto e nem conversado com ela antes, mas a minha vontade ali era quase ajoelhar na frente dele e dizer algo do tipo: Sim, minha senhora.

  Acabei assentindo enquanto por dentro eu refletia que jamais poderia pagar a mesma altura e então ela sorriu pequeno:

— Agora venha até mim, eu vou curar a sua cede.

— QUÊ?

  Ok, agora eu fiquei mesmo tonto.

— Minha irmã tem o dom da cura, Nam – Morango respondeu me sorrindo de canto – Depois vou te ajudar a aprender a caçar. Essa sede louca que sente por sangue humano direto da fonte pode ser controlada, você não nasceu assim, é um transformado, é um desejo adquirido e todo desejo adquirido pode ser suplantado por uma indução. Não lhe sugeri isso antes porque achei que Natasha tinha conseguido seu controle. Se eu soubesse que estava sujeito a esse risco eu teria lhe aconselhado antes, perdão meu amigo, poderíamos ter evitado isso, contudo como minha mãe diz, existem tragédias que nos acontecem para nos fortalecer. Talvez esse fosse seu destino. Também não é algo que qualquer bruxa possa fazer e exige certo nível de cumplicidade, apenas Amora pode e é um segredo, não deve dizer a ninguém... Pois muitos desejariam obter esse poder.

  Eu ofeguei e jurei imediatamente:

— Jamais direi, Moranguinho, juro.

—  Eu também, vou sair daqui e esquecer!

  Seok disse rápido e logo todos os meus amigos juraram o mesmo. Se existia algo entre nós era palavras cumpridas. Tínhamos honra, todos nós.

— Muito bem, então vamos deixar vocês dois agora sozinhos e depois nos preparar para ir até o rei. Temos um julgamento a comparecer.

— Mas Morango, você é crian...

— Não perante os reis. E minha mãe já convocou o conselho dos sete, Nam, agora não podemos retroceder.

  Aquilo meio que congelou minha coluna, mas eu assenti. Elas estavam fazendo aquilo tudo por mim, eu devia ao menos ser corajoso, certo?

  Todo mundo saiu e eu fiquei sozinho com Amora que me olhava ainda com aqueles olhos que pareciam varrer a minha alma e cravar até meu âmago.

— Não tenha medo, eu vou protegê-lo para sempre.

— Eu só... Não sei como um dia poderei retribuir.

  Ela sorriu e abriu os braços:

— Quando for a hora saberemos, Namjoon, quando for a hora, saberemos. Agora venha, vamos educar a sua sede e fazer você dominador de si mesmo.

  Eu assenti, fui até ela, me ajoelhei e a abracei.

  Tudo se tornou púrpura ao nosso redor e eu cai em um sono profundo.

 

 

Dias depois

 

  Megalla caminhou pela mansão dos Craiova até entrar no quarto de Nat que olhava para a janela com um olhar tenso e sério.

  Entendia a raiva contida da filha de Hunnie, estaria louca igual no lugar dela, mas ela também agora devia tudo aquela princesa bruxa. O que a princesa fez, na verdade as duas princesas fizeram, foi algo que ninguém mais poderia fazer por Nam.

  Não conseguiu encontrar o templo das bruxas, porque havia magia mortal ali da qual não tinha poder ou autorização para atravessar, que não lhe permitia se aproximar e voltou frustrada para casa só para saber que uma convocação do conselho que nunca se reunia estava em andamento.

  Só soube do conselho dos sete reis acontecendo duas vezes nos últimos séculos.  A última foi para negociar as leis propostas por Xing e que ele implementaria no seu reino e queria que todas as raças as seguissem também. Jamais podia prever que aquela convocação feita pela rainha das bruxas, fosse para salvar a pele do consorte da Natasha. Não pode entrar, mas soube exatamente o que aconteceu lá dentro porque seu rei ainda estava um pouco chocado com o que as bruxas fizeram.

  O fato era: as bruxas cuidavam da própria vida, protegiam os humanos e raramente se metia nos assuntos das outras raças. Quando o velho conselho das bruxas caiu e Laine assumiu o trono, tudo foi tão rápido que quando souberam, já estava feito. Como aquilo não era algo que afetava os demais reinos, ninguém se meteu, mas ficava sempre aquela aura de até onde ia o poder da rainha das bruxas, quem deuses era ela mesmo?

  Xing lhe contou que quando ela entrou e explicou o motivo da convocação, os reis no geral ficaram chocados, mas então as duas filhas dela entraram e foi daí que a coisa se revelou. Bruxas do espírito, bruxas temidas e que estavam extintas do mundo há séculos e uma delas estava assumindo o vampiro transgressor para si de acordo com uma lei antiga e esquecida entre eles. Bruxas tinham o direito de requerer até três consortes sobre sua proteção e nada nem ninguém podia tocá-los a partir de então. Como eram leis velhas e abandonadas, o conselho foi chamado para fazer ciente a todos que estavam sendo usadas.   Elas fizeram tudo aquilo por um mero vampiro transformado, o que assustou um pouco todo mundo, o que Megalla até se divertiria se não fosse o vampiro da Nat no meio da coisa toda e bruxas que não deveriam existir o fazendo foco dos reis dos noturnos.

  Megalla sabia o que politicamente estava sendo revelado. As bruxas eram as mais poderosas, aquilo era um jogo de poder de “Não cruzem meu caminho se querem ficar como sempre estiveram”. Mas o fato era, Nam era merecedor de todo aquele trabalho? O que demônios no fim o garoto tinha para mover as bruxas do seu esconderijo para a luz assim? Sabiam que anjos que antes dormiam, as cercavam, havia histórias vindas do templo, histórias desencontradas, mas histórias, só que entre rumores e demonstração de poder daquele jeito? Era um mar de diferença.

  Será que ele tinha algo que nenhum deles percebeu até agora?

  Será que o garoto era um consorte verdadeiro daquela criança bruxa que segundo Xing era assustadora com aquela aura purpura ao redor dela?

  Já tinha ouvido falar de bruxas do espírito, bruxas que podiam fazer coisas que nem deuses eram capazes, bruxas do espírito tinham a essência de magos da primeira era, de um mundo esquecido e destruído por fúrias. Eram titãs perigosos, mas no mundo não havia nada nem ninguém que pudesse fazer frente. Ou seja, todos os reis exigiram que elas ficassem em suas florestas e não saíssem de lá por segurança. Foi um acordo louco em sua opinião. Xing disse que a rainha se comprometeu a não se aproximar dos demais centros dos reinos e se manter longe dos negócios das raças, desde que Namjoon tivesse liberdade de ir e vir para onde bem quisesse.

— Nat, quer conversar sobre isso?

  A dona dos olhos cinzas que tanto achava lindo como marca dos Craiova se voltou para ela e parecia tão obscuros que meio que lhe preocupou:

— Mesmo Nam dizendo que elas são só amigas, mesmo assim, Meg, eu não vejo onde só amizade pode ser capaz de fazer o que elas fizeram, meu Nam agora pertence oficialmente aquela bruxa sinistra e ele age como se ela só fosse uma garotinha fofa inofensiva.

  Meg evitou de brincar sobre o ciúme dela e foi no assunto que mais pegava. Nam e Nat se encontraram depois da reunião, por um pedido da rainha das bruxas para uma despedida justa, quem seria o louco de argumentar contra, não era mesmo?

— Mas o que vocês acertaram?

  Nat começou a andar de um lado para o outro e parecia uma fera enjaulada:

— Eu posso ir ao templo quando eu quiser, extraoficialmente claro, e fica lá com o Nam, mas não devo me aproximar dele quando ele estiver se fingindo de idol humano, por segurança.

— Tem lógica.

  Pontuou racional. A fêmea alfa lhe encarou nervosa:

— Mas eu sinto que isso é como uma guarda maldita compartilhada!

  Meg suspirou e assentiu, sim, era, era mesmo...

— Mas não é melhor isso do que ter que esconder o garoto em uma meia vida indigna, marcado e observado por olhos em todos os cantos esperando um deslize dele para matá-lo, ou pior, sendo levado ao submundo quando o desespero for maior que ele? Com elas, Nam está seguro, controlado, feliz. Ele pode continuar a vida dele e o amor não é ver o outro feliz e saudável? Não é melhor ter uma parte dele do que ele pela metade? Nam não é um de nós, querida, ele é um humano, ele pensa como um humano, temos de aceitar. Me diga, como ele estava na reunião?

— Ele estava bem, sem fome, sem medo - Ela respondeu contrariada e então suspirou profundamente – Eu vou perder o meu homem, Meg. Não sou uma loba que tem um vinculo que exige a presença dele ao meu lado, mas eu sinto uma falta insana e saber que agora não posso vê-lo sempre que eu desejar me deixa louca da vida!

— Ele te ama, Nat. Você sabe, todos sabemos, ele deve ter pensado em você também, dê uma chance a ele...

— Ela será uma mulher linda quando ficar mais velha, e nova, e poderosa, ele vai preferir aquela bruxa! - Então ambas se encararam e Nat terminou cruzando os braços – Estou parecendo uma louca ciumenta, não é?

— Sim, está.

— Eu sou uma louca ciumenta!

— Eu te entendo, está em uma situação nova, eu também estou surpresa.

— Surpresa não é bem a palavra, existe algo mais aí, elas não iam se expor daquele jeito por um cara qualquer, Nam... Tem algo... Como eu não vi?

— Eu também sinto isso, mas eu não sei o quê. Contudo você pode ir conversar com a bruxa, Nat. Não fique teorizando, vá e descubra, seja você.

— Vou fazer isso, ele disse que até amanhã vai ficar lá, eu vou!

  Nat pegou o casaco e saiu do quarto rápida, Meg suspirou.

  Porque sentia que aquele drama estava apenas começando?

  Hunnie lhe encontrou do lado de fora e parecia tão sério quanto ela mesma:

— Você está pensando o mesmo que eu?

  Meg riu de leve e deu um tapinha no ombro do lorde que amava:

— Eles vão encontrar um caminho decente entre eles para ficarem juntos, mas confesso que Nam com as bruxas é mais fácil para a sua aposentadoria.

  Craiova a olhou de lado e por fim suspirou:

— Politicamente Nat será mais autônoma, emocionalmente será mais fria.

— Uma disputa saudável vai motivá-la. Ela é uma Craiova, ela vai superar.

— Meg, você é maquiavélica, coitado do homem que escolher como seu.

  Megalla gargalhou e então apontou para a neve:

— Eu serei uma saudável aposentada, meu caro Hunnie, ele vai ter que lidar.

  Lorde Craiova riu e ambos voltaram para a dentro da mansão.

 

 

 

  Eu estremeci eufórico quando Morango veio até a biblioteca onde eu estava lendo – Me propus a estudar tudo o que podia sobre transformados e a histórias dos vampiros e dos noturnos em geral, não queria mais ser pego de surpresa – E me disse que Nat estava lá.

  Sai correndo e quando a vi no salão do trono ao lado de Amora eu apenas fui até ela e abracei com saudades. Ouvi um risinho baixo da minha nova “consorte”.

  Nos últimos dias brincávamos que aquilo era estranho, mas parecia de certo modo legal. Eu entrei no tal conselho sendo olhado meio com asco, e sai de lá com gente se curvando para mim, era algo louco, mas meio que me fez me sentir melhor.

  Eu não era mais escória, eu era um consorte de bruxa.

  Amora era quase minha deusa pessoal agora. Eu não sentia mais fome, conseguia beber de sangue doado de boas e até ganhei garrafinhas estilizadas em formato de squeeze para eu usar na Coréia e fingir que era água. Eu era eu outra vez.

— Nossa, que animação!

  Nat me disse divertida e eu ri:

— Estou feliz que veio me ver...

— Na verdade eu vim ver a Amora.

  Ela respondeu ficando séria, Amora cutucou minha cintura e apontou para a biblioteca, a maior biblioteca do mundo dos noturnos por falar nisso:

— Vamos conversar em privado e você vai jantar, depois nos encontre, combinado?

  Eu assenti e deu um último beijo em Nat antes de ir para a cozinha.

  Quando voltei, elas apertavam as mãos e eu me senti aliviado, queria que as duas se desse bem. Afinal eu amava Nat e começava a gostar da Amora, ela não era amiga como Moranguinho, mas me fazia sentir seguro e confortável ao lado dela.

  Quando Nat se foi, eu me sentei ao lado da bruxa morena e perguntei um pouco curioso, confesso:

— O que a Nat queria, Amorinha?

  Amora me olhou longamente e então disse sorrindo suave:

— Ela te ama, Nam, ela só queria ter certeza que eu cuidaria de você. Ela é uma vampira, vampiros tem emoções violentas e intensas com aqueles que amam. Eu a entendo e a assegurei que está bem e ficará seguro, para sempre.

— Obrigado, mesmo, obrigado!

— Eu vou cuidar de você para sempre, Namjoon, eu prometo.De você e Isac, vocês são meus agora para cuidar e proteger.

  Ela disse baixinho e eu a abracei forte, e logo estava sentado aos pés dela lendo o livro que deixei de lado nas últimas horas enquanto ela lia outro de poções avançadas sentada no divã de canto.

  Ia dar certo, eu ia convencer Nat que tudo ia ficar bem, não como ela queria, mas ainda assim, bem. Nós nos amávamos, podíamos lidar com o resto.

  Eu não sou mais um Craiova, mas amo uma Craiova e aquilo fazia tudo valer a pena.

  Com o resto lidaríamos aos poucos.

 

 

Fim

 

 


Notas Finais


Beijocas!


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