História Eu vejo você - Capítulo 29


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Fantasma, Passado, Romance Fantasma
Visualizações 8
Palavras 1.506
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Poesias, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


OIIII GENTE! Esse capítulo nós vamos ter uma surpresa muito especial, uma coisa que não sabíamos sobre o Anthony. Mas o importante é que eu quero dedicar esse capítulo a minha amiga Isabela. Que é uma garota pela qual todos deveriam dedicar livros e capitulos💜.

( A tradução do título é Na próxima vez que você estiver lutando. Mate-os com bondade– Selena Gomes)

Capítulo 29 - Next Time Youre Fighting. Kill 'Em With Kindness


Fanfic / Fanfiction Eu vejo você - Capítulo 29 - Next Time Youre Fighting. Kill 'Em With Kindness

NOTAS INÍCIAIS IMPORTANTES ⬆️ 

ANTHONY

Sentado no chão e apoiado na escada, Clara está entre minhas pernas e apoiada em mim, enquanto observa atentamente nossas mãos entrelaçadas.

– Está tudo bem?– pergunto beijando seu cabelo.

– Sim eu só... Queria parar o tempo exatamente agora. Queria não ter que voltar nunca mais.

– Não precisa acabar. Eu já te disse a minha proposta.

Ela ri e se vira pra mim, ainda pegando na minha mão.

– Você é um século mais velho que eu, e tem 23 anos. Porque sou eu que tem que sempre agir como adulta.

– Não precisa agir como adulta perto de mim, pode ser o que quiser.

– Você sabe que se dependesse só de mim eu não pensaria duas vezes e também tem...

– Eu sei, eu sei...– digo lembrando do seu irmão– Desculpe por insistir nisso, não queria te chatear.

Ela pega o meu rosto e me beija de um jeito tranquilo acariciando meu cabelo... O que estávamos falando mesmo?

 – Não me chateou, é um pensamento muito bonito– diz serenamente olhando em meus olhos– Anthony... Porque isso está acontecendo?

– O que? – pergunto olhando pra ela confuso.

– Isso– diz colocando a mão por cima do meu peito– Eu consigo... Sentir você, consigo tocar em você. Antes era um contato pequeno, mas agora...

Respiro fundo e mordendo os lábios.

– Eu não sei Clara– suspiro– Não sei de tudo. Quer dizer, isso– pressiono sua mão em meu peito– Eu, esta casa, não é uma ciência exata. Não faço ideia de como funciona.

– Mas...– ela diz dando entonação sabendo que era para eu continuar.

– Mas... Eu sei o motivo

– Você nunca me disse.

– Nunca achei que fosse necessário, no início eu apenas não queria falar de mim pra você porque sentia que isso aumentaria nossa distância, mas acho que é melhor você saber.

– Eu achei que você não falava porque não se sentia confortável.

Sorrio suavemente pra ela.

– Porque eu perderia nosso tempo juntos falando de mim, quando podia ouvir você falar?

Ela olha brava para mim.

– Não gosto que pense essas coisas. Você precisa falar comigo também.

– Sei disso, mas eu passei anos ouvindo somente a minha voz. Você falando me deixava–deixa–mais calmo.

Beijo o seu rosto.

– Então me conta. O que aconteceu?

Suspiro pesadamente e começo a  contar a história.

– Tudo começou com o meu avô. Adam Laurens Jaden Smith, ele era um homem... Difícil e complicado em muito aspectos. Eu nunca o conheci e tenho poucas lembranças do meu pai me falando dele, quem me contou o que sei foi a minha mãe e ela não era exatamente adimiradora dele. Enfim no início de 1700 ouve... A caça as bruxas– sinto Clara estremecer no meu colo– Milhões de mulheres queimadas no incio do século e meu avô nasceu nesse início. Ele era um ministrante de uma igreja católica e acreditava veementemente na caça, o pai dele também práticava mas o meu avô era obssesivo com isso, minha mãe dizia que ele parecia o próprio diabo o que era irônico porque ele cuidava da área de convertidos a igreja...– paro um momento e vejo Clara olhando atentamente para mim– Porém, teve um dia em que no meio de uma passeata com o conselho ele viu uma menina praticando bruxaria– respiro fundo– No julgamento a menininha disse que estava apenas brincando com o fogo, mas o meu avô disse que ouviu ela falando com a fumaça... Então eles a condenaram.– Clara põe as mãos na boca assustada e a sinto tremer, e depois vejo que estou tremendo também– Depois de um tempo uma mulher veio falar com meu avô no meio da rua, gritou o chamando de assassino dizendo que havia matado sua filha, ele, obviamente, não havia aceitado isso então.... Bateu nela em frente a vila toda– engulo em seco, digo com nojo, pensando em como alguém era capaz disso, olho para Clara e pelo sua feição percebo que está pensando a mesma coisa– No dia seguinte, ele estava sozinho em casa e a mulher apareceu novamente. Ela disse que era uma bruxa mas que sua filha foi condensada injustamente, disse que ele deveria pagar pelo que fez e... Seu filhos inocentes também iriam. A mulher colocou uma maldição. Falou que o castigo do meu avô não seria o de morrer, mas sim um pior ainda, quando ele morresse seria proibido de ir para o céu, ou para o inferno. Ele teria que ficar preso a sua casa onde assinou o decreto da morte de milhares de mulheres e que quando o seu filho morresse, tomaria o lugar dele mas somente o meu avô iria desaparecer depois que o filho falecer, iria deixar de existir pois mostros sem alma não irão a lugar nenhum. Ela disse que a maldição duraria até o final dos tempos, com todos os descendentes dele. E foi o que aconteceu, meu avô ficou preso a esta casa e deixou de existir quando meu pai morreu em 1771, Eu tinha 5 anos na época.– lágrimas saiem do meu rosto e Clara segura minha mão– Depois... Eu morri com aqueles homens me batendo, mas como não tinha filhos fiquei aqui– viro para ela sorrindo entre as lágrimas– E agora estou com você...

Clara chora e me abraça com força beijando o meu rosto e dizendo o quanto me amava.

Ficamos assim por um tempo e ela vira pra mim com os olhos vermelhos.

– Como...– engole em seco– Como você sabe dessa história?

– Assim que eu morri, eu vim para essa casa. No início não entendi o que estava acontecendo, mas a bruxa estava aqui.

– O que?– ela arregala os olhos– Ela estava viva todo esse tempo.

– Ela que me contou tudo... Provavelmente ela está viva até hoje, mas eu nunca mais a vi.

– Sabe onde ela está?

– Sempre quis saber também...– suspiro irritado.

– Deve ter sido difícil pra você quando ela te contou...

– Na verdade eu achei que estivesse sonhando ou que tinha batido a cabeça muito forte– passo a mão nervosamente na cabeça– O problema foi quando vi que isso era real.

– Não consigo nem imaginar. Você sozinho por tanto tempo.

– Acho que estava esperando você– sorrio sem dentes.

Ela me encara com aqueles olhos brilhando e com aquele olhar que eu sabia que só era direcionado a mim. Céus... Como eu a amo...

Quando vi estávamos nos beijando novamente. É calmo e intenso, que me faz esquecer do mundo lá fora, nos entramos em uma bolha de felicidade, só nossa.

Quando acaba voltamos a realidade, mas ainda fico anestesiado pelo efeito que ela me causa.

– Anthony, você não... Fica cansado?

Penso na pergunta dela e entendo o que diz.

– Durante muito tempo fiquei frustrado, depois com medo mas o tédio e o cansaço foram melhores do que as coisas anteriores que passei. Pelo eles eu poderia achar um jeito de controlar, mas o que mais me agonizava era a saudade– respiro fundo levantando a cabeça pra cima fechando os olhos– Quando eu morri minha mãe tinha falecido um ano antes por um tumor no pulmão, mas depois que percebi que não ia a lugar nenhum percebi que nunca mais ia vê-la. Mas fico satisfeito em saber que ela se foi sabendo que eu a amava, que ela foi para um lugar melhor, nenhum filho pode morrer antes da mãe.

Clara olha atentamente a janela e logo vejo o que falei.

– Me desculpe, não deveria ter tocado nesse assunto com você agora.

– Não, não...– ela funga um pouco–  Eu ainda estou sensível pelo os meus pais, mas não quero que isso impessa você conversar comigo sobre os seus.

– Você é mais compreensiva do que eu mereço– beijo sua testa– Também sei que eles estão num lugar melhor– seguro sua mão.

– Você também vai um dia. Um dia muuuito longe de hoje mas eu tenho certeza que sim.

– “É um pensamento muito bonito” –digo repetindo suas palavras.

–  Você não acha que iria pro céu?

– Minha ideia de partir daqui já acabou a muito tempo Clara, acredite acho que não me querem lá.

Ela franze a sombrancelha.

– Você não acredita que Deus existe? 

– Eu acredito que Deus exista, eu simplesmente não acredito que ele exista pra mim...

– Acho que isso é pior ainda...

– Clara... As coisas acontecem sem motivo aparente, eu não entendo o motivo de ter ficado aqui ou...

– Mas tem um motivo, eu realmente acredito nisso– ela diz confiante– Quer dizer... Esse mundo, as coisas ruins que acontecem aqui, hoje em dia você tem que se esforçar só pra viver. Então acho que é mais fácil acreditar que existe algo a mais do que simplesmente aceitar o que é dado a gente, olhar para um futuro e ver esperança. Isso é...– respira fundo– libertador.

– Entendo o que diz...– olha para ela sorrindo– Mas se passou tempo demais para eu ter alguma esperança correlação a mim.

– Não se preucupe– aperta minha mão– Eu tenho por nós dois, mas acho que ainda vai mudar de ideia.

– Não preciso me preucupar com isso agora– seguro seu rosto com a mão– Pra mim o céu é qualquer lugar com você.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, porfavoooooooooooor comentem muuuuuuuiiittoooo por que é muuuuitooo importante pra mim. Me digam o que acham, o que gostam e o que não gostam.♥️


(Desculpa a demora kkkk😅)


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