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História Eu, você e palavras vazias. - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


— yoon seungmin é representado por hueningkai e lee seunghoon por bae jinyoung, sendo personagens originais criados por mim, @gensui, e @thinkzo
— nem eu mesma sei direito o que escrevi, mas boa leitura.

Capítulo 1 - .e se...


"Você dá tantas chances para os sentimentos dos outros, deveria tentar com os seus também."

A ouvi proferir sem o largo sorriso de antes, porém, contendo uma familiar e enorme serenidade em seus olhos castanhos antes de tomar seu rumo para fora da sala A. Quando você não fazia-se mais presente, certa coragem enfim tive para desviar meu olhar daquele caderno onde rascunhos de antigas declarações já tiveram a sorte — ou azar — de caminhar pelas incontáveis linhas de suas folhas, levando-o então para a saída. Senti-me desnorteado e então, com a cabeça baixa, suspirei. Sentença chiclete. Grudenta demais. Colou-se em minha cabeça e frustrou-me quando falhei ao tentar tirá-la dali. Voltei a ficar vermelho, Athena Verena conhece-me bem demais para saber que eu ficaria a refletir algum de seus conselhos por um tempo. Principalmente se estes sempre andam em círculos ao redor de “você-sabe-quem”. 

Pensaria por tempo demais. Horas, talvez. 

E o resultado? Estou a tentar escrever para ele. De novo

Acabo com mais um dos meus cookies preferidos e os estampidos da ponta de uma caneta a colidir contra a folha imaculada de uma excêntrica forma ajuda a concentrar-me. Comecei, tornando a logo levar sua tinta até o papel e manchando um canhestro “Ei, Honey” neste. Pouco a pouco, mais locuções seguiram tal frase, formando um parágrafo inteiro. Mais um ou dois cookies. Sem demora, eles terminam. E adjacente a estes, o bilhete tão sentimentalmente baboso. Ainda que eu encare a última sentença — Muito mais brega que o resto, um “Eu amo você. De verdade.” escrito em tons de rosa. — em entusiasmo, pronto para rasgar o recente escrito de sua raíz e sair à sua procura com estas borboletas a voar em meu estômago, não tenho o impulso de cometer tal ato. Hesito. Sequer movo um músculo. E então, os e se’s aparecem e arrancam-me grosseiramente as borboletas, substituindo-as por um incômodo frio. Choramingo. Dessa vez não…

E se você não encontrá-lo? Vai desistir de novo? 

Fecho meus olhos. Não vou desistir. Não novamente.

E se tudo der errado? Nem a se mexer você está.

Nada vai dar errado. Esquecido de seu término, procuro mais um cookie, esforçando-me em me distrair. Suspiro quando falho

E se der? E se ele ignorar? Afinal, suas palavras estão se tornando vagas mais uma vez.

Não, não estão.

Estão.

E se ele não sentir o mesmo?

 

E se

E se

E se…

Os malditos e se’s continuam. Insistem. Persistem, e, distraído pelos mesmos, mal percebo quando rasgo ao meio o inocente papel e atiro-o de qualquer jeito na lixeira, entretanto, a erro e acerto o chão. Ele fica lado a lado de todos os outros. De todas as outras tentativas desperdiçadas. De todos os outros vocábulos amantéticos e frívolos que foram omitidos. Viro meu rosto para outro lado. Prontamente, procurei me esquecer. 

Pois é isso que eu deveria ter feito desde o começo: permitir-me a esquecer palavras superficiais para que elas rapidamente evaporassem. Todavia, sei que hora ou outra tentarei outra vez. E, destarte, terão mais papéis amassados e jogados em uma lixeira, enquanto todas as palavras vazias que em certa ocasião encaixei em suas linhas irão embora. Contíguo um gélido vento.

 



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