História Eu voltei por você - Capítulo 25


Escrita por:

Postado
Categorias Harry Potter
Tags Harry Potter, Tomarry, Yaoi
Visualizações 857
Palavras 4.323
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, LGBT, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Obrigada pelos comentários e pelos favoritos!

Desculpem a demora. Como eu havia mencionado antes, estou trabalhando em outras duas fics Tomarry, então já viram né?
Amanhã posto outro capitulo de Dark <3

Capítulo 25 - Mais um ômega para a Sonserina.


Harry corou. – Pare de dizer essas coisas. Você me deixa sem jeito.

Tom deu vários beijos no rosto de Harry. – É inevitável. Quero poder dizer esse tipo de coisas todos os dias.

- Vamos ter que voltar para a escola dia 2 de janeiro. Temos que deixar nossas coisas prontas.

- Sim, mas até lá...- Tom começou a desabotoar a camisa de Harry. - Podemos brincar, não é?

Harry impediu as mãos de Tom. – Hoje não. Estou cansado. Eu mandei cartas o dia todo e corri para ajudar os elfos, sem contar os feitiços que eu executei para Grindelwald e Vinda.

Tom riu. – Tudo bem. Eu também estou cansado, mas queria te dar um carinho.

Harry sorriu.- Pode fazer isso no banho.

Tom sorriu safado.- E o que estamos esperando?

 

----

 

Max, Armin, Oliver e Erick voltaram para casa logo após a festa de Tom. Max e Armin logo foram se deitar. Oliver e Erick estavam na sala.

- As aulas começam dia dois de janeiro. – Disse Erick. – Eu vou levar os meninos.

- Tudo bem. Foi um final de ano animado. Muitas coisas aconteceram.

- É. Coisas boas e ruins. – Disse Fawley se levantando do sofá. – Vou pegar um café, quer um pouco?

- Aceito, obrigada.

Erick foi até a cozinha e trouxe os cafés, logo estendendo um para Oliver.

- Obrigada, viu a matéria no jornal hoje de manhã? – Perguntou Oliver.

- Não, o que tinha?

- Protestos pelo mundo bruxo. Realmente as histórias de Harry motivaram o mundo a se questionarem sobre várias coisas. Acho que é isso que ele queria.

- Eu imagino. Ele tem dom para isso.

- Sim, de fato. Também acho que precisamos de pessoas como ele na política. Mudaria nosso mundo para melhor. É só pensar em tudo o que já mudou desde que ele apareceu em nossas vidas.

- Sim. Muitas coisas mudaram e ainda vão mudar. Já esta tarde, é melhor você ir se deitar. – Disse Erick tomando seu café.

Oliver ficou sério por um momento.

- O que foi? – Perguntou Erick.

- Você...vai dormir comigo? – Oliver perguntou vermelho feito um pimentão.

Erick corou também. – Só se você quiser.

 Oliver sorriu e pegou a mão de Erick. – Então vamos.

 Logo eles subiram para o quarto.

-Eu vou tomar banho. – Disse Oliver. – Daqui a pouco eu volto.

Erick esperou ouvir o barulho do chuveiro ligado e sorrateiramente ele entrou no banheiro. Oliver estava nu no box. Deixava a água escorrer pelo seu corpo. Erick ficou um tempo admirando e sorrindo bobo. Aquele era o seu ômega.

- Vai ficar quanto tempo ai me olhando? – Perguntou Oliver com um sorriso bobo na cara.

Só então Erick percebeu que Oliver o encarava. Oliver estendeu a mão, como se o convidasse a entrar ali. Erick tirou as roupas rapidamente e entrou no banho junto com Oliver.  Era estranho para ambos estarem assim, tão íntimos, mas ao mesmo tempo eles sentiam que era o mais certo. Erick começou a ensaboar o corpo de Oliver, que fazia o mesmo com o dele. Não demorou muito para a ereção de Erick surgir, o que o deixou envergonhado.

- Perdão. – Disse Erick. – É que, sabe... eu e você aqui... você nu e...

Oliver colocou um dedo na boca de Erick. – Shhhh... eu sei. Eu queria isso.

Erick ficou de boca aberta, enquanto Oliver dava um sorriso safado e logo deu um beijo em Erick. O beijo foi calmo, mas Erick acabou perdendo a pouca sanidade que tinha. Ele beijou Oliver com mais vontade, enquanto o pressionava contra a parede. A ereção de Oliver começou a surgir, o que deixou Erick mais empolgado. Ele rapidamente fechou o chuveiro e pegou Oliver no colo, o levando de volta para o quarto, logo o depositando na cama. Erick subiu por cima dele e continuou os beijos. Volta e meia ele dava uma leve mordida nos lábios de Oliver, arrancando deste um gemido baixo. Erick começou a descer os beijos pelo pescoço de Oliver, passando a língua e beijando com vontade. O interior de Oliver queimava. Aquilo era desejo. Aquilo era prazer. Aquilo era amor. Coisas que nunca recebeu ou sentiu por parte de Rígel. Erick beijou todo o tórax de Oliver, dando uma atenção especial nos mamilos dele. Eram rosinhas e muito convidativos. Erick abocanhou um, enquanto seu dedo brincava com o outro. Oliver gemeu alto ao sentir essas caricias. Erick gostou de ouvir o gemido. Desceu os beijos pelo abdômen de Oliver, até chegar no que queria. O membro de Oliver estava duro e implorando carinho.

Erick sorriu e olhou para Oliver. – Que lindo doce você tem aqui Oliver...você não faz ideia de quanto eu queria provar... – Logo Erick o abocanhou.

Oliver mordeu os lábios para não gemer. Ele agarrou os cabelos de Erick, o que o estimulou a chupar com mais vontade. Volta e meia ele sorria e olhava para Oliver. A expressão dele estava levando Erick a loucura. Erick deu uma última lambida no membro de Oliver, antes de erguer as pernas do mesmo, deixando sua entrada a mostra. Oliver estava todo molhado. Erick lambeu os lábios e logo colocou sua boca ali. Oliver não se conteve em gemer alto. Aos poucos, Erick começou a inserir os dedos. Como Oliver não era virgem, seus dedos entraram facilmente. Erick começou a tatear dentro dele para encontrar o se seu ponto, o que não demorou muito. Oliver mordia os lábios. Então esse era o prazer que ele nunca havia sentido antes. Erick ajeitou sua postura e ficou entre as pernas de Oliver, passando suavemente a cabeça de seu membro na entrada dele. Oliver pegou o membro de Erick na mão e começou a o colocar dentro de si.

- Apressadinho você ein? – Disse Erick em um tom safado.

Oliver estava todo vermelho, com os olhos marejados e a boca entreaberta. – Por favor Erick... entra em mim.

Aquilo foi a gota d’água para Erick. O mesmo entrou com força em Oliver o atingindo em cheio em seu ponto. Oliver gemeu alto e se agarrou em Erick, que logo começou a fazer movimentos rápidos dentro dele. Oliver estava gemendo na orelha de Erick. O ar quente do hálito dele estava deixando Erick louco. Oliver passava as unhas nas costas de Erick. Com certeza elas ficariam marcadas. Erick socava com vontade dentro de Oliver. Eles ficaram naquilo por horas, até que nenhum dos dois aguentava mais.  Ambos conseguiram gozar ao mesmo tempo e desabaram na cama. Erick puxou Oliver contra seu peito e o aninhou em um abraço. Oliver se aconchegou e sorriu satisfeito.

- Você gostou? – Perguntou Erick.

Oliver sorriu e deu um beijo nele. – Muito. – Logo Oliver arregala os olhos e sorri malandro. – ops.

Erick arqueia uma sobrancelha. – O que foi?

- Nós não colocamos feitiços abafadores.

--

No dia seguinte Erick e Oliver desceram as escadas e se depararam com Max e Armin na cozinha. Eles pareciam cansados.

- Bom dia queridos. – Disse Oliver.

- Bom dia. – Disseram em conjunto.

Armin olhou para Oliver e Erick com um sorriso. – Não é por nada não, mas... da próxima vez usem feitiços silenciadores... mal dormimos a noite por causa de vocês.

Oliver virou um pimentão, enquanto Erick sorriu sem jeito.

--

 

Chegou o dia de todos voltarem para Hogwarts. A plataforma estava lotada, não apenas por alunos, mas sim muitos repórteres. Quando Harry chegou, prontamente eles correram para cima de Harry.

- Sr. Peverell, teria um momento para uma rápida entrevista? – Perguntou uma mulher.

- Sr. Peverell, como é ser o bruxo mais aclamado do momento? – Perguntou um homem.

- Sr. Peverell, poderíamos ter uma entrevista com o senhor e os demais heróis? – Perguntou outro homem.

- Senhoras e senhores, por favor!  - Disse Harry. – Preciso ir para a escola, juntamente com eles. Infelizmente não podemos dar uma entrevista para vocês agora. – Disse Harry. – Com licença.

Harry e os demais embarcaram no trem, que logo partiu para seu rumo. Enquanto todos estavam conversando sobre como foram reconhecidos nas ruas, receberam pedidos para tirar fotos e autógrafos, Abraxas permanecia quieto. Volta e meia ele olhava para Harry. Harry percebeu que tinha alguma coisa errada.

- Vamos dar uma volta Abraxas? – Perguntou Harry.

Prontamente Abraxas se levantou. Tom queria seguir eles, mas Harry fez um gesto, que todos entenderam na hora, que eram para eles ficarem ali. Harry foi até o final do Trem, onde por algum milagre não tinha ninguém, para conversar com Abraxas.

- Qual o problema? – Perguntou Harry.

Abraxas olhou para os lados e lançou feitiços abafadores pelos lados.

- Estou com problemas Harry! Problemas enormes! – Abraxas parecia em pânico.

- O que foi?

- Já ouviu sobre o efeito Triskelion? – Abraxas perguntou nervoso.

- Sim, é quando um ômega, beta ou alfa trocam seu cerne para outro, por que?

- Eu estava me sentindo estranho ultimamente... fui a um medibruxo e ele me fez alguns exames... quando saiu o resultado eu não aceitei. Ele fez sete vezes! O resultado permaneceu igual...

- Você trocou de cerne?

Abraxas concordou com a cabeça.

- E o que deu?

- Eu virei um ômega. – Abraxas disse se sentando em um acento. – O que eu faço?

Harry estava chocado. Ele já viu um ômega se tornar beta e um beta alfa, mas era a primeira vez que via um alfa se tornar ômega. Harry se sentou ao lado dele.

- Você vai ter que avisar o Sr. Bedley e a todos. Vai ter que usar uma coleira e supressores de ômega. Não é o fim do mundo Abraxas.

 - Mas é tão errado! Eu sempre fui um alfa! Do nada eu sou um ômega? O destino é irônico.

Harry sorriu. – Eu nunca aceitei muito bem você ser um alfa sabia?

Abraxas o olhou chocado. – O que? Por que?

- Você é fofinho demais.

Abraxas arregalou os olhos. – Eu? Fofinho?

- É. Você é muito querido. Todos gostam de você. Você cuida dos outros. Tem esse seu jeito brincalhão também. Você é divertido. Você era um alfa único do deu jeito. Agora você é um ômega, mas ainda é o mesmo Abraxas. – Harry deu um tapinha no ombro de Abraxas. – Vamos voltar.

Quando eles voltaram, Harry sorriu maldoso.- Atenção senhores. Abraxas é um ômega agora.

Os olhos de Abraxas quase saltaram para fora, enquanto todos olhavam surpresos para ele.

- O Abraxas? Um ômega? – Perguntou Tom.

- É. Triskelion. – Harry disse.

- Por que contou a eles assim de imediato? – Questionou Abraxas.

- Ué, não foi você que me apresentou como ômega desse jeito? – Perguntou Harry.

Abraxas fez um beiço enorme. – Mas... eu...humf. – Ele se sentou emburrado.

Todos riram.

- Relaxa. – Disse Armin dando um tapinha no ombro de Abraxas. – Vai dar tudo certo. Temos que te achar um ou uma alfa.

- Já esta pensando nisso? – Perguntou Abraxas.- Max, olha ele.

Todos riram. Ao chegar na escola teve um banquete daqueles. Abraxas, depois do banquete, foi diretamente para o consultório do Sr. Bedley. Ele explicou o que aconteceu e recebeu a coleira e os supressores. Voltando para o dormitório, foram todos para seus quartos. Abraxas foi o único que ficou um pouco no salão comunal. Agora sua vida toda iria mudar. Seus pais aceitaram a troca numa boa, mas para Abraxas aquilo parecia o fim. Resolveu que se lamentar não iria resolver nada, então foi dormir. No dia seguinte, Abraxas foi o assunto da escola. Eram raros os casos de efeito Triskelion, por isso todos olhavam para Abraxas. A primeira aula daquele dia era aritmancia. Abraxas se sentou junto com Harry, Tom e Armin.

- Esta tudo bem? – Perguntou Harry.

- Não, isso é obvio. – Disse Armin.

- É mesmo, é só olhar para ele. – Disse Tom.

- Olha, não quero falar sobre isso. – Disse Abraxas.

- Olha Abraxas. – Harry segurou a mão do loiro. – Eu te disse, nada vai mudar.  Ser ômega não é o fim para você.

- Não é esse o problema Harry. – Disse Abraxas forçando um sorriso. – É minha família.

- O que tem? – Perguntou Harry.

- Bom, é tradição para famílias puro sangue de a família que tem um filho ou filha ômega, seja apresentada a outras famílias que tenham filhos ou filhas alfas... Eu não quero isso. Meu pai e minha mãe disseram que não vão fazer isso em primeiro momento, mas minha mãe acabou contando para alguém sobre eu ter virado ômega. Alguém que eu odeio.

- E quem seria? – Perguntou Harry.

- O primo da Rosier. Evan Rosier. Odeio ele mais do que tudo.  – O olhar de ódio na cara de Abraxas deixou bem claro esse sentimento. - Harry, depois quero falar com você a sós.

Harry concordou. Depois das aulas, Abraxas e Harry foram para o dormitório e Abraxas conjurou uma penseira.

- Vou te mostrar umas coisas... vai entender o porquê de eu o odiar.

Harry concordou e Abraxas tirou uma memória e colocou na penseira.

A memória mostrou um Abraxas pequenino. Devia ter uns 6 anos. Estava brincando na neve. Ele tinha seus cabelos loiros compridos e quem olhava de longe acharia que é era uma menina. Um garoto se aproxima. Ele devia ter uns 11 anos. Tinha cabelos castanhos e olhos azuis. Estava vestindo o uniforme da sonserina e possuía uma expressão fria no rosto. Ele ficou encarando Abraxas brincando por um tempo, mas logo ficou lado a lado com ele e o agarrou pelos cabelos. Não foi com força, mas deu para ver que Abraxas não gostou.

- Hey garota, não deveria estar em casa? – Disse o garoto.

Os olhos cinzas de Abraxas se encheram de lagrimas. – Larga... meu cabelo...

- Se você tivesse cabelo curto igual a de um menino eu o faria, mas cabelo comprido assim é coisa de menina. Você é uma menina Abraxas? – Perguntou o garoto.

- Me larga..- Dizia o pequeno Abraxas tentando se libertar.

- Eu te perguntei se você é uma menina?! – O garoto gritou o garoto.

- Ta doendo! – Abraxas chorou mais.

- Responde!

- Eu... não sou... uma menina. – Abraxas disse em meio a soluços.

O garoto soltou o cabelo de Abraxas. – Que bom que sabe. – Ele deu as costas e saiu.

A memória trocou. Agora Abraxas estava com 11 anos e tinha recebido a carta de Hogwarts.  Ele estava na sala da mansão Malfoy. Seu cabelo loiro passava dos ombros. Ele estava empolgado para comprar os materiais.

- Ora, vejo que vai para Hogwarts. – Disse o mesmo garoto aparecendo atrás dele.

O garoto estava mais velho. Ele olhou Abraxas dos pés a cabeça.

Abraxas se encolheu, segurando sua carta.

- Sempre tive curiosidade. Nessa carta menciona que você deve comprar uma coleira? – O garoto perguntou sorrindo.

- Coleira?

- Exatamente. Ômegas usam elas, não é?

- Eu não sei se sou ômega...

O garoto se aproximou de Abraxas e segurou seus cabelos da mesma forma do passado, mas pegou apenas as pontas. – Com certeza você é. Eu já tinha te dito antes. Cabelo comprido é coisa de mulher.

Abraxas se soltou dele e a memoria mudou. Abraxas estava em Hogwarts. Ele tinha sido sorteado para Sonserina, junto com Tom. Evan estava no quinto ano. Logo os primeiranistas tiveram que tomar a poção de identificação e Abraxas era um alfa. Ele estufou o peito orgulhoso e olhou com nojo para Evan. O mesmo estava pensativo, mas deu seu sorriso de sempre. A cena mudou. Abraxas estava no terceiro ano e estava passando por um corredor, quando ouviu vozes atrás dele. Ele se escondeu na sala mais próxima ao ouvir de quem a voz pertencia.

- A próxima aula é de adivinhação. – Disse Evan.

- Sim. – Era uma voz feminina. – Em breve o ano vai acabar.

- É, e você não vai mais ter que ver aquele garoto Evan. – Disse uma voz masculina.

- Garoto?

-Sim, o tal do Malfoy. – Disse a garota.

- Ah, ele. Infelizmente devo discordar. Nossas mães são muito amigas. Cedo ou tarde, eu vou ver ele.

- Ele é bonitinho. Eu acho aquele cabelo loiro muito lindinho. – Disse a garota. – Pena que ele é um alfa.

- Bonitinho? – Disse Evan.- Aquele cabelo dele é horrível. Eu sempre digo que ele não é uma menina para ter cabelo comprido, mas aquele idiota insiste em ter cabelo comprido. Se ele fosse ômega, estaria tudo certo, mas ele não é. Francamente, se eu tivesse a chance, eu mesmo cortava o cabelo dele.

Abraxas saiu da sala e o olhou com nojo. Os três o olharam surpresos. Abraxas deu as costas, fazendo questão de balançar seus cabelos na cara deles.

 A cena mudou rapidamente várias vezes. Quando Evan aparecia na mansão dos Malfoys, Abraxas sempre dava um jeito se sumir e só voltava quando ele já tinha ido.

A lembrança acabou ali.

Abraxas estava encostado na poltrona pensativo. Harry o olhou por uns instantes.

- Entendo porque o odeia. – Disse Harry.

- Isso não é o pior. Ele vai me zoar agora por eu ser ômega. Estou até vendo. Ele provavelmente vai vir rindo e dizer algo como “ agora você pode ter cabelo comprido”. – Abraxas estava com raiva.

- Abraxas, fica calmo. Ele não vai te fazer nada. Não ligue para ele. Ele é um daqueles alfas idiotas. Relaxa. – Disse Harry.

Abraxas pareceu entender. – Tudo bem, é melhor eu ir. Obrigado por me ouvir,

-Sem problemas.

Após as aulas a tarde, Harry estava na biblioteca quando Anne apareceu corada.

- Harry, preciso da sua ajuda com Abraxas.

- O que?

Ela olhou para os lados. – Meu primo Evan veio para Hogwarts. Ele quer ver o Abraxas.

Harry ficou enfurecido. – Me leve até onde ele está.

Anne e Harry foram até o pátio de Hogwarts. Abraxas estava com Tom e os outros, quando um rapaz se aproximou deles. Era o mesmo rapaz que Harry viu nas memorias, só que mais velho.

Abraxas não percebeu a presença dele, até ele o chamar.

- Abraxas? – A voz dele soava nervosa.

Naquele momento Abraxas o olhou e fez sua cara de nojo. – É obvio que sou eu! Não está vendo o meu cabelo comprido? Ficou cego com o tempo foi, Evan?

O rapaz se manteve em silencio por uns instantes. – Posso falar com você? Quero conversar ...

- Sobre como agora eu posso ter cabelo comprido por ser ômega? Relaxa! Eu sei que você odeia meu cabelo, mas o meu ódio por você é muito maior do que o amor ao meu cabelo. – Dizendo isso Abraxas encheu a mão com o próprio cabelo.

Evan arregalou os olhos e fez uma expressão assustada. Todos olharam a cena sabendo o que Abraxas ia fazer. Evan tentou parar Abraxas, mas era tarde. Abraxas passou a varinha pelo cabelo o cortando e logo ateando fogo nele o espalhando na frente de Evan.

- Ai está o cabelo que você queria cortar. – Disse Abraxas dando as costas e saindo dali.

Harry se assustou um pouco. Abraxas sempre foi brincalhão e zueiro, mas para ele ter feito aquilo ele realmente devia odiar Evan. Todos seguiam olhando Abraxas sumir de vista. Harry, por outro lado, quis olhar para Evan e se surpreendeu ao ver o mesmo desesperado tentando apagar o fogo no cabelo caído de Abraxas, com as próprias mãos.

- Pare com isso Evan! – Gritou Anne correndo até Evan. -É perca de tempo, o cabelo já era.

Harry se aproximou deles. – Era o que você queria, não é? Agora ele tem o cabelo curto.

 Evan parecia perdido olhando as cinzas do cabelo de Abraxas.

- Do que está falando Harry? – Perguntou Anne.

- Abraxas me mostrou as lembranças dele. Se você visse, ia perceber como seu primo odiava o cabelo de Abraxas. Até tinha dito que ele mesmo cortaria o cabelo dele se tivesse chance.

Anne olhou para Harry e arqueou a sobrancelha. Ela pegou a própria varinha e colocou na cabeça de Evan, tirando um filete de memória dele e passando para Harry. – Mostre isso para Abraxas. Ele vai entender.

Harry ficou pensativo, mas concordou. Após correr pela escola ele achou Abraxas. Ele estava com o cabelo todo desparelho e parecia nem ligar. Harry conseguiu convencer Abraxas a voltar com ele para o dormitório. Conjurou a penseira e colocou a memória nela. Ele e Abraxas mergulharam em memorias semelhantes às de Abraxas.

Era a mesma cena de quando Abraxas tinha 6 anos. Evan estava longe dele naquele momento. Haviam dois garotinhos um pouco afastados de Abraxas. Evan estava se aproximando quando os ouviu conversando.

- Vai lá convidar ela para brincar conosco. – disse um deles.

- É um menino. – Disso o outro.

- Não pode ser. Nenhum garoto tem um cabelo tão bonito. Cabelo cuidado e comprido é coisa de menina. – Disse o outro.

Evan olhou torto para eles e foi em direção de Abraxas. A memória trocou. Agora era quando Anne estava visitando Evan na casa dele. Eles estavam conversando sobre o primeiro ano de Anne, mas logo o assunto trocou.

- Abraxas é realmente um alfa? – Perguntou Evan.

- Claro que é! A poção não falha. – Disse Anne.

Evan pareceu pensativo. – Achei que ele era um ômega.

- Por causa do cabelo?

- Sim e não. Ele tem cabelo comprido, Ok, mas ele tem um rosto delicado, não acha? Eu jurava que ele seria um ômega.

- Hum... Eu gosto do cabelo dele. É bonito e muito invejável. Queria quer um cabelo daquele jeito. – Anne disse passando as mãos pelo próprio cabelo. – Mas ele é um Alfa. Um alfa bonitinho.

A cena mudou. Foi para o dia em que Abraxas balançou o cabelo na cara dele e dos outros dois, quando estava no terceiro ano.

- Ele ouviu tudo? – Disse a garota. – Tadinho, agora ele deve estar chateado.

- É mesmo. O cabelo é dele, então ele pode fazer o que quiser. – Disse o garoto. – Acho que o melhor seria você deixar ele pra lá.

Evan pareceu pensativo. – Não vai ser fácil.

As cenas mudavam. Apareciam as varias vezes que Evan foi a mansão Malfoy, mas Abraxas sempre sumia. Logo a cena mudou. Parecia recente. Evan estava sentado em um sofá conversando um uma mulher. Era a mãe de Abraxas. Ela estava empolgada, por agora o filho dela ser famoso no mundo bruxo. Os dois conversaram bastante, até que ela tocou em um assunto que Abraxas não gostou.

- Você sabia que meu Abraxas agora é um ômega?

 Evan arqueou a sobrancelha. – Como é?

- Triskelion. Ele estava se sentindo diferente ultimamente. Levamos ele para um medibruxo e descobrimos isso.

Evan deu um sorriso. – E o que ele vai fazer? Sabe, se ele é um ômega...

- Ele pediu para não fazermos nada. Não vamos forçar nosso pequeno a ficar com um alfa. Ele deve seguir o rumo dele. É claro que vamos apresentar ele para as famílias, mas se ele disse não, vai ser não.

Evan pensou um pouco. – Entendo. – Ele deu o seu melhor sorriso. – Então a senhora me permite tentar cortejar o seu filho?

A mulher sorriu. – Ah, mas é claro! Tenho certeza que Abraxas vai gostar disso. Você sempre foi tão atencioso em me ajudar a conseguir aqueles doces que ele gostava, bem como dizia que amava o cabelo dele. Meu filho sempre se ressentia do cabelo dele, sabe? Eu acho que tinha alguém que não gostava do cabelo dele, mas por mais que eu perguntasse, ele nunca me respondia. Dizia que não valia a pena.

Evan fez uma expressão séria.- Não se preocupe.- Ele sorri.- Eu amo o cabelo de seu filho.

A memória acabou ali. Abraxas arregalou os olhos por uns minutos, mas logo voltou a sua expressão anterior.

- Não faz diferença. Eu o odeio.

Harry concordou com a cabeça. – Tens razão. Ele sempre foi muito idiota com você. Esquece ele.

Abraxas concordou com a cabeça.

- Agora vamos fazer algo com esse seu cabelo e...

Do nada o cabelo de Abraxas cresceu.

- Desculpe. – Disse Abraxas sorrindo.- Eu menti sobre o meu cabelo. Não vou cortar ele só por causa daquele idiota.

- Uma ilusão? Muito bem pensada. – Harry sorriu. – Mas praticamente a escola toda viu aquilo.

- E você acha que eu ligo? – Disse Abraxas.- Deixa eles. Meu cabelo é divo. – Ele deu risadas enquanto balançava os cabelos.

Harry riu também. Depois que eles saíram do dormitório, foram em busca de Tom e os outros.

 Eles estavam ainda no pátio, junto com Evan, eu encarava o chão em dúvida. Logo eles observam Abraxas e Harry se aproximar.

- Tu ainda está aqui? – Disse Abraxas.

Evan o olhou e piscou um pouco confuso. – Então, foi tudo uma ilusão?

- Obvio. Acha que eu cortaria meu cabelo por você? Francamente, você é ridículo e ...

Em um movimento rápido, Evan estava segurando os cabelos de Abraxas de modo suave, como se só quisesse olhar.

- Seu cabelo é tão lindo...- Disse Evan. Em seus olhos havia um brilho diferente.

Abraxas puxou os próprios cabelos. – Não toque em mim, seu merda!

Todos olharam a cena surpresos. Aquele não parecia ser o mesmo Abraxas que eles conheciam.

Evan recompôs sua postura. – Entendo que está com raiva, mas deixa eu te explicar algumas coisas e...

- Não. – Abraxas o olhava com ódio. – E nunca será você.

Abraxas segurou o braço de Harry e o arrastou para o castelo. Os demais sonserinos os seguiram.

- Alguém quer me explicar o que está acontecendo? – Disse Tom.

- Longa história. – Disse Harry.

- Ai estão vocês. – Disse o Sr. Fawley chegando perto deles. – Estava procurando vocês.

- O que precisa, Sr. Fawley? – Perguntou Harry.

- Estou com inúmeros pedidos da imprensa bruxa solicitando uma entrevista com vocês. Sinto que em breve eles vão invadir a escola se não tiverem essa entrevista.

Harry sorriu.- Podemos fazer sim, não é pessoal?

Todos concordaram.

- Só marque o dia e horário, que vamos aparecer.

- Ok, vou ver o melhor dia e os aviso. – logo Fawley sai.

Harry sorriu. Eis o próximo passo para o seu plano.

 

Continua...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...