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História Euphoria - BTS (Jungkook) - Capítulo 1


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Notas do Autor


Hi mochis!!! Como prometido, aqui está nossa nova fic, meio atrasada mas postei.

Primeiro capítulo de madrugada será que é um bom começo?

Ah eu espero com todas as minhas forças que vocês amem essa amizade, boa sorte com a história e me digam o que acharam se puderem.

Beijinhos para vocês e sem mais enrolação: Tenham uma boa leitura 🍧

Capítulo 1 - "Eu não sei o que são essas emoções"


Fanfic / Fanfiction Euphoria - BTS (Jungkook) - Capítulo 1 - "Eu não sei o que são essas emoções"

Meu primeiro dia na capital da Coreia do Sul!!! Se estou empolgada?? Óbvio!! Para ser sincera é a minha primeira vez fora do Brasil. Para a minha sorte, sou fluente em inglês, japonês e coreano, e tenho muita facilidade em aprender coisas novas em pouco tempo, depois de tantas horas com a bunda presa na poltrona do avião que me trouxe até aqui já estava meio dolorida por tanto tempo sentada. Fizemos algumas pontes aéreas em países que eu nunca tinha pisado antes e tudo o que eu fiz foi tomar banho e comer alguns pratos típicos antes de voltar para dentro de meu local de viagem.

O por que de eu ter vindo para cá? Eu simplesmente amo esse lugar, a cultura, a comida, ah eu gosto daqui. Espero me adaptar o quanto antes a diferença de clima entre aqui e o clima quente de meu país tropical. Eu não tenho traço asiático nenhum, nenhum mesmo. Meu cabelo não é cacheado, mas é ondulado, as vezes penso que é só para dar volume, são loiros e longos terminando em minha cintura. Meus olhos são verde escuro um pouco amarelado, e eu sou pálida como uma folha de papel ofício que olhe numa papelada - isso não me ajuda nada quando estou com vergonha, minhas bochechas ficam tão rosadas que tenho a impressão de sentir elas queimarem.

Eu vou morar em Seul!! É muita loucura para um dia só, minha ficha ainda não caiu que estou aqui finalmente, e prestes a encontrar o idiota do meu melhor amigo. Nos conhecemos desde a infância numa viagem de férias que ele e os pais deles foram ao mesmo lugar que estava com os meus, a partir daí não nos desgrudamos mais. Eu vou passar os primeiros dias na casa dos pais dele a pedido de sua mãe, que por sinal é um amor de pessoa e fica tristinha quando não a chamo de tia, já o pai dele sempre foi mais afastado eu diria, mas é uma boa pessoa - prefiro pensar assim. Aqui eu só tenho ele, ele e só ele. Então acho bom você não me estressar garoto!! Tenho muito o que fazer aqui.

Depois de reconhecer as minhas malas e as levar com um pouco de dificuldade para fora da área de desembarque, olhei ao redor procurando por ele, mas nada.

Esqueceu de vir me buscar?

Pisquei os dois olhos com força e voltei a procurar, sem sucesso. E aqui estou eu, parada no aeroporto sem a mínima ideia de onde ir. Senti braços a volta de mim prendendo os meus em meu corpo, desesperada, levantei o pé e chutei com o saltinho de minha timberland o joelho da pessoa atrás de mim o obrigando a me largar, virei assustada para olhar quem me agarrou, para a minha infelicidade não era quem eu esperava e eu como a medrosa que sou dei um passo para trás olhando o rosto desconhecido da pessoa. Vi seus olhos se encontrarem com algo atrás de mim e correu, correu como se tivesse visto uma assombração - e eu torcia para que fosse isso mesmo, só uma assombração.

Puxei o celular do bolso da minha calça já ligando para a tia Chung-hee, já que o bobalhão do filho dela não atendia talvez ela atendesse a porra do telefone.

CJ: - Yeoboseyo? - finalmente!!

AN: - Tia Chung - choraminguei.

CJ: - Oh Ana!!! Você já chegou? - pude perceber sua animação em me ter por perto.

AN: - Cheguei sim mas... Onde ele está?

CJ - Meu filho ainda não chegou? Você ligou para ele?

AN: - Não chegou aqui não, muito menos atendeu minhas ligações, não sei para o que aquela peste tem celular - formei um bico em meus lábios cheios.

CJ: - Aigoo... Vou mandar ele ir logo se conseguir falar com ele tá bem? Não saia daí!!

AN: - Certo.. Obrigada tia - nos despedimos rápido e eu me encostei na parede ao lado de minhas malas esperando por uma resposta dela.

Passaram-se alguns longos minutos de espera, o que já estava me tirando a paciência - ah mas eu mato aquele moleque!!. Meu celular vibrou em minha mão e eu o olhei esperançosa vendo o nome do contato.

AN: - Onde você está seu pequeno imbecil?? - ah o amor entre amigos.. Tão lindo..

- Não brigue comigo agora bebê, eu já estou nervoso o suficiente, estou na aérea de desembarque, quer fazer o favor de levantar seu braço para eu poder te ver?? - o fiz já emburrada pela voz autoritária que o bonito usou comigo - Ah tão fofa!!! - ouvi sua risadinha do outro lado da linha - Estou te vendo, não perde por esperar!!

AN: - Ande logo, não estou te vend- Alô?? Alô?? - olhei incrédula para a tela de meu celular ao perceber que o homem que eu chamava de melhor amigo desligou a chamada na minha cara.

Dei alguns passos para a frente desencostando da parede a procura dele, senti um toque firme em meu ombro. Pensei trezentas vezes antes de me virar e dar de cara com um tarado de novo, respirei fundo tomando coragem e me virei. Moletom preto. Calça jeans preta com os famosos rasgos nas coxas. Os cabelos pretos e as suas clássicas timberlands na mesma cor do resto da roupa que o homem usava. Subi o olhar até seu rosto e pude ver o sorriso aconchegante, os dentinhos de coelho, os lábios vermelhinhos e os olhinhos de jabuticaba que eu tanto amava.

AN: - JUNGKOOK!!! - pulei em cima do mesmo que me abraçou apenas com um braço e eu reclamei internamente por isso.

Deixei meu rosto na curva de seu pescoço sentindo o cheiro amadeirado do mais alto vendo sua pele arrepiar com o contato de minha respiração batendo contra si. Afagou meus cabelos por fim me afastando minimamente para beijar minha testa.

JK: - Não sabe a falta que me fez - sorri para ele - Sei que atrasei um pouco, estava tentando fazer uma surpresa para você - coçou a nuca parecendo estar envergonhado - Me desculpa? - estendeu seu outro braço para frente me deixando sem jeito com o pequeno buquê de rosas vermelhas na mão direcionada a mim - Queria te dar flores - sorriu abertamente para mim.

Já podia sentir o choro chegando, mas me contive dando um tapa leve no ombro do mais velho arrancando uma risada gostosa do mesmo. Peguei as rosas de sua mão admirando sua beleza - as rosas gente, as rosas.

(...)

O caminho de carro para a casa dos Jeon foi uma confusão, nós dois queríamos saber de tudo que aconteceu um com o outro nos últimos quatro anos que não estavamos presentes na vida um do outro. Jungkook não parava de perguntar como estava a tia Cássia - vulgo minha mãe - e se o tio Saulo - meu pai - tinha colocado mais jogos na lan house. Pouco tempo até eu ser recebida pela tia Chung-hee e o pai sério de Jungkook, Jeon Mingi. Tudo bem que ele é pai do Kookie, mas puta que pariu o cara parecia uma planta espinhosa com aquela mesma cara fechada de sempre, credo - me perdoa Jungkook, mas você sabe que eu estou certa. Meu quarto temporário fica ao lado do quarto de meu amigo, ele mesmo me ajudou a guardar minhas coisas no guarda roupa branco que combinava com o resto do quarto.

JK: - Minha mãe disse pra eu não te contar. Mas ela decorou esse quarto todinho para você - riu sapeca me fazendo lembrar de quando éramos crianças e ele me contava algum segredo.

AN: - Sério? - sussurrei no mesmo tom que ele boquiaberta por a tia ter feito tudo isso pra mim.

Depois de arrumar minhas coisas no quarto, Jungkook saiu dizendo para eu tomar um banho e descer para comer. Escolhi uma roupa simples e entrei no banheiro particular que tia Chung-hee preparou para mim, depois de me despir entrei no box ficando em baixo do chuveiro.

(...)

Eu não sei nem que horas são, só pude ouvir alguém chamar meu nome atrás da porta e me levantei da cama quase imitando um zumbi sem a menor intenção de fazê-lo. Girei a maçaneta olhando o rosto preocupado de um Jungkook descabelado.

JK: - Tá tudo bem Ana? - procurava com os olhos algum machucado visível em meu corpo.

AN: - Tá sim - coçei os olhos - Peguei no sono depois do banho, desculpa.

JK: - Ah você dormiu - riu aliviado - Vai ser assim durante alguns dias pequena, creio que seja o fuso horário, são sete da manhã no Brasil.

AN: - Pode ser... - fiz um bico olhando o chão ao lembrar de casa.

Não que eu não esteja feliz aqui pertinho dele, mas me entendam, eu estou na casa dos pais dele sem rastro nenhum dos meus, nem dos meus irmãos, aqueles dois irão me fazer muita falta enquanto eu estivesse por aqui. Jungkook me puxou pela cintura me surpreendendo um pouco quando me abraçou forte ao ponto de eu conseguir ouvir seus batimentos cardíacos. Sua mão descansou em minha cabeça fazendo carinho em meus cabelos enquanto a outra ainda estava em minha cintura quase a circulando por completo. Ajeitei minha cabeça em seu peitoral e o abracei pela cintura. Jungkook sempre foi meu ponto de apoio para tudo, desde quando nos conhecemos, mesmo tendo os meus irmãos para cuidar de mim a hora que fosse era para o asiático que eu corria, sempre. Algo nele me acalma, não sei se é seu cheiro familiar demais para mim, não sei se é a voz ou o jeito que ele tem comigo, esse idiota me entende mais do que eu mesma. As vezes eu acho que nem estaria viva mais se fosse pelos olhinhos puxados dele em cima de mim prontos para me salvar se eu fizesse alguma besteira.

JK: - Pare de ficar triste... Eu estou sentindo seu sentimento me invadir.. - ri fraco do seu comentário, mas fazia sentido ele sentir minha tristeza, já que uma sensação gostosa de calma estava tomando conta do meu corpo e eu sabia que não fazia parte de mim no momento, era Jungkook.

Pode parecer estranho aos olhos alheios. Mas eu e Jungkook temos uma conexão extraordinária. Já sonhamos com as mesmas coisas, conversamos pelo olhar e eu adoro quando isso acontece. Em outros casos, até sentimos o que o outro sente, e sendo sincera eu nunca entendi nada de nossa amizade. Não espero entender, eu só quero que dure para sempre.

🥀


Notas Finais


Imagina você ter que se acostumar com um fuso horário tão diferente?


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