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História Euphoria - Imagine Park Jimin - Capítulo 10


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Notas do Autor


Oi. Tudo bem?
Espero que gostem do capítulo.
❤️

Capítulo 10 - Blood, Sweat And Tears


Fanfic / Fanfiction Euphoria - Imagine Park Jimin - Capítulo 10 - Blood, Sweat And Tears

Elizabeth Point Of View

Tudo ao meu redor parecia ter parado. Eu não conseguia desviar meus olhos dos seus, que permaneciam arregalados me fitando, ele senta ao meu lado na ponta do sofá.

- Eli... – ele sussurra. Termina de puxar o meu cobertor, deixando todo o meu rosto exposto. – E-e-eu.. – parecia procurar as palavras. Ele fica inquieto desviando seus olhos dos meus e olhando pra baixo, piscando várias vezes.

- Irei chamar a sua mãe. – Digo firme, não conseguindo encará-lo por mais tempo. Ele levanta o olhar confuso e eu me descubro completamente, desviando dele e subindo as escadas. Sinto seu olhar caindo sobre mim, o que faz com que meus passos saiam ainda mais rápidos. Quando saio de sua visão consigo soltar o ar que estava preso em meu pulmão.

Ele está perto. E não só perto, ele está no andar de baixo.

Ele estava tão diferente. Seu rosto não estava mais tão redondo como antes, seu corpo não estava mais magro como antes, tampouco seu cabelo estava o mesmo – agora estava descolorido – ele definitivamente não parecia mais um garoto – não que eu esperasse isso – mas vê-lo na TV definitivamente não me preparou para encontrá-lo pessoalmente. É como se eu não tivesse o visto de nenhum jeito por todos esses anos. 

 

- Filho que saudades. – ela corre em direção a ele que abre os braços sorridente. – como você não me disse antes que estava vindo? Eu preparava alguma coisa pra você. E o que é isso de ficar dirigindo uma hora dessas de madrugada? Você não sabe o quanto é perigoso? – ela o repreende.

- Dirigir a noite não é tão ruim. – ele dá de ombros – Eu não liguei porque sabia que estava dormindo. Eu não queria acordá-la uma hora dessas.

- Park Jimin. Eu não te vejo a meses. Você realmente acha que eu me importo com a hora?

- Tem razão, eu prometo que quando estiver vindo novamente eu ligo avisando – ele sorri a abraçando novamente – mas não precisa fazer festinha de recepção de novo, tá bem? Última vez eu fiquei cheio uns 3 dias por comer bolo as 7 da manhã.

- Ah mas como você é sem graça. – ela se vira pra mim – Elizabeth, pode fazer um café para nós? – ela pede – já que meu filho é um ingrato.

- Tudo bem – eu me viro indo em direção da cozinha, os deixando conversando sozinhos. Definitivamente não sei lidar com essa situação. Eu não sei nem como falar com ele, se eu devo fingir que não o conheço. Agir como se nada tivesse acontecido...ou simplesmente sair correndo pela porta e agir como se ele nunca tivesse aparecido. O fato é que ficar parada o encarando como se ele fosse um alienígena foi minha única reação.

- O que aconteceu pra você voltar agora, filho? – questiona – pensei que iria voltar só daqui uns meses.

- A turnê deu uma pausa de uma semana. – ele explica – então eu decidi vir pra cá lhe fazer companhia, já que deduzi que estaria sozinha. – volta seu olhar pra mim – fico feliz que não está.

- Elizabeth também está de férias do consultório – eu a encaro, e ela parece perceber meu incômodo – na verdade, eu pedi que ela viesse me fazer companhia. Estava me sentindo tão sozinha com a viagem do seu pai.

Eu permanecia calada, tentando não olhá-lo. Batuco minha xícara de café ansiosa. Sinto os olhares em cima de mim, o que me faz ficar ainda mais. 

- Fiquei sabendo que você se tornou uma ótima médica, Eli. – ouvir meu apelido ser pronunciado por ele fez com que meu peito falhasse uma batida – minha mãe não me contou de você maltratando nenhum paciente.

- A-ah, é porque eu sou pediatra. – nossos olhares se encontram – as crianças são realmente , doces. Só algumas pestinhas de vez em quando que aparecem, mas eu ameaço dar uma injeção e elas se aquietam.

- Não consigo imaginar você com crianças – ele ri parecendo se perder em seus próprios pensamentos – o meu primo me perguntou porque eu deixei uma chorona cuidar dele quando ele era mais novo.

- Olha que pestinha. – finjo revolta – eu cuidava dele de bom grado e é assim que ele me agradece? – Senhora Park segura o riso.

- Saiba que ela é uma ótima pediatra, Jimin – ela se recompõe – se bobear, a melhor de Busan. – sorrio com seu comentário.

- Eu não tenho dúvidas disso. – ele sorri pra ela.

Eles conversam mais sobre assuntos aleatórios, a maioria consiste nela dando sermões. Eu permaneço alheia, e começo a me sentir deslocada. De novo a sensação de sentir que escutar a conversa era algo errado.

- Vai ficar quanto tempo filho?

- Estou planejando ficar por 1 semana. – ele se levanta da mesa indo em direção a pia – mas acho que dependendo do humor do pessoal eu posso ficar um pouco mais.

Senhora Park não conteve a empolgação ao saber que ele ficaria. Eu, por outro lado não sabia como deveria agir ou o que sentir em relação a isso. Apesar dele estar diferente, ainda é o Jimin. Ainda sorridente, empolgado, fofo e ácido.

Ela se despede indo dormir algum tempo depois, já eram 7 horas da manhã. Ele também se retira indo em direção ao seu quarto, me desejando um “bom dia” e saindo. Foi as únicas palavras que trocamos depois do diálogo da mesa e eu ainda não sabia definir o que estava se passando entre a gente.

Vou em direção ao sofá novamente, qualquer resquício de sono já havia dissipado e tentar dormir não era uma opção. Ligo a TV colocando em Bob Esponja, o que prende minha atenção e quando vejo, já tô rindo das piadas do desenho.

- Pensei que tivesse ido dormir. – ele diz, parado no pé da escada com cara de sono e um pijama que o fazia parecer presidiário.

- Eu fiquei sem sono – digo simplista, me virando novamente para a TV e cantarolando baixinho a abertura de mais um episódio.

- Precisamos conversar, Eli. – seu tom de voz se torna mais rígido.

- Por que você acha isso? – digo sem tirar meus olhos da TV.

- Porque sabemos que o clima entre a gente não tá nem um pouco agradável – o som dos seus passos começam a soar e o sinto se aproximando – e eu não quero que ele fique assim nessa semana que estou aqui.

- Você não precisa se preocupar. Eu irei embora ainda hoje. – dou de ombros.

- O que? Não. Por que? – Ele franze o venho. 

- Porque você quer privacidade Jimin – suspiro – se passou 5 anos, a gente sabe que não é mais a mesma coisa. Não é como se a fossemos amigos agora. Você é de uma realidade completamente diferente da minha e ficar aqui é uma coisa realmente embaraçosa.

- Eu não me tornei alienígena, Elizabeth. Eu sei que não estive presente, e você não sabe o quanto eu me arrependo disso. Mas quando eu percebi, já havia acontecido. – ele se senta no mesmo sofá que eu, mas o mais distante possível – eu gostaria de pedir para que não ficasse com raiva de mim, mas sei que é impossível.

- Eu não tenho raiva de você, Jimin. – eu digo sincera – não é como se eu não sentisse remorso. Na verdade, eu já sabia que isso iria acontecer. Você já sabia. Só não queríamos aceitar.

- Eu ia te ligar no dia seguinte – ele se refere ao dia que prometeu e não fez – mas marcaram uma reunião, e quando eu vi já era de madrugada. Sempre que eu pensava em ligar acontecia alguma coisa que me impedia, quando eu vi isso se prolongou. Meu telefone foi hackeado, eu tive que mudar de número, e perdi seu contato. Eu poderia ter pedido da minha mãe, Elizabeth, sim, eu poderia. Eu perguntei como você estava pra ela um tempo depois, ela me disse que você estava atolada com a faculdade – ele suspira, fitando sua própria mão – e que estava namorando uma pessoa. Eu pensei, do que adianta eu ligar agora? Ela tem uma vida nova, pessoas novas, ela seguiu em frente.

- Eu precisei de você, Jimin – minha garganta seca – você.. não sabe o quanto eu precisei. Depois de um tempo, eu comecei a te ver sempre na TV, eu olhava pra você e pensava “uau” ele realmente conseguiu – sorrio – eu fiquei feliz por você Jimin, eu senti orgulho, até hoje eu sinto. Mas eu perdi o meu melhor amigo depois disso. Isso doeu Jimin, você era meu porto seguro e depois você simplesmente não estava lá.

- Eu não sei o que dizer Elizabeth. – ele leva ao mãos até o cabelo, os puxando.

- Você não precisa dizer mais nada, Jimin. – tento tranquilizar a situação – a verdade é que era algo que iria acontecer de qualquer forma. E tá tudo bem, eu me formei, casei..

- Você casou? – Ele arregala os olhos – minha mãe não havia me dito que você estava casada.

- Eu casei depois de um tempo, mas... – não conseguia achar palavras – eu...não estávamos dando certo. 

- É por isso que veio ficar com minha mãe? – Ele pergunta com a voz mais baixa – por que você brigou com seu marido?

- quase isso. – dou de ombros, não querendo mais continuar no assunto. Ele fica inerte, parecendo pensativo. – não.. não estamos mais juntos agora. – concluo.

- Ah... – se encosta mais no sofá – olha só que legal. – ele se refere a TV, que agora passava uma notícia sobre ele e os outros membros. – eles realmente acham que a turnê deu uma pausa porque nós estamos brigando uns com os outros, inacreditável.

- E estão? – pergunto receosa. – você não precisa responder, e-eu só – ele me fita com uma sobrancelha arqueada – só estava curiosa – concluo.

- Você pode me perguntar o que quiser, Eli – ele sorri – não é que estamos brigando entre si. Só estamos cansados, chegou em um momento em que só queríamos ficar sozinhos, sabe? E nunca conseguíamos. Sempre com câmeras na nossa cara, staffs pra todo lado...íamos pra três países em uma semana, se tornou algo até.. desumano. Mas não conseguíamos parar.

- Como assim não conseguiam parar, Jimin? – indago.

- A gente fica tão feliz em ver milhares de fãs do palco. É uma paisagem tão bonita Eli – ele parece se perder em seus pensamentos – como a mais bonito do pôr do Sol. É até frustrante não poder expressar em palavras – um pequeno sorriso surge no canto dos seus lábios – então nós sempre tentamos dar o melhor de nós nos shows, nas apresentações... percebemos que precisamos de uma pausa quando o Jungkook teve que se apresentar sentado.

- Naquele programa que você não participou né?

- Você assiste nossas apresentações mesmo né – ele esboça um sorriso. – sim, foi nessa apresentação. Então decidimos vir dar um tempo na Coréia. Adiamos alguns shows, cancelamos alguns eventos, e eu peguei o primeiro vôo que apareceu.

- Nossa. Parece uma loucura – curvo minhas pernas no sofá, dobrando meus joelhos por baixo do cobertor. – eu sou uma fã, sabia? – coloco minha cabeça no meu joelho – estou tentando não desmaiar com o Park Jimin aqui no meu lado.

- Será que eu devo chamar alguns dos meus seguranças pra me salvar? – Ele entra na brincadeira.

- Um daqueles brutamontes que faltam chutar as meninas a metros de distância? – eu lembro dos vídeos que já vi – eu sempre acho engraçado. Mas se fosse comigo eu choraria.

- Não é algo muito legal, Eli. Mas não posso negar, eu também rio disso às vezes. – Ele esconde o rosto entre as mãos, tentando segurar o riso.

 Uma conversa fluída começa a acontecer, quando percebi, eu já ria com qualquer idiotice que ele falava. O clima descontraído dominava a sala, e nossas risadas eram cada vez mais altas, lágrimas já escorriam dos meus olhos e ele não estava muito diferente.

- Qual é a piada que liga e desliga? – o encaro confusa – Strog ON Off.

- Ah não, Jimin. Não é possível – coloco minha mão na barriga tentando recuperar o ar. – eu não sei o que é pior, as piadas do Jin, você repassar elas ou eu rir de todas.

- Ah se eu ri, você também tem que rir – ele limpa uma lágrima que escorre de suas bochechas.

- Bom dia crianças. – sua mãe surge no topo das escadas, já devidamente vestida. – vocês estão horríveis.

- Obrigada mãe. É algo muito bom de ser ouvir às... – ele olha pro relógio imaginário – 10 horas da manhã.

- Eu sei. – diz convencida – vai tomar um banho Park Jimin. – ela manda, ele parece que vai bufar quando recebe um olhar matador da sua mãe. Ele abaixa a cabeça sussurrando alguma coisa mas sobe as escadas pisando duro. – ele odeia quando eu faço isso.

- A senhora se supera – retiro o cobertor que me cobria e levanto do sofá.

- Ele viu alguma dessas marcas? – ela aponta para minhas pernas.

- Não, eu fiquei com o cobertor sobre elas o tempo que eu consegui– Respiro fundo.

- Você sabe que terá que dizer em algum momento, não sabe Elizabeth?.

- Mas não vai ser agora. N-nós conversamos tão normalmente.. que eu não quero ter que estragar o clima com isso. – apresso os meus passos pela sala, pronta pra subir a escada. Ela toca meu ombro, me parando.

- Ele ainda é o nosso Jimin. – então ela se afasta. Não contenho o sorriso com sua exclamação. É, ele ainda é o Jimin.

 

 

- Me passa o leite condensado. – peço.

- É esse negócio aqui? – pergunta confuso apontando pra uma embalagem branca que ele segurava.

- O que tá escrito na embalagem, Jimin?

- Leite Condensado. – o olho de soslaio, ele apenas revira os olhos me dando a embalagem – só pra você saber, eu não tinha lido antes o que tava escrito.

- Tá bem, Jimin. – não contenho a risada que estava presa em minha garganta.

- Por que você tá usando moletom e calça? Não tá meio quente? – se senta de novo na bancada, me analisando curioso.

- Eu estava... Resfriada. Agora estou com um pouco de medo de ficar novamente . – ele me olha desconfiado.

- Uma médica neurada, essa é nova. – então ele pega o telefone, começando a mexer nele parecendo acreditar na minha desculpa. – o que você tá fazendo?

- Isso meu querido, é brigadeiro. – Desligo a panela do fogo – fiquei sabendo que vocês irão para o Brasil esse ano. Tem forma melhor de conhecer um país do que começando pela sua culinária? 

- Nada melhor do que começar pela barriga. – ele se levanta em um pulo, andando em passos largos parecendo uma onça quando avista uma zebra – ei, eu quero.

- Você não pode comer agora. Tem que esperar esfriar. – desvio dele com a panela, despejando em uma vasilha para esfriar mais rápido - se comer quente vai te dar dor de barriga.

- Agora eu tenho duas mães. – se senta emburrado.

- Olha como você é sortudo. – pisco pra ele. – você quer comer direto da panela, ou prefere que eu faça tipo bolinhas? A gente pode ralar um pouco de algo doce pra botar por cima. – começo a mexer nas prateleiras procurando alguma coisa.

- Eu quero em formato de bolinhas. – exclama animado.

- Então vem aqui fazer. – o provoco, mas pra minha surpresa ele se aproxima de bom grado, sem pastejar.

- Arreda pra lá, vou te mostrar como um verdadeiro chef trabalha. – ele lava as mãos e se coloca ao meu lado, quando ele se estica pra colocar a mão na panela, mas eu o interrompo – o que foi?

- tá quente. Gênio. – pego luvas de plástico e jogo pra ele – quem faz comida na casa de vocês? Porque com certeza não é você.

- Na maioria das vezes o Jin. Mas o Yoongi também sabe cozinhar muito bem. – ele pega um pouco de chocolate começando a fazer movimentos circulares com ele na mão – mas você fala de mim porque nunca viu como o Namjoon é, se ele estivesse aqui já tinha no mínimo quebrado essa panela.

- Mas ela não é de vidro.

- É o Namjoon, ele quebraria. – ele diz convicto.

Então começamos os dois a enrolar o chocolate. Ele se mantinha quieto ao meu lado. E por um momento, parecia que tínhamos voltado há 5 anos. Parecia que nada havia mudado, que a distância nunca havia existido, e pude sorrir com meu pensamento.

- Será que agora eu posso provar um pouco? – Ele faz um pequeno bico tentando levar o chocolate até a boca. – isso parece tão bom – ele parece esperar que eu o interrompa, mas não o faço. – você não vai mandar eu parar?

- Eu não, você já pode comer tem uns 10 minutos. – dou de ombros. Levando a panela até a pia para lavar.

- E por que não me disse?

- Porque você não perguntou. – ele me encara como se eu tivesse cometido um crime. Logo sua expressão muda quando ele coloca o doce na boca – e aí? Gostou?

- Nossa... Isso...- seu olhar desvia do chocolate que sujava seus dedos – é muito bom – seus olhos brilham.

- Eu sei. Fui eu que fiz – digo convencida. – deixa alguns para sua mãe.

- Vou fazer o possível. – ele leva mais uns 3 só de uma vez a boca. Não contenho o sorriso a ver a cena completamente fofa na minha frente. Jimin estava com as bochechas completamente sujas com o chocolate, tentando limpá-las com a mão igualmente suja. Não perco tempo, indo me juntar a ele e saboreando o doce.

 

- Você quer jogar Just dance mesmo? Porque não jogamos, sei lá. – me jogo na sua cama – talvez um Call Of Duty? Nós não nos mexemos, não suamos, e ficamos relaxados nessa cama macia que você tem – começo a fazer carinho na cama.

- Ah, para de ser sedentária Elizabeth. – ele liga o vídeo game, e começa a se mexer de um lado pro outro tentando sincronizar o Kinect. – vamos, acho que sua preguiça tá dando interferência no meu bonequinho. 

- Ah tá bom. – me levanto em um pulo, ele me encara confuso – O que foi?

- Acho melhor você tirar esse moletom. Não acha?

- Ah é. Pera aí, eu já volto.

- Não vale fugir. – ele grita de dentro do quarto. Enquanto eu aflita pego uma camiseta e vou em direção ao banheiro.

Na frente do espelho, começo a espalhar bases e corretivos em cima das marcas roxas que ainda estavam um pouco aparentes nos meus braços e pescoço. Jimin não poderia ver essas marcas. – voltei.

- Agora está melhor. Até já escolhi a música que vamos dançar. – ele se levanta em um pulo apontando para a TV.

- Ah não é possível. Sério que você é tão apelão que vai botar Blood Sweat and Tears? – o fito indignada.

- A coreografia nem é toda igual, Elizabeth. O que foi em? Vai apelar? – Ele desafia.

- Dá o start nisso aí. – sincronizo com o personagem do jogo, e logo as primeiras notas da música exalam no quarto.

Mentiroso. É isso que ele é por colocar a coreografia que sim, era completamente parecida com a coreografia que ele perfomava incansavelmente. Eu o fitava claramente tentando transmitir toda a raiva que eu sentia em meu corpo, e somente me encarava tentando fazer a maior cara de anjo – Lúcifer –.

- Você perdeu – Diz ácido, se jogando no chão.

- Você roubou.

- Eu não roubei. O nome disso é talento nato.

- Talento nato o caramba. Você deve saber essa coreografia de olhos fechados.

- Talvez eu saiba – ele fecha os olhos, ainda com o sorriso sacana estampado no rosto – vem cá. – ele me puxa pelo calcanhar fazendo com que eu caia em cima do seu peitoral.

Ele estava próximo.

Muito próximo.

Suas mãos firmes estavam na minha cintura, e minhas mãos repousadas agora no seu peitoral definido. O ar faltou em meus pulmões, minha cabeça parece que vai explodir. A sensação de formigamento começa a se espalhar pelo meu corpo e lágrimas querem escorrer deles, meu nariz começa a arder e a impotência toma conta do meu corpo. Ele parece perceber que tem alguma coisa errada quando com uma mão levanta meu tronco, se sentando logo em seguida, me fitando preocupado.

- O que aconteceu, Eli? Você se machucou – ele começa a me analisar, aflito – você não gostou de ter perdido? Me desculpa, eu boto Call of Duty pra jogarmos. – ele tenta tocar meu rosto, mas eu o impeço, batendo em seu braço antes que ele me toque. – Eli...

- M-me desculpa.. – tento achar palavras – e-eu tenho que.. – sem conseguir falar mais nada eu saio correndo de dentro do quarto, batendo a porta atrás de mim e disparando pra qualquer lugar da casa que seja longe dele, o deixando com a feição assustada pra trás.

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Me digam o que acharam.
Adoro comentários, obrigada por acompanharem Euphoria até aqui.
Até o próximo capítulo. ❤️


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