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História Euphoria - Park Jimin (Reescrevendo) - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Oiiii Mochis, então, hoje fiquei meio coisinha e decidi finalmente começar a rolar o plot dedicado aos casais
E os capítulos estão cheios de musiquinhas que eu ouvi para os casais kkkkkkkkk

Recomendo que ouçam I Like me Better do Lauv, para a partezinha do Jimin e da Lizz. Vou dizer qual é a outra música da parte da Julie nas botas finais.

Capítulo 8 - 08 - Pupila.


Lizz Peters

Jimin e eu tivemos uma curta caminhada até a cafeteria, hora ou outra Jimin escorregava por causa de seu sapato e isso causava altas risadas nossas.

— Não ria! — disse dessa vez se levantando do chão já que caiu pra valer.

Eu apenas ria alto do mesmo com neve até no cabelo. Estendi a mão e puxei Jimin, minhas botas não escorregavam.

— Se segure em mim e tente não me derrubar. — pedi assim que passei o braço de Jimin por meus ombros e segurei sua cintura.

— Obrigado. — sorriu singelo.

Meu corpo estremeceu ao ver seu simples e sorriso. Jimin parecia tão calmo comigo que sua segurança me deixava segura também, mas essas sensações estranhas. Senti como se eu tivesse borboletas no estômago e isso não para.

Jimin e eu tão próximos assim, se eu fosse mais alta nossos narizes poderiam se tocar.

— Lizz? Terra chamando Lizz. — Disse Jimin baixo, não havia necessidade de falar alto dada a nossa proximidade.

— Oh, me desculpe. — dou o meu melhor sorriso pra Jimin ver que estava tudo bem.

Eu poderia dizer que sou a única afetada por seus sorrisos e mínimos detalhes, mas, a pupila de Jimin dilatou. E eu podia sentir e ouvir perfeitamente nossos corações batendo no mesmo ritmo.

Eu sei que é impossível ouvir o coração de outra pessoa bater nessa distância, mas me sinto tão conectada com ele nesse momento que eu posso sentir.

— Bom...me diga algo sobre você Lizz, tecnicamente não nos conhecemos. — Jimin virou e me puxou para continuarmos a andar até a cafeteria que estava a nossa frente, só mais alguns passos e estaríamos quentinhos lá dentro.

— Não tenho muito o que dizer. Você sabe meu nome, tenho vinte anos...amo muito pipoca e As crônicas de Nárnia, amo ler livros e coisas que você vai perceber com o tempo. — digo pensativa entrando na cafeteria.

— Que interessante, pelo menos uns assuntos em comum. — disse sorridente. — somos parecidos.

— Não somos, vivemos em realidades diferentes. Você é o príncipe de Busan e eu...sou eu, apenas. — sorrio pra atendente que se aproximou e anotou nossos pedidos.

Eu pedi um café espresso com leite e Jimin um chocolate quente.

— isso é bobeira, se eu pudesse trocaria de vida. — confessou batucando seus dedos na mesa. — Eu gostaria de viver da dança, é minha paixão.

— E porque não faz isso? — perguntei confusa.

Nossos pedidos chegaram e ei agradeci a atendente que saiu logo após de colocar tudo a mesa.

— Você não entende, eu não posso. Tenho que esperar minha irmãzinha ficar de maior e até lá tenho que fazer o que meu appa mandar. — disse Jimin tentando esconder a tristeza por trás de suas palavras, mas a falta do brilho em seus olhos entregava tudo.

Segurei sua mão em cima da mesa e sorrio para o mesmo.

— Você pode ser o que quiser, o futuro é seu. Ninguém vai viver ele por você. Seja rebelde, deixe tudo pra fazer aquilo que ama. Faça o que sente aqui! — coloquei a mão livre em meu peito, demonstrando meu coração e Jimin fez o mesmo com sua outra mão livre. — por exemplo....o que sente agora.

— Lizz...em tanto tempo nunca me senti tão encorajado e apoiado por alguém. Mas... não é tão fácil, infelizmente. — tirou sua mão de baixo da minha e pegou seu chocolate quente e começou a tomar com calma.

Dói em mim ver Jimin com sua luz apagada, mesmo que eu não possa fazer muita coisa, vou ajudar como eu puder.

Não sei como antes eu só queria poder levar ele pra cama, mas agora vejo o quanto ele é frágil e triste.

— Se me permitir....vou ser a luz a te guiar. — digo sentindo minhas bochechas esquentarem.

Jimin me olhou com seus olhos brilhantes e bochechas coradinhas.

— Levanta! — levantei da mesa pegando dinheiro em meu bolso e colocando na mesa.

Jimin se levantou confuso e eu puxei sua mão pra fora da cafeteria.

— Você nem tocou na sua bebida e eu não terminei a minha! — tentou dizer, mas não se soltou de mim.

— Grita.

— aqui no meio da rua? — indagou de olhos arregalados e colocando suas luvas.

Comecei a gritar e a girar com os braços estendidos pra cima, sentindo os flocos de neve em meu rosto.

Jimin se afastou envergonhado e eu ri de sua timidez.

— Eu sou uma figura pública....— disse Jimin atrás do poste.

Revirei os olhos indo até ele e estendendo a mão.

— me dá sua carteira! — Jimin negou e eu cruzei os braços, logo ele pegou a carteira e colocou na minha mão me olhando desconfiado. — não vou te roubar!

Puxei Jimin e empurrei ele para o primeiro ônibus que eu vi. Paguei o ônibus com o dinheiro em sua carteira e devolvi.

— Eu não ando com muito dinheiro. Deixei tudo pro café! — expliquei me sentando ao lado da janela e soprando em minhas mãos, tentando me esquentar.

Jimin se sentou em silêncio ao meu lado e colocou suas luvas em minhas mãos. Ele segurava minhas mãos com tanta delicadeza, como se eu fosse de cristal e pudesse quebrar a qualquer momento.

Fiquei tão presa aquilo que nem percebi quando já tínhamos chegado em frente ao parquinho em frente ao meu condomínio.

Puxei Jimin e o mesmo ficou confuso me olhando.

— Vamos brincar, esqueça tudo. Vamos agir como crianças que não tem preocupações. — digo correndo até o balanço. Jimin veio correndo sorridente também e se sentou ao meu lado. — Vamos pra Narnia, lá é um lugar que mesmo de guerras, tem esperança.

— Que lindas frases. — disse pela primeira vez em algum tempo. E você tem razão, não vou ficar me prendendo nisso.

Jimin começou a se balançar e eu fiz o mesmo.


Julie


Fiquei até mais tarde da universidade, adiantando tudo que eu tinha pra estudar sem saco. Como eu já estava com um pouco de dor de cabeça, decidi dar uma volta pelo campus.

— Solo quiero entregarte mi amor...

Ouvi alguém cantar uma música que eu amo na sala de música. Me aproximei e vi apenas um menino de cabelo preto no piano tocando, mas ele se embolava e descontava batendo nas notas com raiva. Entrei com calma pra não fazer barulho, mas eu não sabia que tinha uma cadeira atrás da porta que fez um barulho irritante no chão.

O garoto se virou assustado e tentou tampar o rosto.

— É...eu não queria atrapalhar, mas não pude deixar de notar você aqui. Tem um bom gosto pra músicas. Gosto bastante. — andei até ele meio tímida, não tenho costume de falar com outras pessoas sem ser meus amigos. E não puxo assunto com ninguém. Ainda mais com um desconhecido.

— Conhece essa música? — o moreno perguntou mais calmo e chegando para o lado.

Me sentei ao seu lado e toquei uma tecla.

— Amo, mas você precisa tocar com calma. Descanse a mente e relaxe as mãos....assim. — comecei a tocar e a cantar o dueto. — Solo quiero entregarte mi amor, Y entender a tu corazón...

— ...Solo quiero regalarte mi canción no pretendo tener tu pasión... — O mesmo completou.

Por incrível que pareça, cantamos a música juntos, sem nenhum ensaio. Amo a tradução dessa música, acho muito bonita.

Na verdade eu amo muito música também, a garota que está sempre de cara fechada e de fones, ouve músicas românticas.

Assim que terminamos de tocar a música paramos sorrindo.

— Uau....foi perfeito. — digo sorrindo.

— Sim, aliás, meu nome é...— o mesmo foi interrompido pelo celular e atendeu meio sem saco. Depois de só escutar pelo telefone, saiu sem dizer nada pra mim.

Mesmo que ele não estivesse mais aqui, me encolhi envergonhada. Eu provavelmente só incomodei. Não se deve falar com pessoas desconhecidas, eu sabia....


Kim Taehyung


Eu estava deitado no sofá cheio de sono, até que ouço batidas fortes na porta. Levantei correndo e abri a mesma, geralmente quem bate assim é Julie quando precisa de alguma coisa.

— você é um idiota, idiota! — assim que abri a porta recebi socos no peitoral. Segurei as mãos da garota e revirei os olhos ao ver que era apenas Amber.

— qual é o seu problema? O que foi? — me afastei da mesma que saiu entrando na minha casa batendo forte com seu salto no chão.

— Você mandou aquela garota idiota ir se desculpar no seu lugar né? É típico de gente do seu tipo. Pois saiba que na minha sociedade as pessoas são mais corretas. — disse batendo o pé no chão e jogando sua bolsa contra a parede.

— Em primeiro lugar não fale assim de Lizz. Mantenha o respeito por favor. E eu não mandei ela ir até lá, ela foi tentar resolver um erro dela.

— mesmo assim Taehyung. Era melhor me mandar um vinho. Ou pagar alguém pra fazer isso...— começou a gritar no meio da minha sala.

— Amber, eu já te disse, que nem tudo nessa vida pode ser comprado. — a mesma revirou os olhos jogando o cabelo pra trás e rindo.

— De qualquer forma, saiba que eu odiei ter aquela zinha na minha casa. Só deixei entrar por que estava frio.

— Amber, eu confio em você. Será que pode por favor parar de gritar? — a puxei pra perto, com medo do que os vizinhos poderiam pensar.

— ME SOLTA TAEHYUNG, EU GRITO QUANDO EU QUISER! — tentava se soltar, mas eu estava focado em sua boca que não parava quieta, assim que consegui puxei sua nuca e a beijei.

Amber relutante tentava se soltar e me batia, mas eu prefiro beijar ela do que esperar os vizinhos chamar a polícia pra mim.

Amber aos poucos foi amolecendo e retribuindo ao meu beijo. Soltei Amber e tive vontade de bater a cabeça contra a parede, só pelo olhar de ódio dela.

— Você ficou maluco? Sabe que eu não posso nada disso! — se jogou no chão chorando e me mostrando uma pulseira em seu pulso. — meus pais mandaram me rastrear. Quem garante que não ouvem o que eu falo também?

— Amber eu....— me ajoelhei ao seu lado e abracei a mesma. — eu vou tirar isso de você. Mas não grite por favor, isso não vai te levar a lugar nenhum. Você não é mais uma criança de cinco anos que pode bater o pé e todo mundo vai aplaudir.

— posso me trocar? Essas roupas estão molhadas. — pediu envergonhada.

— Claro, pode vestir uma roupa minha. Mas.... não são de marca.

— não são de marca? — fez biquinho e eu fechei a cara. — tudo bem, eu faço um esforço. Ninguém vai saber mesmo.


Amber Koch


Taehyung me deu roupas secas e quentinhas e me levou até o banheiro. Tranquei a porta e analisei o banheiro.

Analisei o banheiro e sorri vendo quee todos os cômodos são aconchegantes e dão a sensação de paisagem.

Taehyung me conheceu em uma noite vergonhosa onde bebi demais, ele me ajudou e me acolheu aqui em sua casa. Mesmo sem me conhecer ouviu todos os meus problemas e fez com que eu me sentisse bem. Desde então tenho um carinho enorme por ele. Nunca ficamos, isso não se passa pela nossa cabeça. Mas eu o amo muito, como um melhor amigo, mesmo sabendo que ele não me considera uma melhor amiga.

Tirei minhas roupas e joguei no chão, com raiva delas por ficarem tão geladas. Até minha calcinha ficou entre as roupas, não vou usá-la novamente. Entrei no box e abri o chuveiro, agradecendo pela água estar quentinha. Quando eu iria passar sabão vi que não estava novinho e sim que Taehyung já havia usado.

Eu uso sabonetes só pra mim, não é agora que vou fazer a nojeira de dividir um. Optei por não passar o sabonete e sai do box tremendo de frio, me sequei e vesti a calça moletom de Taehyung e um moletom grosso e gigante. Amei, me deixou quentinha.

Ajeitei meu cabelo pra poder me deixar quentinha e pus o capuz na cabeça. Sai do banheiro e logo senti um cheiro gostoso, Taehyung deve estar fazendo alguma coisa pra mim comer.

Andei até a cozinha e o mesmo colocava macarrão em um prato, com coisinhas amarelas e brancas.

— Que isso? — perguntei sem nem fazer questão de disfarçar a cara de nojo.

— Macarrão com ovo mexido. — respondeu simples preparando dois pratos.

— E você quer que eu coma isso? Não tem cara de ser gostoso Taehyung. E eu estou de dieta. Não tem outra coisa pra comer?

— Ter até tem, mas não sou seu cozinheiro e isso é fácil e gostoso. Senta ai. — me sentei na mesa. — se não quiser não coma.

Taehyung sentou na minha frente e começou a comer, como se fosse a coisa mais gostosa do mundo. Minha barriga roncou, mas meu orgulho não pode ser ferido assim.

— Amber, sei que está com fome. Mas faça um esforço. Não é fácil aturar você com esse seu...jeito.

Sem muita escolha peguei o prato e comi uma garfada. Não pude evitar de sorrir e me remexer na cadeira.

— É tão gostoso. Quero comer todo dia! — digo comendo mais.

— Aham, logo logo você troca por suas comidas chiques. — disse me olhando e rindo.

— Gostei de verdade, mesmo que simples é gostoso. Ainda mais que foi feito por você, Tae.

— Humm e não sabe o que deve dizer agora?

— Faça mais?

— Não, deve agradecer. Não é difícil.

— Ah Tae, pare de me tratar como uma criança que você deve educar. — fico extremamente incomodada com isso.

— Desculpa, eu fui um idiota tentando mudar seu jeito né? — assenti. — Amber!

— desculpa! — rimos. — Você não é um idiota, não tenta mudar meu jeito. Me aceita do meu jeitinho. E obrigada por essa refeição e por tudo.

Taehyung sorriu agradecido e percebi que valeu a pena. Finalmente aprendi que não custa nada ser gentil, pra alguma pessoas é um grande gesto.

Ouvi um barulho estranho em baixo da mesa e me abaixei pra olhar. Assim que vi a cena meu coração doeu, senti como se estivessem me esmagando.

Gritei.

Gritei desesperada vendo aquela cena. Taehyung se engasgou e abaixou também pra poder olhar a cena. Assim que viu o que tinha em baixo de seu chinelo me olhou assustado.

— Você pisou no meu batom. — acusei em um fio de voz.

— Eu compro outro. — disse sem ligar.

— Não, você não compra outro. Esse batom veio de Portugal. Conhece Portugal? Compra coisas de lá? Não, você não tem nem dinheiro pra comprar a droga desse batom. Isso é uma ofensa pra mim Taehyung. O que mais você quer?

Me levantei da cadeira e peguei uma faca na pia. Segurei meu cabelo e apontei a faca pra Taehyung.

— Corta meu cabelo, anda! Assim você completa a dor que eu estou sentindo. Seu ogro, idiota, pateta.

— Amber eu...

— Cala a boca! De um jeito nisso Taehyung, esse batom é de extrema importância pra mim. Eu só usei essa droga uma vez, uma vez! — apontei o dedo em sua cara irritada.

Taehyung se levantou da mesa e pegou a faca.

— Você vai cortar meu cabelo? Era só o que me faltava. — digo brava.

Taehyung pegou meu pulso e puxou a pulseira e mirou o facão.

— Não se mexe! — Dito isso fez toda a força que pode, mas eu não vi, fechei os olhos com força. Só abri quando ouvi o barulho da corrente de quebrando.

— O-obrigada....

Taehyung se afastou e eu percebi o drama que eu tinha feito só por causa de um mísero batom.

Eu não sei onde fica as coisas pra limpar essa bagunça então apenas me afundei na cadeira.

— Olha...— de repente Taehyung se ajoelhou em minha frente, me assustando. Mas o mesmo nem percebeu, estava focado em uma caixinha. — dizia minha falecida avó que a mãe dela usava isso.

Taehyung abriu a caixinha.

— Era o batom de minha bisavó. É rosa pêssego, vai ficar lindo em você. Use com carinho. — Taehyung fechou a caixinha e colocou em minha mão.

O batom estava usado, pude ver umas marquinhas de dedo nele. Mas por ser especial, vou usar com sabedoria. Apenas em ocasiões muito especiais, onde Taehyung esteja.

— Obrigada, mas eu posso mesmo ficar com ele? — Taehyung assentiu sorridente. — Okay, Pinky Promisse!

Taehyung fez um barulhinho engraçado de quem não queria fazer, mas mesmo assim estendeu o seu mindinho e entrelaçou com o meu.


Notas Finais


Aí gente, não consigo pensar em um sobrenome pra Julie e pra Lia, me ajudem aí please kkkkkkkkkk
Ouçam a música ela é... kkkkkkkkkk

Música da Julie: https://youtu.be/C-N3TFDhTAU


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