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História Euphoria - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Depois de alguns anos de demora, cá estou eu com o capítulo.
Espero que vocês gostem, boa leitura.

Capítulo 9 - Tempestade de neve


 

 

“ESSE É O MOMENTO QUE VOCÊ ESCOLHE O QUE É O MELHOR PARA VOCÊ”



 

— Droga isso dói para um inferno… 

 

Regulus escutou o amigo mais velho dizer, enquanto ambos se escondiam atrás de uma das prateleiras cheias de doce, doutro lado encolhido contra parede estava Peter Pettigrew, tremendo até os dentes se baterem um contra o outro. Voltou a olhar para Severus e mirou o braço com um corte profundo dele, havia sido atingido, e por pouco não fora no peito. 

 

— Temos que sair daqui, logo vão nos encontrar. — Severus voltou a dizer, enquanto se forçava a levantar, ignorando as pontadas de dor em seu braço, não era hora para fraquejar. — Hey, Pettigrew! — Chamou o garoto encolhido no canto, fungando e tremendo. Severus se questionou onde estava toda a coragem grifana que os malditos Leões tinham — Levanta, temos que sair daqui. 

 

Os dois Slytherin já tinham as varinhas em mãos, os gritos do lado de fora ainda eram muitos, do lado de dentro, somente eles conseguiram sair vivos. Olhando para o chão, eles viam muitos de seus colegas de casa mortos, era uma imagem que nenhum deles conseguiriam esquecer algum dia. Peter, com muito esforço se ergueu, tinha o coração batendo na garganta e as pernas tremendo mais do que vara verde em ventania, a sensação de temor estava implantada em seu organismo. 

 

— Coragem Gryffindor passou longe de você, né? — Regulus comentou, puxando o garoto mais velho para perto, esse que tentou dizer algo, mas foi calado pelos olhares mortais dos Slytherins. — Apenas nos siga, é o melhor que você tem que fazer. 

 

Saíram do estabelecimento em fila única, se arrastando pela parede, observando o caos ao redor, havia muitos alunos mortos no chão, e os aurores já estavam presente, muitos em duelos com os bruxos das trevas. Um feitiço atingiu a parede bem em frente aos olhos de Regulus, e quando este olhou para o lado havia um bruxo de sorriso estragado mirando os três alunos com certa malícia, logo, outros quatro bruxos que haviam derrubado dois Aurores se juntaram a eles. 

 

— Olha o que temos aqui, três franguinhos assustados. — Disse burlesco. 

 

Regulus ergueu a varinha com suas mãos trêmulas e apontou para os bruxos. 

 

— Não estamos assustados. Deixe a gente em paz, sou um Black! Se me machucar, meus pais acabaram com sua vida. 

 

— Uhhh, um Black… — O homem lambeu os lábios — Melhor ainda. Carne dos traidores da causa. Nosso Lord vai adorar devorar você. — Olhou para os outros três bruxos e ordenou — Pegue ele, e mate os outros dois. 

 

Regulus azarou um dos bruxos, mas outro acabou tirando sua varinha de suas mãos, enquanto se aproximavam cada vez mais dos três que estavam encurralados na parede. 

 

— Avada kedavra. 

 

O jato de luz verde atingiu em chegou a costa do homem que já segurava os braços de Regulus, enquanto os outros bruxos, voavam para longe devido a outra azaração. Walburga ainda tinha a ponta da varinha brilhando em verde, quando aquele que fez ameaças para Regulus virou-se para olhar de onde vinha o ataque. 

 

— Diga ao seu Lorde, que se ele pensar em tocar nos meus filhos, ele irá conhecer a fúria dos Black.  

 

— O Lorde irá matar cada um de vocês. 

 

— Se não sumir agora, eu vou matar você. — A mulher ergueu novamente a varinha, e o bruxo das trevas sumiu rapidamente. Walburga olhou para Regulus que buscava no chão sua varinha e respirou fundo, ela não estava preparada para perder seus filhos, não para a morte. Regulus quando notou o olhar de seus pais, sentiu um frio na barriga, e uma felicidade dentro do peito, estava feliz por eles terem chegado a tempo. — Você está bem, querido? 

 

— Sim, senhora! 

 

— Que bom!, Venha, temos que sair da linha de fogo. — Walburga disse, e se juntou ao marido, que tinha os olhos atento e ao casal Potter, que tinham as varinhas em pulso, protegendo os jovens  — Vamos levá-los para Hogwarts? — Perguntou, olhando para os adolescentes que a seguiam junto de seus filhos — Não podemos ficar mais aqui, estamos desprotegidos. 

 

— Vamos aparatar todos até proximidades da escola, depois seguimos andando. — Orion disse, acertando uma azaração em um Lobisomem que tentava avançar para cima deles. — É o melhor a ser feito no momento, sei que nada te alegra a se encontrar com Dumbledore, mas é necessário. 

 

Como dito, os quatros adultos aparataram com os jovens nas proximidades de Hogwarts e seguiram andando até chegarem ao castelo, onde foram recebidos por Albus Dumbledore e Madame Pomfrey, que pareciam já a espera dos alunos, tendo eles recebido a informação do ataque momento antes. Logo atrás dos adultos e adolescentes, McGonagall chegou com outra remessa de alunos, alguns feridos e outros bastantes assustados. 

 

Os Black e os Potter, em nenhum momento saíram de perto dos adolescentes que haviam trazido consigo, Euphemia ainda segurava o braço de Sirius, enquanto James e Peter permaneciam ao seu lado, Regulus estava praticamente colado a mãe, enquanto Cassiopeia abraçava uma Lola desesperada, ao lado de Severus, que havia estancado o sangue com o cachecol da amiga. 

 

— Lola… — A loira escutou a voz de Matt, e olhou ao redor, e viu o menino com um pequeno corte nos lábios, correr em direção a ela. Rapidamente, saiu dos braços de Cassie e correu para os do amigo loiro, que a abraçou com força — Vocês está bem? Eu fiquei tão preocupado! Procurei por você e pela Ellie em todos os lugares, até a Professora nos trazer de volta. Onde está a Ellie? 

 

Lorelai não conseguiu abrir a boca sem chorar, e fora um choro doído e perturbador, que causou ainda mais preocupação em Matthew, apertou o braço ao redor da menina e encarou Cassiopeia que tinha a cabeça baixa, e era abraçada por Severus, que sequer o mirava, olhou para os da casa de Leões, e Peter tinha a cabeça baixa, enquanto James e Sirius o olhavam com pesar. 

 

— Onde está a Elizabeth? 


 

———————————————


 

Druella tinha os olhos presos a parede a sua frente, era um tom branco, mas com pequenas manchas amareladas, torceu o nariz, mas não desviou os olhos. Seu marido já não estava mais presente, porém, Narcissa continuava ao seu lado, parada da mesma forma. Não sabiam sobre a situação de Elizabeth, mas a cada segundo que se passava, e o medimago demorava para sair da sala onde estavam, ela sentiu em seu âmago, que já era tarde demais para aquela menina. 

 

— Por que estamos aqui mamãe? — Narcissa questionou, sem tirar seus olhos da parede. 

 

— Conheço os pais dela. — Fora a única coisa que disse, mas não era necessário mais explicações. Narcissa conhecia a mãe, sabia que aquele “conhecer” tinha mais por trás do que qualquer um imaginaria — Você deveria voltar para sua família, filha. Agora é uma mulher casada, e tem suas responsabilidades. 

 

— Não quero lhe deixar só. 

 

— Não estarei só, em breve os Stewarts estarão por aqui, apenas vá. 

 

Narcissa acenou com a cabeça e se retirou, indo para a ala de aparatação, deixando Druella para trás. Cygnus tinha saído momentos antes, indo marcar uma reunião com os pais e maridos de suas outras filhas. Um suspiro deixou seus lábios,. e Druella relaxou os ombros, se permitindo sentar-se na poltrona de espera. Há muito tempo que não sentia-se tão preocupada como estava naquele momento, não imaginava que o caos começaria tão cedo, sabia que você-sabe-quem estava planejando ataques, mas nunca imaginou que seria um tão sem fundamento como aquele; no inicio parecia uma boa ideia ter um bruxo poderoso para colocar o Mundo em seu devido lugar, mas agora, com todo a loucura exposta, ela já não vê a mesma vantagem de antes, e por conta da segurança de sua família, tinha que fazer uniões que nunca faria antes. 

 

— Druella Black… 

 

A voz grossa chegou aos seus ouvidos, e arrepiou seu corpo de uma forma que fazia ela ter saudades de algo que nunca teve.  Ergueu seus olhos para o homem de olhos verdes e cabelos encaracolados, e para a mulher baixa e de pele castanha ao lado dele. Nunca havia a visto tão bela como naquele momento, ou ele tão elegante como estava. 

 

— Stewarts. — Sussurrou, se erguendo e reverenciado suavemente com a cabeça, recebendo o mesmo em troca. — Houve um ataque em Hogsmeade, sua filha acabou sofrendo um acidente… Um grande acidente.  

 

Ambrose e Kimberly Stewart, os pais de Elizabeth. Os Stewart era uma família como os Black e os Malfoy, bem vistos, de sangue-puros, com grandes demonstrações de apoiar as Artes das Trevas, e uma família completamente tradicional; Ambrose eram extremamente alto, tinha os olhos bastante redondos e os cabelos encaracolados em um castanho acobreado, enquanto Kimberly era uma mulher de estatura baixa, e curvas sinuosas dentro de um vestido verde musco, a pele era amorenada e os cabelos tão pretos quanto carvão, de olhos pequenos e castanhos. Eles formavam um casal bonito de se observar, contudo, Elizabeth tinha puxado completamente o lado da familiar de sua mãe. 

 

Druella os conheceu quando ainda era uma adolescente, Kimberly fora sua primeira amiga assim que entrou para Slytherin, por tanto, elas tiveram anos de convivência, mas a amizade chegou ao fim, quando elas se viram apaixonadas pela mesma pessoa, no caso Ambrose, que na época era apaixonado por Druella. Ambrose e Druella só não terminaram juntos, pois Kimberly espalhou rumores sobre Druella estar com alguma doença transmissível. Desde então as duas não se falam sem trocar farpas, e Ambrose e Druella, tentam se manter o mais longe possível. 

 

Pois ele descobriu a verdade anos depois e a procurou, mas era tarde demais, Druella já estava casada e tinha seus filhos. 

 

— Que acidente? — Ambrose quem perguntou — O que aconteceu com minha filha? 

 

A loira se manteve com a mesma seriedade, e contou tudo o que havia acontecido, sem poupar-lhes detalhes algum. 

 

— Essa criança estúpida, eu sabia que a amizade dela com a menina lufana não lhe faria bem. — Kimberly disse, andando de um lado para o outro — O que vamos fazer, Ambrose? Se ela se transformar em uma aberração, o que vamos fazer? 

 

— Deserdá-la, obviamente! — Ambrose respondeu, com a voz sem demonstrar emoções, e Kimberly parou seus passos, olhando para o marido — Não podemos ter uma filha imunda, querida. Você sabe disso! 

 

O casal começou a discutir, e Druella se afastou, não havia mais nada para fazer ali, mas sentia que se deixasse Elizabeth sozinha na mão de seus pais, Cassiopeia não a olharia mais como sempre olhou. Entendia as palavras de Ambrose, sabia que no lugar deles, Cygnus tomaria a mesma atitude, pois eles foram criados dessa forma, a mistura de sangue não era aceita, afetava o núcleo mágico, deixava impuro e frágil, sujo como alguns gostavam de dizer. Mas vendo a situação atual, ela não conseguia se imaginar deserdando uma de seus filhas, talvez, não queria ser como a cunhada, que havia expulsado o filho, e ficava sofrendo silenciosamente pelos cantos da casa vazia, achando que ninguém percebia. 

Por um momento lembrou-se de Andromeda, e sentiu a respiração falhar. Cygnus havia de fato deserdado a filha, mas ela não, não que o marido precisasse saber. Andromeda ainda era uma Rosier, e sempre seria. 

— Desculpe interromper… — O medimago chegou, com a expressão cansada e fechada — Os senhores são os pais da jovenzinha, certo? 

 

— Sim, como ela está? — Kimberly perguntou, estava nervosa e preocupada. 

 

— Eu lamento informar, mas a filha de vocês agora é uma Lobisomem! — Disse, e ignorou o grito desesperado da mulher, pois sabia o que acontecia com quem não seguia mais os padrões de uma família puro-sangue — Aconselho que vocês conversem com um especialista nessa área, e que se preparem para as noites de lua cheia. 

 

Druella respirou fundo e se encostou na parede branca, cujo tinha uma enorme janela que dava para o lado de fora do hospital. O lado de fora estava completamente branco, pois havia começado uma tempestade de neve, e a loira não precisava estar do lado de fora, para sentir o gelo esfriando seu sangue. Olhando para os olhos de Ambrose, quando mirou o homem por sobre os ombros, ela sabia o que estava por vir.

 


Notas Finais


espero que tenham gostado ><
sem mais

Malfeito, feito!


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