História Euphoria - Capítulo 1


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Categorias Malhação: Viva a Diferença
Personagens Anderson Rodrigues, Antonio Romano dos Santos de Morais (Tonico), Augusto Sampaio Neto (Guto), Benedita Teixeira Ramos (Benê), Clara Becker Guttierez, Cristina Yamada (Tina), Edgar Gutierrez, Ellen Rodrigues, Felipe Soares Lacerda, Gabriel Romano, Heloísa Gutierrez (Lica), Katharine Xavier (K1), Katiane Azevedo (K2), Keyla Maria Romano (K3), Leide, Leonardo Francisco Pereira (Fio), Luís Becker, Maria Luiza Becker (Malu), Marta Gutierrez, Michel Borovski Júnior (MB), Mitsuko Yamada, Noboru Yamada, Personagens Originais, Samantha Lambertini
Tags Amor, Drama, Lgbt, Lica, Limantha, Romance, Samantha, Yaoi, Yuri
Visualizações 56
Palavras 2.122
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa lleitura , espero que gostem ♡

Capítulo 1 - Frio


Fanfic / Fanfiction Euphoria - Capítulo 1 - Frio




  É sexta feira e estar muito frio aqui... E eu nao sei oque fazer. Estou com uma garrafa de cerveja na mão, o álcool ainda corre pelas minhas veias e meu corpo estar elétrico. Aquela menina parada, na minha frente, com os pulsos cortados, caindo sangue no gramado frio..., não sei se falo com ela, se grito por ela... Mas nao sei seu nome...


Merda!


 O vento estar mais forte, seu cabelo voa, ainda de costas pra mim sem reparar que estou ali. A única coisa que nos iluminava era um simples poste. A rua molhada, silenciosa, com neblinas...


 Ela estar chorando...


 Eu quero falar com ela, lhe abraçar mesmo nem sabendo de onde ela veio, quem é ela. Ela enchuga as lágrimas e se vira para trás. Nossos olhares se encontram...


Que linda!


 Ela fica me encarando, sua maquiagem borrada e seu braço cortado... Me arrisco a falar algo...

  - Oi... - Dou um sorriso fraco.

 Ela me olha de cima a baixo, me analisando. Não consigo enxergar seu rosto direito, a luz do poste ficou fraca.


   - A quanto tempo estar aqui? - Pergunta dando um passo pra trás.


 Será que digo que estou aqui já faz trinta minutos? E como vim parar aqui, meu Deus!??!


  - Uns dois minutos. - Minto. Olho para seu braço, ela vê que eu fraguei seu pulso cortado e logo esconde com o casaco azul. - Você tá bem?


  - Sim... - Coça sua nuca e me olha meio sem graça.


 Será que ela se drogou?


  - Sabe que é perigoso ficar por aqui a essa hora, né? - Digo dando uma torse no final. Ela me encara e dá um sorriso fraco.


 Estou bêbada, que merda...! Disfarça...


  - Você estar bêbada, né? - Pergunta, me pegando de surpresa. Arregalo os olhos e vejo que ela olha para a garrafa de cerveja na minha mão.


  - Acho que sim...


 Sem saber oque falar naquele momento de silêncio, dou um passo pra frente e me sento no gramado frio.


  - Estar amanhecendo... - A menina sussurra mais pra si do que pra mim.


 Sim, já estava amanhecendo... O sol aparecendo no horizonte e a rua ficando clara. Enfio a mão no bolso do meu casaco e tiro de lá um maço de cigarro. A menina me cutuca e pega o cigarro da minha mão, logo dando uma longa tragada e assoprando a fumaça pra cima.


 Ficamos por lá mesmo, dividindo um cigarro e uma garrafa de cerveja quente, enquanto os passarinhos cantando preenchiam o silêncio confortável que havia entre nós. Eu estava bêbada, ela estava bêbada e talvez drogada. E naquele momento em que eu sabia que tinha que ir embora eu queria muito saber o nome dela, aquela menina dos olhos castanhos e cabelo cacheado. E eu ainda me perguntava como é que eu tinha vindo parar nesse campo... Só me vinha alguns flash's da festa de MB...


  - Qual seu nome? - Pergunto me levantado e jogando o cotoco de cigarro longe.


 A menina se levanta, pega seu celular e me olha.

 - Eu tenho que ir... - Diz se afastando.


 Porque ela não me respondeu!?


 Fico calada e só consigo balançar a cabeça. Uma Ferrari estaciona no outro lado do gramado, a menina corre até o carro e logo entra. Fico sem entender e vejo o carro se distanciar com uma certa velocidade. Que estranho.


  (...)


 Entro em casa de fininho, andando na ponta dos pés e tentando não fazer barulho. Meu objetivo era entrar no meu quarto e fingir que nada aconteceu, mas acabei derrubando a porra de um quadro.


  - Onde você tava, heim? - Me assusto e quase caio no chão. Me viro dando de encontro com minha irmã Clara.


Oh, shit!


  - E-eu... Ah, eu tava na casa do MB, só isso. - Respondo me sentando no sofá e tirando meu coturno.


 Eu e Clara estavamos na "missão" de cuidar da casa enquanto minha mãe e Luiz viajavam para a Hanover Academy, em New Hampshire, para um evento e reuniões com investidores esquisitos. E olha, ficar sozinha em casa com Clara não era uma das melhores coisas. Por ela ser mais velha que eu, ela acha que tem muito poder sobre mim. Tisc... 


 Já fazia três anos que Clara e Luiz tinham entrado na minha vida e da minha mãe. A quatro anos atrás minha mãe estava mal, por Edigar (meu pai)   ter traido ela com justo sua melhor amiga. E eu nunca tinha visto ela tão triste naquele dia em que ela descobriu tudo e Edigar saiu de casa e nunca mais apareceu, não me ligou mais... Deixou eu e minha mãe, naquela casa fria... Mas um ano depois daquilo tudo minha mãe acabou conhecendo Luiz, um bom cara que fez a nossa vida mudar do mal para o bem. Depois eles se casaram, compraram uma casa nova e assim estão juntos até hoje...


  - Essas festas do MB, heim... - Clara suspira se sentando no meu lado. - Só fui em uma e já não gostei. Rola muita droga...


  - Tá...hmm, eu vou subir pro meu quarto, minha cabeça tá explodindo. - Digo me levantando.

 

  - Ah, já ia me esquecendo! - Clara se levanta. - Sra. Lisbon tinha me dito que uma família vai morar naquela casa estranha lá...


  - Ah, depois de anos alguém vai morar lá! - Dou um sorriso. - Espero que não seja um casal de velinhos fofoqueiros.


 (...)


  Já ia dar nove horas e eu estava colocando meu inseparável coturno nos pés. Estava prestes a ir numa social que minha amiga Tina havia me convidado. E foi até bom esse convite, eu não estava aguentando ficar em casa. Clara não estava em casa desde cedo, deveria estar na casa no Fio.


 Sem muitas delongas, chamo um Uber e assim se faz um caminho longo e silencioso. Chego na porta da pequena Vila de onde Tina mora, pago e agradeço o motorista. Ajeito minha jaqueta e toco o interfone.


 Pip! Pip!


  - Com quem falo?


  - Heloísa Gutierrez. - Digo fazendo pouco caso, era só falar meu nome que o imenso portão se abria, eu já era bem conhecida por todos ali, mencionando os pais de Tina que eram os donos daquela Vila.


  - Olha só quem aparece! - Grita MB envolvendo os braços em mim. Pelo visto ele já estava alterado e bêbado. Dou um sorriso fraco.


 Olho em volta, a procura de Tina. Isso é uma social? Penso. Ali tinha mais gente que eu imaginava. Pessoas que eu nunca se quer tinha visto.


 Desisto de achar Tina e me sento entre os pufs que estavam num canto vazio da enorme casa. A música estava alta, as pessoas dançando, soadas, bêbadas e coladas umas nas outras. E eu sentada ali de platéia, com uma garrafa de Uisk  na mão.


   - Eu sei no que você estar pensando. - Me assusto e olho pro lado, dando de encontro com uma Tina, soada, seus cabelos platinado bagunçado e um sorriso meio torto. - Eu sei que era pra isso ser só uma social, mas acabou que MB resolveu chamar uns "amigos" - Diz Tina fazendo aspas com as mãos.


   - Já sei, e os amigos dos amigos do MB também vieram. - Falo revirando os olhos. MB sempre fazia isso, convidava pessoas estranhas e essas pessoas estranhas chamavam mais pessoas estranhas. Tina sorrir entediada balançando a cabeça junto com a música lenta que tocava.


 No meio da enorme sala tinham feito uma pista improvisada e só algumas pessoas dançavam a música lenta que tocava. O resto estavam na piscina que havia atrás da casa.


 Meu olhar acaba parando numa única figura dançando, lentamente com as mãos pro alto, sorrindo pra si mesma com os olhos fechados. Ela não me parecia estranha, já tinha visto ela em algum lugar, só não estava me lembrando. Mas aquelas malditas luzes coloridas estavam atrapalhando de eu enxergar melhor.


  - Vêm cá, tu tá secando quem? - Pergunta Tina estalando os dedos no meio rosto, fazendo eu tirar a atenção na pista. - Eu tô mó tempão falando aqui e você não para de olhar pra pista!


 Dou um pequeno sorriso, meio sem graça. Volto a olhar pra pista, mas ela não estava mais lá. Será que eu estava alucinando?


  - Que? - Volto a olhar pra Tina. A oriental solta um suspiro e revira os olhos.


 - Você tá perdidinha, heim! - Diz Tina rindo e olha pra pista. - Mas me diz, você tava secando alguém, que eu sei...


 Me engasgo e arregalo os olhos, fazendo Tina rir.


  - Tá doida, Tina?! Tem ninguém pra eu secar aqui não! 


  - Eu te conheço, Heloísa Gutiérrez. - Tina me dá um peteleco no nariz. - Quando você fica assim, no mundo da lua é porque tem alguém no meio!


 Abro a boca pra retrucar, mas logo ouço um grito bem alto vindo da cozinha, fazendo todos que estavam na sala correrem pra vê oque se passava.


 - Bora lá vê! - Tina me puxa pra cozinha. Entro lá e vejo Felipe encostado na bancada, com a mão na costela. Tinha sangue pela sua camisa toda e sua boca tinha um corte grande. 


 Fico olhando por alguns segundos, mas logo dou de encontro com uma garota... bem familiar... 


 É ela...!


Fico olhando para sua cara, seus olhos estavam arregalados, sua pele pálida, parecia estar bem preocupada. Minha garganta deu um nó e me aproximei dela.


 - Oque é isso?! - Pergunto apontando para o Felipe que gemia de dor. A menina abre a boca para falar algo, mas logo se fecha. Desço meu olhar, dando de encontro com um troféu sujo de sangue em suas mãos.


 Pelo visto ela golpeou ele com isso...


 Fico meio assustada. As pessoas que estavam em nossa volta permaneciam em silêncio.


  - E-ele... Me agarrou! - Diz a menina, com as mãos tremendo e seu corpo também.


  - Eu só queria beijar ela! - Grita Felipe com a voz rouca. Ele geme de dor e se apoia mais uma vez no balcão.


   - Não! E-eu... Você me agarrou! - Grita a garota de volta, só que agora com os olhos marejados.


  - Seu otário! - Falo olhando com fúria para Felipe. Volto meu olhar para a garota, ela limpa uma lagrima e sai andando rápido pelo corredor.


 Me apreço e corro atrás dela. Vou até a varanda e não vejo ninguém por lá. 


Cadê ela!?


 Eu já estava ficando cansada, já tinha rodado a casa toda e não achava ela. Resolvo olhar por fora da Vila e logo no final na rua vejo aquela mesma Ferrari preta parada. Ando mais pra frente e me espanto ao ver um garoto alto saindo do carro. Ele olha em volta, olha para seu relógio, parecia impaciente e tenso. Dou um passo pra trás quando vejo aquela garota que eu tanto estava procurando correr até o carro e entrar, batendo a porta com força.


 Oque...?!


 Continuo a observar, o garoto entra na Ferrari e dá a partida, sumindo com uma velocidade muito alta, parecia estar com muita pressa.


 Do que ela estava fugindo!? Da primeira vez que a vi ela estava com o mesmo olhar, assustada e parecia correr com o tempo. E ainda tinha aquele garoto estranho da Ferrari preta... Porque?! De onde ela veio?! Muitas perguntas se passavam na minha mente. Mas logo me lembro do recente acontecimento na cozinha.


 Corro de volta pra Vila e entro na casa de Tina, a procura de Felipe. Olho em volta da sala e vejo ele deitado no sofá com corativos na costela. Marcho até ele e me abaixo em seu lado.


  - Me explica oque houve na cozinha? 


 Felipe solta um suspiro e se ajeita do sofá.


  - Eu tava de boas pegando uma bebida na cozinha e aquela garota estava lá, sentada na bancada com uma cerveja na mão. - Ele dá uma pausa para torcir. - Não resisti e fui tentar trocar uma ideia com ela. Conversa vai, conversa vem, a gente tava numa sincronia boa. Mas ai, eu meio que queria muito beijar ela.- Diz Felipe dando um sorriso sacana. - Mas quando eu me aproximei ela me empurrou! Fiquei bolado e puxei o braço dela, perguntando se ela tava maluca!


  - ahnmnm...


  - Mas mano, eu juro que não tinha feito nada de mais, ela pegou um troféu que tava em cima da bancada e acertou em cheio na minha costela!


 - Mas você agarrou ela! - Digo.


 - Tipo isso... Mas precisava ela quase me matar?!


 Fiquei mais algumas horas ali com Felipe, as pessoas já tinham ido em bora e já estava amanhecendo...

  



 


  


Notas Finais


Gostaram? Hahaha


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