História Eureka. - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiiii. Desculpem pela demora em trazer a continuação. Obrigada pela paciência 😊😊😊😊❤❤❤❤. Espero que gostem. Bjs e até a próxima.
Boa leitura.
❤❤❤❤❤💜💎.

Capítulo 2 - The Next Episode.


DYOVANA:

O sinal do campus soa fazendo todo mundo entrar em pânico, as pessoas correm em volta da sala e gritam desesperadas, e não estavam diferentes no pátio, em torno do corpo ensanguentado de Zack e de outro garoto as pessoas correndo e outros paralisados pela cena, eu sou uma delas, não consigo tirar minhas mãos da janela nem meus olhos da cena.

Pisco os olhos quando finalmente o garoto encapuzado se move. Ele se vira de costas para o corpo de Zack e segue para dentro de um carro cinza. Assim que ele entra, o carro arranca queimando o pneu no asfalto e na pouca grama do pátio.

O carro some de vista campus afora e antes que pudesse controlar, solto um suspiro aliviado. Me viro de costas contra a janela e me deixo arrastar pela parede até o chão.

O que acabou de acontecer?

Zack era um verdadeiro pé no saco, se achava superior e melhor que todo mundo que não fazia da sua “irmandade” que mais parecia um puteiro dia e noite. Nunca trocamos mais de duas frases triviais e mesmo ele sendo um idiota em maior parte do tempo não merecia morrer assim.

As poucas pessoas que sobraram na sala de aula, se levantam aos poucos de debaixo das mesas, elas se olham assustadas e sei que devo estar do mesmo jeito.

Meu Deus, alguém acabou de matar outra pessoa bem diante dos nossos olhos, na frente do campus todo e ainda fugiu...

Espera...

Como um carro conseguiu entrar em uma área de acesso extremamente restrito pare veículos? Além de conseguir entrar, uma pessoa ainda conseguiu atirar em outra e sair ileso da situação?

O que aconteceu com a segurança da Universidade?

E foi mais de um disparo, todos ouvimos. Ah meu Deus! Miley estava do lado de fora do prédio quando tudo começou.

(Hélia) Alunos. – Ela aparece na porta seguida por mais dois professores, ambos estão com semblantes assustados, mas o que nos assusta de verdade é o sangue na camisa de um deles. – Eles estão mandando todos para as saídas de emergência.

(Dyovana) Para as saídas? – Me levanto um pouco cambaleante. – Mas não foi para a saída que os atiradores foram?

(Luiza) Estão nos querendo mandar direto para eles? É ataque terrorista?

(Hélia) Se acalmem. Fomos informados que os suspeitos já estão fora do campus.

Fora do campus? Escaparam?

(Hélia) Não precisam se preocupar, apenas sigam para as saídas de emergência. Vocês estão seguros agora.

Não sei porque, mas não consigo acreditar nas suas palavras.

[...]

IAN:

“ Atentado a prestigiada universidade de Yale acaba com um total de 5 mortos. Imagens das câmeras de segurança e das câmeras de celulares de alguns dos estudantes flagram um carro invadindo o campo principal da universidade e um dos passageiros disparar contra um estudante que estava no local”

“ As câmeras também flagram diversas pessoas todas de preto, com capuz e mascaras cobrindo suas bocas, entrarem nos demais prédios disparando contra as vidraças e janelas dos corredores e salas e eventualmente em mais 4 alunos.”

“ Confiram agora a entrevista exclusiva com um dos sobreviventes e estudantes de Yale, que viu a morte de um colega de perto.

“(???) Eu estava escondido junto de mais 2 colegas no auditório quando ouvimos os passos e os disparos quebrando os vidros, nos escondemos melhor, mas uma pessoa armada e encapuzada entrou no local, pela voz era um homem, mas não conseguimos ver seu rosto, ele se aproximou de um dos meus colegas e confirmou a identidade dele, assim que conferiu e confirmou quem era, disparou no seu peito e saiu”

“ De acordo com esse e mais alguns depoimentos e relatos, a policia chegou a conclusão que o crime foi premeditado e que as pessoas estavam atrás de outras pessoas especificas, o motivo é desconhecido, assim como a forma que eles conseguiram entrar e sair do campus sem dificuldades.”

“ A policia também não tem nenhuma lista de suspeitos já que não há como identificar os encapuzados. A Universidade teve um prejuízo avaliado em um milhão de dólares em reparos além de processos das famílias das vitimas.”

Buzino a moto fazendo meu tio se assustar e diminuir o volume da tv, o velhinho de macacão azul desgastado vira para trás e quase deixa derrubar sua coca cola quando me vê. Desço da moto e coloco minha mochila sobre o banco da mesma.

(Paul) Ora se esse menino ainda não vai me matar de susto. – Ele me abraça sem jeito. – Achei que só chegaria amanhã pela manhã.

(Ian) Parece que as pistas estavam mais tranquilas do que imaginei. – Sorrio de lado. – Parece que o seus negócios estão funcionando melhor do que eu imaginei.

Olho ao redor, o portão aberto pelo qual eu entrei com a moto agora se fechando devagar, diversos carros com o capo aberto, apenas esperando serem reparados, algumas motos e bicicletas perto das caixas de ferramentas, um pequeno sofá e a tv em um canto, as mãos de meu tio cheias de graça.

(Paul) Eu estou indo muito bem, mas acontece que hoje as coisas estão meio paradas. – Coça a cabeça calva. – Ouviu o jornal?

(Ian) Estava tão alta que ouvi do inicio da rua.

(Paul) Ah, a idade já não me permite ouvir direito.

(Ian) Por acaso não é nesse lugar que eu vou estudar é? – Arqueio a sobrancelha e meu tio ri sem graça. – Tio...

(Paul) É lá que sua prima dá aula, e eu faço parte do concelho, foi bastante complicado para aceitarem a sua bolsa, mas depois que virão seus trabalhos, ah Ian, eles disseram que você tinha potencial. – Ele sorri, de forma sincera agora.

(Ian) Ok... Vou estudar em um local que acabou de sofrer um atentado.

(Paul) Isso também é exagero da mídia.

(Ian) Tio, pelo que está dizendo ali. – Aponto para a tv. – Isso foi hoje de manhã.

(Paul) Sua prova de entrada será daqui uma semana, segundas as sete e meia da manhã, esteja preparado.

(Ian) Tio...

(Paul) Se acalme Ian.

(Ian) É o senhor que precisa se acalmar. Está tremendo. – Aponto rindo, para a sua mão que segura a garrafa de coca cola.

(Paul) É por que é a primeira vez desde a sua prima, que alguém tem a oportunidade de terminar o curso em uma universidade da Ivy League.

(Ian) A segurança dessa universidade da Ivy League é maravilhosa hein. – Bato palmas rindo.

(Paul) Isso foi apenas um deslize Ian. Você só precisa aguentar mais alguns meses até se formar.

(Ian) Ok, ok. Não vou discutir. Mas e Abby? Ela estava lá nesse horário?

(Paul) Oh. Graças a Deus que não, é dia de folga dela, mas ela foi para a escola ajudar o concelho.

(Ian) Tio, não faz nem 6 horas direito que tudo aconteceu e deixou ela voltar para lá?

(Paul) A policia está lá, e estão procurando esses loucos que fizeram isso. Além do mais sua prima sabe se cuidar. Puxou ao pai.

(Ian) Ok. Depois eu que não tenho juízo. – Balanço a cabeça. – Meu quarto é o mesmo de sempre? – Olho para as escadas que levam ao segundo andar.

Meu tio confirma com a cabeça. Tiro as chaves da moto e subo as escadas rumo à casa do segundo andar.

DYOVANA:

Isa se senta no meu sofá ainda um pouco trêmula, a caneca especial de edição limitada do Chicago Bulls falta escorregar e derramar todo o café da sua mãe. E temo que a caneca vai cair também.

Foi tão cara... É minha preciosa...

(Isa) Eu estava tão perto deles. Fiquei tão assustada. – Ela suspira, pausando as tremedeiras. – Serio Dyovana...

(Dyovana) Você tem que parar de pensar nesses momentos Isa. É melhor se apagar isso da sua mente, pelo menos tentar.

(Isa) É difícil...

Nisso tenho que concordar. A imagem do corpo estirado no chão e ensanguentado de Zack não sai da minha mente, é como se eu pudesse ver a imagem exata a cada vez que fecho os olhos, a cada piscada eu consigo visualizar seu corpo.

E isso está me enlouquecendo, imagina para ela que quase foi perseguida por um dos atiradores.

Sem contar de quem atirou em Zack...

(Dyovana) Está tudo bem para nós agora – Me sento ao seu lado e a abraço. – Não perdemos ninguém que conhecíamos.

(Miley) Bem... - Ela vem da cozinha com a garrafa reabastecida de café. – Uma menina que fazia a aula de artes comigo, ela... Foi uma das vitimas. – Suspira colocando a garrafa na mesinha de centro e se sentando no outro sofá.

(Dyovana) Sinto muito por isso. – A encaro.

(Miley) Está tudo bem. Não éramos tão conhecidas assim. É apenas o choque.

(Isa) Eu estou com medo de voltar para lá.

(Miley) Calma, as coisas vão se resolver, virão o que disseram nas noticias, foi um crime premeditado.

(Dyovana) Sabe de uma coisa. Todos que foram mortos eram lideres de fraternidades. Deve ser motivo pessoal.

(Isa) Mas fazer isso dessa maneira... – Aperta a caneca.

Lincon, um dos gays mais populares da escola, líder da fraternidade mais baladeira de todo o campus, Stefan e Klaus, os gêmeos líder da Skull Kappa, era a única fraternidade que eu pensei em talvez me juntar. Fernanda líder da fraternidade dos alternativos e por ultimo Zack...

Não era muito próxima de nenhum deles, mas o conhecia bem, a maioria dos estudantes de Yale que entraram na universidade no mesmo ano, são antigos colegas de ensino médios. E passei tanto o meu ensino médio observando os outros que peguei o habito de memorizar e reconhecer as pessoas.

Péssimo hábito Dyovana, péssimo.

Agora também estou com as imagens de Stefan, Klaus, Lincon e Fernanda na mente, mesmo que distorcidas.

(Miley) As aulas foram suspensas, eles vão fazer o anuncio oficial amanhã.

(Isa) Enquanto as aulas são suspensas, eles vão começar os interrogatórios.

(Miley) Ainda tem isso. – Respira fundo.

(Dyovana) Ah, a onde você estava no momento Miley? Fiquei preocupada que você estivesse no pátio.

(Miley) Graças a Deus eu estava no caminho dos dormitórios e por lá não aconteceu nada.

(Isa) Ainda bem.

(Dyovana) Sim. – Encaro um ponto em cego na parede oposta, vendo o corpo de Zack e além dele. – Ainda bem que não aconteceu nada.

Consigo ver a imagem de quem tirou a sua vida.

SEAN:

(Sean) Aprenda a segurar direito pelo menos. – Começo a rir.

Max fecha a cara e tenta segurar o baixo com o outro braço. Ane começa a rir também, fazendo o moreno começar a corar.

(Ane) Você é mesmo a ovelha negra da família.

Minha irmã se levanta e sacode os cabelos já longos de Max enquanto passa para detrás do balcão novamente.

(Sean) Olha só quem fala. – Giro na cadeira e gesticulo para Max colocar meu baixo de volta no lugar.

Mais pessoas vão entrando no Pub e o fluxo no balcão de bebidas aumenta mais a musica. Minha irmã se distrai atendendo algumas pessoas. Observo o local reconhecendo algumas pessoas, a maioria da Universidade, rindo, dançando e outros já bêbados.

Nem parece que uma tragédia aconteceu em menos de 8 horas atrás.

(Ane) Sean, vai trabalhar. A musica não vai se tocar sozinha. – Ela dá um tapa na minha cabeça.

(Max) Eu sou o único que vou ficar atoa aqui. – Dá um sorriso convencido.

(Sean) Nem pensar. Pode subir, já pro quarto. – O menor protesta, mas não me desobedece.

Passo pelas pessoas e pelo balcão em que Ane está atendendo e subo as pequenas escadas laterais rumo ao palco a onde os instrumentos de Dj estão.

Assim que já estou de frente a mesa, tateio os bolsos em busca dos papeis com os nomes das musicas que foram pedidas para serem tocadas hoje a noite. Acabo pegando meu celular junto, olho para Ane e ela está distraída com os clientes.

Ótimo, ela não vai me dar um sermão ao vivo sobre estar mexendo no celular em horário de serviço. Abro o aplicativo e vejo uma que me chama bastante atenção, abro a mensagem com tanta pressa que quase deixo o celular cair.

DyovanaS2 – Eu vi o rosto de quem matou o Zack, eu sei quem é.

...



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