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História Eurielle - Livro 01 - Capítulo 29


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Capítulo 29 - Laços de amor


Fanfic / Fanfiction Eurielle - Livro 01 - Capítulo 29 - Laços de amor

Ofun acordou com uma pequena movimentação do lado de fora da sua barraca, levantou pegou sua espada e viu um bilhete. "Venha à caverna dos nossos ancestrais sozinho ou o príncipe morrerá!"

O olhou as barracas, Augustus nem Luiza estavam nelas. Olhou a de Lucas que já estava acordando.

L: “O que foi?” - Lucas percebeu que ele estava extremamente tenso.

O: “Lucas, vou falar sério e quero que me escute! Pegue sua espada e saia daqui com Eurielle o mais depressa possível”

Lucas preocupado: “O que está acontecendo?”

 O: “Vou buscar meus filhos e depois encontro vocês!”

Lucas segurou o braço de Ofun: “Não vou sair daqui sem você!”

Ofun o olhou sério: “Aqui não é seguro! Preciso que confie em mim, meu irmão!” – mostrou aquele sorriso que fazia para tranquilizar os outros.

Lucas concordou com a cabeça e Ofun andou pela tribo que ainda dormia.

 

Flashback

Num bosque os fortes raios do sol lutavam contra as imensas arvores para iluminar a terra.

“Logo Dona Giselda irá perceber meus desaparecimentos ao entardecer!” – Eurielle sorria e caminhava até ele.

Lucas a estava esperando, se levantou quando viu que ela chegava e a beijou.

L: “Por mim, falaríamos para todos! Tenho tanto orgulho do que sentimos, de te-la para mim. Quero poder gritar...” – aumentou o tom da voz, fazendo alguns pássaros voarem.

Eurielle sorria: “Não seja bobo!”

Lucas a levantou e a rodopiou em seus braços: “Bobo... louco por você!”

E: “Acho que deveríamos mudar nosso código, logo todas as arvores estarão marcadas iguais”

L: “Hummm... então em vez do “x” farei um coração nas arvores assim você saberá que caminhará para ele... na verdade você já esta nele!” – e se beijaram.

FIM

 

Lucas pegou sua adaga e seguiu Ofun. Não o deixaria.

Pegou a adaga e desenhou um coração na arvore e nas outras marcou um “x”, ela saberia...

 

Na caverna...

Luiza acordou com o chefe da tribo alisando o seu rosto e um Augustus furioso olhando.

Chefe: “Acorde cabelo de fogo! É tão bonita! Nunca vi mulheres como você e sua mãe. Eu as terei p mim” – lambeu o rosto dela.

Luiza lembrou do medo que sentiu na infância e olhou em volta, sua espada estava em um canto, mas ela estava muito bem amarrada.

Ofun chegou, conhecia aquele caminho.

O líder da tribo e seus homens colocaram facas nos pescoços de Luiza e Augustus.

O: “O que você quer? Solte meus filhos!”

Chefe:  “Você é uma vergonha p nossa gente! Se veste e fala igual a eles! Pior luta por eles, mas sabe? Não adianta! Você nunca será aceito! Não sei como conseguiu aquela bela mulher, mas eu a terei p mim”

O corpo de Ofun enrijeceu ao escutar falar de Eurielle.

O: “Seu problema é comigo! Solte meus filhos!”

Chefe “Não precisa mais mentir”

...

 

Lucas que o seguia e atacou os guardas que estavam na entrada da caverna, mas foi pego.

Chefe: “Oras! Esta com medo Ofun? Por isso, trouxe seu soldado.” – sorriu – “Matem no”

O: “Não... espera... Diga-me o que quer! Podemos resolver!”

Chefe: “Eu vou matar todos vcs. Mas antes vou usar suas mulheres na frente dele” – apontando para Augustus – “Assim como  o avó dele fazia com as escravas. Ele sabia amedrontar crianças”

Lucas: “Do q está falando?”

Chefe: “Cale a boca!”

O:  “Você está enganado! Ele não é o príncipe Afonso. Ele é meu filho Augustus!”

Chefe gritou: “Não, não é! Não tentem me enganar. Eu nunca me esqueceria daquele olhar, daquele voz, do jeito de andar... Eu guardei tudo assim como ele queira. Não sei porque finge que o príncipe é seu filho e não sei porque ele veio. Talvez foram os deuses”

Lucas estava vendo que seu pai era pior do que lembrava.

Lucas: “Olhe p mim! Se esteve no Palácio na época q Ofun foi levado, lembrará de mim!”

O líder o olhou curioso: “Sim...  eu o viu poucas vezes!” – gargalhou alto – “Não acredito que o  rei está aqui!” – caminhou até Lucas – “Lembro como seu batia em você até sangrar. É... Ele também não era um bom pai”

O chefe da tribo olhou para o alto estava extasiado: “Os deuses queriam a minha vingança.  Não pensei que um simples pedido ajuda traria a vingança p acalmar meu coração!”

L: “Sim, sou o rei das terras do norte. Eu posso dá o que você quiser. Por favor, libere todos e fique comigo, a coroa irá pagar bem dará qualquer coisa por mim!”

Ofun estava nervoso e olhou para Lucas: “Não!”

Lucas voltou seu olhar para o chefe da tribo: “Escute-me... você poderá ficar rico, muito rico e ir embora... começar uma nova vida!”

Chefe: “Não! Eu quero algo maior... vingança”

Lucas: “Então me mate no lugar de Augustos! Eu sou o rei!”

E em questões de segundos apenas se ouvia o som das espadas e dos corpos caindo.

 

Algumas horas antes....

Eurielle acordou, sentiu falta do calor, do cheiro de Ofun. Estranhou quando não o viu por perto.

Viu que a tribo ainda dormia, mas não viu os guardas que faziam a segurança do acampamento, olhou as barracas e seus filhos não estavam, foi até a barraca de Lucas e também não encontrou.

Caminhou pela tribo e uma arvore lhe chamou atenção, havia um enorme coração feito nela, ela vestiu sua armadura e segurou suas espadas.

E como antes fazia seguiu o chamado dele as arvores mostravam o caminho.

Sabia que algo não estava certo. Os códigos acabavam perto de uma caverna e havia dois corpos de homens da tribo caídos, estavam mortos.

Segurou suas espadas e escutou o que falavam, andou bem devagar observando o melhor ponto a ser atacado e então atacou...

E lá estava ela dançando a sua dança da morte.

Lucas tirou a sua adaga e matou um homem. Estava perto de Augustos e quando viu que o chefe da tribo tinha jogado sua faca para acertar seu filho.

Foi tudo muito rápido...

Ofun soltou Luiza que pegou sua espada enquanto Eurielle derrubava o restante.

E então o chefe da tribo vendo que não daria para continuar com o plano lançou sua faca mortal na direção de Augustus, ele era muito bom com facas.

Lucas abraçou o filho num gesto protetor, fechou os olhos e então escutou o som de um corpo tombando atrás dele.

Virou o rosto e ali viu os segundos mais eternos de sua vida.

O peito de Ofun sangrava.

Luiza enfiava sua espada no chefe da tribo.

E Eurielle estava paralisada em pé segurando as espadas enquanto via o sangue de Ofun derramar não conseguia se mover, não conseguia respirar.

Lucas se virou e pegou Ofun em seus braços.

Lucas em pranto implorava: “Por favor, por favor... aguente... não... não feche os olhos... não faça isso comigo...”

E ali nos braços do amado amigo Ofun sentiu Lucas segurar a sua mão e se lembrou de quando eram meninos e Lucas deitava em sua cama, segurando sua mão para que ele não tivesse medo,  deu um leve aperto na mão de Lucas  e fechou os olhos.

(Pedro estava lá com outros espíritos de luz, aquela partida já era esperada. Aquela cena encerrava o ódio, a inveja, o sangue entre aqueles dois espíritos, eles finalmente solidaram os laços de amor. Pedro segurava a mão de Ofun e assim ele adormeceu, não sentiu dor, não sofreu e foi levada para outros planos com Pedro e outros bons espíritos)

 

Eurielle sabia que aquele golpe era mortal e quando acertaram o coração dele o dela sentiu, estava paralisada e quando ele fechou os olhos deu um enorme grito que ecoou pela caverna.

Luiza e Augustus choravam próximos ao corpo de Ofun que era abraçado por Lucas.

 

 

Se com Lucas Eurielle sentiu o coração indo embora, com a partida de Ofun sentiu sua alma abandona-la.

Ele era a sua base, a sua consciência, o seu sorriso, o seu prazer, sua segurança... seu melhor amigo... seu amor.

Sem ele, ela ficou... vazia.

 

 



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