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História Eutanásia Emocional - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Sentimentos repreendidos


Fanfic / Fanfiction Eutanásia Emocional - Capítulo 1 - Sentimentos repreendidos

Mais um caso de assassinato.

No ponto de vista de Wright, uma das categorias mais difíceis de resolver. Apesar de toda confiança que colocava em seus clientes, era muito complicado contradizer as provas, desvendar o cenário por trás das armas e o possível culpado era uma pedra no sapato. O advogado de defesa se via um pouco sem saída.

_ Desculpa mesmo, hoje eu prometi que ficaria com a Pearl – insinuou a assistente Mayoi, arrumando uma pequena trouxa com algumas coisas – vai ficar tudo bem mesmo se eu for?

_ Vai ficar tudo bem, não precisa se preocupar – ele disse sorrindo – você acha que não consigo dar conta disso sozinho?

_ Claro que não! Deixa de ser bobo – ela também sorriu, indo em direção à porta – não há nada que você não consiga dar um jeitinho.

_ Assim espero... – disse ele, separando folhas.

_ Disse algo?

_ Não- Nada não - disse um pouco nervoso – Até mais Mayoi

_ Até, se cuida – Mayoi saiu para passar o dia com sua prima.

Wight tinha alguns dados em mãos e uma foto que havia conseguido durante as pesquisas, mas não eram suficientes, os fatos não se resolviam nem se completavam. O que lhe restava era perguntar a Gumshoe se encontrou algo a mais na cena do crime.

Ele não tinha muito tempo, o tribunal era exatamente no mesmo dia, não perdeu muito de seu tempo e foi com sua bicicleta até o departamento de policia. Ao chegar e entrar na sala de Gumshoe, se deu de cara com ele junto com Edgeworth, que estava revirando alguns documentos.

_ Wright! Tenho uma ótima noticia, conseguimos mais evidencias do local. – Gumshoe disse animado.

_ Que ótimo! – mesmo estando um pouco cansado, foi se aproximando da mesa, observando que elas estavam todas embrulhadas em sacolas transparentes, com exceção de uma câmera e alguns pedaços a parte dela, como lentes e alguns fios.

_ Um bilhete e um pendrive, a única coisa que não conseguimos investigar foi a câmera – disse Gumshoe com a mão no queixo

_ Vamos levar a câmera para descobrir quem estava usando – insinuou Edgeworth, pegando a câmera na mão.

_ Não posso deixar que você leve sem que tenhamos investigado por completo Sr. Edgeworth.

_ Por isso mesmo irei levar, vocês já deveriam ter descoberto o que tem nela – ele colocou a câmera no bolso de sua calça, e saiu.

Gumshoe e Wright ficaram na sala tentando desvendar mais alguma coisa que pudesse ser útil, o detetive mostrou tudo o que havia nas provas, e o advogado leu o bilhete e questionou sobre o pen drive.

_ Temos medo que possamos encontrar algum tipo de vírus nesse pen drive, mas também há a chance de encontrarmos mais algumas pistas.

_ Posso levar o pen drive? Irei correr o risco – disse Wright, com um sorriso no rosto – se este pendrive é do meu cliente, continuarei não duvidando de sua inocência independente do que tiver aqui dentro.

_ Bom, nós iriamos fazer isso, sabe... Err, não sei se você poderia levar agora – disse Gumshoe

_ Mas não vai dar tempo se esse pendrive ficar aqui! Deixe-me investigar isso, por favor!

_ Certo, certo, não precisa se desesperar!

_ Obrigado! – Wright pegou o pen drive e saiu da delegacia

_ Conseguiu pegar o pen drive? – disse Edgeworth, esperando do lado de fora.

_ Edgeworth? Porque ainda esta aqui? – Wright se assustou quando viu seu amigo lhe esperando, mas se aproximou – Você não é o promotor do caso, aliás?

_ Não. Não estou nesse caso – ele pegou a câmera na mão – na realidade, duvidei um pouco que você conseguiria tirar as duas provas do Gumshoe, te quebrei um galho.

Sempre se achando superior, como sempre. Mas é algo que admiro nele.

_Ah, muito obrigado, Edgeworth! - Wright tentou pegar a câmera, mas quando se aproximou Edgeworth simplesmente a colocou no bolso de volta – Hm? Edgeworth? Você não vai me dar a câmera? – disse meio sem jeito.

_ Irei daqui a um tempo, tenho uma ideia de quem pode ser.

_ Significa que vai me ajudar? – Wright estendeu um sorriso de ponta a ponta no rosto.

_ Hm, digamos que sim. Irei para seu escritório daqui a vinte minutos.

_ Certo, estarei esperando.

Eles se despediram. Edgeworth entrou novamente na delegacia para pegar alguns relatórios de um caso anterior, após isso colocou tudo em seu carro e foi ao seu escritório pegar seus equipamentos que poderiam ser úteis, e foi para o escritório de seu amigo.

_ Olá de novo! – Wright abriu a porta mais empolgado do que de costume – fique a vontade.

Para dizer a verdade, ele não sabia como reagir trabalhando com seu amigo de infância, mesmo que já tivesse feito isso algumas vezes, atualmente havia alguns sentimentos a mais. Wright estava com o pé pra trás quanto a isso.

_ Ótimo, trouxe algumas coisas – Disse Edgeworth entrando e se sentando no sofá e ajeitando algumas coisas que trouxe, ligando o notebook e separando os arquivos que havia trago.

_ Onde conseguiu esses arquivos? – Wright fechou a porta e foi por trás do sofá, observando Edgeworth colocar o pendrive e tentando ligar a câmera.

_ Na delegacia. O nome de algumas pessoas envolvidas nisso me é familiar – ele estendeu o arquivo que havia pegado na delegacia.

Wright pegou o arquivo e se sentou ao lado de Edgeworth no sofá.

_ Não seria melhor se você se sentasse no outr-

Não. Deixe isso quieto, está bom dessa forma. Pensou Edgeworth.

_ O que disse? – Wright abaixou o arquivo e o olhou, o que causou de ficar estonteando por um tempo.

Que olhos bonitos. Ecoou na cabeça de Wright

_ Nada. Olhe isso – ele vira o notebook um pouco de lado, mostrando os arquivos do pen drive

Eram fotos do réu com a vitima, eles haviam certa amizade. Enquanto Wright via os arquivos do pendrive, Edgeworth conseguiu ligar a câmera, ao observar algumas das fotos, descobriram que havia uma terceira pessoa, e algumas fotos que estavam na câmera não estavam no pen drive.

_ Agora é com você associar as fotos com o caso do seu cliente. – Edgeworth apenas esperou a reação dele.

Parando para pensar, Edgeworth se sentia muito contente que algo tão bobo que havia ocorrido na escola teria trago Wright até ali. O fato de se esforçar tanto para se encontrar com ele na corte o deixava contente. Aqueles sentimentos desnecessários... Mas seriam mesmo desnecessários?

Eles acabavam trocando olhares durante a pesquisa, Wright se sentia confiante por ter a ajuda de Edgeworth, mas também estava se sentindo muito tímido, a postura de seu amigo e sua forma séria de lidar com os casos.

Wright estava confiante, conseguiu desenrolar o caso. Ele se levantou e foi até a cozinha, trazendo duas xícaras de chá, ele entregou uma das xícaras a Edgeworth.

_ Obrigado – ele pegou a xícara com cuidado, e soprou primeiro antes de dar um gole.

_ Me lembrei de que você prefere chá ao invés de café – Wright disse sorrindo

_ Você não deveria se preocupar em lembrar-se de algo tão fútil... - Edgeworth estava encarando o chá, um pouco tímido – Enfim, posso ouvir o que você planejou dizer?

_ Claro – Wright pegou alguns papéis que havia retirado dos arquivos e prendido com um grampo.

Ele apontou como as folhas e as fotos contradiziam e como as provas do crime faziam sentido se ligados a terceira pessoa das fotos, Edgeworth prestou atenção nos detalhes enquanto tomava seu chá, pensando com seus botões sobre como ser um advogado de defesa ainda lhe parecia muito interessante, vagamente lembrava o trabalho de seu pai, era confortável.

_ Mas vamos dizer que as digitais de todas as armas do crime sejam de seu cliente, não tem como negar que não foi ele. Olhe só, essa terceira pessoa pode ser muito bem uma possível testemunha, e ainda pode contar o que seu cliente tinha em mente antes do crime. – Edgeworth pegou as folhas da mão de Wright e folheou, explicando o porquê e como aquele caso velho não faz nenhum sentido se associar ao atual. Enquanto isso a franja de seu cabelo caia pra frente – o que você esta tentando dizer não tem conecção - ele parou de tentar negar os apontamentos dele depois de se assustar com a mão de Wright mexendo em sua franja para trás de sua orelha, o deixado envergonhado.

_ Me- Me desculpe! Pode continuar, não era intensão te atrapalhar! Eu só... hm.. queria ver o seu rosto – Wright tentou dar algumas das desculpas mais rápidas que veio a mente, mas apesar de tudo apenas abaixou a cabeça e juntou as mãos acanhado.

A franja de Edgeworth voltou a se soltar, estando como anteriormente. Ele estava tão encabulado quanto o homem de cabelos espetados.

_ Não precisa se desculpar... – ele ajeitou a franja caída novamente da mesma forma que Wright havia feito – eu gostei...

O tom avermelhado que estampava no rosto do promotor era impossível de se esconder, ele colocou os papeis que estava segurando sobre a mesa e observou o outro advogado encolhido pela timidez.

Então no fim das contas era mútuo? Wright também sentia algo por ele? Foi algo tão tolo, talvez não significasse nada.

Edgeworth só poderia descobrir se fizesse algo, no fim das contas. Ele se aproximou devagar e estendeu a mão até o rosto de Wright, que na própria defesa dele não havia nada a protestar, ele apenas moveu a cabeça no mesmo ritmo que a mão de seu parceiro, que se aproximou um pouco mais até encostar os lábios suavemente contra os dele.

Um selinho simples por conta da vergonha de ambos.

Wright não conseguia pensar em nada muito complexo naquela hora, era como se sua cabeça estivesse repleta de êxtase. Moveu seus braços devagar, ainda encabulado pelo ocorrido, e envolveu Edgeworth em um abraço confortável, não muito apertado. Ele fechou os olhos apenas para curtir a sensação sutil, estava muito aconchegado no abraço, o tecido macio do lenço e o perfume suave do outro advogado o deixava tranquilo. Não demorou muito para que o outro o abraçasse também, acariciando seus cabelos arrepiados.

Ambos não conseguiam expressar nada no momento, mas as ações sublimavam as palavras.

Era normal que Edgeworth repreendesse mais suas emoções, mas incrivelmente havia sido ele quem havia dado o maior passo apesar de tudo, Wright não conseguia esconder o sorriso bobo de felicidade estendido de canto a canto do rosto.

_ Ei, Wright – o promotor deu alguns tapinhas leves nas costas do outro – esta tudo bem?

_ Claro que sim! – o advogado levantou o rosto e ficou na mesma altura que o outro, muito empolgado – espero que também esteja bem pra ti – sem esperar a resposta do promotor, ele se inclinou dando um beijo mais profundo.

Ainda brincando com os cabelos grisalhos e acariciando o rosto. Ao se distanciar, Edgeworth parecia meio estonteado pelo efeito do beijo, colocando a mão sobre sua boca.

_Esta... – ele desviava o olhar para mesa até juntar um pouco de coragem e olhar diretamente para Wright – Esta tudo bem pra mim.

Wright não conseguia descrever o que sentia, apenas maravilhado por tudo ter ocorrido bem.

O celular de Wright começou a vibrar na mesa, infelizmente quebrou o clima dos dois. Quem estava do outro lado da chamada era Gumshoe, dizendo que havia trago mais uma testemunha para o caso, e olhando para o relógio, faltava apenas meia hora para a audiência, o que causou um pouco de desespero no advogado de cabelos espetados, ele se levantou e pôs a se arrumar, colocando o terno e os sapatos.

_ Me desculpe Edgeworth, eu realmente preciso me apressar, não queria ter de terminar desse jeito – disse enquanto se arrumava de uma forma desajeitada, tentando arrumar o cabelo, e tentando se desculpar da melhor forma por deixar o outro no sofá.

_ Já sabia que isso aconteceria – ele riu, tomando o restante do chá – seu chá estava ótimo. Obrigado por me receber hoje, apesar de praticamente ter me auto convidado pro seu caso - ele começou a guardar suas coisas e os documentos que Wright não iria usar para devolver a delegacia.

_ Não se desculpe você me ajudou muito, não teria conseguido sem a sua ajuda – ele foi até Edgeworth e beijou sua bochecha – E... Fico contente pelo o que aconteceu.

_ Idem – ele sorriu.

O sorriso de Edgeworth era tão bonito e sincero, Wright conseguia presenciar isso poucas vezes quando ele estava realmente feliz.

_ Gostaria de uma carona? – ofereceu o promotor, se levantando do sofá com suas coisas em mãos.

_ Claro – Wright pegou as provas, os documentos e tudo que julgava importante e colocou em sua bolsa.

Os dois saíram do escritório em direção ao tribunal. Ao chegarem lá, Wright abriu a porta do carro, mas antes de sair questionou mais uma coisa.

_ Você vai estar ocupado mais tarde?

_ Não tenho planos

_ Será que nós podemos... Sair juntos hoje? – falou um pouco tímido, mas ainda sorrindo de forma bem convidativa. Podemos comer algo fora e conversar um pouco mais sobre tudo, o que acha?

Edgeworth o encarou com uma cara assustadoramente séria, parecia que estava estampada uma negação na feição dele, mas logo mudou pra uma risada boba acompanhada de um sorriso.

_ Mas é claro

_ Você é de mais Edgeworth! – Wright disse extremamente contente e lhe deu outro beijo, assustando o outro pela forma repentina de afeto.

_ Eu sei – ele riu, confiante – agora vai lá, nada de chegar atrasado. Boa sorte

_ Obrigado amore!

Wright saiu do carro todo feliz e esbarrou em Gumshoe na entrada, que acabou vendo tudo do lado de fora sem que eles tivessem notado a presença dele.

_ Quer dizer que você e Edgeworth estão... você sabe...

_ Sim, temos provas! Vamos lá, temos que acabar essa audiência rápido, ainda tenho mais um compromisso pra hoje! – Wright disse todo contente, empurrando Gumshoe para dentro do fórum ainda sem entender muito do que aconteceu.

Uma eutanásia de sentimentos repreendidos,  apenas.



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