História Euthanasia | Vkook - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Visualizações 78
Palavras 2.419
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI!

Eu queria agradecer por todo o apoio que vocês tem me dado, e inclusive pelos 44 favoritos AAA

Eu mal sabia que essa fanfic iria dar tão certo, amo vocês <3

Enfim! Vamos pro capítulo.

Boa leitura ;3

Capítulo 10 - 10


Fanfic / Fanfiction Euthanasia | Vkook - Capítulo 10 - 10

Taehyung

Algumas horas atrás.

Respirei fundo, fechando os olhos e ouvindo atentamente coisas ao meu redor.

O corredor agitado e barulhento, o lado de fora tranquilo com apenas o som da chuva, as palavras de Jimin presas na minha mente.

Principalmente essa última parte, estou pensando demais no que ele falou, e se ele desistir de mim? Com quem eu vou contar com tudo para o que der e vier?

Abri os olhos e balancei as mãos, procurando Jungkook pelo quarto, por breves segundos olhando para os lados.

Fui até o corredor e lá estava ele, no mesmo lugar pelo que o conheci, a janela.

Cheguei mais perto e me sentei ao seu lado, ele com certeza percebeu que eu estava ali, mas continuou seu olhar sobre o lado de fora, cinzento e chuvoso.

—Tudo bem? — Pergunto de uma forma calma

—Tudo sim. — Não virou sequer um segundo seu olhar para mim

—O que ouve? Você está diferente. —

—É só mais uma das minhas crises existenciais... Isso é bem normal na minha vida. —

O silêncio pairou no ar mas não era mais desconfortável, pelo contrário, apenas sua presença ao meu lado me deixava em completa paz.

—Taehyung. — Me chamou

—Sim? —

—Se você estivesse com uma doença terminal sem tratamento, mas alguém importante pra você não sabe disso, o que faria? —

—Eu a explicaria, pelo menos isso na teoria, na prática eu com certeza me afastaria da pessoa até ela desapegar de mim, pra ser menos pior a perda. —

Ele suspirou

—Você me parece ter uma linda visão sobre a vida, conte-me, como a enxerga? —

—Ah... É algo complicado, a vida é uma coisa tão difícil de se explicar pelo termo psicológico. A vida pode parecer em algumas das vezes, um poço escura e sem saída, sem luz e respostas. Mas na verdade é uma grande galáxia, cheia de cores e estrelas. — O observei atentamente, sorrindo, até que ele se virou pra mim —Sabe essas estrelas que observa de noite pela janela? —

Ele concordou com a cabeça

—Isso é só 10% do que o mundo pode te fornecer. E garanto que um dia poderá ver tudo de bom que a vida fornece, e então essa galáxia vai se tornar mais nítida e brilhante. —

Ele sorriu

—Você acha? —

—Tenho certeza! Você merece tudo o que essa galáxia escondida pode fornecer —

—Por que? —

—Eu vejo tanta inocência e magia escondida nos seus olhos, por mais que você esteja triste, eu enxergo a felicidade pura em ti. Você só tem que encontrá-la também. —

Ele riu de una forma divertida e me abraçou

—Obrigado... — Ouvi seu sussurro em meu ombro

Quando a noite caiu, eu já estava extremamente cansado, não aguentava mais aquela visão completamente branca e mórbida do hospital.

Mas eu não queria deixar minha avó e nem Jungkook sozinhos. Eu queria os dar companhia

—Tae. —O mais novo me chamou

Me virei para ele imediatamente.

—Você está cansado não está? — Bocejou ao terminar de falar

—Talvez —

—Vá pra casa, você tem que descansar... —Sua voz estava cada vez mais baixinha e tranquila, com certeza pelo sono

—Concordo com ele, querido— Minha avó se manifestou —Vá pra casa, foi um longo dia—

Suspirei convencido

—Tudo bem... Eu vou. —Sorri para os dois —Fiquem bem okay? —

Eles acentiram. Dei um beijo na testa de minha avó e baguncei os cabelos de Jungkook, que riu de minha forma de despedida.

—Boa noite — Disse antes de sair do quarto

×××


06:00


O alarme despertou, me assustando para levantar. Ao desativá-lo percebi o quanto essa casa estava silenciosa mais uma vez, não escuto passos de ninguém, muito menos vozes e barulhos na cozinha.


Ao colocar meu pé descalço no chão gélido, me arrepio por inteiro. Me olho no espelho por mínimos segundos e suspiro.


Vou até o guarda-roupa e pego a primeira vestimenta que vejo em minha frente.


Fiz tudo o que faço de rotina pelas manhãs de dias de semana, peguei minha mochila e olhei de relance para a cozinha quando estava saindo. Eu até iria tomar café, mas olhei o horário e saí rapidamente.


Coloquei os fones de ouvido e deixei a música me levar pra qualquer pensamento filosófico do dia.

Mas pela primeira vez não me veio nada, simplesmente nenhuma rima, poesia e nem verso, minha mente estava em branco.

De repente me veio a cabeça a imagem de Jungkook e seu olhar inocente, garanto que ele apenas viu o mal do mundo até agora, e eu gostaria que ele soubesse o quanto viver pode ser incrível.

De repente tudo ficou escuro em meus pensamentos e senti um calafrio, um sentimento louco e diferente apareceu. Era medo, preocupação e ansiedade.

O que foi isso?

Pensei perplexo com a situação. Decidi que iria passar no hospital logo depois da aula.

Cheguei na faculdade e a primeira pessoa que vejo é Jimin. E o grande babaca concorrente ao prêmio de maior canalha do mundo, Min Yoongi.

Grunhi de frustração ao ser obrigado a passar pelos dois.

Yoongi fez questão de me empurrar com seu ombro e apenas ignorei, continuando meu caminho.

Entrei na sala de aula que ainda estava vazia e sentei-me em qualquer lugar da fileira do fundo, não estava de bom humor suficiente para ficar perto dos professores.

—Tudo bem contigo? —Hoseok aparece na porta

—Tudo. Claro! Não poderia estar melhor— Sorri

—Vi sua expressão emburrada ao ver Yoongi e Jimin conversando —

—Nah, só estou meio estressado hoje... Deve ser isso, não to nem aí pra eles, sério mesmo — Me ajeitei na cadeira

—Ah... Tudo bem então. Até depois!—

—Até —

O sinal bateu bem na hora, o fazendo bufar e entrar na sala novamente.

—Oi de novo — Hoseok disse com a cara entediada me fazendo rir

Logo vi Jimin entrando sorridente porta à dentro. E sua expressão logo mudou para neutra ao me ver.

—Bom dia —Foi direto e falou um pouco baixo, se sentando duas cadeiras à minha frente

—Bom dia —Ele com certeza não ouviu.

Essa manhã vai ser uma longa e cansativa manhã.

×××


Final da aula, finalmente.


Guardei meus pertences na mochila e me direcionei a saída.


—Taehyung! —Ouço uma voz conhecida me chamar


Me viro e era Jimin


—Sim? —


—Não fica bravo comigo, por favor. Não gosto de vê-lo melancólico assim, me desculpe —


—Eu quem devo me desculpar. —


—Então.... Amigos? —


Pensei por alguns segundos e respirando fundo logo depois.


—Amigos. —


Ele sorriu, me abraçou, e saiu de vista, me deixando no corredor, sorrindo de forma boba e feliz.


Ouvi passos atrás de mim, e como o corredor estava completamente vazio— já que esperei na sala todos irem embora, para não ter problemas— me arrepiei por inteiro.


Continuei meu caminho sem olhar para trás, porém os passos ficaram cada vez mais rápidos para me alcançar.


Quando vi uma mão se dirigiu ao meu ombro e me puxou para trás, me fazendo virar rapidamente.


—Acha que eu não te conheço? —Cruzou os braços.


—O que é dessa vez Yoongi? — Revirei os olhos em ranço.


—Você me odeia, não é? —


—Percebeu agora? — Perguntei de uma forma retórica.


—Não, definitivamente não — Suspirou —Mas nunca teve explicação pra você me enojar dessa forma. Tudo bem, depois de minhas aproximações de Jimin você talvez teve, até por que era completamente apaixonado por ele e-


O interrompi


—Não precisa especificar. — Dei uma pausa para pensar —Não é preciso te conhecer ou ter experiências contigo para saber que você não é boa pessoa, garoto —


—Ninguém nunca lhe disse para não julgar um livro pela capa? —


—Já. Mas eu não me importo —


Ele grunhiu, estressado.


—Não percebe que estou tentando me reconciliar com você Taehyung? —


—Como pode reconciliar um relacionamento de amizade que nunca sequer existiu? —


Ele se calou.


—Você é você, eu sou eu, fica no seu canto que eu fico no meu e ninguém se fere mais, tudo bem? — Me senti um completo insensível por ter dito aquilo, mas mantive a postura.


Ele olhou para baixo por alguns mínimos segundos e depois voltou sua atenção para mim.


—Tudo bem. Mas saiba que eu não sou essa pessoa horrível que você imagina— Disse desanimado e um pouco triste antes de ir embora.


Kim Taehyung, o garoto com o incrível dom de machucar todos ao seu redor.


Pensei comigo mesmo e respirei fundo antes de cruzar a porta de saída.


Lembrei que iria passar no hospital antes de ir pra casa. Eu com certeza faria de tudo, só para não ficar naquela casa escura, imensa e silenciosa, completamente sozinho, é algo melancólico até demais pra mim.


Não era uma distância muito longa, mas me faria caminhar alguns minutos, então coloquei a outra alça da mochila —já que eu usava apenas uma— e deixei meus passos lentos e pensativos dominarem minha mente entediada naquele momento.


Era estranho, pois tudo que eu pensava se voltava a Jungkook. O que me fez ficar preocupado.


Será que ele estava bem?


Me questionei milhares de vezes que mal posso contar.


É claro que ele está!


Afirmei convicto comigo mesmo.


Meus pensamentos tão cheios de desastres me fazem ter conclusões ruins.


Quando percebi, já estava na rua do hospital, e sem pensar duas vezes, cruzei a porta de entrada.


A recepcionista, que já me conhecia, sorriu ao me ver.


—Veio visitar a senhora Kim, não é?—
Apontou sua caneta rosa para mim em uma forma divertida de gesticulação, apenas para confirmar minha visita.


—Exatamente. — Sorri de volta.


Ela anotou algo e me entregou um adesivo.


—Apenas cole isto em sua roupa, como já sabe, é a confirmação de visita. —


Colei em minha blusa e agradeci, subindo as escadas.


Vi médicos saindo com uma maca do quarto em que minha avó estava e entrei em desespero, correndo até lá, abri a porta rapidamente e a primeira coisa que percebo é que Jungkook não estava.


—Vó! —Fui até ela — O que aconteceu? — Joguei minha mochila no chão sem nem me preocupar com meus pertences que estavam dentro.


—Jungkook estava agonizando de dor, eu até me assustei com seus grunhidos. — Disse ela ainda pasma


—Pra onde o levaram? —


—Pra sala de emergência — Assim que ela disse isso, disparei pra fora do quarto, esbarrando em um médico que iria entrar.


Ignorei e continuei correndo pelos corredores. Esbarrei em tantas pessoas que mal saberia como iria passar por lá sem me envergonhar depois.


Até que alguns médicos que estavam na porta da emergência me seguraram, tentando explicar que eu não podia entrar ali, mas minha mente estava tão cheia de conflitos que eu não entendia.


—NÃO! Por favor. Eu imploro, eu só quero saber se ele está bem! —


As pessoas em volta observavam a cena assustadas, mas eu ignorei.


—Senhor, você não pode ultrapassar para a área de emergência! É só para funcionários — Tentavam me explicar


—Eu não quero o perder, não agora, por favor! — Exclamei em desespero.


—Você tem que se acalmar, vai ficar tudo bem, profissionais vão cuidar dele, seja lá quem for! — Um dos médicos tentou me acalmar, enquanto uma enfermeira correu para pegar água.


Tentei os convencer mas era definitivamente inútil. A enfermeira chegou com um copo d'água e me entregou, eu me sentei em uma cadeira de espera próxima, peguei o copo descartável de sua mão e bebi o líquido rapidamente, amassando o copo plástico com minhas mãos trêmulas.


—Você precisa se acalmar. — Disse um médico que se sentou ao meu lado enquanto os outros continuaram seu trabalho de rotina —Qual o nome do paciente? —


—J-Jungkook... Jeon Jungkook — Falei um pouco nervoso.


—Você está em pânico, essa pessoa deve ser especial pra você, irmão talvez? Melhor amigo? —


—Ele é apenas um amigo, mas... Eu sinto uma grande conexão com ele—


—Por que disse que ele não poderia morrer, não agora? — Parecia entretido em minha história.


—Ele... Nunca foi capaz de ver o lado bom da vida, já que ela sempre foi traiçoeira e má com ele pelo que parece. E eu gostaria de ser uma luz nesse lado bom. Jungkook me parece não ser uma pessoa de muitos amigos.... —


—Ah sim... Eu entendo —


—Sabe de alguma coisa sobre ele? — Perguntei curioso


—Jungkook é um garoto incrível. Sempre triste, mas manteve sua vida cheia de sorrisos... Mesmo que sua doença não tenha tratamento —


—Como assim? Não há tratamento? Mas ele não se trata? — Questionei confuso


—Não. Nenhum tipo de tratamento daria certo pro caso dele, Jungkook viveria dentro de 1 à 5 anos no máximo —


Meu corpo se arrepiou.


—Mas... Ele me disse que estava se tratando. —


—Com certeza pra não te machucar. Ele se preocupa demais com os outros. Ainda mais quando se fala da saúde dele— Se inclinou pra frente —Ele infelizmente, ou felizmente, escolheu a eutanásia —


—Eutanásia? —


—Sim. É algo que fornecem como escolha para pacientes sem cura e dores insuportáveis... É tipo "escolher morrer" sabe? Injetam remédios letais no paciente de forma indolor para ele morrer tranquilamente. —


—E... Ele escolheu isso? — Encarei o chão.


—Sim, mas Seokjin atrasou a eutanásia dele em alguns meses, pois ele queria que Jungkook tivesse uma segunda chance de viver feliz. —


—Ah meu Deus... E-eu... — Lágrimas invadiram-me os olhos violentamente, então cobri meu rosto com as mãos e ali deixei toda minha dor psicológica.

O médico deixou sua mão sobre meu ombro, dizendo coisas pra me animar que não funcionaram.

—Ele está sofrendo demais, essa escolha vai ser melhor pra ele. — Única coisa que escutei antes de me prender em meus pensamentos.

Ouvi passos perto de mim, logo após, o homem ao meu lado se levantou e escutei vozes suaves conversando.

—Taehyung? — Ouço uma voz conhecida

—Doutor Seokjin. —Falei ao reconhecê-lo

—Vamos conversar em minha sala? —

Acenti e o segui até lá, ao chegar ele me convida para sentar em uma das cadeiras, logo depois ele se sentou na sua, atrás da mesa de escritório completamente branca como a maioria das coisas nesse hospital.

—Já ouviu falar de morfina não é? —

Concordei

—Pois então, é isso que mantém o Jungkook vivo e sem dores, se não fosse isso o caso dele seria bem pior. E é inclusive esta substância que injetamos nele agora. — Entrelaçou os dedos das mãos entre eles sobre a mesa.

—Tenho certeza que não é só isso que queria me contar. — Cruzei os braços.

—Não. — Suspirou —Tenho coisas pra te falar, e se você gosta realmente do Jungkook vai me escutar com atenção. —


Notas Finais


UAU
Nao tenho o que dizer hauahsus
Até semana que vem docinhos <3


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