História EVENFLOW (SasuNaru) - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter, Naruto
Personagens Asuma Sarutobi, Chiyo, Chouji Akimichi, Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hidan, Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Inochi Yamanaka, Iruka Umino, Itachi Uchiha, Jiraiya, Juugo, Kabuto, Kakashi Hatake, Kankuro, Karin, Karui, Kiba Inuzuka, Konan, Konohamaru, Kurenai Yuuhi, Maito Gai, Minato "Yondaime" Namikaze, Nagato, Naruto Uzumaki, Orochimaru, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Samui, Sasori, Sasuke Uchiha, Shino Aburame, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju, Yamato
Tags Harry Potter, Hogwarts, Lemon, Narusasu, Naruto, Sasunaru, Yaoi
Visualizações 259
Palavras 6.345
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Lemon, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shounen, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLÁ!!! VOLTEI TARDE, MAS VOLTEI ( ͡° ͜ʖ ͡°)
Aconteceram umas coisas: primeiro, no dia que eu ia postar, a luz acabou, aí eu não pude nem fazer a capa nem upar o capítulo... Aí no segundo dia eu fiquei com muita preguiça de fazer qualquer coisa. Então hoje, finalmente, trouxe esse capítulo um pouquinho maior para vocês!!!
Espero que gostemmmm hehehehe
Boa leitura, nenéns ♥♥♥

Capítulo 8 - 08 Astronomy tower


Fanfic / Fanfiction EVENFLOW (SasuNaru) - Capítulo 8 - 08 Astronomy tower

Naquele fim de tarde de outono fazia frio e já era possível ver a lua cheia dispontando no céu ainda claro. O time da Sonserina se encontrava em campo, em seu primeiro treino do ano. Suigetsu estalou o pescoço, sobrevoando o gramado perfeitamente aparado, sentindo o vento bagunçar seus cabelos platinados. Estava um pouco cansado, já que repetira a mesma jogada muitas vezes.

– Está pronto, Sora? – Sasuke gritou da arquibancada, enquanto Gaara, o capitão do time, observava minuciosamente o garoto. Yugito e Nagato entravam em campo – Concentre-se na goles, você está indo muito bem.

Sora afilou um pouco os olhos, enquanto voltava sua atenção hora para Konan, hora para Suigetsu, os artilheiros que se encontravam bem à sua frente. Tentou pensar em uma estratégia, mas sabia que com os dois tão perto dos aros seria questão de somente ser hábil para defender rápido ou não. Respirou calmamente, pois não poderia se exaltar demais naquele estado. Mas, de qualquer forma, não deixaria que nada passasse por ele. Gaara o olhava em alerta, como se estivesse preparado para interferir a qualquer momento.

Suigetsu decidiu que estava na hora de complicar um pouco as coisas, o teste seguia sendo fácil demais. Olhou para a menina de cabelos azuis, que assentiu, já sabendo do que se tratava.

Arrancou com a sua vassoura, com a posse da goles, enquanto Konan vinha logo atrás dele. O sonserino movimentava-se em zigue-zague, tendo como objetivo a distração do goleiro. Ameaçou jogar num dos aros laterais, fazendo com que o menino mais novo direcionasse sua vassoura mais para a direita, porém arremessou a bola vermelha para Konan, que a impulsionou velozmente contra o aro esquerdo.

Suigetsu deu um sorriso astuto enquanto observava a trajetória da goles, aquela manobra era resultado de anos de prática ao lado da amiga. Uma jogada praticamente indefensável.

Sora inspirou fundo e sentiu as veias dilatarem em seus braços. Como um raio, locomoveu-se até o outro lado, em questão de pouquíssimos segundos. Com o próprio cabo da vassoura, investiu contra a goles, lançando-a para longe do gol com toda força que possuía, urrando de agitação. Sentia o sangue quente pulsar em seu corpo e teve medo de perder o controle.

O capitão do time levantou-se, percebendo que o apanhador estava distraído em campo e que a goles estava indo a todo vapor em sua direção.

– Nagato, cuidado! – Gaara avisou, mas era tarde. O menino de cabelos grandes sentiu um forte impacto contra sua barriga e foi de encontro ao chão, caindo de sua vassoura direto no gramado. Os dois batedores correram até o menino ruivo, que se encontrava estirado no chão com as mãos apoiadas no abdomem. Yahiko logo aterrizou sua vassoura, preocupado com o melhor amigo.

– Você está bem?! – Sasuke gritou, enquanto se agachava para checar o ruivo, percebendo que seu rosto se contraía pela dor – Pelo visto vamos ter que ir pra enfermaria. Yahiko, me ajuda aqui.

– Droga, meu quadril – Nagato disse sôfrego ao se levantar com dificuldade e Sasuke lembrou da lesão anterior do apanhador. Droga! O impacto tinha que ter sido logo perto do quadril?

Sora possuía uma feição colérica e seu peito subia e descia rapidamente, a respiração entrecortada. Olhou para o céu e aterrorizou-se, precisava sair dali o quanto antes. Gaara o olhou pelo canto de olho e percebeu que suas orbes tinham ficado um pouco mais dilatadas, o que era sinal de perigo. O menino mais novo viu que teria que sair de campo o mais rápido que pudesse, enquanto os outros se preocupavam com os possíveis ferimentos de Nagato.

Konan e Suigetsu se entreolharam, assustados. Pouquíssimas vezes alguém era capaz de defender a manobra de Hawkshead, ainda mais com tão pouca experiência.

Sasuke segurou o menino pelos ombros com a ajuda de Yahiko, guiando-o para a saída do campo. Procurou por Sora, mas nem sinal. Havia sumido.

– E-eu vou atrás dele – Gaara disse, com uma feição preocupada. Andava a passos largos, as mãos fechadas em punhos.

– Parece que vamos ter que encerrar por hoje, continuamos na próxima quarta-feira – o Uchiha decretou, enquanto andava cuidadosamente. Franziu o cenho, em confusão. Se a bola fosse um balaço, o impacto seria até compreensível, mas... Uma goles? Só mesmo com uma força avassaladora. Nunca imaginaria um menino tão franzino sendo tão forte. Talvez fosse muito útil ao time, contanto que não tentasse assassinar mais colegas.

Chegaram a enfermaria e uma pessoa esbarrou em Sasuke, ao passarem pela porta.

– Desculpe – disse sem olhá-lo nos olhos, os cabelos negros meio bagunçados. Primeiro, achou que fosse Neji Hyuuga, mas a voz era feminina demais. A observou por uns momentos enquanto andava depressa pelo corredor.

O Uchiha apenas arqueou as sobrancelhas e continuou seu caminho, norteando Nagato até uma das macas, com a ajuda de Yahiko. Era a segunda vez em menos de dois dias em que se encontrava naquela sala. Lembrou-se da noite anterior e mordeu o lábio devido aos pensamentos impuros sobre o acontecimento.

– Ótimo – disse Shizune, abrindo uma das cortinas que dividiam as camas e o Uchiha mirou um loiro conhecido deitado atrás dela, os olhos fechados. Seu corpo gelou por um breve momento – Parece que o primeiro acidente da temporada de quadribol já aconteceu... O primeiro de muitos – mirou os três à sua frente, com impaciência – O que houve, Nagato?

– Ele foi atingido e caiu da vassoura – disse Yahiko, apreensivo – Parece que machucou o quadril.

– Um balaço? – a enfermeira se aproximou, o semblante sério.

– Não, uma goles – Sasuke respondeu, observando Naruto deitado na maca à frente.

– Uma goles?! Como ele se desequilibrou com uma goles?

– Também não sabemos, mas parece que ele se feriu... Ele vai ficar bem? – Yahiko apertava uma das mãos do amigo.

– Calma, ainda preciso examiná-lo – ela fez um sinal de rendição – Melhor saírem daqui, não gosto de ninguém tumultuando minha enfermaria – Shizune praticamente os empurrava para fora da sala – Depois vocês voltam aqui. Jantem primeiro e... Tomem um banho!

– Espera! E ele? O que houve? – Sasuke apontou para o loiro.

– Ué, são amigos agora? – ela cruzou os braços, desconfiada – Está preocupado?

– Digamos que... fizemos as pazes – deu de ombros – O que houve com ele?

– Hm. Nada demais, estava com uma amiga e sentiu tontura e dor de cabeça. Parece que está um pouco anêmico, mas ainda não tenho certeza. Estava tão cansado que pegou no sono.

– Ah – sentiu seus ombros pesarem um pouquinho ao vê-lo deitado na maca – Entendo.

– Agora vão, vocês estão me distraindo! Saiam.

Sasuke queria ficar mais um pouco, mas teve que sair da sala, meio preocupado. Não muito por Nagato ou pelo time ou qualquer outra coisa parecida, mas sim por Naruto. Andou a passos largos, prometendo para si mesmo que tentaria não se meter tanto na vida dele e que iria se restringir somente aos encontros na biblioteca. Era a melhor saída para que não se afogasse em sentimentos.

Respirou fundo, parando de supetão no corredor.

A quem estava tentando enganar? Não conseguiria mais ficar tão longe dele, logo agora que estavam fazendo tanto progresso. Estava sendo egoísta, pensando somente em si. Se não fosse do jeito que ele queria, se contentaria apenas com a amizade de Uzumaki. Só em poder estar perto dele sem ter que insultá-lo ou deixá-lo com um olho roxo já era mil vezes melhor do que não tê-lo por perto em nenhuma circunstância.

Deu meia volta e retornou para a enfermaria, dando de cara com Shizune novamente.

– Você é burro ou que? Depois você volta aqui pra ver o apanhador, não se preocupe! Tire essa roupa de treino e tome um banho. Estou ocupada agora.

– Não é pelo Nagato que eu voltei.

– Não?

– Não... É que eu queria ficar um pouco com o Uzumaki – disse entredentes – Será que posso?

A mulher deu de ombros, rolando os olhos com impaciência. Aquelas crianças ainda a deixariam louca!

– Faça o que quiser, só não me atrapalhe. Estarei na sala ao lado pegando alguns medicamentos e já volto.

Sasuke assentiu e andou até a maca de um Naruto adomercido, mas ainda sim estava um tanto nervoso. Olhou para o criado mudo e percebeu um objeto peculiar ao lado da jarra com água: um lembrol. A fumaça branca em seu interior mexia-se lentamente.

O Uchiha pegou o objeto e sorriu de lado ao se lembrar de quando se conheceram. Recordou-se de quando dera um daqueles para o loiro, na biblioteca. Os dois eram tão ingênuos na época, mal sabiam o que os esperava. Suspirou fundo, colocando o objeto de novo na superfície branca de madeira.

– Ei – ouviu uma voz arrastada e assustou-se. Naruto ainda estava com os olhos fechados, os lábios curvados discretamente para cima. O vitral atrás de si permitia a passagem de alguns raios solares alaranjados de final de tarde, dando uma cor mais quente aos cabelos claros.

– Ei – Sasuke se aproximou mais um pouco, tentando falar baixo – Como está se sentindo?

– Com sede – as orbes azuis apareceram – e dor de cabeça.

Sasuke foi rápido em servir-lhe um copo d'água e viu o loiro engolir todo o líquido do recipiente em poucos segundos. Passou a manga do uniforme nos lábios, secando-os e entregou o copo para o moreno.

– Obrigado – suspirou – Você... viu a Hinata por aí?

– Hinata? – Sasuke estreitou os olhos, tentando ligar a face ao nome. Sentiu uma leve queimação em seu peito e respirou fundo – Quem é Hinata?

– Hm... Lufana, cabelos compridos e escuros – viu o outro franzir o cenho e bufou – Prima do Neji.

– Ah – levantou uma das sobrancelhas – Deve ter sido a menina que esbarrou em mim quando eu cheguei aqui com o Nagato. Por que a pergunta?

– Ela deve estar preocupada... A gente tava junto quando eu comecei a ter essa crise mais cedo – Naruto retorceu os dedos dos pés embaixo da coberta. “Tava junto” era sinônimo para “quase se comendo perto do lago”.

– Ah – o moreno cruzou os braços, um pouco enciumado, mesmo sem nenhum motivo aparente. Os dois se entreolharam umas vezes em um silêncio absoluto.

– E como estão as costas? A massagem fez efeito? – Naruto puxou assunto, tentando quebrar o gelo. Serviu-se de mais um copo d'água, tomando um gole farto.

– Sim, estão – sorriso ladino – Você... leva jeito com as mãos.

O loiro desatou a tossir com o líquido em sua garganta, a face vermelha. Só então o moreno percebeu o quão errado aquele comentário poderia ter soado e arregalou os olhos, indo depressa até o amigo, que ainda engasgava. Deu-lhe um tapão nas costas, fazendo o Uzumaki cospir o resto em seu copo.

– N-não foi isso que eu quis dizer – manteve a mão no ombro do loiro, que secava o rosto com a própria roupa – Eu quis dizer que faz uma ótima massagem, você me entendeu.

Naruto percebeu o espanto sem motivo do amigo e gargalhou gostosamente, fazendo com que Sasuke sentisse mais vergonha ainda de seu comentário anterior e andasse até a frente da maca, ficando de frente para o Uzumaki.

– Eu entendi, Sas – continuou a rir, percebendo que a dor de cabeça havia passado repentinamente – A água só entrou pelo buraco errado, relaxa.

“Sas”... Era assim que Naruto o chamava quando eram menores. Droga, aquilo era tão nostálgico aos ouvidos do Uchiha que nem ele sabia por onde começar. Olhou para os próprios pés, meio sem jeito com o apelido. Não que não tivesse gostado, só era um pouco estranho ouví-lo de novo.

– Desculpa, não sei se a trégua permite que eu te chame como eu te chamava quando éramos crianças.

Sasuke riu consigo mesmo, achando aquela voz envergonhada de Naruto totalmente adorável. Decidiu que não tinha nada demais o uso de apelidos e preocupar-se demais com aquilo seria ridículo. Afinal, estavam voltando a ser amigos, não estavam?

– Acho que a gente precisa parar de se desculpar tanto quando estamos juntos, Naru – as orbes negras foram como um tiro certeiro nas azuis e Naruto sentiu um mormaço peculiar em seu corpo. “Naru” era como Kushina sempre o chamava antigamente e ele realmente odiava aquele codinome. Sasuke descobriu de alguma forma e passou a chamá-lo assim só para implicar com o loiro desde então. O Uzumaki pegou o lembrol posicionado na mesinha ao lado da cama e viu o fumacê ficar rubro.

– Está vendo esse lembrol? – levantou o objeto para que pudesse ficar à altura de seu rosto e o moreno balançou a cabeça positivamente – Eu guardo isso comigo desde o dia em que nos conhecemos. Eu nunca nem pensei em me desfazer dele porque era a única coisa que me ligava a você, de certa forma – Sasuke respirou fundo. Sentindo o peso da culpa, engoliu em seco. Nem sequer imaginou que aquele podia ser o mesmo lembrol de anos atrás. Juntou as mãos atrás do corpo, contorcendo-as. Sabia que, mais cedo ou mais tarde, Naruto o questionaria, mas nem de longe estava preparado – Parece que está quebrado, porque faz muito tempo que ele fica vermelho toda vez que o toco – coçou a nuca – Não é possível eu me esquecer de uma coisa por tanto tempo assim... Mas, de todo jeito, eu não consigo jogar fora. Acho que é porque eu sempre tive esperanças de me redimir com você, Sasuke. Por mais que eu tenha sofrido bastante com o seu afastamento repentino, eu nunca deixei de pensar em você ou de me perguntar o que tinha acontecido – um suspiro – E é por isso que eu me desculpo tanto por qualquer coisinha e tenho receio de falar certas coisas pra você. Eu... não quero ter que me afastar de você de novo, isso me doeria demais. E, pra que isso não aconteça, eu não posso errar de novo contigo – ele deu um sorriso triste, o que fez o coração de Sasuke praticamente derreter. Naruto respirou fundo, fazendo uma pequena pausa antes de continuar – O que eu quero dizer é: o que aconteceu com a gente? O que houve pra que você se magoasse tanto? Eu realmente gostaria de saber.

O Uchiha sentia suas mãos suarem frio. Sentia culpa por ter feito o outro sofrer no passado, mesmo que tivesse sofrido tanto ou até o dobro. Queria poder falar sobre as mágoas, mas não conseguia. Não podia. Tentou pensar em uma estória rápida e convincente, mas sua boca abriu várias vezes e nenhum som foi emitido. E tudo só piorava quando sentia o peso das duas anis sérias sobre si. Mordeu o interior da própria bochecha e tentou relaxar os ombros tensos.

– Naruto, eu...

Mas foi interrompido.

– EI! Me deixa passar! Eu quero ver o meu amigo! – Kiba se comprimia na porta junto com Ino e Sakura, enquanto Shizune tentava conter os adolescentes furiosos.

– A gente tem o direito de saber o que aconteceu! – a loira disse em um tom militante, o cenho franzido pela injustiça sofrida – Deixa a gente entrar!

– Não, não, não e não! – Shizune praticamente berrou – Já tem gente aqui e ele precisa de repouso.

– Quem poderia ser mais importante que nós, os melhores amigos dele? – o Inuzuka contestou, cruzando os braços. Sasuke realmente achava aquele jeito confiante de Kiba um porre e não pôde fazer outra coisa se não revirar os olhos.

– Por favor, Shizune... É bem rapidinho – Sakura disse de um jeito meigo – Uns cinco minutinhos, a gente promete.

– É, Shizune... Por favor – Ino juntou as mãos e fez um bico pidão, fazendo a enfermeira negar com a cabeça.

– Arhhhg, entrem logo – ela saiu da frente, hesitante – Por que eu tenho que ser tão coração mole?

– Obrigada, você é a melhor! – eles a abraçaram e beijaram sua bochecha, fazendo-a corar um pouco.

– Tá, tá... Mas só cinco minutinhos! – ela indicou o número cinco com os dedos das mãos.

Os três amigos pararam quando viram o menino sonserino em frente à Naruto. Kiba cerrou os dentes e Ino comprimiu os olhos claríssimos. Naruto olhou para o moreno e logo depois para os outros três, sabia que teria que explicar aquela estória.

– Naruto, o que esse... cara tá fazendo aqui? – o tom de escárnio era tangível.

– Ele veio me visitar – a voz saiu rouca – Relaxa um pouco...

– Visitar? – deu um passo a frente e Sakura logo agarrou-lhe o pulso, como sempre – Não é bem estranho que ele esteja aqui querendo saber sobre a sua saúde depois de deixar essa marca roxa horrível na sua cara?

O loiro havia até se esquecido do acontecimento de uma semana atrás. Seu olho golpeado por Sasuke já estava praticamente curado e a região não estava mais tão dolorida assim.

– De qualquer forma, eu já estou de saída – o moreno levou as mãos até os bolsos da capa de quadribol – A gente se vê, Uzumaki – olhou para o loiro de relance, que apenas assentiu, vendo que era o melhor a se fazer no momento. Passou por Kiba, esbarrando nele de propósito, fazendo-o fechar os olhos e respirar fundo, quando Ino e Sakura o seguraram – A gente se vê também, vira-lata – provocou ao sair da sala.

– Uchiha babaca! – a voz de Kiba retumbou pela enfermaria e Shizune soltou um alto “shiu”.

Naruto olhou para o lembrol em suas mãos. Sasuke podia estar muito desconfortável em relação a isso, mas um dia iria sanar todas aquelas dúvidas... Ah, se iria.

 

☱ ☲ ☴

 

– Cala a boca – Deidara pressionou os dedos contra a boca de Sasori, enquanto se encaminhavam para a torre de astronomia – Você fala muito alto – sussurrou.

– Desculpa, é que eu não tô acostumado a me infiltrar desse jeito igual a você e ao Hidan – o ruivo disse em um tom de zombaria, retirando a mão do loiro de seu rosto.

– Andando comigo, você vai ter que acostumar – Deidara olhou para trás novamente, vendo o outro subir a escadaria em espiral com dificuldade, já que utilizavam a capa da invisibilidade sobre suas cabeças.

– Quantos degraus ainda tem nessa coisa? – ele disse, ofegante – Parece que nunca vamos chegar!

– Ué, assistimos às aulas de astronomia toda sexta, você já devia estar acostumado com as escadas da torre.

– Sim, mas nunca temos que subir tão rápido e com medo de que um inspetor nos flagre a qualquer momento.

– Verdade – o Uzumaki concordou – E também nunca precisamos levar essa cesta cheia de coisa dentro... O que você colocou aqui? Chumbo? Sério, isso tá muito pesado.

– Da próxima vez, eu vou deixar você sem comida – Sasori revirou os olhos.

Deidara riu por dentro.

– Próxima vez? – ele disse, subindo o último degrau da escada e se virando para o ruivo – O nosso primeiro encontro nem começou e você já tá pensando no próximo? – o ruivo viu um sorrisinho brincalhão se formar nos lábios do loiro e teve vontade de socar aqueles dentes – Eu sei que eu sou encantador, mas não pensei que fosse ser tão rápido assim pra te conquistar.

– Dá pra calar a boca e me dar lincença? – a voz soou impaciente. Sasori o empurrou um pouco para o lado e Deidara continuava a sorrir, percebendo o desconforto causado no outro – Alohomora! – conjurou.

A tranca da porta foi aberta e os dois meninos passaram rapidamente, dobrando a capa e a colocando num dos cantos da sala.

Colloportus! – e a porta foi trancada novamente.

– Bem, finalmente... – Deidara colocou a cesta pesada no chão e amarrou os cabelos longos em um coque frouxo – Finalmente estamos sozinhos.

– Finalmente – o menor suspirou, conseguindo mirar os olhos azuis graças à luz dos astros.

Deidara limpou a garganta e se sentou no chão, estendendo uma toalha clara sobre o assoalho gelado de pedra. Sasori afrouxou um pouco a gravata vermelha e dourada e dobrou as mangas da capa. O loiro percebeu que os olhos do outro estavam meio perdidos e coçou o pescoço. Tirou lentamente os recipientes de dentro da cesta, os colocando ao lado da toalha, sem deixar de mirá-lo.

– Não vai sentar aqui e comer comigo? – quis saber, depois de um tempo, arrancando um pedaço de um sanduíche de pasta de amendoim e geléia com os dentes – Tem muita comida aqui – disse, de boca cheia.

– Na verdade, não. Nem tô com tanta fome assim...

Sasori andou até a extremidade da sala, permitindo-se ver o céu completamente estrelado e límpido daquele começo de noite de quarta-feira. Observou o reflexo prateado da lua no lago e sentiu o vento gélido em seu rosto.

Deidara encontrava-se logo atrás, sentado a pouquíssimos metros de distância, observando a silhueta do garoto a sua frente.

Eram tão diferentes um do outro...

Um era teimoso e o outro cedia facilmente, um era cauteloso e o outro fazia estardalhaço, um preferia a teoria e o outro preferia a prática. Talvez fossem essas disparidades que o deixava completamente fascinado por Sasori. Ou talvez fossem aqueles olhos castanhos que nunca falhavam em impressionar, talvez fosse aquela voz suave, talvez fossem os cabelos vermelhos, cujo o loiro adoraria entrelaçar aos seus dedos. De qualquer maneira, tratando-se de personalidade ou aparência, ele era tão lindo que chegava a ser injusto.

Sentiu vontade de ir até lá e tocá-lo, mas manteve-se às amarras sociais.

– Por que exatamente está fazendo isso, Uzumaki? – o loiro despertou dos pensamentos com o comentário repentino.

– Isso o que?

– Por que está aqui comigo?

Deidara esfregou a palma de uma das mãos na calça, pensando em qual seria a melhor resposta para aquela pergunta.

– Foi um plano pra ganhar o Mapa do Maroto, não foi? – Sasori virou um pouco o rosto, mirando-o de canto de olho – Eu escutei você, Hidan e Naruto comentando ontem à noite na sala comunal.

O loiro suspirou, fechando os olhos. Como iria explicar que sim, tinha sido uma espécie de combinado com a Ino para obter o aparato, mas que planejava chamá-lo pra sair há muito tempo e só lhe faltava ter coragem?

Levantou-se, embrulhando o sanduíche e livrando os cabelos do coque. Não seria necessário mentir.

– Sim – confessou – Foi uma troca com a minha irmã. Se eu te chamasse pra sair, ela me daria o Mapa.

Sasori olhou para baixo, desapontado. Sempre teve um abismo por Deidara e nunca achou que fosse possível algo a mais do que amizade, de todo jeito. Sentiu seus ombros pesarem um pouco... Meio que já esperava por aquela resposta, mas ouví-la fora um pouco decepcionante mesmo assim.

– Mas... Não foi só pelo Mapa que eu te chamei.

O ruivo encarou o outro à distância, os olhos arregalados.

– Não?

O menino dos olhos azuis negou com a cabeça.

– O Mapa foi só um empurrãozinho pra que eu finalmente pudesse concretizar o que estou querendo fazer a meses – Deidara deu alguns passos a frente, sentindo as orbes desconfiadas pousarem sobre ele – Aliás, a alguns anos.

Sasori não desviou os olhos em momento algum. O loiro parou bem à sua frente, forçando-o a levantar o olhar para fitar melhor as íris alheias.

– E por que demorou tanto? – alfinetou com a voz afônica, o outro cada vez mais perto.

Deidara levou uma das mãos para baixo da camisa social do menino mais baixo e arrastou lentamente os dedos firmes pelo seu abdome, vendo-o prender o lábio inferior entre os dentes. Os movimentos habilidosos de subida e descida pelo corpo do ruivo faziam seus músculos se contraírem um pouco, enquanto sentia os pêlos de seus braços e pernas se arrepiarem com o toque.

– Toda vez que eu te via eu paralisava, ficava nervoso e não sabia nem o que falar... E, sabe, geralmente eu não sou assim – a voz de Deidara era deliciosamente grave e arrastada. Os olhos eram sinceros e muito vívidos. Resolveu mandar tudo pro caralho ao proferir as próximas palavras – Percebi rápido que isso acontecia porque eu sou completamente louco por esse seu rostinho delicado e por esse sorriso arrogante. Toda vez que você fazia um comentário na sala ou que a gente conversava durante os treinos, eu me segurava muito pra não te agarrar ali mesmo. Você me deixa muito tenso, Sasori... Eu fico duro só de pensar em poder te tocar, tem noção disso? – o loiro subiu mais a mão, apertando com cuidado um mamilo já eriçado de Sasori, que cerrou os olhos e intensificou a mordida no lábio – E agora, com você tão vulnerável na minha frente, eu já imaginei vários jeitos da gente aliviar essa tensão. O que acha?

Deidara roçou o nariz bem devagar pelo pescoço do outro, indo de encontro ao lóbulo da orelha e lambendo-o, antes de morder de leve o local. A tensão sexual pelo amigo era tão grande e de tanto tempo, que nem se importava se estava indo rápido demais em um primeiro encontro. Agora que finalmente havia tomado a coragem de dizer aquelas palavras, não custava nada arriscar. O ruivo, que já respirava com um pouco de dificuldade, puxou os cabelos loiros para trás de forma meio bruta, fazendo o outro soltar um risinho anasalado.

– Eu acho... ótimo.

Os olhos se encontraram novamente, quentes e cheios de lascívia. Sasori lambeu os lábios alheios, esperando afoito por outra ação de Deidara, que em um momento de insanidade, o impulsionou de maneira dominante até a parede mais próxima.

O corpo batendo na superfície lisa fez um baque surdo, na mesma hora em que sentiu uma das pernas de Deidara se dispor entre as suas, causando uma fricção gostosa em seu membro por um momento. O sorriso devasso do Uzumaki era tão excitante que o ruivo arfou, abafando um gemido. Já estava morrendo de vontade de gemer nas preliminares e já sentia o tão conhecido calor em seu baixo ventre.

As mãos do menor foram fixadas acima de sua cabeça e, antes que pudesse se dar conta, o loiro começou o ósculo. A língua tão quente e convidativa, que Sasori começou um movimento de vai e vém com sua pélvis, sentindo a coxa firme de Deidara embaixo de si. Com o coração querendo escapar da caixa torácica, o dominante intensificou o beijo, sentindo a língua aveludada e doce, que acariciava a sua com desejo.

Uma das mãos do menino de cabelos compridos foi até a gravata do outro, puxando-a para si, enquanto a outra ainda segurava um dos braços de Sasori contra a parede. Quando já estava praticamente sem fôlego, partiu o beijo por uns segundos, tirando a capa e desabotoando a camisa social do ruivo. Quando selou os lábios nos do outro, arranhou a pele alva exposta até agarrar a sua a ereção latejante por cima da calça.

– Eu preciso te chupar – o loiro disse, arfante, distribuindo beijos languidos pela clavícula de Sasori, que grunhia baixo pelo deleite. Fez uma trilha lúbrica por todo o tórax nu, dando a atenção devida a cada um dos mamilos, até chegar na fechadura da calça preta, ajoelhando-se. Se livrou do tecido sem muita dificuldade, descendo-o até os tornozelos do outro. Percebeu o falo já endurecido embaixo do tecido fino da boxer e passou a língua pelos lábios, pois também estava duro. Tirou a cueca com os dentes, apertando as coxas de Sasori, que não tinha condições de fazer nada a não ser gemer baixinho, antes mesmo de sentir a língua do outro em seu pau.

Ao se livrar da última barreira entre o membro alheio e sua boca, Deidara sorriu, percebendo os olhos instáveis sobre si. Lambeu da base até o topo, as orbes azuis fixadas nas castanhas e sugou a glande com vontade, os dedos do ruivo penteando seus cabelos claros para trás. Repetiu as lambidas, pausando às vezes e oscilando a intensidade para provocá-lo, por mais que quisesse sentir o membro quente encostar em sua garganta.

– Mais... Por favor – a voz era grogue e sôfrega, o peito subia e descia numa respiração ritmada.

Deidara riu de canto e logo posionou Sasori dentro de sua boca, num movimento de vai e vem frenético por longos minutos. Era como se o ruivo sentisse cada músculo do seu corpo se enrijecer com aqueles toques imorais, não sabendo nem o que fazer com as mãos direito: num instante, guiava a cabeça do outro conforme sua necessidade, no outro, fincava suas unhas curtas na parede atrás de si. O loiro pausou as sugadas por um breve momento e abocanhou os testículos, chupando-os com vontade, causando um estalo indecente e depois retornou a dar atenção ao membro ainda ereto.

Sasori observava os movimentos compassados do loiro graças a luz vinda de fora e cada vez mais sentia pontadas lá embaixo. Sem raciocinar, teve o impulso de estocar dentro da boca de Deidara, que não se importava com o gesto, sentindo cada vez mais o gosto alheio misturado à sua saliva.

Sentiu o membro de Sasori tocar a sua gorja, abocanhando o máximo do outro que conseguia.

– Ah... – Sasori gemeu ao sentir outra sucção em sua glande – Eu...vou... – e não precisou nem terminar, pois ambos já sabiam do que se tratava. Deidara abriu a boca, masturbando rápidamente o membro do menor e logo sentindo o líquido quente entrar em contato com sua língua e rosto, sorrindo de satisfação. O ruivo tremia um pouco e gemeu alto quando o loiro succionou mais uma vez seu pau, a região sensível pelo orgasmo.

Deidara levantou-se rapidamente, voltando a beijar os lábios doces de Sasori, que agarrava o loiro pela gola da camisa do uniforme. Com agilidade, livrou-se dos próprios sapatos, calça e cueca ainda presos ao tornozelo, enquanto o beijo se intensificava. O de cabelos avermelhados sorriu ao sentir o próprio gosto, e lambeu a língua do outro em um ato indecente. De supetão, levou o loiro pelas mãos até a toalha estendida no chão, fazendo com que se sentasse ali.

– Você tá tão gostoso só com essa camisa aberta e essa gravata – provocou em rouquidão, vendo Sasori se livrar delas segundos depois e imitou-o despindo-se da capa, da gravata e sapatos, assim como da blusa.

O ruivo, agora totalmente nu, sentou-se no colo do outro, ansioso por voltar ao ósculo. As bocas coladas, sentiu as mãos fortes do Uzumaki apertarem sua bunda, enquanto rebolava em cima daquele corpo voluptuoso. Nenhum pudor era mais sentido pelos dois, tinham como objetivo somente o prazer que podiam proporcionar ao outro.

– É tão injusto você me provocar assim quando eu quero tanto te foder, Akasuna – sorriu ao pé do ouvido do ruivo, que continuava com a dança erótica, sentindo o membro do loiro cada vez mais rígido. Sentiu um choque elétrico percorrer todo o seu corpo ao ouvir o sobrenome ser pronunciado de forma tão suja e sabia que já não seria capaz de responder pelos seus atos.

– Injusto é eu estar pelado e você ainda estar de calça – a voz era falha. O ruivo o empurrou para baixo, vendo o maior deitar em cima da toalha. Deidara sentiu o falo glutinoso do outro roçar em seu abdome, conforme Sasori lambia com lascívia seu pescoço já úmido pelo suor. Fez um coque desgrenhado e rápido em seus cabelos, sem querer perder nenhum momento daquele puto proporcionando-lhe o que estava para ser uma das melhores fodas da sua vida.

O menino sugou-lhe o mamilo direito bem devagar e o loiro arfou, gemendo baixo. Queria muito tê-lo por completo, estava totalmente ansioso por isso. Sugou-lhe o outro mamilo, enquanto abria o zíper da calça preta. Logo livrou-se de todos os tecidos e antes que o loiro pudesse beijá-lo de novo, praticamente engoliu o pau de Deidara, que apoiou-se com os cotovelos e jogou a cabeça para trás, extasiado. Levou uma das mãos até a cabeleira ruiva, afangando-a. Os movimentos eram suaves, mas ainda sim confiantes. Poderia morrer feliz ali mesmo.

– Caralho, Sasori... Que boca deliciosa – gemeu e o ruivo pausou a masturbá-lo por um momento. Deidara o puxou pelos braços, voltando a beijá-lo de uma maneira meio bruta, enquanto o menino sentava em seu colo outra vez, um joelho apoiado em cada lado no chão. Os dois membros em uma fricção enlouquecedora, um turbilhão de pensamentos safados, a libido descontrolada. O loiro levou os dois dedos compridos entre o beijo úmido e logo Sasori os sugou com luxúria, mirando os olhos grogues do outro. O Akasuna não parava de rebolar de maneira tentadora e o outro não hesitou em posicionar o primeiro dedo em sua cavidade quente. O ruivo abraçou-lhe o tronco e mordeu seu ombro bruscamente, abafando um soluço. Os movimentos eram suaves e cuidadosos, Deidara sussurrava palavras meio desconexas em seu ouvido, mas, que de certa forma, faziam com que Sasori conseguisse relaxar por completo, entregando-se cada vez mais e não se importando em gemer mais alto. E que gemidos... Cada vez que aquela boca emitia um som, o loiro sentia mais pontadas em sua ereção dolorida. Revirava os olhos com a respiração descompassada do outro em seu pescoço, Akasuna o estava enlouquecendo.

Levou o segundo dedo para dentro, preparando-o para o ato. Subia e descia, abria e fechava, massageando aquele interior tão quente e tão convidativo. Após mais alguns segundos naquele estado, lambeu um dedo de cada vez, percebendo as íris castanhas ficarem cada vez mais em chamas.

– Eu quero você dentro de mim – o sussurro era como uma música para o loiro, que sentiu sua pele próxima a orelha ser sugada com urgência – Agora.

Umedeceu os lábios e, sem hesitar mais, o penetrou. O corpo de Sasori foi impulsionado para frente, sua boca aberta e bochechas totalmente coradas pela dor mais prazerosa possível. Deidara rapidamente o abraçou pela cintura, mantendo-o parado por um momento para que pudesse se acostumar àquela posição. Sentiu o aroma amadeirado típico em seu pescoço e sorriu mentalmente. Finalmente estavam ali, juntos, concretizando a cena que o loiro havia imaginado tantas vezes antes. Colou a testa à do ruivo, observando bem de perto aquele rostinho lindo pra caralho, de uma maneira nunca vista antes: completamente envolvido pelo prazer e absolutamente vulnerável.

Perdeu-se em pensamentos por um momento, até que as orbes castanhas se conectaram às azuis novamente. Sasori depositou um selinho demorado e gentil nos lábios do outro, antes de esconder seu rosto na curva do pescoço do loiro mais uma vez.

Não demorou muito para que começasse a movimentar seus quadris, os movimentos intensificando-se conforme sentia menos incômodo. A dor foi rapidamente substituída pelo deleite e Sasori guiou as mãos de Deidara de seus quadris até sua bunda empinada, afundando-se no pescoço alheio.

O loiro agarrou as nádegas com vontade, arrancando um risinho malicioso do menor. Com os estímulos daquela dança, o ativo começou a investir a partir do ritmo pré-estabelecido por Sasori.

– Porra... você é muito apertado – inspirou mais uma vez o perfurme amadeirado do ruivo.

Arranhava as costas de Deidara, descompassado e completamente fora de si, queria cada vez mais que seus corpos se unissem, até que não fosse possível desgrudá-los. O rebolado já não era mais suficiente, fazendo Sasori quicar com vontade naquele pau delicioso, cada investida era um frenesi enlouquecedor.

Deidara estapeou mais de uma vez a bunda do passivo, que gemia descontroladamente àquela altura. Levou uma das mãos ao mastro de Sasori, começando uma punheta gostosa. O loiro arfava sem parar, o suor escorrendo por suas costas e testa, ficando ainda mais extasiado quando o outro puxou seus cabelos para trás, num ato instintivo.

As batidas cardíacas poderiam ser ouvidas à quilômetros de distância, assim como o som indecente que seus corpos faziam ao se chocarem com violência. Deidara continuava a estocar com força dentro de Sasori, dando pausas entre os movimentos. Bastou movimentar-se algumas outras vezes para que pudesse se desfazer naquele interior quente. Jogou a cabeça para trás, o corpo pesado pelo orgasmo, mas não estava nem de longe satisfeito: seu principal objetivo era ver o ruivo atingindo o seu ápice.

– Deidara... – o Akasuna gemeu outra vez, quando sentiu sua próstata ser atingida mais algumas vezes seguidas. As mãos habilidosas do mais alto em seu membro contribuíam ainda mais para o êxtase – Ahh... – e sentiu o próprio gozo molhar a sua barriga e a do outro.

Deidara sorriu, vendo o rosto do Akasuna se contrair em satisfação. Ambos sentiam espasmos deliciosos em seus corpos e o loiro abraçou o ruivo pelo tronco, que ainda tremia. Depositou um beijo em seu maxilar, nariz e bochecha, antes de puxá-lo para que pudesse deitar em cima de si. Retirou-se de dentro dele, por fim, e acariciou delicadamentelas costas quentes e molhadas pelo suor.

Sentiu a parte posterior do corpo grudar no tecido que o separava do chão frio, mas não se importou tanto com aquilo. As respirações voltaram a se estabilizar aos poucos e Sasori sorriu com as carícias lentas de Deidara, que era sempre tão agitado e impulsivo.

– Acho que isso vai ajudar bastante na nossa dinâmica em campo – o ruivo disse após algum tempo, rindo da desculpa que o loiro usara para convencê-lo a sair com ele – Depois disso, o nosso introsamento vai ser perfeito.

– Tanta coisa pra falar depois de uma transa dessas e a primeira coisa que você fala é pra tirar sarro do meu nervosismo idiota? – o maior riu, sem jeito, levando uma das mãos até o rosto.

– Eu não acho idiota, é até bonitinho o artilheiro audacioso da Grifinória ficar tão nervoso na hora de chamar alguém pra sair – o loiro sentiu as bochechas corarem – E ainda precisar da ajuda dos amigos pra fazer isso.

– O que você queria que eu fizesse? – deu de ombros, ainda acariciando a pele exposta – Você nunca demonstrou nenhum interesse em mim, nunca me deu nenhum sinal...

– Você que não reparou nos meus sinais – apoiou as mãos no peito de Deidara, encarando o perfil do loiro – Acho que joguinho não funciona com você mesmo, né?

– Não mesmo – negou com a cabeça.

– Lerdo – revirou os olhos, voltando à posição anterior.

– Arrogante – rebateu.

Houve um instante de silêncio, mas não um constrangedor. Era um silêncio delicioso, onde os dois apenas aproveitavam a companhia e os carinhos um do outro.

Sasori sentiu seu estômago se contorcer e logo depois roncar alto, arrancando risadinhas de Deidara.

– Tá, acho que agora eu tô com fome.

E os dois meninos ficaram ali por umas duas horas, comendo as comidas da cesta e conversando sobre assuntos variados de maneira leve, sem nenhuma pressão. Cada vez que o Akasuna sorria ou falava algo extremamente adorável, Deidara não conseguia controlar o impulso de selar os lábios aos do ruivo. Sim, era mais forte que ele.

Sasori mostrou um lado novo ao loiro naquela noite, um lado que faria com que Deidara ficasse cada vez mais louco por aquele ruivo arrogante.


Notas Finais


E então, o que acharam do lemon? (✿ ♥‿♥)
Antes que perguntem, lembrem que o Deidara também é um Uzumaki nessa fic hahahaha eu não confundi ele com o Naru, não!
Beijão da Gabbs! Até o próximo ❤
OBS DE SEMPRE: Se acharem algum errinho ou alguma frase estranha do nada, ME AVISEM!!!


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