História Everlasting Love - Capítulo 4


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Categorias Malhação
Tags Lica, Limantha, Samantha
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Palavras 3.197
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Orange, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


opa
tudo bom, meu anjo?
bem-vindo à "Somehow I know when we finally lock eyes that you'll feel the same way"
espero que você goste!

Capítulo 4 - Arte


Domingo era o dia em que Heloísa sumia das redes sociais. Seu celular passava o dia inteiro no silencioso e longe de suas mãos, e a não ser que alguém soubesse aonde a artista se encontrava, era praticamente impossível falar com ela.

Marta e as outras Five sabiam exatamente onde a garota ficava. Afinal não era como se ela tentasse efetivamente se esconder, e longe dela preocupar alguém. Achava saudável, entretanto, ter esse tempo para espairecer, já que o estresse do dia-a-dia a esgotava.

Domingo era o dia em que Lica ia para o galpão. Chegava lá no final da manhã e ficava até a noite, perdida por meio de cores e de sua mente fértil, com uma caixinha de som ao seu lado tocando os mais diferentes gêneros musicais.

Era durante aquelas horas que tentava esquecer qualquer coisa que tivesse tomado conta de seus pensamentos durante a semana. Deixar a tela tomar conta da sua concentração a acalmava de uma maneira que coisa alguma jamais conseguiria fazer.

Aquele domingo do dia 22 não era diferente. A morena estava perdida em sua arte, com um avental cobrindo seu corpo e palheta e pincel em suas mãos. Tinha deixado seu subconsciente controlar suas ações, pintando sem se preocupar com o resultado, e a tela havia virado uma espécie de pintura abstrata.

As pinceladas bruscas deixavam o quadro com um toque rústico, e Heloísa não se preocupou em não deixar as cores se misturar. Fazia apenas o que seu coração mandava, colorindo sem direção ou disciplina.

I wrote for you my most beautiful song. And I sent it to you in a bottle all my love.” Cantou a letra da música que ecoava, deixando seu corpo balançar com o ritmo dos instrumentos enquanto sujava o pincel na tinta azul clara. Adorava a sensação de ter todos os seus sentidos tomados pelas variadas formas de arte. “All I want is to find, all I want is to find you.

And I go.” Ouviu uma voz feminina se juntar a sua e virou-se, vendo a garota que tinha tomado conta de seus pensamentos em pé perto do sofá do local, com um sorriso no rosto. “I take a boat to move on to the other side of world.” Inevitavelmente parou de cantar enquanto ouvia a voz angelical da outra controlar a música.

Heloísa sempre achou que as pessoas fazendo arte se tornavam ainda mais bonitas e Samantha se provou um perfeito exemplo dessa opinião. “And row against the flow to where I see there’s you, the ocean and me.” A garota ficava linda perdida na harmonia que ecoava pelo galpão, seu corpo tomado pela música, balançando com o ritmo e sua voz o mais doce tom, agraciando a audição de quem ouvia. Ficava fácil demais entender o porquê de ela ser a vocalista dos Lagostins.

You tell me that being close is not a physical thing.” A vocalista cantou baixinho, andando lentamente na direção da pintora. Samantha tinha um leve sorriso travesso agraciando sua expressão, como se estivesse fazendo algo que não devia.

I say it is.” Lica completou, finalizando a música enquanto a encarava. Sentia-se meio sem graça, sabia que deixava suas inibições sumirem quando estava sozinha fazendo arte e não fazia ideia de quanto tempo a vocalista estava a observando.

“Desculpa, não resisti.” A de cabelos encaracolados comentou, parando perto da morena. “É a minha música favorita do álbum.”

A artista ergueu as sobrancelhas, levemente surpresa com a resposta. “Sério?” Viu a outra balançar a cabeça em uma afirmação antes de murmurar de leve e apontar para o aparelho de som. “Eu prefiro essa, sinceramente.”

Just When We Were High também acaba comigo.” Ela riu antes de morder de leve o lábio. “Que bom que tenha gostado tanto assim das músicas dele. Eu não esperava que você fosse realmente ouvir o álbum.”

“Tá brincando? Eu amei.” Comentou. “E eu te disse que iria ouvir os trezentos músicos que você falou sobre. Tanto que também amei PVRIS, lembra?”

“Verdade.” Samantha comentou, com seus olhos brilhando de empolgação. “Mas eu já sabia que você tinha bom gosto.”

Lica riu, fingindo voltar sua atenção para as tintas na palheta. “Sabia, é?”

A vocalista murmurou, acenando com a cabeça enquanto ainda olhava cada detalhe da artista. “Você me beijou.” Lica ergueu só os olhos para encará-la enquanto tentava segurar um sorriso. “Tem que ter muito bom gosto mesmo pra ficar comigo.”

A morena deixou o riso escapar enquanto balançava a cabeça. “Metida você, hein.” Brincou antes de voltar para a tela. “E pelo o que eu me lembre, você que me beijou, então acho que quem tem bom gosto aqui é você.”

Samantha ficou quieta por uns momentos. “Nós nos beijamos e ambas temos bom gosto. Melhor assim?” O sorriso dela era óbvio no seu tom de voz.

“Melhor.” Heloísa concordou, voltando a colorir a parte em branco da tela. Ainda sentia o olhar da baixista em si enquanto pintava, e, apesar a deixar um pouco distraída quanto ao seu trabalho, isso não a incomodava.

O que era uma tremenda raridade. A presença de outras pessoas enquanto Heloísa produzia arte sempre foi um ponto meio delicado. Quando tinha outra pessoa presente, sentia como se precisasse dividir sua atenção. Era uma constante batalha sobre em que se concentrar, e no final das contas, ela não se concentrava em nada.

De alguma maneira, entretanto, sentia que conseguiria administrar bem seu foco entre seus dois interesses e que Samantha compreenderia se em algum momento acabasse perdendo algo que ela fizesse.

Era a primeira vez que se sentia desse jeito.

“Aliás, desculpa ter aparecido assim sem avisar.” A mais baixa disse, fazendo Lica a olhar. A musicista a encarava com uma expressão indecifrável enquanto mexia em um dos vários aneis que tinha em seus dedos, girando-o. “A Keyla já tinha avisado que nos domingos todo mundo é proibido aqui, mas-”

“Não, relaxa.” A artista interrompeu, limpando o pincel em um copo com água. “Você não tá me incomodando.”

A dona dos cabelos cacheados franziu a testa, o movimento de suas mãos se aquietando. “Sério? Porque eu queria treinar um pouco com o meu baixo, mas se eu for atrapalhar, eu posso-”

“Sammy.” Interrompeu-a novamente, encarando-a com um sorrisinho no rosto. O modo como ela havia ficado repentinamente acanhada era ao mesmo tempo peculiar e adorável. “Você não está me atrapalhando e nem vai. Pode treinar sem medo.”

A baixista balançou a cabeça antes de sorrir com satisfação. Lica se perguntou por um momento se Samantha havia aparecido ali apenas para passar um tempo com ela.

A morena a viu encarar a tela e tombar a cabeça enquanto andava até parar ao seu lado. “Uma dúvida antes de eu parar de te perturbar: o que é para ser isso?”

Engoliu a vontade de dizer que a outra só a perturbava em seus pensamentos e desviou o olhar para a tela, murmurando enquanto pensava. Não sabia por onde começar a explicar suas pinceladas aleatórias. O quadro havia se tornado uma mistura de cores e tons, com uma grande predominância de azul-marinho. Fez um leve bico. “Não acho que seja alguma coisa. Eu... só saí pintando.”

“Eu acho” Samantha começou, virando a cabeça para olhar o quadro por outros ângulos, como se aquilo fosse ajudá-la a interpretar melhor a obra. “que se você espalhar uns pontos brancos, isso viraria uma bela galáxia.”

Franziu a testa e analisou diferentes partes da tela. Não havia visto dessa maneira anteriormente, mas quando a garota comentou, conseguiu ver como transformá-la em uma colorida galáxia com pequenas alterações. “Realmente.”

“Mas isso é só minha singela opinião.” A vocalista inclinou a cabeça com um sorriso antes de se virar totalmente para a mais alta. “A artista aqui é” Ela esticou um dedo e cutucou a ponta do nariz de Heloísa, abrindo mais o sorriso com a leve careta que ganhou de resposta. “você.”

“Já concordamos que você tem bom gosto, Sammy.” Encarou-a. “Sua opinião é bem-vinda.”

As sobrancelhas dela se ergueram em uma leve falsa surpresa. Sabia que a outra estava encenando, pois já tinha dito isso para a mesma nas mensagens que trocaram nos últimos dias. “Ah, é? Eu posso dar mesmo minha opinião?”

Lica pausou por um breve momento. Sentia como se estivesse caindo em uma armadilha. “Claro.” Concordou mesmo assim. “Pode falar o que estiver achando.”

“Posso mesmo?” A baixista insistiu e deu um sorriso de canto quando a outra afirmou com a cabeça. “Okay.”

Heloísa mal teve tempo de raciocinar após o sussurro da garota, pois Samantha rapidamente colou seus lábios no da morena em um beijo roubado. Murmurou de leve contra a boca da musicista em um leve protesto que morreu rapidamente quando a mesma passou o braço ao redor de sua cintura. Largou de vez o pincel no copo, se inclinando para melhorar o ângulo do contato.

Ao contrário dos beijos que ambas compartilharam anteriormente, este era calmo, sem qualquer intenção de virar algo a mais. Não havia o tesão tomando conta de suas mentes. Não havia a vontade de retirar cada peça de roupa uma da outra. Estavam se beijando, apenas.

Sentiu a mão da outra em seu pescoço enquanto teve seu lábio inferior tomado pela garota. Foi puxada para mais perto enquanto Samantha chupava provocativamente.

Ofegou em resposta e sentiu seus dedos se contraírem com a vontade de se agarrar ao corpo dela. Ainda sentia a tinta em seus dedos, portanto segurou o pulso da garota, colorindo a pele dela e fazendo um leve carinho com o polegar enquanto provava o sabor inebriante de sua boca.

“Não que eu esteja reclamando,” Mordeu de leve a língua dela. “mas eu não acho que isso seja uma opinião.” Murmurou antes de se deixar perder no beijo.

Sentiu o canto dos lábios dela se erguendo em um sorriso contra os seus. “Opa.” Samantha murmurou em resposta contra sua boca quando se afastou de leve para respirar. “Confundi incentivo com opinião. Deixa eu te mostrar o que eu achei agora.”

Teve seus lábios tomados em um beijo mais intenso e não conseguiu evitar o leve riso que subiu por seu peito, limpando bem bruscamente suas mãos no avental antes de puxá-la para mais perto pelo pescoço.

-x-

Dando dois passos para trás, Heloísa encarou a tela. Seguindo as sugestões de Samantha, decidira transformar a pintura abstrata em uma colorida galáxia. As cores que não combinavam com o tema viraram astros aleatórios e o roxo se tornou mais presente, complementando o azul-marinho que tomava conta do quadro.

De longe aquele não era um de seus melhores trabalhos, mas ainda sim Lica se deu por satisfeita com o resultado. Havia se distraído imensamente com o desafio que a outra garota havia proposto sem nem saber. Resolveu deixar a tela secar um pouco antes de finalizá-la com os pontos brancos que representariam as estrelas, já que a tinta ainda estava molhada e o risco de tudo virar um borrão era muito grande. A morena pôs-se então a limpar um pouco da bagunça que havia feito.

The world was on fire and no one can save me but you.” Ouviu a voz doce ecoar junto com o tom grave das notas que eram tiradas do baixo. Sentiu seu corpo se arrepiar. Lembrou-se na hora da única vez que ouvira a garota cantar aquelas mesmas palavras. A memória era tão nítida que era como se tivesse sido algo recente. “It’s strange what desire can make foolish people do.

Continuou limpando os objetos enquanto aproveitava a música que a mais baixa criava. Ela havia de fato praticado mais suas músicas autorais, mas, de vez em quando, passava por outro artista. Enquanto Lica se misturava em suas cores, Samantha se perdia nos mais diversos gêneros musicais.

Deixou os pinceis já limpos sobre a mesa e tirou o avental, pendurando-o ao lado do cavalete. “What a wicked thing to say, to make me feel this way.” Virou-se para a musicista, observando-a. Samantha estava com seus olhos fechados e seus dedos dedilhando as cordas precisamente enquanto cantava a música com mais vigor que anteriormente.

A garota era de uma beleza sublime. Não entendia o porquê, mas, antes do beijo, a artista nunca havia reparado tanto nos detalhes dela. Até mesmo quando estava distraída, a vocalista estava chamando sua atenção. E imersa na sua arte do jeito que se encontrava, Samantha ficava ainda mais fascinante. “No, I don’t wanna fall in love with you.

Heloísa teve uma vontade repentina de tirar aquele baixo das mãos da vocalista e pedir para ela a tocar ao invés do instrumento. Queria saber se seus toques teriam tanta precisão, se Samantha a tocaria nos lugares certos com tanta veemência.

Fechou os olhos enquanto absorvia todos os tons e harmonias da música, permitindo se perder na essência da outra. A morena achou que sentiria falta dos outros instrumentos, mas a voz da musicista sendo acompanhada apenas pelas notas graves era algo quase etéreo.

Só quando a última nota ecoou que Lica ousou se aproximar. “Acho que a última vez que te ouvi cantando essa música foi numa festa do MB, há quase dois anos.”

A baixista encarou a mais alta que se sentou ao seu lado. “A gente só tocou uma vez mesmo. Pouca gente conhece essa música e os meninos não curtiram muito, então não deu para tocar mais.” Samantha abriu então um pequeno sorriso. “Não achei que você se lembraria disso.”

“Eu não conseguiria esquecer.” A morena murmurou, virando-se para a mais baixa. “Você fica maravilhosa cantando essa música.”

A vocalista ficou sem jeito antes de se aproximar e roubar um beijo casto. “Obrigada.” Sussurrou contra os lábios da artista.

Lica ficou parada por um momento, se deleitando com a sensação dos seus lábios formigando antes de abrir e deixar escapar. “Samantha, o que a gente tá fazendo?”

Viu-a franzir a testa. “Arte?” Ela respondeu com um tom incerto.

“Não,” A morena balançou a cabeça para tentar organizar seus pensamentos. “entre a gente. O que que tá acontecendo?”

“Ah.” Samantha murmurou antes de colocar o baixo ao seu lado, virando-se também. “Bom. A gente ficou. E eu gostei. E tenho a leve impressão que você também.” Frisou a palavra leve em um tom descontraído, fazendo a mais alta rir baixo.

“Bastante.” Heloísa interrompeu para esclarecer, e acabou ganhando um sorriso como resposta.

“E eu não ligaria nem um pouco se isso acontecesse mais vezes. Eu, na verdade, até quero muito que continue acontecendo.” A musicista comentou calmamente.

A mais alta acenou em concordância. “Eu também quero. Acho que isso até ficou um pouco óbvio.” Riu de leve. “É só que... sei lá. Você não acha que a gente foi um pouco...”

“Rápido demais?” A dona dos cabelos cacheados completou.

“É.”

“Olha, Lica... Talvez. Talvez as coisas tenham mesmo ido mais longe do que eu já havia ousado imaginar.” Heloísa se forçou a não se fixar no fato de que Samantha já havia imaginado as duas juntas antes do beijo acontecer, mas sim no fato de que elas talvez tenham ido longe demais. Por um momento a ideia de ter passado dos limites atravessou a mente da morena, que sentiu um leve aperto no peito.

“Mas também, o que é ir rápido demais? Têm casais que transam na primeira vez que se encontram e passam a vida juntos e têm casais que enrolam muito para não ir rápido demais e nunca dão certo.” Samantha pausou mais uma vez antes de suspirar de leve. “O que eu quero dizer é que cada relação tem seu tempo, e só porque a gente quase transou na primeira vez que a gente ficou, isso não significa que a gente esteja fazendo tudo errado. E nem certo. Além disso, um beijo não é um pedido de casamento, Lica.”

Heloísa franziu a testa. Apesar de ainda ter o receio de ter exagerado, as palavras da vocalista a tranquilizaram um pouco. Entretanto, ela não sabia explicar o porquê, mas aquela última frase havia a incomodado um pouco. “Não, eu sei. Eu não estou esperando uma declaração de amor incondicional assim de repente, Sammy. Eu agora tenho certeza que você gostou, que você quis. Eu só... sei lá. Acho que eu nem notei, mas fiquei com um receio de eu ter ido rápido demais, de ter forçado a barra e ter feito algo sem o seu consentimento. Eu realmente não esperava metade do que aconteceu.”

A vocalista sorriu. “E eu, então? Lica, até duas semanas atrás, toda vez que eu dava em cima de você, você só sorria e mudava de assunto. E eu tenho dado em cima de você há quase dois anos.”

“Calma.” A morena pausou, olhando para a outra com os olhos arregalados e sobrancelhas arqueadas em uma pura expressão de descrença. “Todos os flertes eram sérios?”

A mais alta viu a expressão de Samantha lentamente neutralizar, os olhos dela fixos nos seus. Os lábios então se pressionaram antes de um riso começar a escapar. “Ah, não.” Samantha murmurou antes de deixar sua risada ecoar. “Eu não acredito nisso, Heloísa!”

Lica não conseguiu não sorrir com o jeito como a outra gargalhava. “É uma pergunta séria!”

“Eu não acredito que eu dei em cima de você por quase dois anos à toa, Heloísa de Almeida Gutierrez!”

“Você dava em cima de todo mundo, Samantha! Até quando você tava pegando alguém ou quando eu estava namorando.” A mais alta tentou racionalizar. “Eu sempre achei que era teu jeito de me provocar!”

“E era!” A de cabelos encaracolados exclamou. “Mas eu também nunca dei em cima de alguém com tanta persistência e por quase dois anos, Heloísa!”

A morena riu. “Eu jurava que não era sério! Alguns flertes talvez, mas não todos!”

“Ai, garota.” Samantha balançou a cabeça. “Você não tem jeito mesmo.”

“Olha quem fala.” Rebateu automaticamente. “E vê pelo lado bom, se você tivesse desistido, a gente não estaria aqui.”

A vocalista abriu um sorriso meigo. “É.” Ela ficou quieta por um momento, deixando-as absorver a conversa como um todo, e então se aproximou, olhando a mais alta fixamente. Seus dedos foram para o cabelo de Lica, colocando uma mecha para trás de sua orelha. “Eu não me arrependo de nada que aconteceu, Lica. Eu não esperava, mas eu não me arrependo. Você não forçou a barra, tudo o que você fez, eu quis. Eu não sou do tipo de ficar calada e deixar acontecer alguma coisa que eu não queira.” Pausou por um momento. “E, eu quero muito continuar isso e ver aonde pode dar, se você quiser.”

Heloísa respirou fundo, observando cada detalhe da expressão da outra. Só conseguia enxergar a mais pura sinceridade no que ela falara. Abriu um sorriso doce e então pegou a mão dela, entrelaçando seus dedos. “Vamos ver, então.”

Samantha deu o sorriso mais lindo que a artista já havia visto. Sem dizer nada, ela se aproximou. A morena retribuiu o sorriso antes de diminuir o espaço entre elas e selar os lábios nos da outra.

Por um segundo, lembrou-se do autor dos bilhetes. Sentiu seu coração se apertar, apesar da sensação boa que Samantha lhe trazia. Heloísa não conseguiu evitar, mas sentiu que estava sendo injusta com a pessoa, seja lá quem for.


Notas Finais


calma aí, um momentinho, me dá um segundo
pronto! agora que eu estou atrás desse escudo, vocês podem jogar os tomates
EU DEMOREI EU SEI ME DESCULPEM
não vou tentar dar desculpas além de eu ser uma otária
eu posso ter esquecido a fic no churrasco, MAS EU VOLTEI PRA BUSCAR
enfim! como tudo não é coisa ruim: EU CRIEI UM TWITTER PRA FALAR COM VOCÊS (no qual eu esqueço da existência toda hora, então não se surpreendam com a baixíssima quantidade de tweets lá)
mas venham falar comigo, criaturinhas: @SlytherinLion_ (não esqueçam do underline porque já roubaram de mim o sem e eu fiquei emo)
ENFIM, espero que vocês tenham gostado desse capítulo, porque eu como sempre não estou satisfeita com o mesmo mas eu já tava há uma semana sem atualizar e eu já tava vendo o momento que alguém iria me jogar no mar para me matar logo
Ah! as músicas citadas no capítulo! You, The Ocean and Me e Just When We Were High do Thalles (particularmente eu recomendo todas as músicas dele porque ele é um ícone muito amorzinho) e Wicked Things, do Chris Isaak (mas ouçam a versão de London Grammar que é a que eu usei e minha favorita)
de qualquer maneira, me contem o que vocês acharam, se quiserem! sou toda ouvidos
até a próxima, amores (:


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