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História Everlong - Fillie - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Boa noite.
Logo aviso que não vai ser o Jacob que vai causar briga no festival
Boa leitura

Capítulo 10 - You Could Be Mine


Millie me ignorou a manhã inteira na escola. No recreio ela sumia e eu não conseguia achá-la, e nas aulas ela começa a conversar com Jacob me impedindo de falar com ela. Ela vai ter que falar comigo em casa, certo? 

Quando chego em casa ela está vazia como o imaginado. Na próxima hora que se passa, Millie não me manda nenhuma mensagem, então eu tenho que fazê-lo. 

Oi

Você vem? 

Sim

Só estou um pouco atrasada 

Desculpa 

Tudo bem 

Depois disso ela não respondeu mais nada. 

10 minutos. 20. Foram 30 minutos até eu escutar a campainha tocar lá em baixo.

Desci correndo e abri a porta às pressas. 

— Oi. — Disse tímida. 

— Oi. — Tentei sorrir. — Uhm, entra. — Dei espaço para ela passar. — O que vamos estudar hoje? — Fecho a porta e ela se senta no sofá. 

— Eu acho que devíamos continuar a estudar química, já que é a primeira prova que você vai ter semana que vem.

— Ok. — Me acomodo do lado dela. 

 

Ela me explica o conteúdo dos livros sem olhar para mim nas próximas 3 horas. Eu até que estava conseguindo entender mas comecei a ficar cansado com o tempo. 

— E Dalton achava que-

— Ei, que tal darmos uma pausa? 

— Oh, não quer continuar estudando? — Ela começa a mexer nas unhas incomodada. 

— A gente já passou essa matéria umas 3 vezes Millie. 

— Ok...

— Você quer comer alguma coisa? — Me levanto indo até a cozinha. 

— Na verdade, eu tenho que ir. Está ficando tarde. 

Paro no meio do caminho. 

— Por que? 

— Você sabe, eu tenho que arrumar a casa...

Bufo diante da mentira dela. 

— Que merda aconteceu com você? — Dou alguns passos na direção dela. 

— O que? — Ela parece surpresa pela minha reação. Mas sua expressão logo muda para raiva. — Que merda aconteceu comigo? O que aconteceu com você?! — Ela vem em minha direção ficando a centímetros do meu rosto enquanto apontava o dedo no meu peito. — Você não tinha o direito de me beijar! Por que você tinha que fazer aquilo?! 

— Já te expliquei que foi uma coisa do momento! 

— Você não pode fingir que tudo está normal! 

— Por que não?! 

— Por que você não pode! 

— Por que você está tão brava sobre isso?! Uhm? — Me aproximo mais ainda quase colando minha boca com a dela. — Você gostou, não é Millie? 

— Eu...

Ouvimos o barulho da fechadura na porta e Millie se afasta de mim rapidamente. 

— Oh. — Minha mãe entra cheia de sacolas nos braços. — Olá. — Sorri simpática. Eu vou até ela pegando as sacolas e as deixando em cima da mesa. — Quem é você? — Ela chega mais perto de Millie. 

— Millie Brown. — Ela acena com a cabeça. — Eu sou amiga do Finn. Vim ajudar ele a estudar. Desculpe incomodar senhora Wolfhard. Eu já estou de saída. 

— Não, não querida. Me chame de Mary. — Ela sorri. — Por que não fica para jantar? 

— Eu não posso. Tenho que ir buscar minha irmãzinha na escola. — Ela sorri tristemente. 

— Tudo bem. 

Millie junta seus livros do sofá os colocando na mochila. Eu observo tudo encostado na bancada da cozinha de braços cruzados. 

— Foi um prazer te conhecer senhora... Quer dizer, Mary. — Millie vai até minha mãe. Que a abraça. Sim. Minha mãe abraça ela. 

Millie fica tensa mas logo retribui o abraço timidamente. 

— Foi um prazer te conhecer também, Millie. — Ela a solta. — Venha jantar com a gente algum dia. Você pode trazer sua irmã e seus pais. 

O sorriso de Millie desaparece. 

— Uhm, claro. 

— Finn, acompanhe a Millie até lá fora, por favor. 

Eu faço o que ela pede. 

Nós vamos andando em silêncio até a calçada, os dois com medo de falar alguma coisa. 

— Nós vamos estudar amanhã? — Decido dar o primeiro passo. 

— Eu tenho que arrumar os últimos preparativos para o festival na sexta. 

— Eu posso te ajudar e enquanto isso nós podemos revisar o conteúdo. 

— Você tem certeza? 

— Claro. 

— Ok. — Ela se da por vencida. — Te vejo amanhã a tarde. 

— Tchau. 

Ela começa a se afastar até que eu não consiga mais vê-la.

 

Entro em casa e minha mãe está sorrindo enquanto prepara o jantar. 

— Por que você está tão feliz? — Me senti no balcão da cozinha para assisti-la. 

— Eu gostei dela. 

— Millie? 

— Sim. Eu vi o jeito que você olha para ela. 

— Que? Eu não olho de jeito nenhum para ela. — Gaguejo. Ela ri. 

— As vezes você demora para perceber, filho. 

— Perceber o que? 

— Você vai descobrir. 

— Mãe! — Suspiro. 

— Esquece Finn. Ela pareceu aflita quando eu mencionei os pais. 

— É. Ela fica assim quando falam deles. 

— Você sabe se alguma coisa aconteceu? 

— Não. Ela nunca fala sobre. 

— Oh. E a irmã? — Eu sorrio lembrando da pequena bagunceira de cabelos loiros. 

— Ela é incrível. Ela acha que eu tenho cabelo de anjo. E ela é bem esperta também, acho que puxou a Millie. — Minha mãe sorri de novo. 

— Eu espero conhecer ela algum dia. 

— Você vai. 

— E Millie? 

— O que tem ela? 

— Ela parece diferente das outras garotas que eu achei perambulando pela casa. 

— Ela não é nem um pouco como elas. — Afirmo cerrando os dentes. 

— Eu sei. Como ela é? 

— Ela é muito inteligente. Ela não liga para a aparência desde que ela esteja confortável. Ava significa tudo para ela. Millie sempre tenta ajudar com qualquer coisa, mesmo que seja pouca coisa. E meu Deus. Ela é tão linda. Tão, tão linda. 

— Finn? — Me acorda do transe. 

— Sim? 

— Seus olhos estão brilhando. 

— O que? 

— Seus olhos estão brilhando. — Ela repete e sorri mas tenta esconder com a mão. 

— O que isso significa? — Pergunto confuso. 

— Eu não sei. — Ela se vira e continua a cozinhar.

— Mãe? 

— Vai arrumar a mesa. 

— Ei. O que era pra isso significar? 

— A mesa Finn. 

— Mas...

— Vai. 

 

 

No outro dia, Millie não apareceu na aula de manhã. Ela chegou às pressas no ginásio a tarde quando todos estavam começando a arrumar as coisas. 

— Me desculpe pelo atraso professor Judd. 

— Tudo bem, Millie. Você pode ajudar Finn a pintar o último banner para deixar no estacionamento? 

— Claro. 

Finjo que não estava escutando e acabo me perdendo no meio dos pincéis e lapis. 

— Finn? 

— Oh, oi Millie. 

— O que você está fazendo? 

— Uhm... Eu não sei? 

— Que bom. — Ela sorri. 

Se senta ao meu lado no canto da quadra.

Millie pega uma tinta laranja e começa a escrever as informações sobre o festival. 

— Por que não veio para a aula de manhã? 

— Eu tive que resolver um problema com a minha avó. — Ela continua escrevendo. 

— Está tudo bem com ela? 

— Na medida do possível. 

— Você quer falar sobre isso? 

— Não. 

— Oh, ok. — Não sei bem como responder a isso. 

— E... Pronto! — Ela larga o pincel. 

— Está muito bom. 

— Obrigada. 

— Quer dizer, eu acho que a minha pessoa faria bem melhor mas da para o gasto. 

— Claro Finn. — Ela ri. — Quer me ajudar a arrumar os instrumentos? 

— Sim! — Pareço animado demais. — Uhm, sim. 

— Ok. Eles estão na sala de música. 

 

Nós vamos andando até a sala de música rindo e conversando, como se nada de estranho tivesse acontecido ontem. 

 

Millie congela do meu lado e para de rir. Eu sigo seu olhar e encontro Jacob encostado na parede engolindo uma garota loira enquanto sua mão entrava por baixo da saia dela. 

 

— Vamos Millie. — Puxo sua mão para sairmos dali de pressa. Minha vontade de socar aquele desgraçado é grande, mas ela é mais importante. 

 

Fecho a porta da sala com o pé e a coloco sentada em uma cadeira segurando seus ombros. 

— Ei. Olha para mim. 

— Eu sou tão burra. — Ela enterra o rosto nas mãos. 

— Para. — Pego em suas mãos a fazendo olhar para mim. — Você não é burra. 

— Como eu pude pensar por um mísero segundo que eu teria alguma chance com ele? 

— Millie. Ele não devia ter a mínima chance com você. Olha para você. Você é linda. E ele é idiota demais para não perceber isso. Ok? 

— Finn...

Ok? — Repito.

— Ok.

— Ele não te merece. Você entende isso? — Ela acena com a cabeça.

Começo a pensar no que fazer para que ela possa sorrir de novo. Então eu vejo um violão encostado na parede. Vou até ele ajusto a alça em meus ombros e começo a cantar na esperança de distraí-lá. 

Eu começo a tocar You Could Be Mine imitando o Axl Rose e tentando dançar como ele enquanto segurava o violão. 

Millie começa a rir e a cantar junto comigo. 

O som de sua risada me contagia e me incentiva mais. 

Nós dois fazemos o último agudo juntos e caímos na gargalhada. 

— Obrigada Finn. — Deixo o violão de lado. 

— Millie... — Ela levanta e vem até mim. 

Ela me abraça. Eu fico surpreso mas seu abraço me passa uma sensação tão confortável, eu passo minhas mãos por sua cintura a abraçando de volta e apoiando minha cabeça na dela, enquanto Millie está encostada em meu peito. 

Obrigada.


Notas Finais


seus olhos estão brilhando.


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