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História Every Inch of my Love - SasuSaku - Capítulo 11


Escrita por: AfterTheStorm-

Capítulo 11 - Like You Do



“Lost in the blue
They don’t love me like you do
Those chills that I knew
They were nothing without you
And everyone else
They don’t matter now
You’re the one I can’t lose
No one loves me like you do”

“Perdido na tristeza
Eles não me amam como você
Os calafrios que eu conhecia
Não eram nada sem você
E todos os outros
Eles não importam agora
Você é a única que não posso perder
Ninguém me ama como você”

- Like You Do, Joji

 

Sakura não achou que ele ainda estaria lá pela manhã, mas parece que ela estava errada quanto a sua hipótese de que tudo o que Sasuke tinha era luxuria. Lá estava ela, enrolada em seus braços na manhã seguinte de tudo o que havia acontecido.

Após toda aquela euforia que tomava conta do peito dos dois, Sasuke contou tudo o que tinha acontecido para ele perceber o que estava errado em sua vida. Depois que ele conseguiu a tão desejada vingança, descobriu verdades dolorosas sobre seu irmão, e aquilo o afetou demais.

Passara anos de sua vida se privando de sentir qualquer coisa que não fosse ódio, e deixou muita coisa passar para que alcançasse o que queria, e quando o fez, descobriu que Itachi não era o verdadeiro vilão.

Por isso ele queria voltar para a vila, para recompensar todo o mal que tinha feito às pessoas e tentar recuperar o tempo perdido, mas não podia voltar agora. Tudo era recente demais, não conseguiria ficar ali sem sentir remorso pelo mal que os responsáveis causaram a ele e a sua família.

Ele não havia contado isso para Sakura, mas ainda buscaria vingança pelo irmão. Sabia o que ela falaria, tentaria convence-lo de não fazer isso, diria que foi por causa de vingança que ele perdeu tanta coisa, mas dessa vez seria diferente. Agora era impossível ficar longe dela.

A garota se virou com delicadeza para que ele não acordasse, pois queria observá-lo enquanto dormia. Conseguiu ficar de frente para ele, e ele estava tão tranquilo com os olhos fechados e algumas mechas de seu cabelo negro caindo sobre os olhos. Vendo-o assim, exposto e vulnerável, Sakura sentia vontade de envolve-lo e protege-lo com todas as suas forças. Ele era apenas um garoto perdido, afinal.

Levou a mão para cima e tirou os fios que caiam sobre seu rosto, e ele abriu os olhos com o toque. Ela sorriu.

— Bom dia — ela falou, e ele respondeu com um sorriso.

Por um tempo, ficaram apenas se encarando enquanto ela acariciava seu cabelo e ele tocava sua cintura e costas com a ponta dos dedos.

— Não vai mesmo voltar para Konoha? — ela retomou o assunto da noite passada, e embora ele não quisesse falar mais sobre isso, fez um esforço para não demonstrar a falta de vontade.

— Não posso voltar agora, você sabe.

— O Sandaime nem está mais aqui, não é como se você fosse encontrar com o... responsável.

— Sakura — seu tom foi de advertência. Ele virou-se de modo que ficasse de barriga para cima, e a garota observou seu perfil — Eu ainda tenho assuntos para resolver. E não posso esperar que as pessoas me recebam de braços abertos depois de me tornar um renegado e me juntar a Orochimaru.

— Mas você não está mais do lado dele.

— Sakura — ele repetiu, mas dessa vez, com um ar menos pesado. Ele se jogou por cima do corpo da menina e tocou seu rosto — Não vai ser como da última vez, está bem? Preciso me redimir pelos meus pecados, preciso de um tempo longe desse lugar para pensar melhor, mas eu não vou te abandonar. Vou voltar algumas vezes para te visitar antes de voltar para valer. Eu prometo.

Droga, droga! Agora estou chorando.

Foi impossível segurar as lágrimas de felicidade. Aquilo estava realmente acontecendo, tudo o que sempre sonhou era real. Ele secou as secou com o dedo indicador e beijou sua bochecha, levantando em seguida.

A garota olhou o relógio que ficava pendurado na parede da cozinha e constatou que ainda tinha uma hora para seu turno no hospital começar.

Sasuke vestia a cueca quando ela o puxou pelo braço para o banheiro e ligou o chuveiro. Ele não falou nada, apenas sorriu maliciosamente para ela.

— Eu não tenho muito tempo, é para tomarmos banho — deixou claro que era a única coisa que deveriam fazer, mas ele não obedeceu.

Acabaram demorando quarenta minutos, o que obrigou Sakura a correr para comer alguma coisa e se despedir rapidamente de Sasuke com um beijo na bochecha, saindo com pressa do apartamento e apertando o passo na direção do hospital.

Estava tão entretida com seus pensamentos que repassavam os acontecimentos da noite anterior, que mal notou quando chegou ao hospital e dirigiu-se à sua sala. Foi só então, quando se sentou à mesa e começou a arrumar os papeis, preparando-se para os pacientes do dia, que notou que não deveria estar tão feliz assim.

Ouviu as três batidas na porta ainda aberta e levantou o olhar até os olhos azuis à sua frente. Ino sorria para ela.

— Está tudo bem, Testuda? Há cinco minutos quando você passou por mim, estava tão nas nuvens que nem me cumprimentou, e agora você parece meio pálida...

Ela respirou fundo e tentou dar seu melhor sorriso, mas Ino a conhecia bem. Sakura tinha acabado de entender a loucura que fizera. Na noite anterior, havia traído o namorado e nem se lembrava de sua existência até segundos atrás.

Ocultou um segredo enorme da melhor amiga por meses, fingindo que Sasuke nunca havia aparecido em seu apartamento, e agora sabia que não conseguiria manter isso em segredo por mais tempo.

Ino era uma das únicas pessoas que não a julgariam se soubesse de tudo, mas algo daquele tamanho... Sabia que se pedisse, ela não contaria para mais ninguém e manteriam aquilo entre elas, mas ainda assim, era algo grande demais.

Ótimo, os impasses estavam de volta.

— Ino, você viu o Fuyuki? — evitou olhar em seus olhos curiosos e suspeitos ao perguntar. Precisava conversar com ele.

— Ontem ele estava de plantão, então hoje ele não vem — ela franziu as sobrancelhas — Você deveria saber disso, é namorada dele.

— Ah, é. Eu sabia — mentiu. A verdade era que as coisas estavam tão embaralhadas em sua cabeça que não sabia exatamente em que dia estavam. Parecia que tinha passado semanas naquela cama com Sasuke.

— Não passou a noite com ele? Quando chegou toda feliz, achei que vocês tinham... você sabe... comemorado alguma coisa, achei que a noite de vocês tinha sido boa como nunca foi antes — Aí porra, o Fuyuki — Digo, você nunca chegou tão leve aqui antes, mesmo depois da sua primeira vez-

— Ino, por favor, para de falar — Sakura a interrompeu cobriu o rosto com as mãos. A loira achou que era pelo excesso de detalhes, mas a julgar pelo desespero dela, não deveria ser isso — Desculpa, não queria ser grossa.

— Sakura, o que está acontecendo? — ela se sentou na cadeira que ficava de frente para sal mesa — Você não parece bem. O que está escondendo de mim?

— Tudo bem, eu preciso te contar, preciso da sua ajuda, mas pode esperar até nosso horário de almoço?

Ela concordou e saiu, deixando a garota se concentrar no trabalho.

— Então ele... voltou mesmo? — perguntou a loira, boquiaberta.

— Não é para valer, mas acho que ele não está mais contra a vila.

— E vocês dois...?

— Sim, nós ficamos.

— Kami-Sama! Isso é incrível! — ela se levantou da cadeira e pulou na amiga, abraçando-a desajeitadamente, pois a rosada ainda estava sentada.

— Como assim “incrível”? — soltou-se do abraço — Ino, e Fuyuki?

— Bem, isso é um problema, com certeza — Ino voltou a se sentar — Mas você finalmente ficou com Sasuke. Isso é o sonho! E ele ainda te disse que vai voltar por você, o que mais você quer para ficar feliz? Ele basicamente te prometeu o mundo. É o sonho de todas as garotas da nossa idade.

— Eu estou feliz, você não imagina o quanto. Mas eu traí o meu namorado.

— Olha — ela pegou a mão da amiga por cima da mesa — Está mais do que claro que você não o ama como ama Sasuke. E o que aconteceu entre vocês... bem, não tenho certeza que ele vai entender, mas não dá para voltar atrás. Aconteceu, você cometeu um erro, mas estava no calor do momento. Pelo menos agora você tem certeza do que é o certo a se fazer.

Sakura chegou em casa por volta das sete da noite. Por sorte, não tinha encontrado com Fuyuki nenhuma vez naquele dia. Precisava sentar, espairecer e planejar o que ia falar para ele.

Deparou-se com a visão do paraíso: um Sasuke usando nada além de uma cueca e um avental, tirando alguma coisa do forno.

— Desde quando você sabe cozinhar? — perguntou rindo à suas costas.

— Desde de que eu descobri que as suas pílulas de comida são impossíveis de comer — ele deixou o que parecia ser uma torta em cima do fogão — Não posso arriscar chegar em casa e ser obrigado a comer a sua comida e ainda fingir que está delicioso.

Embora as palavras fossem rudes, seu tom não era. Sakura poderia chutar que era tom de brincadeira, mas ele não era exatamente o exemplo de alguém transparente, ainda era difícil saber o que ele estava pensando. Mas ficou claro quando ele tirou o avental e beijou sua cabeça.

— Idiota.

— Irritante.

Ela o empurrou com a mão e viu um sorriso de canto se formar. Aos poucos, ele estava se abrindo com ela.

Eles se serviram e se sentaram à mesa para jantar, de frente um para o outro. A torta realmente estava gostosa, o que era de se entender já que ele teve de se virar sozinho por boa parte da vida. Estavam comendo em um silêncio aconchegante quando ele finalmente se pronunciou.

— Conversou com o seu namorado?

Sakura foi obrigada a tirar os olhos de seu peito musculoso e descoberto que a hipnotizava para encara-lo nos olhos, um tanto surpresa com sua frase. Ele não olhava para ela, encarava o prato, como se não tivesse falado nada.

— Ainda não, mas vou falar com ele amanhã.

— Eu entendo se não quiser terminar com ele. Eu ainda não estou oficialmente de volta, e não podemos ficar juntos de verdade ainda.

— Sasuke — ela tocou seu braço e o fez olha-la — Eu amo você. Tinha prometido a mim mesma que esperaria por você e não cumpri essa promessa pois achei que isso nunca seria possível... Mas como você mesmo disse, eu não posso mais ficar me enganando. Vou te esperar, Sasuke. Espero o tempo que precisar.

Ele se levantou e foi a cadeira que ficava ao seu lado, e a tocou gentilmente no rosto com as pontas dos dedos. Kami, como ela amava aquele toque.

— Eu prometo que não vou demorar muito dessa vez — finalizou a conversa com um beijo em sua bochecha.



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