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História Every Moment 3 A Sombra do Destino - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


Olá amores!
Me pergunto se ainda tem algum leitor desse livro?
Se houver, me perdoem pelo tempo sem postar novos captls. Alguns aqui me acompanham desde o início e sabem que eu escrevo mais de um título ao mesmo tempo, passei dois anos completamente dedicada e fissurada em um em específico Young Dumb and Broken. ( Ainda continuo... rsrs) , mas dei uma pausa para me dedicar a outros livros e esse é um deles.
Estou escrevendo novos captls e postando os anteriores em outro aplicativo, vocês sabem qual, (alguns daqui me acompanham por lá) e espero que ainda estejam dispostos a continuar e saber o desfecho desse livro que eu tanto amo e desse casal que sou apaixonada!

Enfim, boa leitura!

Capítulo 11 - Intruso


Fanfic / Fanfiction Every Moment 3 A Sombra do Destino - Capítulo 11 - Intruso

Lili

Subo as escadas atrás de Calvin ainda me sentindo mal pelo que ele falou para sua mãe, mas também me sentindo mal por ele. Pelo jeito em que falou sobre sua “adoção” parece que guarda algum tipo de rancor. Talvez por sua mãe tê-lo abandonado sem ao menos tentar cria-lo.

Na verdade desde que soube que não éramos irmãos eu nunca me coloquei no lugar dele, nunca me perguntei se Calvin se sentia abandonado de algum modo, ressentido ou até mesmo desprezado. Com certeza foi duro pra ele saber que tudo aquilo em que acreditava sobre nossa família não passava de uma grande mentira.

E agora, como deve estar sua cabeça sabendo que pela segunda vez, suas crenças foram uma outra mentira de nosso pai e de alguma forma, de nossa mãe?

- Calvin

O chamo atenta a seus movimentos nervosos, ele procura por seu terno em nosso closet passando as peças de roupas para o lado como se estivesse socando um saco de areia. Solto um longo suspiro constatando minhas hipóteses. Ele tem rancor de sua mãe biológica. Mesmo não demonstrando isso na maior parte do tempo aqui está ele, sem seu autocontrole, frustrado e com raiva bem na minha frente.

Ando na sua direção e sussurro abraçando seu grande corpo por trás.

- Eu sinto muito meu amor...

Ele para de se mover, sinto sua respiração forte e acelerada com meu corpo, dois segundos depois ele se vira e diz olhando em meus olhos com uma certa fragilidade que eu só vi algumas vezes durante nossa infância.

- Ela poderia ter pelo menos tentado, eu poderia ter sido um filho de verdade pra ela e ela uma mãe pra mim... poderia ter dado certo... Porra eu odeio esse pensamento, mas ele me assombra desde que Jerymi a encontrou aqui... tão perto de mim, durante todos esses anos... merda!

Ele estremece e eu sinto sua dor em meu peito como se fosse minha. Toco seu rosto suavemente e digo com a voz embargada pelas emoções que passam dele pra mim.

- Sim poderia ter dado certo querido... mas aí nós não teríamos nos conhecido, não teríamos cruzado nesse plano novamente. Você sabe do que eu estou falando. Nada acontece por acaso Calvin, nada!

Ele sorri de canto de boca e diz se curvando na minha direção enquanto me envolve em seus braços calorosos.

- Você tem razão!

Ele encosta seus lábios suavemente contra os meus e roça me deixando tonta com tamanha paixão. Movo meus lábios contra os dele envolvendo sua boca e aprofundando nosso beijo para algo mais urgente, carnal. Eu sempre quero mais dele, sempre quis tudo e mais um pouco de Calvin, acho que isso nunca vai mudar. É algo que está em meu sistema, algo dentro de mim que chama por ele tão fortemente que é difícil negar essa conecção.

- Assim não conseguiremos sair de casa a tempo...

Ele sussurra com um pequeno sorriso contra meus lábios, com um muxoxo obrigo meu corpo a se separar do dele ainda sentindo o efeito que nossa proximidade faz comigo.

- Ok ok... mas só porque eu quero muito ver você recebendo todo o sucesso que merece essa noite!

Calvin assopra parecendo nervoso, sei que o seu trabalho é sua terceira paixão e motivação em sua vida. Apoiá-lo é tudo que eu fiz durante toda o resto da noite, quando saímos de casa não vimos mais Julia aos arredores do andar de baixo o que fez Calvin ficar ligeiramente perturbado.

Seu jeito normal de agir voltou ao normal apenas quando chegamos no coquetel e todos já estavam por lá para confraternizar e brindar seu sucesso e lançamento do livro. Surpreendentemente acabamos cruzando com Ethan o que me deixa instantaneamente alegre.

- Meu Deus, você por aqui!

Digo com um sorriso gigante em meus lábios. Calvin aperta minha mão grudando seu corpo ligeiramente contra minhas costas como se estivesse me prendendo para que não avance na direção de meu amigo.

- É claro que sim, não podia recusar um convite tão especial e parabenizar esse homem de sorte!

Ethan diz em um tom brincalhão, pisca pra mim com um sorriso esperto nos lábios e volta a direcionar seu olhar para Calvin que parece ter enrijecido e virado pedra bem atrás de mim.

- Meus parabéns Calvin, espero ganhar um exemplar autografado quando o livro sair!

- É claro que sim Ethan, pode esperar sentado no seu escritório...

Olho pra trás fazendo cara feia para Calvin antes de dizer voltando minha atenção para Ethan.

- Pode apostar que você receberá um Ethan. Você é um amigo da família!

Digo enfatizando o “amigo” com um pequeno aperto na mão de meu marido ciumento. Ele parece relaxar um pouquinho e pergunta.

- Vai ficar quanto tempo na cidade?

- Tempo indeterminado meu amigo, estou tirando umas férias dos livros e das pesquisas, espairecer a cabeça antes de voltar para o trabalho!

- Interessante. E escolheu logo essa cidade para espairecer, me pergunto o porque!

- Essa é uma pergunta fácil de se decifrar a resposta meu caro!

Calvin dá um passo na direção de Ethan e eu me ponho no meio dos dois antes que isso aqui vire um desastre total.

- Agora chega, estou cansada de mais pra ter que aturar tanta criancice de vocês dois. Quero ir pra casa Calvin!

Digo na tentativa de fazê-lo prestar atenção em mim e parar de encarar Ethan como se estivesse prestes a assassiná-lo.

- Não se aproxime de nós novamente Ethan. Estou te avisando! Ela é minha!

Ergo uma sobrancelha me sentindo quente na hora. Me recomponho e começo a empurrar Calvin pra longe dando adeus a meu amigo ao mesmo tempo. Logo ele me guia para fora do evento com uma tensão palpável. Assim que entramos no carro ele diz se virando pra mim.

- Não quero que você mantenha contato com esse cara Lili!

- O que?!

Pergunto meio que achando graça disso tudo, primeiro porque ele não manda em mim e segundo porque ele fica malditamente sexy com ciúmes. Seu lado possessivo me deixa corada e ao mesmo tempo excitada, porque isso só prova ainda mais o quanto ele me quer pra si e nenhuma outra mais.

- Você me entendeu Lili, aquele idiota metido a certinho quer você e seu perfeito corpo pra si, mas nem por cima do meu cadáver ele terá se quer uma pequena fração do que é meu...

- Nós somos apenas amigos Calvin...

- Nem seu amor, nem sua amizade e nem uma palavra dirigida a ele aquele filho da puta terá!

Bufo agora passando do lisonjeada a irritada, me viro pra ele e digo sentindo minha barriga endurecer.

- Mais que porra você acha que é meu? Marido ou dono?!

- Os dois!

Ele diz e eu procuro em seu rosto algum índice de sorriso ou de que ele esteja apenas brincando, mas não encontro nada além de completa certeza e serenidade.

O carro para e eu digo antes de sair do veiculo completamente pasmada com sua atitude.

- Você só pode estar brincando!

 

Três horas antes...

Julia

Completamente nua me encaro no grande espelho que o banheiro do meu quarto tem me perguntando o que Calvin e aquela sem sal da Lili estão fazendo. Engulo em seco me sentindo suja e ao mesmo tempo atraída por ele, só pode ser a alma dela causando esse efeito em mim.

Desde muito nova eu sempre tive o mesmo sonho e um número que somente na minha época de faculdade consegui descobrir que não era um número qualquer, mas sim de um ano em específico. Com a ajuda de Robert e seu talento para descobrir coisas do passado eu acabei descobrindo a mulher que sempre me assombrou em meus sonhos, Effie Grey se tornou um mistério que eu passei a perseguir durante anos até que finalmente acabei percebendo que talvez, apenas talvez ela tenha reencarnado em mim.

Antes eu não tinha certeza, achava apenas que era algo da minha cabeça já que eu estava fissurada na história dessa mulher do passado. Mas depois que Jerimy me contatou dizendo que era advogado de um homem chamado Calvin Seyfriend e que ele desejava marcar um encontro comigo, pois acreditava que era meu filho as coisas se encacharam. Porque Calvin é a reencarnação de Eddie, eu senti isso assim que pus meus olhos nele.

O desejo de se vingar e ao mesmo tempo me entregar a ele foi forte de mais, cada célula do meu corpo soube que ele é a sombra do meu destino. A grande infelicidade nisso tudo é que Calvin é meu filho.

Fecho meus olhos voltando a reproduzir a aspereza de sua mão embaixo da minha quando o toquei propositalmente apenas para fazer ciúmes a idiota da Lili.

Me arrepio e digo entre dentes voltando a abrir meus olhos.

- Ele é meu!

##

Ando pela casa silenciosa observando cada detalhe com olhos ambiciosos, passo pela sala olhando os porta retratos de casamento e de família deles sentindo ódio por não ter tido nada disso em minha vida.

Quando engravidei tudo que eu queria era que Robert assumisse nosso caso e morasse comigo. Meus sonhos foram todos a baixo quando no mesmo dia em que ia contar a ele que estava grávida o traidor me disse que precisava se afastar de mim porque sua esposa finalmente tinha conseguido engravidar dele. Me arrependo profundamente por não ter destruído sua felicidade naquela época.

Desvio meus olhos das fotos e continuo minha exploração até a cozinha onde avisto o pequeno ratinho que Lili achou em sua estufa andando como se fosse um mascote da família. Me aproximo dele me lembrando da felicidade da sem sal e o jeito que Calvin me respondeu sem remorso nenhum.

- Vem cá pequeno ratinho!

Sussurro pegando o gato no colo, estendo ele no ar encarando a cara do bichano com nojo. Aos poucos meus lábios se repuxam em um sorriso enquanto uma ideia se forma em minha cabeça. Ando com ele até a porta dos fundos e digo acariciando sua pequena cabeça.

- Dia errado e casa errada pra aparecer pequeno in...

Aos poucos vou apertando o pescoço do gato enquanto ele se esperneia e finalmente para morto.

- ...truso!

Solto o animal no batente da porta e entro pra dentro de casa esfregando minhas mãos em minha roupa.

- Senhora Julia!

Paro a cinco passos da porta que bate atrás de mim se fechando, forço um sorriso pra ela e digo.

- Boa noite Joana.

- Precisa de alguma coisa?

- Não. Só vim tomar um ar antes de ir dormir...

Digo passando por ela naturalmente e voltando para o meu quarto com um sorrisinho satisfeito em meus lábios.

 

Agora...

Lili

Entro dentro de casa pisando duro enquanto Calvin vem atrás de mim resmungando o porque eu sou tão teimosa e contrária a suas decisões o que é obvio para todos. Simplesmente porque não sou uma boneca ou marionete que ele controla e veste para exibir por ai.

- Calvin eu não quero mais ouvir essas asneiras e muito menos discutir agora...

- Concordo plenamente com você, não precisamos discutir algo que já está decidido!

Solto uma risada sarcástica andando atrás de meu pequeno Ron, assobio para que ele venha até mim, mas nada do pequeno gatinho aparecer.

- Joana!

Grito andando pelo corredor atrás dela, Calvin vem atrás de mim ainda resmungando, abro a porta dos fundos e tomo um susto quando olho para o batente da porta. Com um grito fino eu me viro e me jogo nos braços de Calvin que prontamente me ampara e pergunta preocupado.

- O que foi amor?!

- Olha pra fora...

Choramingo sentindo minhas lágrimas escorrer de meus olhos, manchando sua impecável blusa branca social de lágrimas misturado com lápis.

- Porra!

Ele xinga me apertando ainda mais em seus braços e já me arrastando pra longe do corpo de Ron já sem vida no batente de nossa porta.

- O que aconteceu?!

Joana pergunta aparecendo de algum lugar com os olhos preocupados enquanto Calvin me pega nos braços e me leva para as escadas. Com os sentimentos a flor da pele acabo chorando durante um bom tempo até que a dor de cabeça me ataca.

Sentada na poltrona de meu quarto eu escuto ao longe Calvin questionar Joana na tentativa de que ela saiba o que aconteceu com o gatinho. A imagem dele morto na nossa porta volta a minha mente me arrepiando dos pés a cabeça, suspiro apoiando meu rosto em minhas mãos me perguntando como ele poderia ter morrido ou se alguém tão ruim poderia ter feito uma maldade dessas com um filhote inocente de gato. Meus pensamentos se direcionam a Julia instantaneamente e eu tento reprimir esses pensamentos, preferindo não acreditar que ela seria capaz de tal atrocidade apenas para me atingir.


Notas Finais


Ok, não surtem muito... haha
A mãe de Calvin é bem maluca msm e já deu pra ver que ela está obcecada pelo passado de sua alma reencarnada, algumas coisas bem ruins vão acontecer ainda até ele finalmente abrir os olhos e ver que deu abrigo a uma "cobra" !

Próximo sai ainda essa semana!
Beijinhos. =)


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