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História Everybody wants to lose control - Urridalgo - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


It's the second chapter, bitch!

Capítulo 2 - 2 - Todos nós temos dias estranhos


Seattle; Washington. 1993

Noah Urrea POV

Acordei ás seis da manhã, graças ao despertador idiota do lado da cama de Sina. Meu rosto estava quente e meu cabelo bagunçado, me espreguicei e ao olhar para meus braços desajeitados, lembrei de como havia ido parar no quarto, primeiro a imagem de Savannah de mãos dadas comigo, depois de fumaça na minha cara e por último a imagem quase incerta de eu ter visto Sabina Hidalgo quase chorar. 
Eu estava chapado, sabia disso, mas não a ponto de não saber o que havia acontecido a poucas horas. Ela havia ido embora, com toda certeza.

Aquilo foi estranho, tivemos uma conversa estranha, como uma conversa sobre sexo interrompido poderia nos levar a um tipo de conversa tão séria? 
O que eu estava pensando quando a abracei? Acho que nada.

Balancei minha cabeça, passei a mão pelo meu rosto e caminhei até a porta, ao abri-la testemunhei os vários bêbados na deitados no chão. Tratei de sair logo de lá, afinal, eu tinha de chegar antes que alguém em minha casa acordasse ou para pelo menos tomar um banho antes de ir para o colégio. 

Fui a pé, primeiro por que eu não fazia idéia de onde Josh estava e segundo, eu ainda não tinha um carro ou moto, o que me fez correr o caminho todo. Escalei pelos canos até poder me segurar na calha suja, andei com cuidado pelas telhas curvas, até adentrar meu quarto pela janela que eu deixara aberta. 
Tomei um banho e me vesti rapidamente com uma calça jeans, tênis surrados, uma camisa preta e uma jaqueta jeans.

Meus pais ainda dormiam, então comi uma maçã e fiz as coisas que devia fazer, como lavar a louça e limpar o banheiro. Logo sai de casa novamente, me dirigindo ao colégio enquanto mascava um chiclete.

Ao chegar me deparei com Josh dando em cima de uma caloura, que pela cara não estava afim dele.

--- Josh, pare de passar vergonha. --- falei me aproximando, e no instante em que ele olhou para mim, a garota aproveitou para realizar sua fuga. 

--- Você --- ele apontou seu dedo em minha direção. --- é um estraga prazeres.

--- E você é um idiota. Desencana. --- o respondi rindo.

Batemos nossos soquinho formados com nossos punhos e fomos direto para o estacionamento, na maioria das escolas os alunos preferem ficar no pátio, já no nosso costumávamos ficar pelos arredores do estacionamento, até por que haviam poucas câmeras e fazíamos o que queríamos.

--- Me da um baseado. --- pedi ao Josh, estendendo minha mão.

--- Você nem perguntou se eu tenho um, cara.

--- Eu sei que você tem Josh, você sempre tem.

--- Você tem sorte. --- ele disse estendendo um baseado totalmente cilíndrico. --- Ei, a Savannah me disse que você dispensou ela ontem, por uma garota de cabelo enorme.

Na mesma hora me recordei de Hidalgo, e a maneira como além de bêbada estava vulnerável. Eu com certeza estava mais sensivel ainda, fora eu que a chamara para conversar. Eu não podia dizer nada para Josh, ele com toda certeza não entenderia.

--- Não foi isso, tinha uma garota no quarto da Sina, não sabia quem era então apenas tentei tira-la de lá, e quando fui ver, Savannah tinha ido embora. --- bem, eu não menti, apenas guardei alguns detalhes para mim.

--- Tanto faz, mas perdeu uma transa daquelas. 

--- Josh, a vida não é só transar, cara. --- falei, fazendo uma careta.

--- Pra você não, mas para mim com certeza é.

Suspirei, e ao olhar para o lado, parecia que algo estava fazendo daquele dia um complô de coisas que me faziam lembrar de Sabina Hidalgo, ela fumava um cigarro enquanto debatia com seus amigos sobre algum assunto, bem, ela me olhou de volta.

Tínhamos o costume de sempre mostrar o dedo do meio para o outro quando esse tipo de coisa acontecia, ou gritar um palavrão, mas naquele momento não parecia ser algo apropriado, depois do que havia acontecido. Fiquei esperando ela fazer algo, mas tudo o que fez foi acenar com a cabeça e encher as bochechas de ar. Eu fizera o mesmo. E antes de poder processar tudo o que aconteceu, vi sua amiga, Any, me lançar um olhar muito esquisito, uma careta de alguém que estava confusa, logo depois olhou para Sabina com o mesmo olhar. Josh não percebeu nada, afinal estava muito ocupado com suas tragadas.

Tratei de acender meu baseado e logo acompanhar meu amigo. 

Sabina Hidalgo POV

Eu não tinha palavras ou reação para explicar como aquilo havia sido bizarro, apenas agradeci quando o sinal tocou. Joguei o cigarro no chão e pisei em cima dele. Any e eu fomos para a aula da Srta. Renee, ela dava aula apenas para os alunos do último ano, a chamavam de "demônio", era descrita como bruta, exigente e insensível. Era a professora de literatura. 
Era uma das únicas três aulas que eu e ela tínhamos juntas. Então estávamos confiantes de que ela seria alguém agradável. Krys tinha a primeira aula de calculo, ele adorava. 

Savannah Clarke, para minha surpresa estava lá também, acenei para ela, e ela sendo de maneira gentil, acenou de volta. com um sorriso. 

A mulher, que estava metendo medo em todos ali, adentrou a sala com uma expressão séria. Era jovem, aparentava estar na casa dos trinta e cinco.

--- Ótimo. --- foi o que ela disse. --- bem, todos aqui devem me conhecer. Então também devem saber que eu não tolero nenhum tipo de desrespeito em minha aula, porque fora dela, vocês não são problema meu.

Soltei um suspiro, umedecendo meus lábios. 

--- Eu não preciso que se apresentem, o comitê escolar me fez a gentileza de passar seu histórico escolar. Então, vamos começar a aula.

Duas batidas na porta fizeram a Srta. Renee largaro giz que acabara de pegar, ela abriu a porta e revelou cabelos louros e cabelos castanhos. Joalin Loukamaa e Noah Urrea adentraram a porta, eu não sabia se eles haviam estado juntos. Todos esperamos por um sermão de nossa professora, mas ela apenas os olhou com reprovação e anotou algo no seu livro de capa preta.

Ambos sentaram em lugares livres, e eu apenas tentei meditar enquanto a mulher falava sobre os livros que iriamos estudar ao decorrer dos meses. Em sua maioria eram livros clássicos, Agatha Christie, as irmãs Brontë e Jane Austen apareceram diversas vezes.

Eu e Any não conversamos nenhuma vez, não por falta de assunto e sim por medo do que aconteceria. A professora conseguia ser bem intimidadora.

A aula finalmente havia terminado, todos foram dispensados menos eu, engoli seco, enquanto a mulher dava um jeito em seus cabelos ruivos. Ela se ajeitou na cadeira e começou a falar:

--- Sabina Hidalgo. --- pronunciou meu nome. --- Eu andei lendo as fichas dos meus alunos, e a sua é a que mais me chamou atenção.

Meu coração estava pronto para pular, eu estava a um segundo de hiperventilar.

--- Você é muito interessante. Participa e até organiza movimentos escolares, escreve, muito bem por sinal, não come carne, é voluntária na sala de artes. Realmente, é uma aluna mais interessada do que os outros. --- ela fez uma pausa e logo voltou a falar. --- Mas olhe só, uma advertência por matar aula, media rasa, advertência por ser pega fumando, conversas medíocres, advertência por briga e uma suspensão.

Umedeci os lábios.

--- Eu sei que tudo o eu fiz foi errado, Srta. Renee, mas isso ai só está ai por bobeiras adolescentes, é o que fazemos. --- falei forçando um sorrisinho.

--- Olhe Sabina, eu vejo potencial em você, não estrague isso, pode se dar bem de verdade... --- antes que ela terminasse de falar comigo, um garoto, obviamente calouro, fora a procurar, o que a fez me dispensar. 

Esqueci tudo o que ela me disse assim que sai pela porta, era tudo asneira de professor. Sempre é.

Para minha surpresa, me deparei com Urrea.

--- Hoje eu vou estar indo no pico, eu acho que seria legal você ir. Vamos conversar...se quiser ir eu te espero no estacionamento. --- ele esboçou um sorriso e saiu da minha frente. 

Aquele era o dia mais estranho de toda a minha vida.

 

 



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