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História Everybody wants to lose control - Urridalgo - Capítulo 3


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Notas do Autor


Voltei, esse capítulo tá fofo, mesmo que pequeno.

Capítulo 3 - 3 - Músicas são feitas para dançar


Fanfic / Fanfiction Everybody wants to lose control - Urridalgo - Capítulo 3 - 3 - Músicas são feitas para dançar

Seattle; Washington. 1993. 

Noah Urrea POV

Eu estava no estacionamento, como o combinado com Sabina, eu havia chegado faziam apenas dois minutos, aproveitei para tomar um pouco do energético que estava na minha mochila. Até eu ouvir uma voz irritante e familiar. 

--- E ai Noah, a quanto tempo. 

Olhei para frente, era Lamar, ele havia largado a escola a um tempo, era um cara idiota, mas do que eu, se posso dizer e ser um pouco vanglorioso. Já fomos amigos, mas isso obviamente mudou. 

--- Pensei que tivesse largado a escola. --- respondi seu cumprimento, nada cordial, jogando o que restou no chão.

--- Eu larguei, e você como sempre, continua ai, recebendo ordens como um idiota, se soubesse como é trabalhar e ser um homem de verdade talvez não estivesse aqui. --- disse tragando o cigarro que acabara de acender.

Dei uma risada anasalada, entortei o queixo e olhei para ele novamente. 

--- Você é um idiota, Morris, agora volta pro seu ninho de ratos e futuro sem emprego, um dia desses vai ser pego aqui e alguém vai acabar com a sua raça. --- falei, respondendo sua provocação. 

--- Você tem muita coragem, moleque. Olha só, nós temos umas coisas pra resolver e eu ficaria muito feliz de quebrar a sua cara. 

Aquilo me irritou, bem, qualquer pessoa que me desafiava me irritava, eu era um tipico cabeça quente, todos diziam isso para mim, então agreguei isso, mas agreguei como uma coisa boa. Se eu era resumido a isso, então não fazia mal dar uma surra nas pessoas de vez em quando. Desferi um soco no seu rosto, foi ai que cai no chão e toda aquela merda começou.

Sabina Hidalgo POV

Eu estava a caminho do estacionamento, é óbvio que não contei nada pra Any ou Krys, eles me sentariam em uma cadeira e fariam uma consulta psiquiatrica grátis. Mas, como eu sempre fora alguém curiosa, eu precisava saber o que Noah queria comigo, e o pico era um lugar legal. Acho que o lugar mais tranquilo de Seattle para nós, bem tirando o fato de todas aquelas crianças chatas e velhos de mente fechada.

Ao chegar, apenas tive a visão de dois imbecis trocando socos. Vi que um era Noah, e o outro era Lamar, eu não conhecia o Morris, mas todos sabiam da existência dele, era ex namorado de Sina Deinert, um babaca, e abandonou a escola. 
Achavam que Noah era um bom substituto para ele, mas ao ver ambos brigando, acho que estava na hora de tirar aquilo da cabeça.

Fui corajosa o bastante para pegar uma garrafa de vidro quebrada do chão e acertar na cabeça de quem eu conseguisse, bem, acertei na testa de ambos, que pararam de brigar ao som dos estilhaços em suas cabeças. Lamar se jogou para o lado e colocou a mão na testa. 

--- Ai merda! --- Noah gritou com dor.

O Morris levantou e apenas riu da minha cara.

--- Você teve sorte carinha, mas da próxima vez que acertarmos aquele assunto de verdade, nenhuma garotinha vai vir te salvar. --- disse andando para fora do estacionamento  com o rosto e nariz sangrando. 

--- Vai se foder, imbecil! --- Noah gritou. 

Olhei para ele com as bochechas cheias de ar, eu iria rir a qualquer momento, meu rosto estava quente, eu estava preparada para morrer de tanto gargalhar da atual situação. Eu ri, com toda vontade. 

--- Por que está rindo? --- Noah questionou-me sério, se levantando do chão.

--- Eu não sei. --- respondi ainda sem conseguir parar. --- Deve ser porque eu acabei de quebrar uma garrafa em um bruta-montes, ou porque eu nunca pensei que faria isso, também pode ser porque isso é muito estranho. --- eu recuperava minha respiração aos poucos, cheguei a colocar minhas mãos em meus joelhos, até finalmente parar. --- Perdão, ainda vamos ao pico? --- o inquiri com um sorriso no rosto. 

--- É, nós vamos. --- ele desmanchou a carranca. Seu rosto estava machucado, um lábio cortado, uma bochecha arranhada e um corte perto da sobrancelha causado pela garrafa.

Nós fomos andando até o pico, não era longe. Mas em um silêncio ensurdecedor parecia ser.
Chegamos, finalmente. Tinham velhinhos dividindo frutas enquanto ouviam Elvis em seus pequenos rádios, e crianças jogando bola. 

--- Por que me chamou pra vir aqui? --- o questionei, assim que nos sentamos na maior pedra do pico, aquela pedra se chamava "Pedra dos garotos-perdidos", disseram que a classe de 76' apelidou ela assim, lá haviam escrituras, pinturas pequenas, papéis colados e muitas outras coisas. 

--- Eu não sei, conversar, eu acho. É que foi tudo tão estranho, eu sei lá. Só fiquei com vontade de fazer isso e fiz. --- ele disse olhando para frente. O sol estava forte. 

--- Tá tudo muito estranho. --- o corrigi. --- Nem você e nem eu nunca nos imaginamos tendo uma conversa decente.

--- Eu sei. --- ouvi seu riso. --- mas, hoje eu fiquei esperando um xingamento o dia inteiro. Eu pensei que você me xingaria mais do que me xingou no sétimo ano.

--- Você começou a queimar meu laço! --- protestei.

--- E você estava cortando meu boné. --- caímos no riso, aquela foi uma das coisas que me fez o odiar.

Olhei para trás e vi os velhinhos novamente, ambos dançavam ao som de Blue Suede Jeans. A mulher me viu os admirando, parou a dança e com seu marido fez uma reverencia, bati palmas e logo sorri. Noah se virou e logo viu o motivo pelo qual eu fazia aquele barulho e parara de rir. 

--- Por que você e seu namorado não vem e dançam conosco? São tão joviais. --- O homem questionou, com um sorriso. 

--- Nós não somos namorados. --- Dissemos em uníssono.

A mulher revirou os olhos e colocou as mãos na cintura: 

--- É claro. --- disse sarcástica. andou em nossa direção, colocou um dos pés na pedra e segurou nossas mãos. --- Vamos os dois, o dia está lindo demais para vocês ficarem ai nessa pedra.

Ninguém pode dizer não, ainda mais para uma velhinha adorável de cabelos quase todo branco. Apenas seguimos ela até o gramado verde. O velhinho colocou Jailhouse Rock para tocar, sua mulher voltou a sua companhia e ambos começaram a dançar, fiquei zonza, eles eram muito bons.

--- My Lady! --- me curvei a Noah e estendi a mão. 

Ele pegou minha mão e começamos a dançar como dois patos desajeitados, eu o girava, ele fazia o mesmo, chegou a me levantar, até eu cair no chão. A música havia acabado.

--- Somos ruins demais nisso. --- ele disse me ajudando a levantar do chão.

--- Somos horríveis. --- o corrigi, pela segunda vez no dia.

--- Claro que não! --- a mulher disse. --- Só precisam acalmar mais as coisas, vejam só. --- ela andou até nós, e colocou a mão de Noah em minha cintura. Ambos arregalamos os olhos.

Noah Urrea POV

--- Não façam essas caras. --- O homem começou. --- A dança é uma coisa maravilhosa. --- se aproximou e beijou a mão da sua mulher, que havia acabado de colocar o braço de Sabina sobre meus ombros.

Put Your Head On My Shoulder. Paul Anka. Eu estava começando a me perguntar se aquilo era sério.

--- A culpa é sua. --- Sabina sussurrou baixinho com um sorriso, enquanto dançavamos, ou melhor, nós nos mexíamos de um lado para o outro. 

--- Isso foi pra completar a estranheza de nossa existência nesta semana. --- Falei a girando com delicadeza, tomando cuidado para não pisar em seu pé.

Continuamos daquele jeito, dançando por algum tempo muito longo, até os senhores - o quais descobrimos se chamarem Kate e Leo - irem embora com seu pequeno rádio, e logo estávamos naquela pedra feia novamente.

O sol estava perto de se por, o céu alaranjado era bonito, admito, devia ser por aquele motivo que Sabina o encarava tanto.

--- Você tem um segredo bobo? --- questionei a mesma. 

--- Bem, todo mundo tem. --- respondeu me olhando, fiz o mesmo.

--- Qual é o seu? --- perguntei, ela olhou pro chão. --- Eu conto o meu se concordar contar o seu.

--- Fechado. 

Umedeci meus lábios e logo tratei de abrir a boca, não sei o que me deu, apenas quis ouvir e falar também.

--- Eu tenho uma banda, a gente toca as vezes no estacionamento da cafeteria do Timmy. --- falei soltando um suspiro, a cafeteria do Timmy era um pouco longe do bairro da maioria das pessoas de nosso colégio, mas ainda sim era um lugar bem frequentado, então poucas pessoas estavam sabendo.

--- Isso é incrível! --- ela exclamou. Pensei que estivesse zombando de mim, mas era possível ver que ela estava falando sério.

--- Agora você, esse foi o acordo. 

Ela foi até sua mochila e de lá retirou um pequeno caderninho de capa vermelha. Ao chegar até mim não o abriu, apenas o mostrou pra mim.

--- Eu escrevo músicas e ninguém, absolutamente ninguém, sabe disso. Então você é o primeiro.

Estiquei o braço para tentar poder ler o que ela escrevia, mas ela o colocou atrás de suas costas. 

--- Não. --- disse com um sorriso --- Elas vão continuar em segredo. --- ela olhou para o relógio em seu pulso e fez cara de tédio, já eram quase seis horas, ela colocou o caderno em sua mochila de volta. --- Olha, eu vou ir lá comprar um chiclete nas docas, é rápido e então depois vamos embora. 

Ela pulou da pedra e correu em direção as "docas", este lugar era uma pequena loja no pico, era um tipo de loja de conveniências, só que sem um posto de gasolina. 

Olhei para o lado e lá estava a mochila de Sabina Hidalgo, minha mente estava me atiçando, o que me restou foi como um leopardo o pegar. Eu abri em uma página aleatória e li uma música. Aquilo ali era uma das melhores coisas que eu já havia lido, arranquei a página e rapidamente guardei em meu bolso. Assim como coloquei o caderno de volta em seu devido lugar.

Sabina voltou, em menos de dois minutos, a acompanhei até um local próximo o da escola e assim segui meu caminho. Não senti algo estranho e sim algo legal, um sentimento legal.


Notas Finais


Quem entendeu as referencias que eu taquei PF, vire meu amigo.


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