História Everyday I Need You (Satzu) - Capítulo 3


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Categorias TWICE
Personagens Personagens Originais, Sana, Tzuyu
Tags Satzu
Visualizações 114
Palavras 1.679
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltaaaaaaeee :p

Boa leitura estrelinhas ☆ 💜

Capítulo 3 - Mudança


Fanfic / Fanfiction Everyday I Need You (Satzu) - Capítulo 3 - Mudança

Chou Tzuyu


Após ligar para a médica, abracei Sana e comecei a chorar, não podia acreditar que eu tinha feito tanto mal para ela nos últimos 4 anos. Estava muito arrependida, muito, mas não sabia se ela me perdoaria. Fiquei ali pensando em tudo isso até que a médica chegou, ajeitei Sana na cama e fui atender a porta, desci as escadas quase correndo e abri a porta.


-Olá! Onde está minha paciente?


A doutora perguntou sorrindo e eu sorri meio forçado.


-Está no quarto, venha.


Fechei a porta e nós subimos as escadas até o quarto, chegando lá ela me pediu para explicar o que aconteceu.


-Ela teve um ataque de raiva e desmaiou.


Expliquei e a médica fez uma expressão pensativa e pediu para que eu saísse do quarto para que ela pudesse cuidar de Sana. Assenti e desci até a sala novamente, me sentei na poltrona e suspirei. Me sentia um monstro, a pior pessoa do mundo, a pior esposa, tudo que há de ruim. Me perguntava por que tinha ficado daquele jeito, quando conheci Sana eu ainda era uma pessoa amorosa e calma, mas depois que nos casamos eu virei esse monstro.


-O que aconteceu comigo?


Me perguntei baixo colocando as mãos na cabeça e respirando fundo. Acho que já sei o que me fez mudar tão de repente, a resposta está no passado.


Quando eu era uma adolescente, minha mãe também tratava mal meu pai e eu, ela era maldosa e sempre andava irritada. Por anos tive uma mãe ausente, e nunca fui capaz de entender porque ela agia daquela forma.


Bom na verdade eu sei sim, ela agia daquela forma por medo. Medo de perder meu pai e eu, medo de nos ver sofrer, medo de nós nos cansarmos dela e a abandonar. Minha mãe sempre foi muito insegura com tudo, e não foi diferente quando ela desenvolveu câncer. Ela ficou duas vezes mais insegura e começou a tratar meu pai e eu daquele jeito após descobrir que estava em fase terminal de câncer e que não tinha mais o que fazer. Ela tinha medo de nós sofrermos a perda dela, e achou que a melhor solução para isso era o afastamento.


-Mãe.....


Disse e abracei meus joelhos chorando, eu sentia falta dela. Mesmo sendo tão rude, ela ainda era a minha mãe, e eu sempre senti a falta dela.


Depois de alguns minutos escutei a médica me chamar lá do quarto, levantei e sequei meu rosto com a manga do moletom, subi as escadas devagar e entrei no quarto.


-A Sana andou se estressando muito esses tempos?


A médica perguntou.


-Sim, na verdade ela se estressa a anos.


Respondi sentindo o peso da culpa em minhas costas.


-Tzuyu, você fez alguma coisa para a Sana?


Ela perguntou desconfiada e me olhando fixamente, engoli seco e abaixei minha cabeça. Não consegui conter lágrimas e assenti, logo senti a mulher me abraçar.


-Calma Tzuyu, eu não vou contar pra ninguém, eu juro. Quer conversar?


Ela perguntou me olhando com compaixão, eu fiz que "sim" com a cabeça e nós fomos para a sala. Contei tudo a ela, tudo que eu já tinha feito de ruim para a Sana, tudo.


-Tzuyu, quer um conselho?


Ela perguntou depois de me ouvir, eu concordei ainda chorando.


-Trate a Sana com todo o amor que ela merece a partir de agora, é tudo que ela e você precisam. É claro que não vai ser fácil você conseguir o perdão completo dela, afinal deve ser muito traumatizante ficar anos e anos sendo tratada apenas como um objeto, mas tenta pelo menos. Não culpe Sana se ela não te perdoar, a culpa foi sua. 


A médica disse e eu a abracei, ela retribuiu e me deu um beijo na cabeça. Naquele momento eu enxerguei nela a mãe que eu não tive, acho que tudo que eu precisava era de alguém pra me dizer que tudo vai ficar bem, que eu não preciso ser assim.


Depois que a médica foi embora, eu subi para o quarto e fiquei todo o tempo ao lado de Sana, ela ainda dormia. Observei o rosto lindo dela, com toda a certeza a mulher mais linda que eu já tinha conhecido. Sana é a dona do sorriso mais perfeito que já vi, e pensar que eu fui o motivo daquele sorriso ter sumido para sempre.


Olhei para o lado e vi o criado mudo de Sana, ele era branco e possuía três gavetas, Sana sempre protegeu com todas as suas forças a terceira gaveta. Nunca deixou que eu abrisse, nem olhasse o que tinha lá dentro. Ela mantinha aquela gaveta trancada a chave.


Pensei qual seria o motivo de tanta proteção, o que havia dentro daquela gaveta afinal?


Tentei me lembrar onde Sana guardava a chave das gavetas, já tinha visto ela guardando uma vez. Depois de quase explodir minha cabeça finalmente lembrei que ela guardava dentro do vaso de flores que ficava em cima do criado mudo.


Peguei a chave e abri a última gaveta, me surpreendi ao ver que lá só haviam algumas cartas e desenhos. Peguei os papéis e olhei mais de perto, eram desenhos que ilustravam alguns lugares como cinema, restaurante, shopping, praia e etc. Mas alguns me chamaram mais a atenção, eles ilustravam animais presos, pessoas presas, tinha até um desenho da princesa presa Rapunzel no alto da torre, esse desenho em questão estava colado a uma carta.


Descolei a carta e a abri, nela estava escrito :

"Às vezes me sinto a Rapunzel, presa no alto de uma torre gigante. Todas as minhas vontades foram tiradas de mim há 4 anos, meus desejos foram extintos, e cada vez que eu pesso para sair, o pedido é negado.

Só queria ser um passarinho para poder sair voando por uma dessas janelas e voar o mais longe possível daqui, queria encontrar minha morada.

Eu tinha um universo de desenhos e cartas sobre como seria o mundo lá fora, mas todos eles foram tirados e queimados juntamente aos meus sonhos.

Queria entender o que passa na cabeça da pessoa que me causa tanta dor, queria poder ser capaz de entender qual é a graça de manter alguém preso como se fosse seu bichinho de estimação.

Tenho 23 anos, e nesse momento estou escrevendo essa carta presa em meu quarto..."


Terminei de ler a carta com lágrimas nos olhos, Sana se expressava naqueles desenhos e cartas. Me lembrei de todas as vezes que ela pediu para sair e eu não deixei, de todas as vezes que ela tentava ter amigos e eu a empedia de conseguir. Me lembrei da vez que eu queimei todos os desenhos de Sana, queimei os sonhos dela.


Me senti a pior pessoa do mundo, a pior. Eu tinha me tornado uma pessoa horrível, me sentia um monstro.


-No que eu me transformei?!


Me perguntei me jogando de joelhos no chão e cravando os dedos no cabelo. Eu não conseguia acreditar no que tinha feito, não podia acreditar, não queria acreditar. Só queria que alguém tirasse todo aquele peso de cima de mim, mas não há como, ninguém me liberta de mim mesma.


Eu realmente pensei por um instante que Sana podia me perdoar? Que piada, olha tudo que eu fiz pra ela, não tem perdão. Eu não aguento isso, eu prefiro, eu prefiro......


De repente tudo parecia tão claro, é óbvio.


Me levantei do chão e fui andando devagar e com dificuldade até o meu armário, abri e peguei uma maleta preta que estava lá, abri a maleta e tirei um revólver de dentro. Encarei a arma a minha frente e não acreditei no ponto que eu tinha chegado.


Fui até o banheiro e entrei no box, posicionei o revólver em minha cabeça e com as mãos trêmulas tentava tomar coragem para puxar o gatilho. Era inútil, eu nunca iria ser capaz de conseguir tirar minha vida, mas o medo de nunca obter o perdão de Sana era maior. Eu sabia que a culpa seria toda minha se Sana nunca me perdoasse, e isso era o que mais me machucava. Saber que eu fui tão fundo que cheguei ao ponto de ser a dor da pessoa que eu mais amei. Eu já não estava mais aguentando tudo isso, saber que eu fiz tudo aquilo.


Me preparo e quando vou puxar o gatilho...


-TZUYU!


Escuto um grito atrás de mim e largo a arma, eu reconheceria essa voz em qualquer lugar, era Sana. Fico sem coragem de encarar ela nos olhos e abaixo a cabeça logo começando a chorar.


-Tzuyu...


Sana diz baixo e vem até mim, me rodeia com seus braços e ficamos assim por um tempo, até eu ganhar coragem para falar algo.


-Sana...Me desculpa...Por tudo.


Disse ainda de cabeça baixa, podia sentir que Sana também estava chorando, ela nada disse.


-Me dê um motivo para acreditar em você Tzuyu, um motivo para acreditar que você mudou.


Sana disse se soltando do abraço e ficando frente a frente comigo, ela me encarava chorando.


-Eu não sei Sana, eu não sei. Mas eu juro, eu mudei, sinto muito realmente por tudo que te causei em todos esses anos. Eu não queria que tivesse sido dessa forma, eu só fui cada vez mais fundo e quando vi já tinha me transformado nesse monstro. Mas eu decidi mudar, por você e por mim também. Me perdoa.....


Disse finalmente a olhando nos olhos, Sana demonstrava surpresa e desconfiança em seu olhar, mas algo me dizia que ela me daria essa chance.


-Você me machucou muito Tzuyu, fisicamente e psicologicamente. Não será fácil pra você conseguir minha confiança novamente, mas eu estou disposta a conhecer essa nova Tzuyu, a Tzuyu por quem eu me apaixonei.


Sana disse e deu um pequeno sorriso, sorri de volta. Fomos nos aproximando até que Sana desviou.


-Desculpe, eu....Só preciso de um tempo, você me espera?


Ela perguntou, eu sorri.


-Sim, espero quanto tempo for preciso.


Respondi e ela deu um sorriso satisfeito.


Naquela noite, pude sentir que nada seria igual. Senti que tudo seria diferente daqui pra frente, tudo mesmo. Finalmente eu acordei e percebi a pessoa maravilhosa que esteve do meu lado esse tempo todo, Sana.


Eu só espero que algum dia eu mesma possa me perdoar por tudo que fiz...




Notas Finais


O q será que vai acontecer??
Sana vai perdoar Tzuyu??

Hmmmmm descubra no próximo episódio de "Casos de família"

Paz 💜


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