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História Everything Has Changed - Capítulo 85


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Capítulo 85 - Oi, Samuel!


Estávamos de volta em casa a dois dias e Zack tentava me contar os detalhes de seu negócio sem contar nada. Logo, teríamos um jantar de negócios em Toronto e eu precisava estar preparada.  

—E agora o que vai fazer? — Melissa perguntou enquanto eu ajeitava novamente minha mala.  

—Não sei. Estou apenas seguindo a vida, sem um plano. Agora iremos para Toronto conversar com o resto do pessoal. Acho que ele não vai te usar, por enquanto.  

—O que você está sabendo do negócio? — ela se sentou no chão pegando alguns sapatos.  

—Nada de novo. Ele quer abrir uma galeria para cada mafioso que vai se juntar a ele e transformar os traficantes deles em compradores de arte.  

—Isso é uma ideia tão ridícula. — Melissa riu e eu a acompanhei.  

—Eu sei, mas estou deixando rolar.  

—Não deveria, já que seu nome está no negócio. — dei de ombros.   

—Vou apensar seguir o ritmo, mãe. Nada além disso. — falei sem olha-la, escutei ela suspirar. —Vamos manter tudo assim, por favor. — pedi e ela concordou.  

Terminamos de ajeitar minha mala conversando sobre coisas como o tempo.  

[..] 

Eu já me sentia parte do avião de tanto tempo que estou ficando em um. Eu fazia palavras cruzadas que tinha feito o Zack comprar para mim.  

—Não já deveríamos estar pousando? — perguntei impaciente.  

—Não, não estamos indo para Toronto. Vamos para Nova York.  

—Ah, não. É um voo ainda mais longo. Eu não aguento mais estar em um avião. — bufei irritada e ele riu. — Deveria comprar um avião maior ou algo do tipo. Estou começando a me sentir sufocada.  

—O que aconteceu? Você nunca se irritou por pouco. — soltei o ar lentamente me afundando na poltrona.  

—Saudade de ficar só em casa, fazendo vários nadas. Não quero mais essas turbulências, esse barulho, a decolagem ou o pouso. — fechei meus olhos. — Estou com dor de cabeça.  

—Acho que tem remédio aqui. — abri os olhos vendo Zack se levantar e sumir do meu campo de visão.  

Me levantei da poltrona andando de um lado para o outro movimentando minhas pernas. Acabei por deparar-me com Zack confuso me olhando.  

—Sinto falto de treinar, de malhar.  

—Tudo bem, você volta a fazer isso assim que voltarmos. — ele disse tentando me acalmar com gestos, revirei os olhos e peguei o copo com agua da sua mão e a pílula para dor de cabeça.  

[..] 

Despertei lentamente, sentindo uma movimentação diferente da do avião. Abri meus olhos sem muita dificuldade, já que estava de noite. Zack estava comigo em seu colo.  

—Onde estamos? — perguntei completamente rouca, minha garganta estava seca e isso me incomodou.  

—Chegando no hotel. Não quis te acordar. — ele beijou minha testa, fechei meus olhos novamente.  

—Onde estamos exatamente no mapa? — questionei fazendo ele ri.  

—Em uma cidade. — Zack murmurou.  

Levou mais um tempo até o carro parar, abri os olhos vendo que tínhamos chegado no hotel.  

—Posso te levar no colo. — sorri para ele, o mesmo riu. Saindo do veículo comigo. Fiquei ali quieta de olhos fechados, sentindo ele começar a tremer.  

—Acho que você não vai aguentar muito. — disse abrindo os olhos, ele assentiu me colocando no chão.  

—Aqui as chaves. — o segurança falou estendendo a chave para o Zack.  

—Vamos lá. — disse andando na direção do elevador, Zack entrou comigo e apertou o 10º andar. — Você vai me falar onde estamos? — perguntei o olhando.  

—Você não precisa saber. — ele sorriu gentilmente, voltei a olhar para frente.  

As portas metálicas se abriram e eu sai primeiro, mesmo sem saber para onde ir exatamente.  

[..] 

O dia amanheceu, me fazendo tomar um longo banho. Aparentemente estávamos em Atlanta e isso fez florescer ideias em minha mente.  

—Você cai muito da cama. — Zack disse todo amassado parando na porta do banheiro.  

—Apenas me levantei cedo. É hoje o jantar? — perguntei saindo do box.  

—Sim, vamos passar o dia aqui, já avisei aos seguranças. — ele sorriu pervertido e eu fiz o mesmo.  

—Por que não vamos conhecer a cidade? — perguntei passando os braços pelo seu pescoço, aproximei nossos lábios, olhei em seus olhos vendo quase ele ficando vesgo tentando olhar para a minha boca.  

—Acho melhor ficarmos aqui. — ele disse depois de alguns segundos me olhando. Ele tomou meus lábios para os deles e colocou sua mão na minha bunda, dando impulso e me sentando na bancada da pia.  

[..] 

Sorri me olhando no espelho, estava com uma blusa bege sem manga, com um cintinho na cintura, um short de tecido preto e um blazer também preto com um salto preto.  

Era a roupa que eu usaria para a reunião. Passei o batom vermelho mais uma vez e sorri o colocando de volta na bolsa. Fui até o Zack, olhando sua bolsa de soro, peguei outra dose de sonífero e coloquei na bolsa de soro para que fizesse o efeito a longo prazo, torcendo para que ele dormisse tempo suficiente para eu ir e voltar.  

Peguei seu celular e minha bolsa, saindo do quarto. Como ele tinha dito, não tinha nenhum segurança aqui. Infelizmente, Alex não tinha vindo e eu terei que me virar sozinha, por isso estava com uma arma na cintura. Sai do hotel sem nenhum problema e peguei um taxi até a casa de Shay. Passei pelo portão sem nenhum problema e andei pela propriedade a procurando.  

—Até que fim te achei. — disse para a ruiva que me olhou pasma, parecia estar vendo um fantasma.  

—Como? — ela perguntou se levantando.  

—Dopei o Samuel, tenho uma reunião do negócio dele de noite. Estou correndo contra o tempo, então vamos logo. Onde está o loiro? — perguntei de forma apressada, ela arregalou os olhos.  

—Mesma prisão do Samuel, mas não pode receber visitas. 

—Vamos comigo. — sai da sala indo até a garagem.  

—Esse carro. — ela disse pegando a chave e destravando o mesmo. — Você está se arriscando assim para salvar o Justin? O que vai acontecer com você e sua mãe?  

—Um problema de cada vez, Shay. De maneira improvável eu estou aqui, então vamos aproveitar para resolver isso. Zack está me amando nesse momento, então, não é uma grande preocupação.  

Levou um precioso tempo até chegarmos na prisão. Pedi para falar com o Samuel e todos ficaram surpresos, por ele nunca ter recebido visitas. Consegui entrar sem muitos problemas. Bati meus dedos freneticamente na mesa, nervosa por ve-lo. 

Ele passou pela porta e parecia saudável, o que me surpreendeu, seu cabelo estava bem maior, assim como sua barba.  

—Oi, Samuel. — sorri para ele sem mostrar os dentes. O moreno se sentou na minha frente colocando suas mãos em cima da mesa.  

—Estou intrigado com sua visita. — ele disse e eu suspirei. —Do que precisa?  

—Seu pai não me deixou te ver e da última vez que fiquei sabendo você estava desintoxicando. — engoli a seco e ele riu.  

—Você está aqui por causa do meu segurança que era o infiltrado? Meu pai deu um belo trato nele. — ele sorriu de forma maligna, fechei meus olhos tentando não demonstrar o quanto isso tinha me atingido.  

—Quero te propor um negócio, Samuel. — disse firme, ele arqueou a sobrancelha e riu  

—Agora precisa de mim? Aria, querida, você acabou com minha família.  

—Eu não, o FBI. Isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde, Samuel. Acha mesmo que o Justin era o único infiltrado? Se não fosse por ele, seria outro.  

—O que quer? — ele perguntou entediado.  

—Que você ajude ele a fugir daqui. — Samuel gargalhou se encostando na cadeira.  

—Impossível. Não vou ajuda-lo. — revirei os olhos.  

—Você pode ir com ele, não tenho problemas em te dar dinheiro, uma parte no meu novo império.  

—Mas você precisa do rei no império? — ri balançando a cabeça.  

—O rei é outro. Eu só preciso dele. Então, como podemos chegar a um acordo? — o olhei nos olhos.  

—De quanto está falando? — ele perguntou interessado, sorri com a sua mudança de atitude.  

—Me diga seus termos e ai veremos o que posso fazer. — disse fazendo ele suspirar.  

—Quero dinheiro para passar o resto da minha e ir para um lugar tranquilo, longe de tudo isso. — concordei.  

—Não é grande coisa. — falei. — Da para fazer, mas não posso fazer nada pelo seu pai.  

—Eu sei, sua parceira não iria deixar. — ele disse e abaixou o olhar. — você ficou gravida mesmo?  

—Não. — sorri e ele respirou aliviado.  

—Isso me corroeu por todo esse tempo. Você estava com ele? — Samuel estreitou os olhos.  

—Não, só depois que você foi preso. — seus olhos se arregalaram.  

—Não esperava isso de você. — ri e cruzei os braços.  

—Temos um acordo, Samuel? — ele concordou. 

—Quer manda algum recado para seu amorzinho? — neguei.  

—Ele está bem? — perguntei relutante.  

—Sim, sobreviveu bem depois da surra que meu pai deu nele. Ele também não está feliz com você.  

—Fiz o que ele mandou, acabei com a gangue.  

—Não por isso, por ter matado o Allan.  

—Eu também não gostei. — suspirei. — Shay vem te dar mais detalhes, ou planejar isso com você.  

—Só falo com você. — Samuel disse firme e eu suspire.  

—Não dá, esse é meu único momento livre. Tenho um grande karma em ser feita de refém por homens. — ele me olhou confuso. — Eu me casei e sou um fantoche. Porem tive uma bela chance de vim aqui pessoalmente falar com você. Assim que meu marido acabar serei uma mulher morta. — ele riu.  

—Você só atrai os bons.  

—Você acha? Estou sempre sendo vendida ou no meio de algum negócio louco. Se eu puder volto para te ver, ou quando você for livre. Apenas mantenha ele e você vivo. — pedi me levantando.  

—Não esquece do que pedi. — sorri para ele e alisei seu rosto.  

—Não vou. Você foi bom, em alguns momentos. — ele assentiu.  

—Muitas drogas. Me desculpe por tudo que fiz.  

—Todos erramos, o importante é aprender. — Samuel concordou e se levantou. — Foi bom te ver.  

—Digo o mesmo, ex esposa. — ri balançando a cabeça, o policial o levou e logo eu saio encontrando com a Shay.  

—Eu não vou te apoiar nisso. — ela disse seria, dando partida no carro. 

—Conhece alguém aqui? Não temos ninguém, Shay. Apenas ele.  

—Não vou soltar o Diego! — Shay falou brava, sorri para ela, a deixando confusa.  

—Eu vim falar com o Samuel. Ele aceitou, por um pequeno preço de ir morar longe de toda essa confusão com dinheiro para se manter o resto da vida.  

—Eu não acredito. — ela disse surpresa.  

—Não foi difícil convence-lo. Agora preciso de você para conversar com ele, sobre todo o plano.  

—Tudo bem. Ele não tem culpa. — Shay sorriu minimamente.  

—Eu disse que ele não ia soltar o pai e ele concordou. Você consegue assegurar isso.  

—Claro. Irei solta-lo. — sorri esperançosa de tal coisa.  


Notas Finais




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