1. Spirit Fanfics >
  2. Everything Has Changed >
  3. O Convite Inusitado

História Everything Has Changed - Capítulo 1


Escrita por: KatsukiProject e CecySazs

Notas do Autor


Olá, bem-vinde! 💙

O aniversário do meu pitiquinho, vulgo Bakugō Katsuki, abre oficialmente a postagem do plot doado pela maravilhosa @Yaozy ao projeto. E eu, respeitosamente, peguei para escrever tal boiolice com a temática: inverno. 💙

Boa leitura! 💙

Capítulo 1 - O Convite Inusitado


Fanfic / Fanfiction Everything Has Changed - Capítulo 1 - O Convite Inusitado

2 anos antes

 A voz de Eijrō ecoava feito um mantra na mente de Katsuki há quase um mês. 

E qual seria o motivo para tal comportamento atípico? Simples, Eijirō havia convidado-o para um encontro. Sim, a porra de um encontro! Agora imagine… Bakugō Katsuki e Kirishima Eijirō dividindo pessoalmente o mesmo ambiente; convivendo e interagindo e respirando o mesmo ar. Repetindo: pessoalmente. Um de frente para o outro. Um tocando o outro com as mãos afoitas, agarrando e apertando e carícias e... Grr! Katsuki não sabia como sobreviver até a data. 

O pobre rapaz encontrava-se em um misto deplorável entre a euforia e o desespero. 

Dia após dias, torturando-se lentamente ao estar de braços dados com a ansiedade enquanto deslizava a 240 km/h numa maldita montanha-russa de emoções e sensações, conforme riscava progressivamente os dias no calendário feito um presidiário aguardando o "canto" de sua própria liberdade; apesar de ele não conseguir mais distinguir se ainda contava os dias para o encontro ou as noites insones que vinha colecionando com o passar das semanas. 

No fim, acabou sendo ambos.

O convite inusitado surgiu de forma aleatória numa enfadonha terça-feira, quando Katsuki almoçava em companhia de Camie no restaurante próximo ao seu consultório odontológico. 

Até então a manhã transcorria relativamente tranquila e sem grandes emoções. 

A agenda daquele dia começava com algumas extrações de sisos no período matutino, e no decorrer da tarde estavam agendados pacientes para avaliações de cirurgias ortognáticas. Comumentemente, com a aproximação das férias de verão, aumentava de forma significativa a procura pelo procedimento cirúrgico por causa dos dias em que o paciente ficaria em casa sem prejudicar sua vida acadêmica/profissional… Esta também era uma época de bom faturamento para Katsuki. Conquanto, ele aproveitasse tal período para organizar a agenda de modo que ficasse menos no consultório atendendo e mais aproveitando a melhor estação do ano (em sua humilde opinião).

Ou seja, a rotina seguia conforme o habitual…

Os dias ensolarados, com temperaturas elevadas e chuvas esparsas ao decorrer dos meses, eram propícios para a prática de atividades ao ar livre, e Katsuki sempre foi um amante da natureza para ignorar o chamado dela e não aproveitar o clima favorável. Portanto, após conferir a previsão do tempo para o final de semana, ele ponderava sobre qual trilha fazer em companhia do pai — um hobby partilhado por ambos, iniciado ainda em sua infância — quando Camie, sua digníssima auxiliar e secretária (também amiga nas horas vagas), aproveitando a saída do último paciente próximo ao horário do almoço, entrou no consultório sugerindo que fossem almoçar no Hot Wings.

Tal proposta também não era atípica, visto que ambos almoçavam juntos de vez em quando.

Katsuki encarou a funcionária por um breve momento, avaliando se a sugestão viera por causa do seu mau humor atenuado (especialmente naquele dia) ou porque não comparecera na festinha em comemoração ao aniversário dela na semana passada. Sendo assim, muito provavelmente era a última opção — já que Camie estava bastante familiarizada com seu temperamento taciturno. 

Não o levem a mal, mas entre jogar boliche com um bando de figurantes e jogar uma partida de LoL com Kirishima durante as folgas dele, Bakugō sempre escolheria o conforto da própria casa e os momentos em companhia do namorado, ainda que virtualmente. 

No entanto, uma coisa ele admitiria com convicção: independente de qual humor estivesse no dia, dificilmente recusaria a oferta tentadora (e qualquer um dos seus amigos também sabia muito bem disso). Para Katsuki, qualquer motivo era motivo para ir ao Hot Wings. Afinal, as apimentadíssimas asinhas de frango frito eram suas preferidas e possuíam um lugar especial em seu coração (e principalmente estômago).

Por isso, quase vinte minutos depois, Katsuki e Camie estavam sentados frente a frente em uma das várias mesas posicionadas no pátio aberto do estabelecimento, com os raios solares beijando-os timidamente a pele cada vez que a brisa suave balançava as árvores, expondo-os momentaneamente ao sol crepuscular. O verão não estava para brincadeira naquele ano, então, para apaziguar o calor abafado da estação, o casal de amigos optou por refrescarem-se com sucos naturais enquanto escolhiam o ‘prato do dia’ para almoçarem. 

Apesar de à primeira vista não parecer de fato ser um restaurante, o Hot Wings era respeitosamente um velho conhecido da população de Musutafu. O tipo de lugar onde a administração passava de pai para filho, e o cardápio não mudava nunca!

A entrada informal lembrava uma casa simples, onde era possível admirar pelo pátio as charmosas toalhas xadrezes em vermelho e branco distribuídas em meio ao verde das plantas que arborizam o lugar; além do conceito de cozinha aberta, que dava aos clientes a oportunidade de observar parcialmente o preparo de cada pedido. 

Durante a temporada de verão, o restaurante acabava sendo parada obrigatória de turistas curiosos em experimentar as peculiares asinhas de frango — que eram o carro-chefe do local comentado por todo o estado. Portanto, não foi uma grande surpresa encontrar o lugar cheio de rostos familiares apressados para matarem a fome e retornarem ao trabalho, misturados com turistas extasiados tanto pela saborosa culinária caseira quanto pela intimista estrutura do lugar. 

Por mais que Katsuki fosse um desses rostos conhecidos para os donos e funcionários mais antigos — justamente por todos de sua família serem clientes assíduos e também conhecidos pela cidade —, a sensação de nostalgia acabava recaindo sobre ele toda vez que entrava no estabelecimento. 

Uma de suas memórias afetivas mais marcantes da infância eram as tardes de domingo onde almoçava em companhia dos pais e, antes de retornarem para casa, ele ganhava uma casquinha com duas bolas de sorvete de pistache na sorveteria da esquina. Assim como o restaurante, a sorveteria mantinha-se ainda na esquina, porém, teve um upgrade e começou a vender milkshake. Comicamente, ali, em sua adolescência, também foi o lugar onde dera o seu desengonçado primeiro beijo, naquela típica brincadeira estúpida adolescente de “verdade ou desafio” com os colegas de classe. 

Naquela tarde, por mais que Shōto expusesse uma feição imparcial e tranquila, a face sutilmente corada e as pontas dos dedos gelados ao tocarem sua face evidenciaram para ele o quão nervoso o garoto estava. Foi um daqueles momentos da vida onde os sentimentos confundiam-se e, muito equivocadamente, Katsuki acreditara estar apaixonado pelo melhor amigo durante o Ensino Médio.

Tais lembranças trouxeram o fantasma de um sorriso para seus lábios, que Katsuki fez questão de engolir dando um longo gole no suco de maracujá que tomava. Não era o momento para deixar a nostalgia distrair sua mente, visto que o sumiço de Kirishima corroía-lhe as entranhas em expectativas… e aborrecimento. Abaixando devagar o copo na mesa, ele direcionou o olhos na direção da mulher, que tagarelava sem parar sobre algum programa idiota que havia visto na noite anterior, reprimindo um suspiro entediado enquanto sustentava o olhar falsamente interessado no assunto a cada balançar automático da cabeça em concordância com o que saía da boca de Camie. 

Não que Katsuki desgostasse da funcionária, não era nada disso — eles até tinham uma amizade além do âmbito profissional —, mas, especialmente naquela tarde, o causador de seu péssimo humor tinha outro nome e sobrenome: Kirishima Eijirō; além de estar a quilômetros de distância (outro fator que pesava negativamente na balança). O dissabor havia começado com a mensagem que recebera do namorado mais cedo, apenas duas palavrinhas que desencadearam o caos em sua mente: precisamos conversar. Duas malditas palavras que recaíram sobre seus ombros feito uma manta de ferro irritantemente sufocante. 

Quem caralhos, em sã consciência, enviava esse tipo de mensagem para o namorado e simplesmente sumia? Pelo visto, o dele.

Kirishima não respondeu nem uma de suas indagações, muito menos visualizou suas mensagens enviadas entre um paciente e outro no decorrer da manhã. Bakugō ficou olhando para o celular feito um maníaco, pegando o aparelho toda vez que o visor acendeu na mesa do computador e entrando no aplicativo de mensagens em busca de qualquer sinalização que Eijirō estivesse online

Afinal, Katsuki sentia-se totalmente no escuro; navegando à deriva por mares tempestuosos e desconhecidos, remoendo amargamente qual poderia ser o teor da conversa a cada nova mensagem que frustrantemente não era de seu namorado. 

A sentença “precisamos conversar” havia aberto a Caixa de Pandora pessoal de Katsuki, acarretando em infinitas brechas para suposições e surtos ao ser dita pela pessoa que até então namorava, transformando-o em uma colérica bomba-relógio ambulante pelo misto de curiosidade e ansiedade ao aguardo de alguma resposta. Kirishima havia tirado o dia para torturá-lo sadicamente… e estava conseguindo!

Mesmo no almoço, o celular parecia pesar uma tonelada em seu bolso e Katsuki remexeu-se incomodado na cadeira enquanto torcia para que Eijirō desse qualquer sinal de vida... Qualquer merda de sinal que fosse! Era óbvio que tal ação não passaria despercebida por Camie, que levantou uma sobrancelha ruiva em sua direção ao parar temporariamente com o falatório, porém, Katsuki deu de ombros e fez um gesto vago com a mão para que ela retomasse a tagarelice. 

Camie remexia no canudo em seu copo quando comentou casualmente: 

— Pensei que comer comida apimentada fosse melhorar o seu mau humor, chefinho.

Sinceramente? Katsuki também pensou. Contudo, Camie não tinha culpa de seus problemas pessoais e somente por isso (lê-se: graças há anos de análise) ele resolveu, momentaneamente, ignorar o maldito apelido que revirava suas entranhas em desgosto.

Tch! Eu sei que estou um pé no saco do caralho, tá!? — Mas também não era como se ele já não fosse normalmente… Porém, até Katsuki reconhecia estar em um nível acima da média naquele dia. Suspirando, ele recostou-se na cadeira enquanto cruzava os braços sobre o peito perante o olhar atento da mulher. — É que estou puto com algumas coisas, não é nada relacionado a trabalho… Mas, sendo bem sincero, Camie, não quero falar sobre isso agora.

— Tudo bem, Kats! É porque você chegou com uma cara de bunda enorme no consultório hoje, maior do que já estou acostumada — Camie deu de ombros —, mas, independente do que esteja acontecendo, saiba que estou aqui para o que você precisar, okay?

Sim, ele sabia.

— Certo, e obrigado… pelo almoço. — Katsuki encerrou a pauta repuxando os lábios numa tentativa falha de sorriso, torcendo para que Camie mordesse a isca e mudasse de assunto. 

Hunf! Esteja ciente que estou pagando apenas porque sei que você precisava disso, okay?! — Camie apontou acusadoramente o garfo sujo em sua direção. — Mas você ainda me deve um pedido de desculpas por não ter ido ao meu aniversário, então, eu quero ir jantar no Endeavor's algum dia desses…

Bingo! Mulheres e suas incríveis memórias de elefante… Bakugō estava fodido!

— Eu posso te levar lá, sim, mas saiba que irei descontar do seu salário.   

O sorriso vitorioso ostentado por Camie foi murchando conforme assimilava as palavras, e se Katsuki não estivesse tão aflito, teria dado gargalhadas da expressão cômica em seu rosto. 

Antes que a réplica viesse, o celular no bolso dele começou a vibrar incessantemente e Katsuki levantou a mão na direção da amiga num pedido mudo de silêncio, que respeitosamente fora atendido. Ele pegou o aparelho e arregalou levemente os olhos ao reconhecer o nome que piscava na tela… O suor acumulou nas palmas de suas mãos, seu coração começou a bater consideravelmente de modo acelerado e o almoço, recém comido, revirou-se no estômago em antecipação. 

Finalmente o que havia passado a manhã inteira desejando estava acontecendo, havia chegado o momento de saber o que Eijirō tinha a dizer.

De modo automático, Bakugō enxugou a destra no guardanapo antes de deslizar o dedo pela tela ao aceitar a chamada. Ele não teve tempo nem de encostar o celular na orelha, sendo bombardeado pela voz grave de Kirishima assim que a ligação foi iniciada. 

Katsuki, me perdoa! Você não tem ideia de como as coisas mudaram drasticamente de uma hora pra outra. Teve um acidente horrível aqui perto, e com isso o hospital ficou uma loucura! Me perdoa, meu amor!, Eijirō pausou por um breve momento somente para puxar um novo fôlego. Sério, Suki, eu não queria te deixar ansioso ou preocupado, mas acabei entrando numa cirurgia de emergência e não tive tempo para te avisar.

Por mais que estivesse puto para caralho, Katsuki compreendia a rotina tumultuada de Eijirō na emergência do hospital onde o namorado atuava como traumatologista. Na verdade, esse tipo de situação era bastante corriqueira no relacionamento deles, Katsuki estava quase acostumando-se com isso; contudo, a forma como Eijirō havia escolhido abordá-lo, para posteriormente sumir e reaparecer horas depois, acabou sendo o causador de todo o seu mal-estar… apesar de ele não ter muito o que fazer perante o motivo. 

Katsuki inspirou profundamente por quase cinco segundos, expandindo a caixa torácica e prendendo o ar pelo mesmo período de tempo, soltando-o lentamente na intenção de acalmar as batidas aceleradas de seu coração através do exercício que aprendera anos atrás para contornar as crises de ansiedade.

— Sim, Eijirō, eu realmente estou puto contigo, mas a sua justificativa é plausível. Eu sei e entendo que você é um homem ocupado e que nem sempre conseguirá me avisar de suas emergências... — Seu psicólogo ficaria orgulhoso por não ter explodido com o namorado naquele momento. Entretanto, o tom de voz culpado de Kirishima teve forte influência em sua atitude apaziguadora. Talvez, o médico não tivesse tanta culpa assim pelo seu estado de nervos, Katsuki estava disposto a relevar caso o assunto da conversa valesse a pena. A verdade era que ele estava ficando mole demais para os assuntos que envolviam Eijirō… — Mas não enrole mais, pare de me torturar e diga de uma vez o que você está fazendo tanto suspense para me falar!

Após um breve silêncio, Kirishima pigarrou. 

Então… o Worlds começa no próximo mês, né?

Katsuki estalou a língua, não acreditando no possível rumo que a conversa estava seguindo... Eijirō tinha feito toda essa merda de suspense por causa de LoL? Francamente… Ele franziu o cenho, questionando-se onde o namorado queria chegar com aquela pergunta enquanto tamborilava distraidamente os dedos na mesa. 

— Sim, acho que na primeira ou segunda sem-

Isso! Na segunda semana do mês, Suki!

Bakugō grunhiu com a interrupção abrupta, e Kirishima desculpou-se apressadamente.

— Sim, Eijirō, praticamente no meio do mês… Por quê? 

Eh, sabe... Será a primeira vez do nosso país sediando uma final do mundial. Legal a beça, né?

Bakugō murmurou um distraído "uhum" em concordância pois não era a primeira vez que comentavam sobre tal assunto, enquanto observava Camie digitar furiosamente no celular antes de ela levantar e sussurrar que pagaria a conta na volta do toalete. Ele acenou com a cabeça, e deu espaço para que o garçom limpasse a mesa quando o funcionário se aproximou de onde escolheram sentar no pátio aberto.

E vai ser em uma cidade próxima de onde você mora, Suki… Sei que não é tão perto, mas acho que são 8h de viagem. Indo de avião seria menos tempo ainda, claro.

Dizer que era próximo de onde morava era um eufemismo da parte dele. A cidade que iria sediar a próxima final do mundial de League of Legends ficava — no mínimo — a 10h de Musutafu! 

Todavia, o que seu namorado queria dizer?

— Uhm… Sim, são opções viáveis... Mas e daí, Eijirō?! — indagou Katsuki, mal-humorado. Ele não passou praticamente metade do dia se corroendo de curiosidade para continuar sem resposta, oras. — Caralho. Pare de enrolar e diga logo o quê você quer, porra!

Um longo suspiro chegou até seu ouvido; porém, antes que pudesse reclamar pelo novo silêncio ensurdecedor no outro lado da linha, Kirishima resolveu abrir a boca — para o alívio de Bakugō.

Porra... Desculpa, estou nervoso, caramba, mas… Então, eu estava pensando se você não gostaria de ir no evento e talvez… me encontrar… lá?

Puta. Que. Pariu. 

Por um breve momento, o mundo pareceu parar e foi a vez de Bakugō engolir em seco. Puta que pariu! Todo aquele suspense durante o dia para no fim Kirishima fazê-lo infartar em pleno restaurante! Ele havia entendido certo…? Eijirō estava convidando-o para um…

— Você está me convidando para um encontro?

Err… sim?, ele deu um risinho nervoso. Se você aceitar, claro.

Oh. Se Katsuki já não estivesse sentado, ele teria corrido o risco de cair duro feito pedra no chão com a proposta repentina. Eijirō cozinhou-o em banho-maria a manhã inteira para chegar na hora do almoço e devorá-lo sem dó nem piedade, puta merda! 

Bom, claro que esse tipo de situação era costumeira na bolha paradisíaca dos casais apaixonados, certo? Principalmente se estivessem para completar um ano de namoro e planejassem passar a data em alguma comemoração cheia de pétalas vermelhas, velas aromáticas e “sexo fofinho” regado a vinho entre quatro paredes e todos os tipos de baboseiras cafonas que a ocasião pedia. Portanto, não haveria motivos para o pânico de Bakugō e seu futuro encontro marcado, huh

Teoricamente, não, mas… 

Veja bem, Katsuki e Eijirō namoravam à distância há quase um ano, com quilômetros e mais quilômetros de distância separando-os fisicamente por morarem em estados diferentes, então… 

O tal encontro no evento significava apenas uma única coisa: conhecer pessoalmente o namorado virtual.

Ele deve ter ficado um bom tempo perdido em suas próprias divagações, pois a voz antes energética do namorado caiu para um tom mais baixo e contido, quase como se estivesse pisando em ovos quando sussurrou de modo inseguro em seu ouvido.

Hey, Suki… O que você acha, hein? É uma boa ideia ou estou sendo muito afobado?

— E-Eu… Eu confesso que não esperava por isso agora, mas não acho precipitado o nosso encontro, Eiji. — A insegurança na voz de Kirishima deixou Bakugō em estado de alerta, e era questão de honra fazê-lo ficar eufórico de novo. Por isso, ele tratou de relaxar na cadeira e ignorar o máximo possível as borboletas voando em seu estômago. — Estávamos tentando combinar para nos encontrarmos durante suas férias, lembra? Só iremos antecipar alguns meses, não vejo problema quanto a isso… 

Bom, isso é verdade…, o risinho de alívio dele trouxe um sorriso discreto ao rosto de Katsuki, acompanhado por um leve rubor. Eles eram dois idiotas apaixonados, mas quem poderia julgá-los?! Então, Bakugō Katsuki, você me daria a honra de ter sua companhia no Worlds?

Katsuki soprou uma risada com a brincadeira, seu namorado era tão idiota às vezes… 

— É óbvio que sim, porra! Eu vou encher essa sua carinha estúpida de beijos, Eijirō.

Apesar de parecer pleno e convicto por fora, ostentando uma face serena para o mundo, as axilas e mãos dele encharcaram-se de suor após confirmar presença. Um turbilhão de sentimentos estavam formigando sob sua pele e ele não sabia como sobreviver até a data sem ter mini-infartos a cada minuto. 

Definitivamente, o restante do mês seria longo…


Notas Finais


Um agradecimente MUITO especial vai para a @Takt, que fez minhas capas e banner. 💙 Sério mesmo, ela é um amorzinho e eu entendo perfeitamente porque Lin namora essa molier. São dois nenês que eu guardo em um potinho de gratidão e amor! 💙
E o outro agradecimento, mas não menos importante, vai pra @gabizera123 que escreveu essa sinopse maravilinda e me ajuda em tantas outras coisas... 💙 Ai, amg, não preciso ficar rasgando seda aqui para você porque nossa amizade virtual há mais de anos fala por si mesma. Obrigada por tudo, te amo! 💙

E aos que me acompanharão nessa nova empreitada cheia de fluffy, gay panic do Katsuki, relacionamento a distância, slice of life e algumas pootaryazinhas (porque não somos de ferro, muito menos os KiriBaku 😁), agradeço pelo apoio e a leitura de vocês... Enfim. 💙

Até o próximo capítulo! 💙


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...