História Everything starts in Paris - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Personagens Originais
Tags Fanfic, Harry Styles, Nova York, One Direction, Paris, Principe, Romance, Viagem
Visualizações 231
Palavras 4.214
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hellooooo!
It’s me

Capítulo saindo do forno, sério, eu acabei de terminar de escrevê-lo, E EU TO MUITO EMPOLGADA, porque pode-se dizer que é um dos meus caps preferidos! AAAAAAAA
Espero que gostem, quero opiniões sobre ele depois!

Boa leitura! <3

Capítulo 17 - We are infinite


Fanfic / Fanfiction Everything starts in Paris - Capítulo 17 - We are infinite

   Se há pessoas que eu admiro, com certeza são as pessoas que saem todo final de semana para lugares legais e chegam contando todas as novidades para os amigos na segunda-feira. 

   E eu falo isso com completa sinceridade, pois na maioria das vezes os meus finais de semana eram tão monótonos quanto a voz do Sr. Gale e tão sem-graça quanto o Adam Sandler em seus filmes de comédia. Claro que 51% da culpa era minha por ter uma tamanha preguiça de levantar da cama em tais dias. Os outros 49% eram dos estudos, que eram necessários se eu quisesse entrar em uma boa universidade ou simplesmente tirar notas boas no colégio.  

   Levando em conta todos esses fatores, meus fins de semana geralmente eram resumidos a: café, cobertor e filmes.  

   – Vamos para algum lugar hoje? – Alicia me pergunta enquanto pega uma pipoca no balde de pipocas que estava entre nós no sofá. 

   Ah. E Alicia. 

   – Você não tinha aquele jantar de negócios importante com seus pais hoje? – pergunto, pausando a TV e também pegando uma pipoca. 

   Era por volta de cinco da tarde de um domingo. Estávamos no meu sofá assistindo a terceira temporada de Friends enquanto comíamos a pipoca de micro-ondas que eu havia feito mais cedo. 

   – É, na verdade eu tenho, mas não estou com muita vontade de ir. – ela diz – Vai por mim. Pensa em um monte de gente velha e chata que fica falando o tempo todo sobre quanto o sapato de pessoa “x” deve ter custado. 

   Dou um sorriso travesso. 

   – “Eu paguei novecentos reais nessas botas da Chanel! Uma mixaria!” – imito uma voz grossa e nós rimos. 

   – “Vou ter que ir à Los Angeles novamente amanhã. Oh, isso é tão desgastante!” – ela completa a minha piada fazendo gestos com as mãos e nós rimos mais ainda – Ai meu Deus, nós somos idiotas.  

   – Ok, mas por que quer sair então? – eu pergunto. 

   – Porque aí eu teria uma desculpa para não ir, oras. Ainda mais se fosse com você, tenho certeza que eles deixariam. – diz como se fosse óbvio – Eles te idolatram. 

   – Alicia, você sabe que está exagerando. 

   – Não estou não.  

   Reviro os olhos. 

   – Mas de qualquer modo, eu não posso. Tenho planos. – digo com ar de superioridade. 

   Alicia faz uma cara de surpresa. 

   – Você? – ela joga uma pipoca em mim e ri – Tem planos? 

   Faço uma careta. 

   – Sim. Pedir pizza e ficar vendo Netflix.  

   Alicia me joga outra pipoca, só que com mais força. 

   – Por Deus, Melissa! – ela bufa – Vamos comigo pra algum lugar! Por favorzinho! – ela cruza as mãos, implorando, enquanto se ajoelhava no meu sofá – Algum pub! Faz tempo que não vamos em algum pub! 

   – Ali, em primeiro lugar: – levanto meu dedo indicador – nós temos aula amanhã, então eu não estou à fim de dormir tarde. – Segundo: – levanto meu outro dedo – os seus pais vão ficar extremamente bravos se você não for nesse jantar. E terceiro: – levanto meu terceiro dedo – nós não temos vinte e um para entrar em pubs, da última vez que fizemos isso... 

   – Ok, ok. Eu me lembro. Me lembro muito bem daquele dia. – ela balança a mão como se dispensasse os detalhes. – Você me convenceu, Melissa, muito obrigada. – ela dá um sorriso cínico e se levanta do sofá – Se eu morrer de tédio, a culpa vai ser sua – Alicia pega seu celular em cima da mesinha centro e coloca seu tênis. 

   – Eu só estou usando o cérebro, Ali. E a memória também. – franzo o cenho – Onde que você vai? 

   – Preciso chegar em casa logo se não quiser me atrasar. Ainda tenho que arrumar coragem do fundo da minha alma para fazer uma maquiagem decente. – Alicia diz enquanto caminhava em direção da porta, sendo seguida por mim. Eu reviro os olhos rindo – Tchau, baby. Nos vemos amanhã.  

   – Vá pela sombra. – abro a porta para ela. Ela manda um beijinho com a mão e sai andando em direção ao elevador. 

[...] 

   Neste exato momento eu estava no meu quarto escuro mexendo em minhas redes sociais para passar o tempo, contando que eu não estava com sono. Eu estava começando a achar que minhas palavras se viraram contra mim, pois eu havia dito a Alicia algumas horas atrás que não estava à fim de dormir tarde, e já era 23h27. Droga, eu preciso dormir as minhas oito horas diárias! 

   Claro que ficar mexendo no Instagram e no Twitter não ajudava muito, mas pelo menos me distraía. 

   Eu realmente havia pedido uma pizza e feito uma maratona de filmes na Netflix, enquanto esperava os meus pais chegarem do “jantar à dois”. Eles costumavam fazer isso de vez em quando, e hoje havia sido a vez de irem à um restaurante japonês. Os dois provavelmente estavam dormindo agora, pois a casa se encontra em silêncio absoluto. 

   Esse silêncio é quebrado quando o meu celular apita um som de notificação, e eu vejo “Mensagem de Harry” no visor. Harry me mandando mensagem a essa hora? Estranho, nós não nos falávamos desde aquele dia no Starbucks. 

   “Está acordada?” 

   Parece que não sou apenas eu que sofre de insônia. 

   “Estou.” 

   “Será... Que podemos conversar?” 

   Levando em conta as nossas “conversas” ultimamente, essa frase me faz ficar um pouco desconfiada do que ele viria a me falar. 

   “Claro. Amanhã na escola?”, sugiro. 

   “Eu estou aqui em baixo”, ele responde simplesmente. 

   Levanto da cama em um salto. 

   “Você o quê!?” 

   Harry estava aqui? Aqui, no meu prédio? Que diabos o Harry fazia aqui a essa hora? 

   “Sim, estou no térreo do seu prédio. Vai vir aqui ou não?” 

   Será que ele não podia parar de aparecer nos lugares de repente?  

   Não dá para mandá-lo subir agora se não quiser que os meus pais acordem e me façam um interrogatório sobre. E eu não queria mandar Harry ir embora agora que ele já está aqui, podia ser algo importante. Chego a conclusão de que a minha única opção é sair sem ninguém perceber e ir até ele lá embaixo. Nós vamos conversar e depois eu volto para cá.  

   “Chego aí em um minuto.” 

   Abro o meu closet, pego meu casaco preto, prendo meu cabelo em um rabo de cavalo e coloco algumas almofadas debaixo de meus cobertores simulando uma Melissa dormindo, para o caso de minha mãe resolver entrar aqui nesse curto espaço de tempo. Vou andando pela escuridão da casa na ponta dos pés e tentando não trombar com os móveis à minha frente. Chego até a sala e tento abrir a porta o mais devagar possível para não fazer barulho. Uau, eu estava mesmo em um filme de ação.  

   Eu não queria ir pela escada, então caminho até o elevador e aperto para descer até o térreo.  

   Ele estava lá. 

   De braços cruzados e cabeça baixa perto do sofá da recepção, vestindo algo que pareciam roupas de dormir com apenas um sobretudo por cima. Seus cabelos estavam uma bagunça de cachos, o que me fez sorrir internamente. Sua expressão não era alegre, mas também não era brava. Quando seu olhar se levanta para me encarar, não consigo resistir a ter um déjà-vu. Eu me lembrei do dia em que ele me convidara para experimentar o escargô em Paris e ele fora em meu hotel me buscar. Lembro que aquele dia ele usava touca e a camiseta dos Beatles. 

   – Harry? – eu digo, um pouco preocupada – Aconteceu alguma coisa? 

   Harry morde o lábio. 

   – É, eu sei, me desculpa pelo horário, mas é que eu precisava conversar com alguém e você foi a única pessoa que me passou pela cabeça. – se explica rapidamente – Então eu entrei no carro e quando me dei conta já tinha dirigido até aqui.  

   – Não se preocupe, eu estava sem sono. – dou um meio sorriso – Sobre o que quer conversar?  

   – Será que poderíamos...? – ele aponta em direção à saída do prédio, onde consigo ver seu carro estacionado. 

   – Sair? – franzo a sobrancelha. 

   – Ir para algum lugar. 

   – Agora? – arregalo os olhos – Mas... Amanhã... 

   – Temos aula. – ele completa – E já é quase meia-noite. E seus pais provavelmente estão dormindo e não sabem que está aqui. E estamos com roupas de dormir com casacos velhos por cima. – suspira – É, eu sei. 

   Ok, mas e se meus pais resolvessem levantar e perceberem que a filha deles havia sumido? Eles provavelmente mandariam a polícia atrás de mim, e isso não seria nada legal. 

   Mas ao mesmo tempo, o que Harry mais parecia precisar no momento era alguém para conversar. Algo como um ombro amigo. Eu sentia isso em sua voz. E ele havia pensado exclusivamente em mim para isso! Fico internamente feliz por ele me considerar importante, coisa que ele parece se esforçar para deixar clara a cada dia. 

   Harry ainda me olhava esperando uma resposta, fazendo com que eu saia de meus devaneios. 

    – Ah. Quem liga para as aulas, não é mesmo? – digo irônica e dou de ombros. Harry repuxa os cantos da boca em um sorriso.  

   Ele estende sua mão para mim e eu a concedo. Ele me conduz em direção ao seu carro e abre a porta do passageiro para mim, enquanto olhava para os dois lados da rua, parecendo verificar se alguém nos observava. Depois do dia em que o motorista de seu pai nos seguiu até aquele parque em Paris, eu entendia a sua constante insegurança quanto à isso.  

   – Prometo te trazer antes das duas. – Harry diz e dá partida no carro. 

   Legal, Melissa. Você não sai com a sua amiga no domingo, mas sai com o Harry. 

   – É bom mesmo. – provoco – Para onde vamos? – ele parece refletir. 

   – Eu não havia pensado nessa parte. Mas será que eu posso apenas... Sei lá, dirigir sem rumo por enquanto? – sugere, um pouco hesitante. 

   Balanço a cabeça afirmativamente e me viro para encará-lo. Ele parecia se esforçar para se concentrar na rua à as frente. 

   – Você parece chateado.  

   Harry balança a cabeça enquanto virava a rua à nossa esquerda. 

   – Eu só estou... cansado. 

   – Sou toda ouvidos. 

   – Cansado disso. – ele dá uma pausa e eu espero ele continuar. Seu peito se movia para cima e para baixo, denunciando o quão nervoso ele estava – Cansado de todas as brigas, sabe? Cansado de não confiarem em mim, de acharam que eu ainda sou muito imaturo para tomar decisões. – Harry desabafa, colocando tudo para fora de uma só vez algo que ele parecia guardar para si – Eu passei a minha vida inteira aprendendo sobre tudo o que fosse necessário para poder me considerar competente, mas meu pai ainda não confia em mim para decisões importantes. De que adianta? – diz, frustrado. 

   – Mas você é o príncipe. – eu digo, ainda não tendo certeza sobre o que ele estava falando. Além do mais, ainda era extremamente estranho pronunciar essas palavras em voz alta – Quer dizer, tudo bem que o seu pai é o rei, mas tomar decisões faz parte do seu aprendizado como futuro rei, certo? 

   – É o que eu penso. Mas ele não me dá espaço! E isso... Argh! Me tira do sério! E nós acabamos discutindo. Desde que me conheço por gente, esse tipo de discussão nunca acaba bem. Hoje não seria diferente. – ele respira fundo, se acalmando, antes de começar a contar toda a história que o levou até ali. Eu permaneci em silêncio – Eu recebi uma ligação da minha mãe mais cedo, que depois passou o telefone para minha irmã. Eu estava com saudades de ouvir as suas vozes. – vejo Harry sorrir e percebo o quanto ele era apegado com sua família. Era muito bonito esse seu amor por eles – Aí depois de um tempo, Gemma passou o telefone para o meu pai. Eu estava feliz por ouvi-los, estava querendo saber as novidades assim como qualquer família normal faria. Mas nós não somos uma família normal, então, resumindo tudo, meu pai começou a falar de política e negócios ao invés disso. Ele sabe muito bem que eu não concordo com algumas atitudes em sua forma de governo, mas nunca me dá ouvidos. Por termos opiniões e estratégias diferentes, acabamos discutindo. Ele não aceita minhas sugestões e quer impor as suas vontades para cima de mim, dizendo ainda por cima que eu sou muito imaturo. Aí no final eu sempre explodo e meu pai sempre acaba tomando atitudes de cabeça quente. – Harry confessa, ainda um pouco nervoso. Eu lanço à ele um olhar de quem o entendia. 

   Eu admirava Harry quando se tratava de superar toda a pressão em cima de suas costas. 

   – Então vocês brigaram de novo? 

   – Infelizmente sim. 

   – Eu sinto muito. – digo com sinceridade. 

   Harry força um sorriso. 

   – A sua mãe concorda com isso? – pergunto, mas logo completo: – Quer dizer, com você e seu pai discutindo? 

   – Não, na verdade ela odeia. E eu me sinto culpada por ter que colocá-la nessa situação. Ela não tem culpa, mas sempre acaba ficando mal por ver seu filho e seu marido brigando. – explica – Por isso nunca fica do lado de ninguém. É uma coisa que eu admiro em minha mãe, ela consegue ser uma mulher extremamente sensata e equilibrada em uma situação como essa. – Harry me olha com brilho nos olhos – Você iria gostar dela. 

   Dou um sorriso. A mãe de Harry parecia ser uma boa pessoa, pelo que eu pude ver no jeito que ele fala dela.  

    – Não que eu não goste de meu pai, eu o amo. Mas às vezes eu sinto que não sou importante para eles, sabe? O que eu penso e sinto não importa, o que realmente importa são... os negócios. – revira os olhos. 

   – Harry, não diga isso. – balanço a cabeça – Eu aposto que o seu pai não tem a intenção de te magoar. Talvez esse só seja o jeito dele de demonstrar que se importa com você. 

   Harry dá de ombros, como se dissesse “é, pode ser”. 

   – Acho que eu praticamente derrubei um monte de informação em cima de você agora, né? – Harry suspira – Tipo, pra variar. 

   – Desabafar é uma coisa boa, Styles. – dou ênfase em seu sobrenome – E eu fico feliz que esteja sendo comigo. Sabe, minha mãe diz que se você guardar para si todas as suas emoções, sejam boas ou ruins, um dia você acabará explodindo. E isso não é nada bom. – digo, lembrando da voz de minha mãe me falando isso – Mesmo que a outra pessoa não diga nada, só de ter alguém ouvindo o que você tem a dizer já é confortador. – coloco minha mão em sua coxa, confortando-o, e Harry me olha com uma certa admiração.  

   – Acho que sua mãe está certa. – coloca sua mão por cima da minha. 

   Ficamos em um silêncio confortável por algum tempo. Ele dirigindo e eu olhando a cidade pelo vidro do carro. Todos aqueles lugares passando por debaixo de meus olhos, como se eu estivesse em um filme. Mais rápido do que eu pensava, quando dou por mim já estávamos na 5th Avenida, uma das avenidas mais movimentadas de Manhattan. Harry parecia bastante admirado com toda a vista e o aglomerado de carros, mas apenas continuou dirigindo por mais alguns minutos. 

   De longe, consigo ver o Empire State Building com toda a sua grandeza e luxúria. Não era à toa que era um dos pontos mais altos da cidade. Instantaneamente, uma ideia me passa pela cabeça e eu digo algo antes mesmo de concluir meus pensamentos: 

   – Harry, para o carro.  

   Harry me olha parecendo confuso. 

   – O quê? Pra quê?  

   – Confia em mim. – digo mais firme – Só para o carro. 

   Harry me olhou como se eu fosse louca, mas me obedeceu a estacionou o carro logo em seguida. Eu abro a porta do carro e vou até ele, que descia com uma expressão de quem não estava entendendo nada. 

    – Por que paramos no meio da 5th Avenida? – ele pergunta com a testa franzida. 

   – Porque é na 5th Avenida que se encontra o Empire State. – eu dou um sorriso travesso e aponto para o edifício que estava a alguns metros de nós, atrás de Harry. 

   Ele se vira, olhando para trás, e sua expressão se ilumina ao perceber onde eu queria levá-lo.  

   – O quê? O que vamos fazer lá?  

   – Uma visitinha. – pisco freneticamente. 

   – Nós vamos lá em cima? Agora? – ele indaga um pouco assustado enquanto eu puxava-o pela mão em direção ao grande prédio. 

   – Sim, vamos. Eu quero te mostrar uma coisa. – digo. Nós adentramos no hall do lugar e eu completo: – Além do mais, isso aqui funciona até as duas da manhã. Acho que ainda temos um tempinho. – dou ombros e Harry, pela primeira vez, me lança um sorriso que se reflete em minha face. 

   Aguardamos um pouco até o momento em que o próximo elevador iria subir, e entramos. Era de madrugada e – mesmo que Nova York fosse considerada a “cidade que nunca dorme” – não haviam tantas pessoas por lá como na parte do dia. Harry me lançava olhares de vez em quando, porém desviava o olhar quando eu olhava de volta.  

   Chegamos lá em cima rapidamente, depois de subir os 102 andares do lugar. Pego na mão de Harry novamente e o conduzo para fora do elevador, indo até o observatório. Sussurro baixo em seu ouvido:  

   – Harry Edward Styles, seja bem-vindo a uma das melhores vistas de Nova York!  

   Nós damos mais um passo e o que vimos em seguida foi algo maravilhoso. Ver Nova York de baixo era uma coisa. Agora, ver Nova York de cima era uma das coisas mais bonitas a qual eu não me cansava de observar. A cidade estava toda iluminada, e de lá pudemos avistar o Chrysler Building, o Central Park e o East Rivers, além da Brooklyn Bridge e, até mesmo, a Estátua da Liberdade. Às vezes eu olhava para essa vista e percebia que não passávamos de apenas grãozinhos de areia em uma enorme praia.  

   Como eu gostaria de estar com a minha câmera agora!

   Harry observava tudo atentamente, um pouco boquiaberto. Quando ele desvia o olhar da vista, imediatamente olha para nossas mãos, que só agora percebo que ainda estavam unidas. 

   – Melissa... Eu estou impressionado. Isso é lindo! – ele sorri abertamente. 

   Concordo com a cabeça e dou um suspiro baixo, voltando a olhar para frente. 

   – Sabe Harry, algumas pessoas têm medo de altura. Na verdade eu nunca entendi isso, pois eu, pelo contrário, sempre gostei delas. Ver a cidade de cima é tão calmo e inspirador, me ajuda a pensar e me ajuda a refletir sobre tudo. Olhar todos os carros e pessoas apressadas passando lá em baixo, ver o quanto parecemos insignificantes perto de toda essa grandeza que é Nova York. É tão surreal, entende? Ver que somos apenas duas pessoas perto das outras oito milhões que estão ali. E confesso, me sinto apenas uma formiguinha em um lugar tão imenso. – olho para ele e percebo que tenho sua total atenção. Mas isso, ao contrário do que normalmente acontecia, só me encoraja a continuar: – Mas por outro lado, somos especiais por nós mesmos. Cada pessoa ali em baixo tem a sua própria vida e seus próprios problemas. Cada um ali é diferente, e isso inclui nós. – aponto para nós dois – Isso não quer dizer que não somos especiais por nós mesmos. – chego mais perto do garoto à minha frente, me atrevendo a colocar uma mão em seu peito. Sinto seu coração batendo de um jeito descompassado – Então, garotão, nunca diga que não é importante. Cada um de nós tem algo que faz sermos diferente das outras pessoas. Somos especiais. – a última frase eu digo mais como um sussurro: – Você é especial, príncipe Harry. 

   Eu levanto o olhar e vejo Harry me encarando com um certo brilho nos olhos, que eu podia jurar estar brilhando mais do que toda cidade de Nova York nesse momento. Eu não me cansava de olhar dentro de seus olhos incrivelmente verdes, era algo fodidamente inevitável quando se estava com ele.  

    – Eu não me arrependo nem por um segundo de ter dirigido até a sua casa quando saí do meu apartamento. – ele levanta o meu queixo, mordendo os lábios – E se tem alguém que tem algo especial aqui, sem dúvidas esse alguém é você, Melissa. Os seus pensamentos são tão complexos e bonitos que eu não sei porque ainda me surpreendo de descobrir mais coisas impressionantes sobre você. Você com certeza é a única pessoa com quem eu gostaria de estar aqui nesse exato momento falando sobre sermos especiais. E sério, obrigada por sair da sua casa no meio da madrugada para vir comigo e me ouvir quando eu preciso “desabafar”. – ele fecha os olhos – É muito importante para mim. 

   Se eu não estivesse se segurando em Harry, eu aposto que eu teria caído, porque as minhas pernas ficaram bambas com o que ele disse. Caramba, Harry, não tinha como você ser um homem menos fofo? Ele podia ser um príncipe de contos de fadas quando queria, e isso não queria dizer que ele não era humano. Harry tinha defeitos, logicamente, mas ele deveria escondê-los muito bem, porque eu realmente tinha uma certa dificuldade em enxergá-los. 

   – Olha só, – Harry diz em seguida, enquanto pegava seu celular – já passou da meia-noite.  

   – O tempo passou rápido. – digo – Uma pena que dessa vez não dá mais tempo de fazer um pedido. – lanço um olhar significativo para ele, que faz o mesmo. 

   – Aquele dia não foi justo.  

   – O que não foi justo? – pergunto, confusa. 

   – Você sabe qual foi o meu desejo naquele dia. – sim, eu me lembro: me beijar – Mas eu não sei qual foi o seu. – Harry cruza os braços, fingindo indignação. 

   – Você contou porque quis. – dou risada. 

   – Sua ingrata. – ele banca o bebê emburrado – Não vai me contar mesmo? 

   – Bom... – olho para cima, pensativa – Quem sabe um dia.  

   Tive que segurar a risada para a cara que Harry havia me feito naquele momento. Porém, ele não conseguiu ficar muito tempo de “cara fechada”, pois me puxou pela cintura e nós ficamos olhando a cidade ali de cima ainda por um tempo.  

   A paz que eu senti ali foi tão boa. E eu havia até me esquecido de que estava no Empire State à uma da manhã com Harry, depois de ter saído escondida de casa. Mais tarde nós teríamos aula e provavelmente acordaríamos com uma bela olheira abaixo dos olhos, mas eu, Melissa Kingston, não estava reclamando disso. 

   – Ei. – chamo-o depois de um tempo, me desvencilhando de seu abraço e agora abraçando o meu próprio corpo – Você se importaria se voltássemos para o carro? Está esfriando. – eu abraço meu corpo mais forte ao sentir o vento gélido bater contra meu rosto.  

   Agora com o outono e o final do ano se aproximando, a temperatura estava começando a cair cada vez mais. E além disso, estávamos a uns trezentos metros do chão. Ali obviamente seria mais frio. 

   – Ah, claro. – Harry concorda – Vem, eu te levo de volta. 

   – O quê? Mas já? – eu franzo a sobrancelha e Harry estranha a minha frase – Quer dizer, você disse que me levaria antes das duas, só não disse quando. – dou de ombros, brincalhona – Mas claro, eu entendo se você quiser voltar para casa agora, já que temos aula e... 

   – Não, não. – Harry sorri – Na verdade, eu não estou com um pingo de sono. Quer "dirigir sem rumo" novamente até dar nosso horário?

   Eu sorrio em resposta. Harry imediatamente tira seu casaco e o coloca mas minhas costas. Eu digo à ele que não precisava, pois assim seria ele quem passaria frio por minha causa. 

   – Não se preocupe, Kingston. No momento, eu estou muito quente. – ele passa o braço pela minha cintura e sussurra: – Corrida até o carro? 

   Quando ele diz isso, eu automaticamente saio correndo em disparada, sendo logo alcançada por ele. Nós entramos no elevador juntos e depois de chegarmos ao térreo voltamos a correr o mais rápido que podíamos até o lugar em que Harry havia estacionado seu carro. No final, ele acabou ganhando, o que rendeu várias piadinhas para cima de mim. 

   – Você trapaceou, Harry. – eu digo  entre risos, enquanto observava Harry dar partida em seu carro – As suas pernas são muito maiores que as minhas. 

   – Pare de reclamar e aceite que perdeu, Kingston. – ele responde, ligando o rádio e colocando The Smiths para tocar. 

   Eu reviro os olhos e nós ficamos alguns segundos em silêncio. Depois, entreolhamo-nos e começamos a ter uma grande crise de riso ao lembrar de tudo o que havíamos feito essa noite. Deus, eu nunca havia tido maior adrenalina do que hoje!  

   Era tão bom ver Harry assim depois de ter me contado tudo aquilo. De ter colocado para fora todos os problemas que deixavam-no chateado. Eu não podia explicar a sensação de estar vendo Harry rir abertamente ao meu lado nesse momento. 

    Ou, pensando melhor, eu sabia sim.  

    – No que está pensando? – Harry pergunta. 

   – Em como estou me sentindo agora. 

   – Ah, é? – inclina a cabeça – E como está se sentindo?  

   – Já assistiu As Vantagens de Ser Invisível? – pergunto, me lembrando de um de meus filmes/livros favoritos, o qual eu nunca me cansava de ver. 

    – Já. Várias vezes.  

   Eu coloco a minha cabeça para fora do carro, sentindo o vento batendo contra o meu rosto e fazendo os meus cabelos esvoaçarem. Depois, volto a encarar Harry com um sorriso enorme no rosto.  

“E você se levanta e vê as luzes nos edifícios e tudo faz você se maravilhar. 

E você está ouvindo aquela música no carro, junto às pessoas que você mais ama no mundo. 

E nesse momento, eu juro, nós somos infinitos." 

   – Eu me sinto infinita.


Notas Finais


eu amo muito As Vantagens de Ser Invisível, não sei se alguém percebeu kajsks

Gente, enfim, esse capítulo é muito importante pra mim, queria que vocês me escrevessem falando o que acharam, o que sentiram. <3

P.S. (1): eu gosto dos filmes do Adam Sandler, então não me culpem, culpem a Melissa kajskans
P.S. (2): não tem nada a ver, mas eu só queria dizer que aconteceram algumas coisas estranhas essa semana, tipo o meu professor de inglês colocar Sign of the Times, do Harry, pra tocar na aula. E o “AE, PORRA” que eu gritei? HAHAHAHAH

xx
Camz


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