História Everything Will Be Okay - Capítulo 4


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Dabi, Enji Todoroki (Endeavor), Fuyumi Todoroki, Hawks, Natsuo Todoroki, Rei Todoroki, Shouto Todoroki
Tags Dabi, Drama, Enji, Enjirei, Fuyuhawks, Fuyumi, Hawks, Natsu, Perdão, Redenção, Rei, Shouto, Touya
Visualizações 47
Palavras 1.946
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Cicatrizes


Fanfic / Fanfiction Everything Will Be Okay - Capítulo 4 - Cicatrizes

— Se você ferir a mamãe eu vou te matar.

Enji encarava sério o caçula, deveria ter imaginado que ele mataria aula para ir ameaçá-lo, era quase previsível.

— Isso não vai acontecer Shouto, nunca mais.

O garoto bicolor o analisou friamente, em busca de algum traço de mentira, e quando não achou, suspirou aliviado. Era quase palpável o ódio que os olhos heterocromáticos transmitiam, porém, sem mais nada a dizer o garoto deixou o escritório e Enji bufou soltando um pouco de vapor antes de voltar a trabalhar.

Porém, mais uma vez foi interrompido pelo toque de celular, arqueou um sobrancelha ao ver o nome de Fuyumi e atendeu a chamada.

— Fuy...

Pai! Vem pra casa, a mamãe! Ela...

Não deixou a garota terminar, já havia se levantado e pego o paletó e as chaves do carro, seus funcionários sequer ousaram o questionar, já que tinham certeza que ele poderia queimar com a força do olhar.

Após um trajeto rápido, onde ele batucou os dedos no voltante e quase bateu o carro, chegou na mansão, vendo alguns empregados do lado de fora, os ignorou, passando pelo portão de entrada já podendo ver o gelo formado na parte de trás da casa.

— O que aconteceu?

Perguntou quando viu Fuyumi, a garota andava de um lado para o outro com o celular na mão, provavelmente teria ligado para um monte de gente para pedir ajuda.

— Ela estava fazendo chá e eu fui colocar meu celular para carregar e então ouvi um grito e tava tudo congelado quando eu voltei... Foram menos de dois minutos pai... Eu... Eu juro...

— Certo. — Enji a cortou, arreganhando as mangas — Ligue para o psicólogo dela e prepare o kit de primeiros socorros.

Enji começou a enviar ondas de calor, descongelando a enorme e grossa parede de gelo que estava formada no meio da cozinha, Fuyumi prontamente o obedeceu indo até o jardim fazer mais ligações.

Por mais que fosse quase imperceptível, os braços dele tremiam, a culpa o corroendo por dentro, era culpa dele afinal, era culpa dele ela não ser capaz de executar uma tarefa tão simples, era por causa dele que ela tinha marcas tão profundas em seu corpo, ele sabia que ela não iria se reintegrar totalmente, havia até se preparado mentalmente para numa situação semelhante, mas seu peito doía insuportavelmente só de imaginá-la fragilizada.

— Shouto e Natsu estão vindo para cá, o psicólogo vai vir mais tarde, ele disse que devemos deixá-la repousar e longe de qualquer gatilho.

Fuyumi entrou na cozinha mais calma, respirando fundo a cada frase, tudo o que Endeavor fez foi assentir, o gelo derretia rapidamente por mais que ele tomasse cuidado para não aquecer muito.

Não demorou até ele conseguisse vê-la, através de uma fina camada que ele logo conseguiu quebrar, por um instante ele esqueceu como respirava, assim que a viu encolhida, trêmula com os olhos inchados.

— Enji... — sua voz saiu fraca quando ela o viu e olhando para as próprias mãos ela pareceu se dar conta da situação.

Mas isso não a impediu de se encolher quando ele se aproximou. Enji travou, sua boca estava seca, ele pensou em sair dali, porém não havia tempo para os seus dramas internos e quando viu Rei relaxar o corpo, ele a pegou no colo num rápido movimento e a tirou do pequeno iglu.

— Prepare um banho quente, eu vou levá-la para o quarto.

Mais uma vez Fuyumi atendeu seu pedido, Enji a levou até a suíte, no caminho Rei usava o restante de suas forças para tentar empurrá-lo, mas o ruivo a ignorava a deitando na cama com delicadeza e logo se virando para sair no quarto. Entretanto, parou quando ela puxou sua camisa, ele virou-se para ela vendo as lágrimas deslizarem pelo rosto gélido.

— Por favor... Não me deixe... De novo não...

Com o maxilar travado ele pensou em mil respostas que poderia dar para sumir, mas nenhuma pareceu ser suficiente e antes que percebesse já estava se deitando com ela, abraçando com firmeza o corpo e enviando pequenas ondas de calor para que ela pudesse se aquecer.

Não demorou para Fuyumi entrar no quarto, ficando avermelhada ao ver a situação, por mais detestasse a ideia de se separar dela, Enji se levantou mais uma vez a pegando no colo e a levando para o banheiro, onde com a ajuda da filha a despiu e a colocou na banheira de água quente.

— Que merda hein...

O silêncio sepulcral foi quebrado por Natsu, que voltava da cozinha com duas latas de refrigerante, uma para si e outra para o caçula, os dois se sentaram no sofá e Enji permaneceu na poltrona terminando a própria cerveja.

— Fuyumi vai passar a noite com ela, Shouto se quiser, eu posso falar com Aizawa para ele te liberar da Yuei essa semana.

— Um incidente com uma chaleira e você acha que eu sou a melhor pessoa para ficar com ela?

— Fuyumi irá precisar de ajuda e eu não posso tirar férias.

— Meus amigos podem me passar a matéria, eu venho ficar com ela também.

Natsu murmurou bebendo a latinha, claramente irritado, Enji assentiu, tentando escolher as palavras com cuidado, afim de evitar uma explosão do segundo filho mais novo.

— Ela precisa repousar, vamos tentar evitar qualquer...

— Por que não se divorciou?

A fala de Natsu o interrompeu e no mesmo instante Shouto se levantou indo pegar outra latinha de refrigerante, não querendo presenciar mais uma discussão.

— Eu não...

— Você sabe que é o melhor, para ela, para nós, mas mesmo assim insiste nessa porra, você sabe que ela está doente e está se aproveitando disso.

A acusação fez Enji se levantar, porém o filho não recuou, já preparando para atacar.

— Você não sabe o que está dizendo garoto.

— Não sei é? Você não cansa de usá-la? Ela é só um brinquedo para você.

— É melhor retirar o que disse!

Enji ameaçou avançar em Natsu e o garoto o imitou, porém, antes que pudessem fazer qualquer coisa, uma parede de gelo formou-se entre eles. Automaticamente eles viraram a cabeça para o corredor e viram Fuyumi os olhando furiosa.

— Tá aí, a prova que ela é sua filha, é assustadora que nem você quando está puta.

Natsu virou-se desistindo do embate e voltando a se sentar, Enji continuou a olhar para a filha.

— Eu acabei de dar banho nela pai, eu preciso de ajuda para levá-la para o quarto e vestir.

— Entendido.

Enji não conseguia olhar nos olhos cinzentos, Fuyumi havia deixado o quarto a seu pedido e conversava com os irmãos, ele terminava de secar o corpo naturalmente frio, tentando não fazer movimentos bruscos.

— Desculpe...

A voz dela saiu fraca e embargada, Enji levantou a cabeça e forçou um sorriso.

— Vai ficar tudo bem... Já passou...

— Talvez eu não estivesse pronta...

Ela virou a cabeça para o lado, não suportando a dor de dizer aquelas palavras, seu corpo arrepiou-se ao sentir o toque dele em seu rosto, limpando cada uma de suas lágrimas.

— Nunca mais diga isso. 

A voz séria dele ecoou pelo quarto, Rei tocou sua mão, normalmente ele não a tocava por conta das suas reações, mas em momentos como aqueles, ela não sentia medo. 

Eles ficaram parados se encarando, Enji ergueu o tronco para ficar na altura dela, já que ainda estava ajoelhado no chão, em transe ele encostou a testa na dela, deixando as respirações se misturarem.

— Vamos passar por isso juntos dessa vez... 

Sua pele se arrepiou ao sentir os dedos gelados deslizarem por sua cicatriz, ela não havia comentado ou parecido notá-la até aquele momento. 

— Ganhamos cicatrizes horríveis, não é? 

Rei respirou fundo, apoiando a mão no ombro dele, um pequeno sorriso formou-se em seu rosto e não demorou para ela erguer o queixo, selando os lábios, num toque demorado, Enji aceitou o ato, fechando os olhos e sorvendo os doces lábios. 

— Enji... — ela respirou fundo quando ele beijou o canto de sua boca e depois voltou a se aprofundar nos lábios finos, um riso envergonhado — As crianças estão na sala... E eu nem estou vestida... 

— Assim que é bom... — Enji beijou seu pescoço, nem sequer havia reparado que uma de suas mãos já estava na cintura dela, porém quando ela tentou empurrá-lo com uma das mãos, ele afastou-se a encarando sério — Certo, vamos parar. 

— Não é isso... Enji... — ela sentou-se na cama quando ele se levantou e alisou a blusa, mais uma vez, forçou um sorriso quando ela o olhou receosa. 

— Seu dia foi muito estressante... — ele segurou seu rosto e beijou sua testa, a deixando sem reação — Vamos deixar para quando você estiver recuperada... 

Rei assentiu, por mais que o simples beijo já tivesse acendido nela alguma coisa, ainda tinha o receio dos toques dele, e também não queria ter a vergonha de ser interrompida por uma das crianças. Precisaria de tempo para se preparar e conseguir deixá-lo a tocar sem medo, sem ser apenas por um simples impulso. 

Porém, ela o puxou para mais um beijo, sabendo que não seria tão fácil mais tarde. 

— Merda Rei... Vista-se...

Murmurou Enji indo atrás de roupas para ela, mais uma vez ele a ajudou a se vestir, recebendo um selinho como agradecimento. 

— Eu não quero falar com o doutor hoje...

Rei declarou, sentindo os braços fortes a envolverem por trás e Enji afundar o rosto em seu pescoço. 

— Tem certeza? 

— Sim... Posso marcar um horário amanhã... Vai ficar comigo está noite, não vai? 

E pela primeira vez durante aquelas três horas, Enji lembrou-se da agência, pegou o celular e viu as trinta chamadas perdidas, e soltou um longo suspiro, todos deveriam estar loucos atrás do Endeavor.

— Lamento Rei... 

— Está tudo bem... — ela passou a mão por seus fios carmesim — Vai lá... 

— Entendido. 

Com pesar ele a soltou, ordenando que ela comesse e descansasse, recebendo um beijo na bochecha antes de sair. 

Pelo corredor já podia ouvir a voz dos três irmãos discutindo. 

— Vocês tinham que ver... O pai não saiu do lado dele, eles estavam tão serenos... Acho que nunca o vi tão calmo. 

A voz de Fuyumi como sempre em sua defesa o fez sentir um pouco de orgulho. 

— A mãe deveria comprar uma casa no meio do nada com o dinheiro do divórcio e nunca mais olhar na cara dele. 

Natsu, como sempre querendo que ele recebesse o tratamento mais desprezível. 

— Deixá-la sozinha novamente, é isso que quer? 

— Não fui eu quem a joguei num hospício!

Os dois mantinham um tom baixo para que o casal não ouvisse, sem saber que Enji ouvia tudo escorado na parede, pela primeira vez Shouto se pronunciou. 

— Ela precisa de apoio, independente de suas escolhas, como filhos é o nosso dever.

Dito isso, Enji saiu do corredor e a discussão foi encerrada. 

— A mãe de vocês está deitada, não a estressem. Fuyumi ligue para o psicólogo e avise que ela não quer vê-lo hoje, eu vou voltar para a agência. 

Ele se despediu da filha que como sempre desejou que ele tivesse uma boa noite e Shouto acenou com a cabeça para ele, Natsu quase pulou em seu pescoço assim que passou por ele. 

Os dois foram falar com Rei e Fuyumi ficou encarregada de ligar para o médico.

Se sua família não fosse tão complicada...

Foi tudo o que ele disse, ela despediu-se do homem e desligou o aparelho, massageando as têmporas.

— Fiz bem em comprar cerveja...


Notas Finais


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Beijos ❤️❤️❤️


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