História Everything Will Be Okay - Capítulo 6


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Dabi, Enji Todoroki (Endeavor), Fuyumi Todoroki, Hawks, Natsuo Todoroki, Rei Todoroki, Shouto Todoroki
Tags Dabi, Drama, Enji, Enjirei, Fuyuhawks, Fuyumi, Hawks, Natsu, Perdão, Redenção, Rei, Shouto, Touya
Visualizações 55
Palavras 1.192
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Desculpe


Fanfic / Fanfiction Everything Will Be Okay - Capítulo 6 - Desculpe

— Eu posso fazer isso sozinho...

Enji bufou virando o rosto para o lado ao sentir os dedos gelados na ferida em seu abdômen, Rei estava ajoelhada em sua frente limpando com delicadeza casa uma de suas feridas.

Um vilão com muitas lâminas estava causando o terror na cidade e mais uma vez ele teve que ir resolver.

— É por isso que tem tantas cicatrizes?

Respondeu concentrada, passando a mão por algumas cicatrizes no torso do homem, apenas isso bastou para Endeavor parar de refutar seus toques e deixá-la fazer curativos em cada mísero arranhão em seu corpo.

Era claro que ela também se referia a enorme cicatriz que cobria seu rosto, quando eles se viram pela primeira vez ela fez menção de toca-la, mas desistiu no meio do caminho e desde então não havia parecido sequer se incomodar com o corte em sua face.

Em silêncio, ela encostou o ombro em seu joelho, o olhando de relance antes de voltar a passar o algodão em um pequeno corte um pouco abaixo de seu abdômen.

— Acabei.

O Todoroki a encarou, a vendo continuar de joelhos entre suas pernas, respirou fundo ao ver os dedos deslizarem por seu cinto e ela cuidadosamente massageou seu membro, o observando atentamente.

— Rei...

Qualquer frase que estava formulando morreu quando ela aproximou os lábios de seu pau e o engoliu de uma vez.

Não demorou até ela estar em seu colo, forçando o punho contra seu peitoral gemendo em seu ouvido enquanto deslizava em seu comprimento, num ritmo lento. Enji agarrou sua cintura a trazendo para o mais perto dele e depois a afastando, repetindo os movimentos até que o intervalo de estocadas diminuísse e os corpos se chocassem com mais força.

— E-Enji...

Ela chamou quando ele puxou sua camisa para cima revelando o sutiã lilás, sua respiração cada vez mais descompassada apenas piorou quando ele se aproximou na clara intenção de chupar os pequenos montes.

No entanto, ambos os corpos travaram quando ouviram o toque de celular, Rei pegou o aparelho jogado em cima do sofá onde estavam e soltou um longo suspiro ao ver o nome de Natsu no visor.

— Ele vai aparecer aqui se não atender...

Enji bufou, segurando sua cintura com mais força enquanto ela deslizava o dedo pelo ecrã e levava o celular até a orelha.

— Querido, aconteceu algo?

O herói estreitou os olhos ao vê-la prestar atenção em cada uma das palavras dele e soltar um murmuro de desagrado.

— Claro que não vou contar para ele... Pode deixar... Estou indo...

Ela desligou o aparelho, olhando em seus olhos antes de respirar profundamente.

— Ele está na delegacia... Entrou numa briga no bar perto da universidade.

— Só pode estar brincando... — Enji apertou os punhos e Rei se levantou. — A gente poderia deixá-lo passar a noite lá...

— Não me tente.

Um sorriso passageiro cresceu em seu rosto e logo sumiu ao ver Rei se arrumar, sem opções ele fez o mesmo e vestiu a camisa social.

Já fazia um mês desde o jantar, os dois não haviam discutido mais desde então, porém estavam mais ativos do que nunca, quando não era em seu apartamento, era em seu escritório, no carro e em qualquer lugar que desse. Mas claro, Rei não havia deixado a agressão passar, pelo contrário, quando não estavam transando ela sequer olhava em sua cara, Enji suspirou, mudar era mais difícil do que imaginava.

E claro, também tinham os ataques de pânico, não tão constantes, porém preocupantes, ela havia tido mais três desde então, causados por gatilhos específicos e um deles foi quando Enji a abraçou enquanto ela cozinhava.  Shouto era liberado da escola por Aizawa, nas tardes que não havia aulas, por mais que o homem não gostasse nem um pouco de sua pessoa, não se importava em deixar o garoto ver a mãe, no fundo o herói era grato pela compreensão do professor, por mais que nunca fosse admitir.

— Ah, mãe, obrigado!

Natsu saiu na cela com um grande sorriso grande ao enxergar a cabeleira clara, porém seu alívio desapareceu quando viu a figura muito maior atrás dela, ele não precisou se aproximar para os dois sentirem o cheiro de bebida que ele emanava.

— Ah merda, você trouxe ele... — reclamou, com a voz molenga e as bochechas coradas.

— Deveria agradecer por termos vindo.

Enji resmungou ríspido e Natsu preparou-se para iniciar uma confusão no meio da delegacia, mas parou quando viu o olhar de reprovação da mais velha.

— Vou voltar para a universidade.

— Não senhor. — Rei o segurou, entrando em sua frente quando ele tentou passar — Vamos para casa tratar esse olho roxo e livrar você dessa bebedeira, amanhã você pode voltar para a universidade.

O garoto sorriu olhando para a mãe, e naquele momento Enji soube que ele falaria algo que se arrependeria mais tarde, um mal de família que se atenuava quando bebiam. Antes que pudesse fuzilar o filho com o olhar e impedir que ele magoasse a mulher, Natsu abriu a boca.

— Qual é, mãe... — seu tom alto chamou atenção dos policiais ao redor — Acho que você esqueceu, mas eu cresci...

— Moleque...

Endeavor deu um passo a frente pronto para fazê-lo calar a boca, mas Rei colocou a mão em seu peito, o fazendo parar.

— Você e esse cara ficam brincando de casinha e agindo como se não fossemos um bando de fodidos...

— Natsu, por favor, vamos para casa. — Rei disse de cabeça baixa, incomodada pelos olhares dos policiais em cima de si. — Podemos conversar quando você estiver...

— Pra que esperar mãe? Amanhã você sequer pode estar em casa, quem me garante que você não vai parar em um manicômio de novo?! Sinceramente, eu acho que dessa vez eles teriam razão de te colocar lá, você só pode estar louca para ficar com...

— Enji!

Natsu caiu no chão com a mão no nariz, Enji o encarava furioso com o ainda fechado e o sangue do filho espalhado nos nós dos dedos.

— Viu só? — o universitário se levantou cambaleante rindo descontroladamente — É disso que estou falando... — sua voz cada vez mais embargada e ele levantou os olhos furioso parando de rir — Ele nunca vai mudar... É um monstro.

E sem prolongar a discussão, ele deixou a delegacia, Enji respirou fundo antes de se virar para Rei e tentar consertar a cagada que havia feito.

— Rei...

— Me leva para casa. Agora.

Não contestou, a guiando para fora e fuzilando cada um dos policiais com o olhar, deveria ter sido menos impulsivo, Rei havia acabado de voltar para o mundo real, era óbvio que situações como aquelas a incomodaria e muito.

No carro, ele dirigia em silêncio, tensionando os braços contra o volante, de soslaio, podia ver as lágrimas contornando o fino rosto e pingando nas roupas claras.

— Desculpe...

Ela riu e ele parou o carro no semáforo vermelho.

— É a primeira vez que você me pede desculpas... E você não faz ideia o quanto me dói saber que isso não vai resolver nada.


Notas Finais


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