História Exchange Aunt - Capítulo 18


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Dr. Archie Hopper (Jiminy Cricket), Emma Swan, Fa Mulan, Ingrid / Rainha da Neve / Sarah Fisher, Lacey (Belle), Lilith "Lily" Page, Malévola, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Tinker Bell, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Morrilla, Morrison, Parrilla, Swanmills, Swanqueen
Visualizações 691
Palavras 4.040
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Orange, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oii, amores. Então, FINALMENTE o momento que eu acredito que ninguém mais estava aguentando esperar kkkkkkkl. Queria agradecer muito a todos vcs, pq vcs têm sido incríveis DEMAIS! Muito obrigada de verdade. Boa leitura, anjos.

Capítulo 18 - Feel Me


Fanfic / Fanfiction Exchange Aunt - Capítulo 18 - Feel Me

Swan sentia suas mãos trêmulas e seu coração acelerado enquanto caminhava em direção à morena. Posicionou-se de frente para Regina, que permanecia sentada na beira da cama. Com a boca entreaberta, a mais velha fixou seu olhar, que já fervia de tanto desejo, nos esverdeados de Emma. Passou de leve os dedos no cós da calça de pijama da loira, que estava agora, com a respiração mais alterada. Levantou-se, enroscando seus dedos nos fios loiros de Emma.

— Sente. — Pediu suavemente e Emma o fez, sentando na cama.

Regina, atrás da loira, prendeu seu cabelo em um rabo de cavalo alto, deixando seu pescoço e nuca expostos. A morena roçou os lábios pelos ombros de Swan ainda cobertos pelo tecido e seguiu para o pé da orelha, onde depositou beijos e mordidas de leve, podendo ouvir a mais nova arfar. 

Emma fechava os olhos e mordia os lábios com mais força a cada segundo que sentia a boca gelada e macia de Regina em sua pele quente. Com uma mão, a morena puxou de leve o cabelo loiro para trás, mordendo a nuca em seguida. Swan apertou as próprias pernas de forma que aliviasse a vontade incontrolável de ter Regina naquele momento. 

Mills voltou para a frente da mais nova, que agora mantinha seu olhar passeando por todo o corpo da morena. Sorrindo maliciosa, Regina a levantou e deu início a um beijo lento que em poucos segundos, tomou mais intensidade. A mais velha segurou com força a cintura de Emma, guiando-a para a parede mais próxima, onde a encurralou e distribuiu mordidas por toda a extensão de seu pescoço.

Emma, por sua vez, desceu suas mãos, tentando desfazer o simples nó do robe de seda de Regina, mas falhou imediatamente, pois a morena a impediu. — Você acha que é tão fácil assim, senhorita Swan? — Disse ofegante enquanto interrompia o beijo.

Regina separou as pernas da loira, encaixando e pressionando a sua ali, contra o seu sexo, que já pulsava. — Isso é tortura, Regina. — Disse enquanto implorava por mais contato da morena.

— Eu sei. — Disse enquanto carregava um sorriso malicioso no rosto. — Tire essa roupa pra mim. — A mais velha pediu com a voz arrastada ao se afasta e sentar na cama novamente.

Um pouco desconcertada, Emma se posicionou mais uma vez na frente de Regina, retirando a própria blusa em seguida sem hesitar. A morena sorriu ao ver que a jovem já estava sem sutiã e mordeu o lábio inferior ao olhar seus seios totalmente expostos. O pulsar entre as pernas da mulher já havia começado a se fazer presente antes mesmo de Swan retirar as calças que ainda estavam em seu corpo, obrigando-a então, a cruzar as pernas e respirar fundo. Percebendo isso, Emma sorriu e passou a língua pelos próprios lábios enquanto retirava a última peça de roupa, ficando apenas com sua calcinha branca e comum. 

— Gosta do que vê, senhorita Mills? — Perguntou provocante ao se aproximar da morena que tinha seu queixo caído e olhos fervendo.

Em um só movimento e sem responder à provocação, Regina segurou a jovem pela cintura e a jogou cama, fazendo suas costas se chocarem contra o colchão e o fino lençol. A mais velha caminhou de quatro por cima da loira, que tinha os olhos mais brilhantes do mundo. Retomou os lábios rosados que tanto gostava, fazendo um jogo de línguas no mesmo. Deixou uma trilha de beijos e mordidas por todo o pescoço e colo de Emma ao mesmo tempo que ameaçava levar suas mãos a um dos seios da loira, passando a mão pelo vão deles.

— Regina... — Emma sussurrou ao sentir que a boca da mais velha estava cada vez mais próxima de seu seio. A cada segundo que passava, ambas tinham certeza do quando queriam uma a outra com a maior intensidade do mundo.

Regina, por sua vez, apalpou um dos seios de Emma, ao passo que chupava seu pescoço. A loira soltou um gemido abafado, que serviu de música para os ouvidos de Regina quando esta apertou o mamilo já enrijecido entre o indicador e o polegar. 

Emma se atreveu a levar suas mãos às laterais do corpo de Regina, que pareceu não se importar. Passou as duas mãos por todo o corpo curvilíneo da morena, que ameaçava cada vez mais levar a boca aos mamilos já extremamente duros. E, quando o fez, uma explosão de sentimentos se fez presente dentro de Emma e por entre suas pernas também. Entrelaçava os dedos nos cabelos negros ao mesmo tempo que gemia ao ouvido da tia-temporária.

Regina circundou a língua com delicadeza pela região ao mesmo tempo que ouvia os gemidos manhosos e abafados da loira invadirem seus ouvidos. Pôde sentir seu cabelo sendo puxado com força quando finalmente chupou ambos os mamilos de Emma, dando também mordidas de leve. 

A mais velha sorriu ao se levantar e avistar um grande ponto escuro na calcinha de algodão da jovem. Sentada em cima do sexo da mulher, Regina – ainda vestida – se movimentou com delicadeza, sorrindo vitoriosa ao ver Swan fechando os olhos, jogando a cabeça para trás e mordendo deliciosamente os lábios. 

— Porra, Regina. — Emma gemeu ao sentir seu sexo roçando com o da mulher enquanto encharcava cada vez mais. A jovem segurou a cintura de Regina, forçando-a a aumentar os movimentos.

— Porra, Regina. — A morena repetiu, revirando os olhos de tanta satisfação. — Você xingando com o meu nome e gemendo fica a coisa mais excitante do mundo. 

— Gosta de ser xingada, então? — Emma abriu um sorriso malicioso e mordeu os lábios ainda mais forte quando a mulher aumentou os movimentos em resposta. — Eu não aguento mais essa tortura. 

— Então me diga o quê quer. — Disse ao parar os movimentos e posicionar-se entres as pernas da jovem.

— Você. — Respondeu rápido.

— Isso não é o suficiente, Swan. — Disse com a voz arrastada enquanto passava a ponta do dedo pelo tecido da calcinha de Emma, que estremeceu.

— Ai, Regina, me fode logo! — Implorou com a voz manhosa.

Regina abriu um sorriso sacana e em seguida, tirou lentamente a última peça que cobria o corpo da loira, revelando a intimidade já totalmente molhada. A mais velha ficou totalmente desconsertada ao ver a loira tão exposta para si.

Emma, que já tanto se contorcia buscando por algum contato da morena, levantou o próprio tronco em desespero ao vê-la se afastar. — N-não... O quê você está fazendo? — Perguntou.

A mais velha posicionou-se mais uma vez sobre o seu corpo, fazendo-a deitar totalmente mais uma vez. Com sua perna entre as da loira, pressionou seu joelho de leve contra o sexo da mais nova, fazendo-a gemer. — Tem noção de como me deixou molhada, Emma? — Sussurrou ao ouvido da jovem. — E você nem sequer me tocou de verdade. Ninguém nunca conseguiu fazer isso comigo. — Sentou-se mais uma vez sobre Emma e levou a mão ao próprio sexo, passando os dedos por toda a sua extensão lubrificada, sem nunca quebrar o contato visual com a jovem, que tinha certeza que poderia atingir o orgasmo só com aquela cena. — Prove-me. — Disse ao depositar seus dois dedos na boca de Swan, que os chupou sem pensar duas vezes, fazendo Regina ficar ainda mais molhada. — Agora, eu te dou o quê tanto quer.

Se colocou mais uma vez entre as pernas de Emma, abrindo-as um pouco mais e pressionou o seu clitóris com o polegar, movimentando-o aos poucos. Um sorriso surgia no rosto de Regina a cada vez que via a jovem arquear as costas, implorando por mais. Passou, então, o dedo indicador por toda a extensão completamente molhada da loira, mas sem nunca penetrar, o quê era uma tortura. 

— Para com essa merda de tortura, Regina. Eu já disse o quê eu quero. — Disse firme ao bater as mãos na cama.

— Diga mais uma vez. Gosto de ouvir você sendo baixa. Me excita. — Ordenou.

— Me fode, Mills. Me fode agora. Por favor. — Emma cerrava os punhos e os batia com força na superfície da cama.

Sem mais cerimônias, Regina penetrou um dedo e pôde ver a jovem se arqueando ainda mais e fincando as unhas no lençol. A mais velha curvou seu dedo dentro de Emma, atingindo seu ponto G ao mesmo tempo que ambas gemiam. Começou com um delicioso vai-e-vem, alternando os movimentos entre lentos e rápidos. 

— Ahh... Mais um... — Gemeu. — P-por favor. 

Sorrindo, Regina inseriu mais um dedo, repetindo todos os movimentos. Usou a mão livre para circundar com os dedos o mamilo enrijecidos da jovem, que gemia sem parar. 

Emma sentiu seu mundo desmoronar quando sentiu os dedos de Regina saírem de si. Sem entender nada, procurou pela mais velha à sua frente, mas a encontrou, na verdade, deitada ao seu lado. — O quê... — Disse totalmente fraca.

— Eu sei uma maneira muito melhor de te fazer gozar. — Disse com um sorriso sacana e Swan rapidamente capitou a mensagem.

Sem muitas forças, Emma se levantou e sentou sobre o rosto de Regina, que começou a fazer movimentos delicadamente deliciosos com a língua em seu sexo. Swan precisou se segurar na cabeceira da cama ao passo que rebolava sobre o rosto da morena, que chupava, beijava e lambia todo o seu sexo. A mais velha segurou sua cintura, incentivando-a a rebolar mais ainda, e assim o fez. 

Mills, ao mesmo tempo que deliciava-se do sabor de Emma que há muito tempo queria provar, inseriu um dedo na sua intimidade, deixando que a mulher sentasse sobre seu dedo e rebolasse no mesmo. Ao passo que os gemidos da jovem foram se tornando cada vez mais altos e intensos, Regina sentiu todo o interior da loira se contrair contra seu dedo, fazendo-a aumentar os movimentos. Swan sentiu seus sinais de orgasmo chegando e rebolou mais ainda sobre a boca deliciosa e macia da mulher.

Emma sentiu seu coração acelerar, seu corpo inteiro ferver e logo em seguida relaxar ao mesmo tempo que soltou um gemido alto de satisfação. Deixou seu corpo trêmulo e pesado cair ao lado da morena, que estava em total êxtase. 

Após retomar a respiração normal, buscou os olhos de Regina, que ainda estava com estes fechados, mas, em seguida, os abriu, contrastando os seus castanhos profundos com os verdes que tanto a tirava a concentração. 

— Você quer tomar um banho? — Perguntou suavemente enquanto suas mãos buscavam a mão da jovem. 

— Você vai comigo? — Perguntou de volta e pôde vê-la abrir um sorrisinho malicioso.

— Não está satisfeita, Swan? — Chegou mais perto de seu rosto, tocando os narizes.

— Não ficarei até que você também me sinta. — Disse rapidamente logo antes de morder o lábio inferior da mulher.

— Vamos. — Regina se levantou e ajudou a mais nova para que fizesse o mesmo.

As duas caminharam até o banheiro, onde Regina imediatamente ligou o chuveiro para uma ducha morna. Ainda sem entrar, Emma encurralou a mais velha contra um móvel e a beijou com ferocidade. Sem se importar com as coisas caindo no chão, a morena sentou-se em uma das bancadas do cômodo, deixando Swan assumir total controle. As mãos finas e delicadas de Emma Swan passavam por toda a perna de Regina, arranhando de leve. 

A loira pegou a mulher no colo, levando para a entrada do boxe.

— Não vai querer molhar a sua roupa, vai? — Disse ofegante ao interromper o beijo.

— Acredite, uma peça já está bem molhada. — Disse com um sorriso sacana enquanto se livrava do robe.

Emma se afastou para poder admirar aquele divindade apenas de calcinha e sutiã pretos, tão exposta para si. Em um movimento hábil, abriu os fechos do sutiã da mais velha, jogando-o em algum canto e a empurrou para o boxe. Deixaram por alguns segundos a água cair em seus corpos, molhando-os por completo. 

Swan passeou as mãos pelas laterais do corpo seminu da morena, estacionando-as em sua bunda, onde apertou com força, fazendo a mais velha gemer abafado. 

— Eu vou ser breve, entendeu? Sem cerimônias. — Emma sussurrou no ouvido da morena. — Eu vou te foder como nunca foi fodida antes, posso te garantir isso.

Bastaram essas palavras para a calcinha de Regina umedecer mais ainda e fazê-la gemer baixo.

A jovem ajoelhou-se e retirou rapidamente a peça de renda preta que cobria o sexo da morena, que em poucos segundos ficou exposto. Passou a língua de leve pela área externa da intimidade enquanto olhava para cima, podendo ver Regina apertando os olhos e mordendo os lábios de tanto tesão que estava sentindo. Emma se levantou e puxou uma das pernas da mais velha para si, introduzindo em seguida, dois dedos de uma só vez em seu sexo. A lubrificação era tanta, que nem precisou fazer esforço.

Regina gemeu alto ao sentir, finalmente, Emma Swan dentro dela. Apertou os olhos e os lábios com força enquanto se deliciava daquele momento único. Emma entrava e saía da mais velha com tanta velocidade e força, que a fazia revirar os olhos e fincar suas curtas unhas nas costas nuas da loira. 

Em um certo momento, Regina, como meio de provocação, tentou conter os gemidos, o quê deixou Swan furiosa. — Sei que na sua garganta tem um bolo enorme se formando a cada vez mais que você segura seus gemidos, querida. — Disse ao aumentar os movimentos, indo cada vez mais fundo.

Emma virou Regina de costas, encoxando-a e roçando seu sexo em sua bunda. Separou as pernas de Regina, continuando os mesmos movimentos de vai-e-vem em seu sexo. Um gemido baixo e abafado saiu da boca da mais velha, fazendo Swan sorrir vitoriosa e aumentar ainda mais os movimentos e curvar os dedos, atingindo o ponto G. — Vem pra mim... — Sussurrou ao pé da orelha da mais velha ao sentir seu interior contrair-se nos seus dedos.

— Faça melhor então, Swan. — Disse resistente.

Swan virou Regina mais uma vez de frente para si, dessa vez, chupando seus seios sem pudor ao mesmo tempo que usava a mão livre para puxar o cabelo curto. Seus dedos entravam e saíam da mais velha sem pudor nenhum, e esta, agora, gemia descontroladamente enquanto sentia seu orgasmo cada vez mais perto. 

Rebolou contra os dedos de Emma em busca de mais contato enquanto mordia os lábios com força. — Swan... — Gemeu ao abrir os olhos lentamente, encontrando os de Emma a encarando, esbanjando luxúria. — Emma! — Gemeu alto.

Por alguns segundos, Swan pôde ter certeza que teria o segundo orgasmo da noite apenas ouvindo a voz rouca e firme de Regina gemendo o seu nome.

Os dedos de Emma ficaram ainda mais contraídos, e logo sentiu o corpo de Regina relaxar e um líquido quente sair da morena. Com as pernas fraquejando, a mais velha se apoiou na loira para que não caísse. 

Com as respirações ofegantes, ficaram debaixo da água, com as testas coladas e olhos fechados. 

— Você é linda. — Disse Regina com a voz ainda arrastada ao passar delicadamente a mão pelo rosto de Emma.

Swan, por sua vez, apenas pegou a mão de Regina e levou à sua boca, dando um beijo nesta. Encarou os olhos tão profundos, mal se importando com a água que caía nos seus e em seguida, colou seus lábios com os da mais velha e deu início a um beijo lento e demorado. 

*

Após finalizar o banho, as duas mulheres conversavam normalmente no quarto. Regina, sentada na cama, admirava a jovem vestindo seus blazers por cima do pijama e ria com aquilo.

— Como consegue usar isso? Parece tão desconfortável. — Disse ao vestir um blazer vermelho que estava pendurado em uma cadeira qualquer.

— Costume. — Respondeu com naturalidade. Olhou para o relógio no criado-mudo e viu que já marcava uma da manhã. — Está bem tarde. É melhor dormimos agora.

Com o rosto corado e coração acelerado, Emma retirou o blazer, colocando-o em seu lugar e encarou sem jeito a morena. — Você quer que eu fique com você? 

— É perigoso, Emma. — Respondeu.

Abriu um sorriso fraco e balançou as mãos. — Eu sei... Deixa pra lá. Eu entendo. 

— Vem cá. — Regina chamou e Emma foi. Ao sentar-se à sua frente, segurou seu rosto com as duas mãos, olhando em seus olhos de esmeraldas. — Foi o melhor sexo que eu já fiz na minha vida. — Disse séria. — Você é deliciosa, Emma Swan. Porra... — Apertou os olhos com força e balançou a cabeça lentamente. — E como é deliciosa. A noite foi incrível, meu amor, mas infelizmente, precisa ir.

"Meu amor." Emma pensou e sorriu internamente.

— Gostaria de ficar. — Disse ao fazer um beicinho.

— Eu sei, eu sei... Ainda vamos poder ter mais oportunidades assim. — Disse ao deixar um beijo na testa da jovem.

— Tudo bem. Eu vou indo. — Emma deixou um selinho nos lábios de Regina e caminhou em direção à porta. — Boa noite, Regina.

— Boa noite, Emma. — Disse com suavidade antes da jovem deixar o quarto.

*

Dormir aquela noite havia sido fácil às duas, por conta da exaustão. Amanheceram no dia seguinte completamente diferente de todos os outros. Emma carregava um sorriso enorme no rosto enquanto vestia sua roupa. Fazia uma manhã quente em Londres, devido a onda de calor que havia chegado na cidade aquela semana. Vestiu um short jeans e uma blusa azul qualquer. Ao se olhar no espelho, notou que alguns chupões preenchiam a lateral do seu espelho, fazendo-a se desesperar. Mesmo que as lembranças que aquelas marcas a traziam fossem boas, não sabia como poderia escondê-las de todo mundo. 

— Toc toc... — Disse Ruby ao abrir a porta com cuidado.

— Que bom que você está aqui! — Emma puxou a amiga para dentro do quarto e fechou a porta com força. — Mas... Por que está?

— A Fiona nos chamou para tomar café da manhã aqui e disse que depois sairíamos para conhecer a cidade. Você está bem? — Disse ao avaliar a amiga. Sua expressão foi tranquila até focar o olhar no pescoço marcado. — Puta que pariu! Ela fez isso em você? Não sei se eu sinto pena ou inveja.

— Óbvio! Me ajude a esconder isso, por favor. Não sei como fazer. — Implorou.

— Larga de ser burra, Emma! — Deu um tapa no ombro da mulher. — Me dê suas maquiagens.

Em poucos minutos, Ruby cobriu todas as marcas com maquiagem, fazendo Emma se sentir mais calma.

— Não dá para ver nada, mas é bom ficar checando de vez em quando. Deixe seu cabelo na frente também. — Recomendou. — Mas... Me conta! Vocês...

— Transamos? Sim. E como. — Se jogou na cama, encarando o teto com um sorriso bobo ao lembrar-se da noite anterior.

— Meu Deus, que delícia. Quero dizer, absurdo, Emma. Isso é um total absurdo! — Brincou.

— Porra, Ruby... — Tampou os olhos com a própria mão e mordeu os lábios. — Ela é gostosa demais.

— Eu faço uma ideia. Sortuda. — Riram. — Você sente algo por ela? Digo, além do tesão, é claro.

— Não. — Respondeu rapidamente. — Quero dizer, não sei. Digo, ah! Sim. Sem sombra de dúvidas. 

— Não vai me dizer que está apaixonada, ou está? 

— Eu não consigo controlar meus sentimentos. — Disse, entregando-se.

— Sabe que isso é uma furada, não sabe? 

— Sim, sei. Mas quero aproveitar enquanto durar, entende?

— Sim, entendo. — Sorriu fraco para a amiga. — Bom, acho melhor descermos. Estão todos lá embaixo.

Quando entraram na sala de jantar, os olhares de Emma e Regina se cruzaram imediatamente e com intensidade. A loira foi a primeira a desviar, dando bom dia para todos em seguida e deixando um beijo no rosto da mãe. Todos perceberam a felicidade e o bom humor de Emma, estranhando um pouco.

— Temos alguém de bom humor hoje? — Perguntou Archie retoricamente.

Todos os olhares se direcionaram para Emma, que corou. — Talvez.

— Posso saber o motivo dessa felicidade? — Perguntou Sarah.

— Hum... Vocês estão aqui, não estão? Como eu poderia não ficar feliz?

— Vou fingir que estou convencida. — Disse Sarah com um sorriso debochado.

*

A tarde havia sido agitada. As Mills mostraram à família Swan toda a cidade, fazendo questão de levá-los à cada monumento, incluindo a London Eye, que Emma tivera o prazer de visitar pela segunda vez.

Durante todo o dia, Emma e Regina tiveram diálogos normais, nada que remetesse seu relacionamento às escondidas. Porém, toda aquela felicidade não havia surgido por um belo acaso, e sim por conta da noite tórrida de sexo que tiveram. Mesmo que a conversa tivesse sido normal, os olhares se provocaram e os corpos pediam um pelo outro cada vez mais.

Naquela noite, dormir se tornou uma tarefa difícil para Emma. Sua mãe dormia ao seu lado e seus irmãos em um colchão ao lado da cama, e isso a incomodava imensamente. Amava a presença de sua família, mas não suportava o fato de ter que dividir um quarto com os três por um mês e meio. Rolando de um lado para o outro, resolveu que precisava comer alguma coisa para relaxar, afinal, era o quê sempre fazia quando estava entediada ou estressada: Comia. Comia tudo o quê via pela frente. 

Desceu as escadas em passos cautelosos, seguindo para a cozinha. Entrou no cômodo ainda escuro e em silêncio e caminhou até o interruptor. Ao acender, levou um susto vendo Regina sentada à bancada com uma xícara de chá na mão.

— Porra! Qual é seu problema? — Gritou de forma abafada enquanto batia os pés no chão. Precisou apoiar-se na geladeira e respirar fundo mil vezes para que seu coração voltasse ao ritmo normal, mas só ficou mais nervosa ao se dar conta que Regina ria da situação. — Você tá rindo do quê? Idiota.

— Foi engraçado. — Disse ao dar uma golada no chá. — Você quer chá? É de maçã com canela.

— Não, obrigada. Esse é seu novo hobby agora? Beber chá no escuro enquanto todos dormem? — Debochou.

— Talvez. — Sorriu. — O quê faz aqui, Swan?

— Vim comer. Estou estressada. — Disse ao abrir a geladeira e tirar de lá um bolo de chocolate que Bella havia preparado.

— Que maneira estranha de aliviar o estresse. Eu prefiro outros meios. — Disse de maneira maliciosa ao olhar para a jovem, que corou imediatamente.

— Eu não consigo parar de pensar em ontem à noite. Fico me perguntando quando teremos um momento como aquele de novo. — Confessou.

— Eu também. — Disse Regina. — Talvez não seja muito difícil. Só temos que tomar cuidado.

— Sim, em dobro. 

Como forma de provocação, Regina passou o dedo na calda de chocolate que transbordava no prato de Emma e levou até a boca da loira, que teve seus olhos fervendo na mesma hora. Swan limpou o chocolate do dedo da mais velha, que sorria satisfeita. 

A mais velha se aproximou do rosto da loira e logo colou seus lábios nos dela, dando início a um beijo lento e, que de certa forma, era composto de emoções. Finalizou este com um selinho e um meio sorriso. — Boa noite, Emma.

— Até amanhã. — Disse sorridente enquanto observava a mulher desaparecer pela porta.

Para a sua surpresa, Regina voltou alguns segundos depois, com os olhos preocupados e respiração alterada. — Emma... — Sua voz fraquejava.

— O quê? — Perguntou confusa ao olhar para a morena.

Mills apenas respirou fundo e balançou a cabeça negativamente. — Nada. Durma bem. — Deixou o cômodo extremamente rápido.

 

Horas depois, já na cama, Emma se perguntava o quê sua tia-temporária iria dizer. Poderia fazer qualquer coisa para saber. Mas, como ainda não tinha o poder de ler mentes, decidiu botar todos os seus sentimentos no "papel".

Swan abriu as notas do seu celular e começou a escrever um poema. Um poema que remetia à noite anterior. Que remetia Regina. A seu relacionamento com a mulher que tanto amava passar o tempo. As palavras saíram rápidas como qualquer outra coisa. Quando terminou, pôde ter certeza de que já havia interpretado as palavras de Regina.

Estavam tão apaixonadas uma pela outra, porém, ainda não se sentiram prontas e maduras o suficiente para admitir. 

"Aqueles corpos molhados, com corações acelerados, quentes depois do vendaval carnal.

Não, elas não fazem amor, elas se fundem. Encaixam seus corpos, unem destroços, colidem seus segredos fatais.

Trocam olhares confessos, não têm segredo, não sentem medo, nem fazem julgamento das suas verdades irracionais.

O mundo delas se encontram, são duas insanas criando suas histórias virais.

Não têm o meio nem fim. Só o começo aqui, e elas decidiram que o melhor é viver assim.

E as duas vivem aquilo, que não tem nome nem dito, só o "a mais". 

Deixaram todas as regras, esqueceram as suas mazelas, as duas são corpos, são almas;

São vidas vividas, buscando um na outra a sua paz."



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