1. Spirit Fanfics >
  2. Exiles (Winx Club) >
  3. Pequenas Informações

História Exiles (Winx Club) - Capítulo 5


Escrita por:


Capítulo 5 - Pequenas Informações


Bloom estava decidida a encontrar informações sobre o fundador de Fonte Rubra. Pediu a ajuda a sua amiga Tecna, porque ela é a que mais entende desses assuntos de pesquisa e não há nada que exista no mundo que Tecna não encontre informações sobre.

- Eu não entendo que marcação é essa nesse novo diretor, Bloom. – Reclamou Tecna, que havia sido tirada de sua zona de conforto.

- Preciso saber! – Respondeu, pela quarta ou quinta vez.

Tecna estendeu seu relógio holográfico e junto com Bloom tentou achar alguma informação sobre o fundador da escola. Mas segundo todas as pesquisas realizadas, a escola sempre fora administrada por Saladino e não houve nenhuma mudança antes.

- Aqui tem informações sobre o primeiro ano de funcionamento. Mas nada sobre a construção. Talvez...

- Talvez? – Bloom olhou para a amiga esperançosa, imaginava algo genial vindo dela para solucionar esse mistério.

- Talvez a escola não tivesse o mesmo nome antes. Ou nem fosse uma escola. Mas isso deve ter sido a tanto tempo e talvez não tenha muita coisa sobre isso. Acho que se quisermos saber algo sobre o fundador, devemos saber o nome e sobrenome dele.

- Eu pergunto ao Sky, quando ele puder falar comigo. Talvez ele saiba.

- Então. Como não há mais nada que se fazer no momento eu voltarei ao que estava fazendo antes de você me interr... – Tossiu para disfarçar. – Pedir ajuda.

Bloom a encarou estranha e saiu do quarto indo para o seu. Queria ver como estava a situação emocional da melhor amiga, Stella.

Ao entrar no quarto, Stella estava deitada na cama olhando para a tela de seu celular. Lágrimas desciam pela lateral de seu rosto, e ela não escondia. Então Bloom sentou na cama perto dela e tocou seu braço, fazendo-a abaixar o celular.

- Stella, logo você poderá resolver isso com ele. O Brandon te ama e tenho certeza que ele tem uma boa explicação para o que fez.

A loira sentou-se, limpando as lágrimas. – Brigamos tanto, Bloom. Essa não é a primeira vez que me vejo chorando por ciúmes.

- Eu sei. Mas sabe que todas as vezes vocês sempre voltaram e ficaram bem. – Bloom sorriu, tentando convencer a amiga de que isso iria passar.

- Sabe, Bloom. Eu tenho medo...

- Medo?

- Medo de que tudo isso no final não dê certo. Eu o amo, mas sempre acabo tendo essas crises. E eu não sei se a paciência que ele tem durará a vida toda. – Ela falou, com seu tom de choro. Bloom notou que Stella estava agindo de forma diferente, ela sentia maturidade em suas palavras. Pensou em falar algo, mas Stella continuou: - Se um dia casarmos, e ele se cansar de mim? Se nos separarmos depois de ter tido filhos...

Bloom começava a entender a preocupação da amiga. – Não pense assim...

- Eu julguei meus pais quando eles se separaram... eu disse até que os odiava. Mas... mas amar é difícil, Bloom. Tenho medo de continuar dando tudo de mim para no final tudo dar errado. Eu não quero ver meus futuros filhos chorando pelo mesmo motivo que eu chorei um dia. – Ela enxugou mais uma lágrima.

- O que está pensando em fazer?

- Quero dar um tempo, um tempo para pensar se estou fazendo a coisa certa. Se formos destinados um ao outro, o destino irá nos unir novamente. Então... eu terei certeza que tudo irá dar certo.

Elas se encararam por um tempo, depois Stella sorriu. Um sorriso triste, porém, esse simples gesto fez Bloom se sentir menos preocupada.

 

Em Fonte Rubra, os alunos terminavam o primeiro dia de aula cansativo. Todos tiveram aulas muito longas, que não se limitaram em apresentações. Os professorem passaram todos os planos de aula e explicaram detalhadamente sobre as novas matérias.

Isso deixou os alunos do segundo e terceiro ano bastante preocupados. Pois teriam matérias que seriam aplicadas para eles referente a todos os anos anteriores. Isso significa que o tempo que ficariam ali seria prolongado e que os dias seriam ainda mais cansativos.

Já de noite, os alunos foram levados aos seus aposentos. Havia a ala dos alunos do terceiro ano, que além dos quartos com comodidade para dois, tinha também uma enorme sala circular com vista para fora, uma lareira e mesas de estudo. Também havia uma pequena biblioteca com livros referentes ao ano em que estevam e amostras de armas para serem analisadas. Nos quartos, além do básico (camas, armários, escrivaninhas, banheiro) também tinham TVs - que só podiam ser ligadas após uma liberação no sistema da escola - câmeras e autofalantes.

Sky dividia seu quarto com seu melhor amigo, Brandon.

- Essas câmeras me incomodam! Parece que tem alguém além da gente aqui dentro desse quarto vendo tudo que a gente faz. – Brandon reclamava mais uma vez do novo sistema de monitoramento da escola.

- Relaxa, talvez seja como as que tem lá fora. Só servem para deixar os alunos com o pé atrás e não fazerem coisas erradas. Você acha que tem alguém que fica 24 horas olhando todas as câmeras de todos os lugares da escola? – Sky olhou para a câmera, pensando em jogar uma toalha para que o amigo deixasse de reclamar tanto.

Sky tirou seu uniforme e vestiu uma calça moletom cinza, que usava para dormir, e deitou na cama encarando o teto. – E a Stella, te respondeu?

Ouve um silêncio.

- Brandon?

- Eu quero falar com ela pessoalmente. Queria dar algum tipo de explicação... – Ele fechou os olhos com força. – Mas de fato, não lembro de ter feito nada que poderia tê-la feito ficar daquele jeito.

- Procure se lembrar. Talvez você não tenha reparado nas roupas novas dela, ou no cabelo...

- Sky, eu namoro a Stella a mais de dois anos para saber que ela nunca repete a roupa em uma festa. Então eu sempre elogio o quanto ela está maravilhosa, antes de tudo. O cabelo dela estava normal, nenhum centímetro a menos. Eu notaria se tivesse cortado. – Ele tentava pensar no que poderia ter sido. – Parece loucura...

- O que? – Sky virou de lado na cama olhando para o amigo que estava na outra.

- Ela estava se sentindo um pouco mal depois da festa, então decidi levar ela de volta para Alfea. Quando subiu comigo na moto, ela estava muito bem comigo. Mas quando desceu, já me queria morto.

- Realmente, muita loucura. Eu gosto da Stella, mas as vezes ela não me parece bater bem da cabeça.

Brandon encarou Sky de uma forma ameaçadora.

- Desculpa, cara. Mas você tem que concordar que...

- Chega, Sky. Eu vou resolver as coisas com ela assim que a vi. Vou comprar o maior número de presentes que eu já comprei, e ainda, darei um cartão ilimitado para ela ir ao shopping.

- E de onde você vai tirar esse cartão ilimitado?

- Das vantagens que eu tenho de ser amigo de um futuro rei!

- Nem fodendo. – Sky se virou, dando uma leve risada e pegando seu celular e ligando para Bloom. Queria saber se ela havia descoberto algo sobre Ernest.

- ...nada, Sky. Pesquisamos toda a história de Fonte Rubra e não há nada falando sobre quem fundou a escola.

- Isso é tão esquisito.

- A Tecna disse que talvez conseguisse achar algo se tivéssemos o nome e sobrenome dele.

- Ernest Appleby. Se não me engano.

- Não me é familiar. Espero que encontremos algo com essa informação.

Eles conversaram um pouco mais sobre o dia deles, depois Sky disse que estava muito cansado e precisava descansar e garantir que não durma nas aulas de amanhã. Bloom carinhosamente se despediu.

 

Em outro quarto, Helia tentava se esquivar das perguntas de seu amigo Timmy. Mas estava deixando parecer que estava escondendo algo.

- Qual é, somos amigos desde o primeiro ano. E eu nunca te escondi nada!

- Eu também nunca te perguntei nada.

- Tem algo lhe incomodando. E se não é com a Flora, eu não imagino o que seja.

- Talvez eu esteja apenas cansado, como todos os alunos daqui.

- Certo, isso eu entendo. Mas só quero saber o motivo para você ter sido chamado para a sala do diretor misterioso e depois ter voltado com a maior cara de quem levou bronca dos pais.

Helia riu. Então se levantou e foi até a cama do amigo, sentando-se junto.

- Eu te considero meu melhor amigo, mas isso ainda não me deixa a vontade de falar tudo que sinto.

Alguém bateu na porta duas vezes, e como não havia sido trancada, a pessoa entrou sem mesmo esperar a permissão.

Timmy olhou, e viu ali parada a garota que tinha batalhado com Riven no torneio. Helia também olhou, sem se pronunciar.

- Preciso falar com você.

Era a primeira vez que Timmy ouvia a voz da moça. Não tem palavra que melhor para descrever do que entediada.

O olhar de Helia mudou, estava frio.

- Helia, acho que você está me escondendo algo muito sério.

- Olha aqui... – Ele chamou a atenção de seu amigo, e quando os dois se olharam: - Você vai dormir, agora, e não perguntará mais sobre isso. Certo?

Timmy sentia sua cabeça sendo revirada. E concordou.

- Boa noite. – Helia saiu da cama do amigo, que deitou e fechou os olhos como se ele nem mais estivesse ali e houvesse uma jovem intrigante na porta.

 

Em Fonte Rubra, os dias se passavam como se fossem semanas. De fato, em um dia, os alunos estudavam mais do que estudariam em uma semana inteira. Sky não tinha tempo para falar com Bloom e perguntar se ela havia descoberto algo. Ele esperava ansiosamente o domingo, único dia que podia descansar e passar um tempo com sua namorada.

Em Alfea, as alunas organizavam os primeiros detalhes da festa. Stella tentava se distrair ajudando com a decoração e evitando ao máximo ver fotos de Brandon em seu celular. Musa escolhia as músicas que tocaria na festa, enquanto Layla dançava pelo quarto animada. Flora deixava alguns vasos de flores na entrada da escola, para decorar de uma maneira mais natural o ambiente. E Bloom e Tecna saiam do quarto mais uma vez frustradas pelos fracassos nas pesquisas sobre Ernest Appleby.

- Que caras são essas? – Flora, que retornara para dentro da escola segurando instrumentos de jardinagem sujos de lama, perguntou ao encontrar suas amigas.

- Estávamos pesquisando, tentando achar alguma coisa sobre o novo diretor de Fonte Rubra.

- Sem sucesso?

Tecna e Bloom concordaram, lamentavelmente.

- Acho que vocês estão procurando de maneira errada. Se não tem nada na internet ou nos livros, talvez alguém de carne e osso saiba responder.

As outras duas meninas se olharam, como se aquilo fosse algo óbvio. Como não pensaram nisso?

- A senhorita Faragonda deve saber! – Anunciou Tecna, e junto com Bloom correram para a sala da diretora.

Faragonda estava sentada em sua confortável cadeira, vendo os documentos das novas fadas que chegariam em três semanas em Alfea. Quando ouviu batidas na sua porta e com sua permissão, Bloom e Tecna entraram.

- Bom dia, diretora... – Tecna falou, ofegante.

- Bom dia, meninas. Precisam de alguma coisa? – Ela ajeitou seus óculos e gesticulou para que elas sentassem.

- Estávamos fazendo algumas pesquisas, para descobrirmos mais sobre o novo diretor de Fonte Rubra, Ernest Appleby. – Falou Tecna.

Faragonda discretamente tremeu ao ouvir elas pronunciarem esse nome. Mas sabia que não teria como mentir sobre o que essas garotas querem saber.

- Supostamente não encontraram nada. Estou certa?

- Sim. – Respondeu Bloom. – Diretora, poderia nos falar um pouco sobre ele?

- Não sei muita coisa sobre ele. Sei apenas que é um homem muito reservado. Dizem que ele morava onde hoje é a escola de magos Fonte Rubra. Ele iniciou os treinamentos de jovens, mas depois foi mandado para um lugar bem longe, e ninguém sabe como e porquê de ele ter retornado.

- Então, ele foi mandado para um lugar distante, tipo um exilio, provavelmente por ter feito algo ruim? – Perguntou Bloom.

- Eu não posso afirmar que foi exatamente por isso. Faz muito tempo, e na época eu tinha apenas doze anos.

- Devemos nos preocupar?

- Não, Bloom. Isso não é assunto para vocês fadas se envolverem no momento. Quero vocês longe de qualquer coisa ou qualquer pessoa relacionada à Ernest Appleby. – Faragonda esperou as meninas concordarem, pois estava imensamente preocupada com o interesse delas nessa pessoa. Sabia que a presença de Ernest em Magix era ameaçadora, e que futuramente poderia causar alguns problemas.

- Prometemos ficar longe de encrencas, diretora. – Tecna falou, por si, pelo menos. Mas não tinha certeza de que sua amiga ruiva ali iria realmente deixar esse assunto de lado.

Ambas as alunas se despediram da diretora e seguiram rumo ao pátio da escola ajudar com a festa. Tinham ficado responsáveis por organizar o palco para o show que iria ter no dia das boas-vindas. 

 

A maior parte da decoração já estava posta. O palco já montado, faltando apenas os instrumentos. As alunas haviam trabalhado bastante, e com tanta empolgação, nem se deram conta de que talvez aquela decoração não estivesse perfeita como está agora até chegar o dia da festa.

De qualquer forma, aquilo foi bom para que elas tirassem o foco do que acontecia em Fonte Rubra.


Notas Finais


Será o diretor Ernest um bom diretor ou um novo vilão? :)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...