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História Expensive Girl - Capítulo 23


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Notas do Autor


Ola garotos e garotas <3
vim por meio desse capitulo convida-los para lerem a One shot que fiz de VHope <3
Link nas notas finais.

Capítulo 23 - Beijo


Fanfic / Fanfiction Expensive Girl - Capítulo 23 - Beijo

  UMA SEMANA DEPOIS| Giulia.

 

— Estarei sentada no mesmo lugar em que me encontrou. — Ele sorri. Jackie me deixa e volta para dentro da mansão. O vento frio se choca com o meu corpo e passo minhas mãos sobre meus braços tentando me livrar do frio.

 

 

 

— Se divertindo muito? — Gelo instantaneamente quando reconheço a voz grave e rouca dele. E virando-me confirmo que se trata dele, Namjoon. Meu ex-marido e primeiro amor.  Ele usa o costumeiro terno feito especialmente para ele. Há quase um mês que não o vejo, e parece que o pouco tempo sem o ver, o deixou ainda mais bonito.

 

 

Os cabelos antes lisos se encontram mais ondulados, pouco para virarem cachos. O tom roxa cai perfeitamente para si, já que as madeixas estão pouco mais cumpridas que antes. Sinto meu corpo agitado, nervoso sobre seu olhar gélido. Namjoon se aproxima e coloca sua mão delicadamente sobre minha barriga. O volume da gravidez é encarado por seus olhos pretos.

 

 

— O que faz aqui? — Solto o mais calma possível, entretanto o toque macio e gélido do ex louro em mim me faz tremer dos pés a cabeça. Namjoon balbucia algo sem sentido e para de acariciar nossos filhos ainda pequenos dentro de mim.

 

— O que você faz aqui, é a pergunta certa. — Me afasto alguns passos dele e me recomponho rapidamente para poder encara-lo.

 

— Eu vim com a minha família. — Ele apenas me olha. — Meu pai é convidado e melhor amigo do dono da festa. — Namjoon ri.

 

— Ah claro. A amizade de anos de crime desses dois é realmente um exemplo de amizade. — Engulo seco e começo a me irritar com a atitude idiota dele.

 

— Digamos que eles têm uma amizade envolto de crimes e mortes. Mas, tem uma diferença do que eles fazem e do que você faz. — Ele cruza os braços de maneira desafiadora.

 

— É mesmo? E o que eu faço de tão diferente Giulia? — O cinismo em sua voz é o que me irrita mais nele.

 

— Meu pai não faz as coisas com vinganças Namjoon. Ele não engravida nenhuma garota por vingança. Muito menos a sequestra. — Vejo-o respirar fundo. — Meu pai é um homem bom. Ele faz tudo pela família, ele protege a família. E não precisei nem mesmo três meses para ter certeza de que ele é bom e você é ruim. — Seu olhar frio se torna algo diferente. Como se minhas palavras doessem nele. Doessem como me doeu quando o vi me traindo.

 

— Você sabe que mesmo me odiando, você tem algo meu em você. — Sei ao que ele se refere.

 

— Não só seu como meu também. Nossos filhos. — Enfatizo o nossos. — Você não fez sozinho, como eu também não fiz. — Vejo ele me lançar um sorriso malicioso. — Não vou impedir que você veja nossos filhos, todavia não permitirei que fique com eles longe de mim. — Ele passa a me encarar sério novamente.

 

— O que quer dizer com isso?

 

— Se quiser ver nossos filhos, terá que ir à minha casa. Na casa do homem que mesmo você odiando é seu tio. Meu pai. Essa é a única maneira, não vou permitir que eles vivem com você, sendo um pai egoísta, vingativo e mulherengo. Nossos filhos precisam de um pai, não um moleque. Eles vão precisar de amor e não de vingança. — Namjoon não diz nada. Seus lábios entreabertos me causam sentimentos antes evitados por mim. Quero beija-lo, quero senti-lo. Porém não vou ficar com Namjoon sendo o quê é. Se ele realmente quer conhecer os filhos, ele terá que mudar.

 

— Escuta... eu não quis...

 

— Atrapalho? — Olho para Jackie. Suas mãos seguram nossas bebidas e seu olhar está fixo no meu ex-marido que também o encara.

 

— Não.

 

— Sim. — Namjoon confirma ao mesmo tempo em que eu nego. Jackie arqueia a testa como se estivesse em dúvida do que ouvir.

 

— O que Namjoon quer dizer é que ele está de saída. — Olho para ele e sorrio. Jackie faz o mesmo.

 

— Eu não estou de saída. — Feito uma criança birrenta Namjoon me faz rolar os olhos.

 

— Então estamos. — Pego o copo das mãos de Jackie e entrelaço meu braço livre. Ele entende o recado e logo começamos a andar para dentro da casa.

 

— Isso não acabou aqui. — Namjoon diz me fazendo olha-lo. — Ainda vamos conversar. Porém sem nenhuma intromissão. — Ele lança-me um sorriso malicioso e me nego a mostrar o quão atingida eu sinto por ele. Junto a Jackie, entro para a casa. A música antes lenta se torna animada. Vejo algumas pessoas dançarem animadas e outras apenas mechem as cinturas e o bumbum para não ficarem tão sem graça no meio de pessoas tão descoladas.

 

— Quem era aquele? — Jackie toma um gole de seja lá o que ele pegou e me encara após nós sentarmos em um confortável sofá.

 

— Meu ex-marido. — Vejo suas pupilas dilatarem e sua boca se abrir em um "o" perfeito.

 

— Cacete. — Eu rio. — Oh, desculpe-me. — Eu balanço a cabeça sorrindo.

 

— Não se preocupe. Tem pouco menos de um mês que moro com o meu irmão e já aprendi vários níveis de palavrões. Esse é um dos mais fracos perto do que ele diz. — Jackie sorri.

 

 

— Eu não sabia que você era casada com aquele cara. — Ele diz mostrando seu choque agora.

 

— Eu também não acreditaria se não fosse eu. — Rimos.

 

— Eu sei que foi ele quem fez o que fez. Porém ele me pareceu tão arrependido. — Nego.

 

— Ele está apenas com ciúmes de você. Arrependimento é uma das coisas que ele desconhece. — Jackie balança a cabeça compreendendo.

 

— Digamos que eu queria ter a sorte que ele tem. — Me encara agora. Seus olhos escuros se fixam nos meus. Aos poucos ele se aproxima de mim. Sei o que vai acontecer. E quando sua respiração se mescla com a minha e poucos centímetros separam nossos lábios, somos interrompidos.

 

— Jackie. — A vadia ruiva está a nossa frente. Seu olhar está direcionado ao menino ao meu lado. Vejo Luna caminhando em nossa direção com um sorriso no rosto. Baseando seu vestido amassado e o cabelo fora do lugar. Ela e Ryan estiveram usando o banheiro juntos.

 

— O que você quer Karen? — Encaro Jackie agora. O garoto antes meigo e fofo se tornou seco do nada.

 

— O que você faz com essa garota? — Ela aponta seu dedo nojento em minha direção.

 

— Se você apontar esse dedo para mim novamente eu vou quebra-lo. — Ameaço. Ela direciona seu olhar para mim. Luna fica apenas olhando o que Karen vai fazer. Seja o que for, ela está pronta para intervir.

 

— Isso não é da sua conta. — Jackie quebra o nosso contato visual. Já que a vadia olhar para ele agora.

 

— Eu não quero você com ela. — Eu rio. — Estamos entendidos? — Jackie é quem ri agora.

 

— E porque eu faria isso? — Desafia.

 

— Porque ela é uma garota grávida e você tem que se misturar com outras garotas se quiser casar. — Rolo os olhos.

 

— Quem disse que eu quero me casar? E o que uma grávida tem de diferente de outras mulheres? Eu não sou como você que conquista o filho para dar feito uma vadia para o pai dele. — Seguro o riso com a cara de incredulidade que ela faz para ele. Ela levanta a mão para bater nele, mas a seguro no mesmo instante. Luna se coloca ao lado de Karen com uma cara de poucos amigos para ela. A ruiva sem saída se solta do meu aperto e olha enojada para nós três se retirando dali a passos duros.

 

— Eu entendi o porquê de você odiar tanto essa mulher. — Diz Luna.

 

— Essa vadia foi um dos motivos da minha separação. — Solto sem perceber que Jackie ouvia tudo.

 

— O que você quer dizer? — Questiona-me.

 

— Conte a ele. Qualquer dia ele vai saber mesmo. — Incentiva Luna. Olho para ela que sorri desviando o olhar como se não tivesse nada acontecendo.

 

— Por favor, eu vou entender. Na verdade eu já imagino o que aconteceu. Entretanto quero ouvir da sua boca o que realmente aconteceu. — Ele me olha de maneira suplicante.

 

— Tá. — Engulo seco. — Karen transou com o meu ex-marido sobre a mesa do escritório dele. — Jackie parece chocado. Mas ao mesmo tempo, entendido por saber do que aquele projeto de demônio é capaz.

 

— Nada que não seja novidade. — Ele diz por fim. Como o esperado.

 

— Eu odeio aquela mulher. — Luna diz.

 

— Não é só você. — Respondo. Eles balançam a cabeça em concordância. Karen teve a maior parte de culpa no término do meu casamento. Essa mulher sempre estará envolvida nos assuntos, infelizmente.

 

Algum tempo depois, Luna resolveu nós deixar sozinhos enquanto dançava com Ryan. Sei que a mesma está de olho de qualquer forma. Devo acrescentar que procurei pelo Namjoon e não o vi. Talvez seja melhor assim, se eu o ver será ainda pior suportar os efeitos que infelizmente ele tem sobre mim.  Meus pais se juntaram ao pai e vadia da madrasta de Jackie. O mesmo se encontra ao meu lado calado. Sei que seus pensamentos estão girados em torno do que aconteceu aqui há pouco tempo. Sei que como eu, ele foi usado.

 

— Muito obrigada. — Diz. Arqueio as sobrancelhas para ele que sorri. — Por ter impedido que Karen me batesse. — Pisco para ele.

 

— Aquela vadia nunca vai encostar um dedo em você, não perto de mim. — Ele sorri. — Não se deixe abalar por ela Jackie. Ela não vale nem mesmo a comida que come. — Ele se aproxima rápido de mais capturando meus lábios dessa vez. Sua mão se encaixa perfeitamente na curvatura do meu pescoço e seus lábios se encaixam aos meus da mesma maneira. Chocada por ter sido pega. Abro a boca para que ele aprofunde o beijo.

 

Permito-me ser guiada por seus lábios exigentes e doces como mel. Ele move sua língua sobre a minha me causando cócegas. O beijo dele é bom. Doce, exigente e a cada segundo minha boca anseia por mais dele. Jackie me puxa mais para si e me faz colocar minha mãos sobre seus ombros para não ficar em uma posição ruim.

 

Quando o ar se torna mais do que necessário, ele me solta e toca sua testa na minha. Eu mantenho meus olhos fechados e controlo minha respiração para poder dizer algumas coisas. Jackie é mais rápido e solta uma baixa risada.

 

— Desculpa. Eu não aguentava mais esperar para provar esses doces lábios. — Abro os olhos e encaro os dele.

 

— Oh, não se preocupe. — Sorrio corando. Ele me puxa para um abraço.

 

— Espero vê-la mais vezes Giulia. — Ele beija minha testa e se levanta. — Eu tenho que ir agora. Prometo encontrá-la novamente. — Balanço a cabeça em concordância.

 

— Eu esperarei. — Sorrio. Jackie por fim, me deixa sentada no sofá e some por entre as pessoas. Depois de uma hora sentada apenas tomando água e perdida em pensamentos. Fomos para casa.


Notas Finais




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