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História Expensive Girl - Capítulo 5


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Notas do Autor


Em breve outra fic com esse casal <3

Capítulo 5 - Um pouco de castigo nunca faz mal.


Fanfic / Fanfiction Expensive Girl - Capítulo 5 - Um pouco de castigo nunca faz mal.

“Fazenda Particular Wings”  9hrs27m.

— Giulia;

 

Abro meus olhos sentindo um pouco de incomodo com a luz forte que vem da varanda. Bocejo algumas vezes e estico meus braços fazendo meu corpo ganhar vontade própria e se levantar da confortável e macia cama. Olho envolta e percebo que estou sozinha, dou de ombros e me levanto indo para o banheiro. Abro a porta marrom e me deparo com um enorme banheiro. Caminho até a banheira e ligo a torneira vendo a água aos poucos encher ali, procuro por sais de banho e os encontro dentro do pequeno armário abaixo da pia ao lado de toalhas limpas e alguns outros produtos.

 

Coloco um pouco do maravilho cheiro dentro da banheira e guardo novamente o vidro me encarando no espelho. Meu rosto esta mais pálido do que o habitual, noto uma mancha vermelha em meu pescoço e a toco com meus dedos me lembrando do que a causou.

 

 Ele.

 

Ignoro os pensamentos - como sempre – e volto até a banheira entrando na mesma, sinto a água quente aquecer meu corpo e relaxo fechando os olhos.

 

A sensação é maravilhosa.

 

Movo minhas mãos lavando meus braços primeiro, depois pescoço, seios, barriga e pernas, por ultimo toco meu intimo sentindo uma leve ardência ao tocar ali. Mordo o lábio ignorando a ardência e volto a me lavar com cuidado.

 

Meus pensamentos me levam em um lugar diferente enquanto me lavo, eu penso no loiro.

 

Em seu sorriso, em sua forma de falar. Da forma como ele me beija, de como ele me toca.

 

Droga.

 

Eu não posso ter me apaixonado por ele, não dessa forma, não rápido de mais.

 

Ele é meu marido, ele me fez dele, ele foi meu primeiro em tudo e isso não muda o fato de que foi ele que me obrigou a isso tudo. Sequestrou-me e sequestrou minhas amigas. Ele mudou o meu destino e mesmo assim...

 

Mesmo assim eu me apaixonei em menos de quarenta e duas horas.

 

Abro os olhos e olho para o teto. E se ele não tivesse me sequestrado seria tudo diferente! Eu estaria com minhas amigas mesmo que de baixo da ponte, mais eu estaria com elas. Eu estaria bem e não ao lado de um cara que desconheço e que estou completamente apaixonada por ele.

 

Argh!!!!

 

Saio da banheira e me enrolo na toalha rosa pendurada. Sinto o cheiro dele, um cheiro doce mais ao mesmo tempo intenso, como ele.

 

Saio do banheiro e olho que o quarto continua vazio. Mordo o lábio negando e vou ate a cama encontrando apenas uma camisa branca.

 

Dele.

 

Toco o tecido com meus dedos e logo visto-a, fica um pouco grande para mim, mais a única coisa que consigo achar boa para uso é a camisa dele. Procuro por minha calcinha e a encontro abaixo da cama rasgada e inútil para uso. Procuro dentro do guarda roupa e encontro cuecas boxers limpas e agradeço mentalmente por isso.

 

Visto a cueca preta e saio do quarto em seguida. A casa esta totalmente silenciosa e abraço meus braços, eu posso ser adulta mais eu tenho medo de casas grandes ainda mais quando estou em uma e pelo que parece sozinha.

 

Desço as escadas de dois em dois degraus e piso no tapete macio da sala.

 

— Namjoon? — Entro na cozinha a procura dele e encontro tudo vazio. Sinto minha barriga reclamar por fome e resolvo procurar o meu marido depois. Abro a geladeira tirando um pote de geleia de morango e uma caixa de suco de maça. Coloco o pote e a caixa sobre o balcão e procuro dentro dos armários algum pão integral e suspiro aliviada após encontrar.

Depois de passar a geleia no pão me sento na cadeira e começo a mastigar. Tudo é silencioso de mais quando se esta sozinha, penso em mil possibilidades e tento ignorar todas elas enquanto acabo com minha fome.

 

Termino de comer e passo a mão sobre a boca tirando o farelo de pão presente ali. Volto a andar a procura de Namjoon e passo pela sala indo até a porta da saída, abro-a e sinto o vento fresco tocar a minha pele. Tudo é lindo quando esta claro.  As arvores, as flores, o mar.

 

[...]

 

A água azul parece um tanto convidativa quando estou próxima, mas... Eu não sei nadar. Nunca fui boa com natação mesmo que o orfanato oferecesse professores aos fins de semana. Eu tenho pânico e mesmo que eu tente não consigo.

 

Sento-me na areia gélida e abraço meus joelhos olhando para o mar. Eu queria poder mostrar isso às meninas quando eu estivesse com elas aqui, o que parece pouco provável de acontecer. Engulo o no em minha garganta e ouço algo vindo das arvores próximo á mim, o pânico começa a crescer dentro de mim quando noto que são passos.

 

Levanto-me rapidamente mesmo que minhas pernas estejam bambas. O barulho fica mais alto e gelo completamente.

 

“Au-Au”

 

Relaxo instantaneamente ao ver que se trata de um Husky siberiano de pelo preto e branco. Os olhos azuis me encaram curiosos e vejo-o se aproximar de mim.

 

“Au-Au”

 

Ele cheira minha perna e pula em mim, sorrio.

 

— Ei lindão. — Passo a mão pelos seus pelos sentindo a macies deles. O Husky lambe meu rosto e gargalho. — Você gostou de mim eu sei. — Brinco com ele ouvindo passos, olho para a direção de onde ele veio e vejo um homem de aproximadamente 1,90cm de cabelos castanhos e olhos pretos. Ele sorri e se aproxima.

 

— Desculpa pelo meu cão, ele é meio maluco. — Ele segura o Husky que choraminga. — Sou Sebastian e você é? — Ele estende a mão para mim.

 

— Sou Giulia. — Ele sorri em resposta.

 

— Novamente eu peço desculpas pelo meu amigo aqui, ele é meio pirado às vezes. — Ele diz passando a mão na cabeça do Husky.

 

— Qual é o nome dele? — Pergunto me abaixando para brincar com Husky. — Você é lindo sabia disso? — Ele lambe minha bochecha e vejo seu rabo balançar de um lado para o outro.

 

— Faísca. — Sebastian me responde, ergo a cabeça para olha-lo.

 

— Gostei do nome Faísca. — Brinco com ele mais um pouco e me levanto.

 

— Você mora ai? — Sebastian aponta para a enorme casa um pouco longe de nos e nego.

 

— Não, eu apenas estou... — Paro de falar, pois não estou exatamente de lua de mel, estou? — A passeio. — Minto.

 

— Entendo. Eu moro a três quilômetros daqui, se quiser conhecer um pouco a redondeza eu estou a sua disposição. — Sinto minhas bochechas se aquecerem e sorrio sem jeito.

 

— Muito obrigada Sebastian, eu ficaria muito grata. — Ele sorri e Faísca late.

 

— Viu só Faísca, tivemos a grande sorte da moça bonita resolver dar um passeio com a gente. — Coro um pouco mais o ouvindo me chamar de “moça bonita”.

 

— Posso leva-lo? — Refiro-me à Faísca.

 

— Claro. — Sebastian me entrega a coleira e nossos dedos se tocam quando eu pego a coleira azul. Olho para ele e noto que ele me olha de uma forma estranha, mordo o lábio e desvio o olhar rapidamente. — Então hora da aventura. — Rio.

 

— Hora da aventura. — Repito. Sebastian fica ao meu lado e começamos a andar enquanto Faísca se exibe a nossa frente. Entramos em uma trilha limpa e olho em volta ficando abismada com a quantidade de arvores diferente e flores também.

 

— Então Giulia me conte um pouco de você. — Sebastian me faz olha-lo. Abaixo a cabeça e noto que estou usando a camisa do meu “marido” minhas bochechas novamente ficam vermelhas, merda eu esqueci completamente.

 

— Eu não sei o que dizer. — Levanto a cabeça e penso em pôneis para poder esquecer o que estou usando.

 

— De onde você vem? Nunca vi ninguém nessa casa muito menos uma mulher linda como você. E olha que Faísca foge muito para essas bandas. — Eu rio imaginando esse lindo cachorro dando trabalho para um homem como Sebastian.

 

— Eu vim de um orfanato Sebastian. — Ele fica chocado.

 

— Desculpa eu...

 

— Esta tudo bem. — O corto.

 

— Como veio parar aqui? — Me questiona. Paro de andar e olho para ele.

 

— Eu me casei ontem, estou aqui à lua de mel. — Sorrio amarelo e vejo decepção em seu olhar. — Eu tenho que voltar, eu não sei se meu marido voltou para casa e espero que não. — Ergo a coleira de Faísca e ele solta de mim voltando pelo caminho percorrido.

 

— FAÍSCA. — Grita Sebastian, logo que percebo estamos correndo atrás do cachorro lindo e bem travesso. Sebastian vai à frente enquanto eu vou atrás. Saímos da trilha e voltamos a pisar na areia macia e gelada, vejo Faísca tomando um pouco de agua e respiro aliviada do nada começo a rir.

 

— Do que você esta rindo? — Sebastian arqueia as sobrancelhas enquanto gargalho.

 

— Do quanto o Faísca é indomável. — Sebastian apenas solta um “Hm” e ri.

 

— Tenho que concordar. — Diz. — Essa é minha deixa. — Se aproxima. — É uma pena que seja casada, adoraria ter uma chance de sair com você. — Sinto sua mão tocar a minha.

 

— Se você tem amor á sua vida é melhor tirar a mão da minha mulher. — sinto meu corpo tremer ao ouvir a voz de Namjoon. Viro para olha-lo, ele esta serio com os lábios pressionados um ao outro e as sobrancelhas erguidas. Sua pose é ameaçadora e sinto que Sebastian se afasta de mim enquanto Faísca late com uma borboleta alheio ao que acontece.

 

— Desculpa cara. — Vejo o loiro se aproximar de nos e me puxar para ele. Seus braços me rodeiam de forma possessiva e mordo o lábio após senti-lo duro contra minha bunda.

 

 

— Vá embora. — A voz fria do loiro me faz tremer, Sebastian apenas balança a cabeça e olha para mim.

 

— Foi um prazer morena, nos vemos por ai. — Ele diz e pega a coleira de Faísca. — Vamos garotão, a moça bonita não pode mais ficar com a gente. — Então vejo os dois sumirem pelas arvores.

 

— Filho da puta. — Xinga Namjoon. — O que você pensa que estava fazendo com ele? Ainda mais vestida assim? — Ele me aperta mais á si. — Me responda. — Seus dentes roçam o lóbulo da minha orelha e tremo.

 

— E-eu procurei por você mas não encontrei. Então o Faísca apareceu e com ele o Sebastian, e-eu apenas fui gentil. — Perco o folego quando ele chupa meu pescoço e com uma mão abre os botões da camisa dele que estou usando.

 

— Eu não quero você com outro homem, nem mesmo sendo gentil com um. — A camisa desliza dos meus ombros. — Vou ensina-la a não me desobedecer. — Suas mãos apertam meus seios e gemo com o toque dele.

 

— E-eu não...

 

— Shii, você não está com nenhum direito de falar. — As mãos que apertavam meus seios deslizam por minha cintura e seguram a cueca boxer de ambos os lados a deslizando por minhas coxas até que ela fique em meus pés. Namjoon esta de joelhos em minha frente agora e a visão dele assim me deixa quente, muito quente.

 

— Não podemos. — Sinto sua mão bater com força em minha bunda causando uma ardência no local, minha boca se abre em choque, não pelo tapa e sim por eu ter gostado.

 

— Você será castigada sempre que tentar me contradizer. — Ele abre minhas pernas e sou obrigada a segurar em seus ombros. — Eu farei você minha sempre que eu quiser e onde eu quiser. Você é minha. — Ele beija a minha coxa me fazendo arfar. — Entendeu? — Outro tapa.

 

— S-sim. — Gemo sentindo-o brincar com os lábios da minha vagina. Ele usa dois dedos para poder separa-los e logo sua língua brinca com meu ponto sensível. — Oh céus. — Pressiono meus lábios um ao outro e aperto os ombros dele com força. Namjoon beija meu clitóris e sinto leve sugadas de seus lábios em meu ponto, é delicioso senti-lo fazer isso com os lábios.

 

— A quem você pertence? — A voz rouca dele invade meus ouvidos me trazendo a realidade. Abaixo a cabeça para poder encara-lo, um dedo é posto dentro de mim e gemo. — A quem você pertence? — Ele repete a pergunta me penetrando com o segundo dedo, céus, meu corpo vibra com os toques desse homem.

 

— E-eu E-eu...

 

— A quem você pertence porra? — O terceiro dedo é penetrado com força me fazendo rolar os olhos de desejo, ele não os movimenta, eu tenho que responde-lo para que ele faça o que meu corpo anseia. Mas como responder quando até mesmo sua voz não quer sair?

 

— E-eu per-pertenço a você Namjoon. — Vejo os lábios dele se curvarem em um sorriso malicioso e seus dedos se movem dentro de mim em uma lentidão torturante. — Po-por fa-favor — Maldita voz.

 

— O que querida? Eu não ouvi. — Filho da mãe. Movo meu quadril sobre seus dedos e gemo como uma cadela no cio.

 

— Eu preciso de você, por favor. — Choramingo. Namjoon se levanta e tira seus dedos de dentro de mim.

 

— Chupe. — Olho para os seus dedos úmidos com o meu mel e não penso, apenas faço. Chupo os dedos dele como uma vadia sentindo meu próprio gosto. Não é ruim e agradeço por isso. — Cacete. —Namjoon pragueja e tira seus dedos da minha boca me beijando. Sua língua trava uma batalha com a minha e me agarro a ele.

 

Rasgo a camisa dele como um animal feroz, ele não me impede, afinal, ele me quer da mesma forma que eu o quero. Solto os lábios rosados dele e o empurro no chão ficando por cima. Minha vagina roça seu pau sobre a calça e ambos gememos ao mesmo tempo.

 

— Eu quero ir por cima. — Toco seu peito com minhas mãos e me ergo um pouco para que ele abra a calça que usa e a puxe juntamente a cueca. Seu membro ereto bate em minha bunda me fazendo arfar. Vejo o loiro posiciona-lo entre minha entrada melada e grunho quando me sento sobre ele sentindo-o me preencher.  Com as mãos no peito do loiro e o olhar cravado no dele, começo a me mexer sobre ele, ainda há dor, pouca mais há.

 

— Você tem certeza? — Ele me questiona quando percebe que parei para tomar folego.

 

— Sim, eu tenho. — Fico ereta novamente e dessa vez as mãos grandes e macias dele se encaixam nas minhas para que eu possa me movimentar. Aos poucos a dor é transformada em prazer e as respirações ofegantes se tornam gemidos de prazer de ambos os lados.

 

— Consegue ir mais rápido? — Balanço a cabeça positivamente apertando nossas mãos e movimentando meu corpo mais rápido, é prazeroso de mais, bom de mais. Céus o que foi que me tornei. — Porra, você tem um buceta dos deuses. — Ele ronrona se sentando e fazendo nossos corpos se conectarem ainda mais. — Porra. — Ele puxa meu rosto para o dele e morde meu lábio não machucando mais de uma maneira nada santa. Movo meu corpo mais rápido e forte cavalgando sobre o pau dele.

 

— Na-Namjoon. — O nome dele sai de meus lábios em forma de gemido.

 

— Sim, querida. Geme meu nome. — Ele captura meus lábios e me ajuda a me mexer sobre ele, segurando a minha cintura com força.

 

— E-eu ah. — Meu orgasmo me atinge violentamente e o do loiro também, pois sinto seu liquido se misturar com o meu. Agarro-me a ele envolvendo meus braços sobre seu ombro. Sinto um beijo rápido em meu ombro e Namjoon encaixa sua cabeça na curvatura do meu pescoço respirando rápido como eu.

 

— Merecemos um banho agora. — Afirma o inevitável. Balanço a cabeça abrindo os olhos quando o sinto se levantar comigo nos braços. Enlaço minhas pernas em sua cintura e me mantenho firme com ele ainda dentro de mim. Vejo que ele anda em direção ao mar e congelo.

 

— Não, por favor. — Ele para e me olha.

 

— O que foi? — Eu olho para a água e olho para ele. — Não me diga...

 

— Sim. — O corto. Percebo que ele me aperta mais a si e volta a caminhar. — Nam...

 

— Confia em mim? — Ele entra na água e fecho os olhos. — Ei, você confia em mim? — Abro os olhos e encaro os dele.

 

— S-sim. — Ele sorri.

 

— Eu não vou soltar você eu prometo. — Diz. Apenas balanço a cabeça sentindo a água gelada entrar em contato com o meu corpo. Namjoon continua andando até que estejamos apenas com um pouco dos ombros, pescoço e a cabeça de fora. — Viu? Não é tão ruim assim. — Ele é sincero.

 

— Eu pareço uma idiota. — Rio sem humor.

 

— Por ter medo de água? — Afirmo. — Existem coisas piores para se sentir idiota e ter medo de água não te faz uma. — Olho nos olhos dele e sinto algo diferente quando ele me olha.

 

— Obrigada. — Sorrio sincera. — Eu apenas tenho pânico quando se trata de muita agua em um só lugar. — Ele balança a cabeça.

 

— Eu quero mostrar á você que não é necessário ter medo, você confia em mim? — Balanço a cabeça afirmando. — Ok! Desça as pernas da minha cintura. — Começo a entrar em pânico no mesmo instante. — Ta tudo bem, você disse que confia em mim, agora solte as pernas. — Ele é serio e mesmo relutante e tremendo, solto minhas pernas da cintura dele e sinto quando meus pés não tocam o chão, me agarro em seu ombro o ouvindo rir. — Mulher, aqui não existe monstros não, bom, eu sou um mais estou sendo bonzinho com você. — Ele ri e eu o encaro de testa franzida. — Okay! Okay. — Se rende. — Agora eu vou segura você e quero que solte meus ombros. — Balanço a cabeça positivamente. Sinto uma de suas mãos segurar minha nuca e a outra minha cintura. — Agora eu vou deitar você e você tem que relaxar ta bom? — Penso em questiona-lo como, afinal, ele sabe nadar e eu não. Irei afundar que nem um machado sem cabo.

 

Respiro fundo o mais fundo que posso e sinto quando ele me move sobra à água me deixando de forma reta, como se eu realmente estivesse deita. — Agora relaxe esposa. — Faço o que ele pede e fecho os olhos pensando em algo que me faça relaxar, e minha mente deve estar com problemas ou não funciona mais, pois, o rosto que invade minha cabeça é o dele e mesmo que eu negue para mim e para o mundo, Namjoon me faz relaxar mesmo que eu o imagine. Nesse instante escuto o barulho da água e de pássaros pelas arvores próximas. — Como se sente? — Questiona-me.

 

— Bem, é uma sensação boa. — Abro os olhos e olho na direção do meu marido o vendo sorrir. — Porque esta sorrindo? — O vejo levantar os braços e então eu afundo. Sinto o pânico crescer dentro de mim e logo sou erguida.

 

— Desculpa. — Me pede ao olhar nos meus olhos, agarro-me a ele que nem um carrapato e sinto meu queixo bater tanto de susto como de frio.

 

—Não faça mais isso. — Ele passa as mãos por minhas costas e beija minha bochecha.

 

— Tudo bem, desculpa. — Pede novamente. Ouço nossas barrigas roncarem ao mesmo tempo de fome e sorrio.

 

— Eu cuidarei do nosso almoço. — O loiro apenas balança a cabeça e começa a sair da agua comigo em seus braços.

 

— Ou isso ou farei macarrão. — Rolo os olhos.

 

— Nem pensa nessa possibilidade marido. — Falo vendo que ele me olha com cara de riso.

 

— Ok esposa, Ok. — Sorrio corando e deito minha cabeça em seu ombro enquanto ele volta comigo em seus braços para dentro da enorme casa.

 

[...]

 

Sirvo um pouco de batata com pedaços deliciosos de carne para o loiro que sorri ao olhar a comida. Ele come pela segunda vez e fico orgulhosa por saber que ele gostou. Termino de servi-lo e me sento na cadeira ao seu lado.

 

 

— Isso esta divino. — Diz. — Onde aprendeu a cozinhar desse jeito?

 

— Eu tive uma grande ajuda do senhor Ruan o cozinheiro do orfanato. — Sorrio ao me lembrar dele, um senhor baixinho de bigodes brancos e um sorriso enorme, como seu coração. — Ele é um pai pra mim, e agradeço por ter o conhecido. — O loiro balança a cabeça enquanto come.

 

— Me lembre de agradecê-lo. — Sorrio balançando a cabeça como ele fez. — Então... Você sabe alguma coisa sobre seus pais? — Olho para a mesa e encaro-a por um tempo.

 

— Não, eu nunca quis realmente saber como eles são, nem como se chamam nem nada a respeito deles. — Suspiro. — Não a necessidade de saber de duas pessoas que me abandonaram no mundo sozinha enquanto eu ainda era uma bebe Namjoon. Eles morreram para mim quando fizeram isso. — Sinto a mão do loiro tocar a minha e olho para ele.

 

— Você tem a mim agora, não vai precisar deles. — De uma forma meu coração se alegra, e sorrio para ele.

 

— Obrigada. — Volto a olhar a mesa. — Porque você escolheu a mim para ser sua esposa? — Olho para ele. — Há um motivo, não há? — Ele assente.

 

— Sim, há um motivo, vários deles para ser exato, porem na hora certa você saberá. — Ele desvia seu olhar do meu e volta a comer, e como sempre, duvidas me rodeiam. Há sim um motivo para que ele tenha me escolhido e nem que demore eu vou descobrir, custe o que custar.

 

“Fazenda Particular Wings”  Horas antes. 

— Namjoon;

 

Sinto o celular vibrar e abro os olhos frustrado com a merda desse aparelho. Pego o aparelho e deslizo meu dedo pela tela atendo a ligação.

 

— Espero que seja importante cacete. — Murmuro irritado.

 

— Bom dia belo adormecido, e sim, é importante. — Jin diz irônico e serio ao mesmo tempo.

 

— Então fala logo porra. — Olho para Giulia dormindo e um sorriso se forma em meu rosto.

 

— Anthony e seus capachos roubaram mais um dos nossos caminhões. — Levanto da cama em um pulo e praguejo pelos quatros cantos.

 

— Desgraçado filho da puta. — Rosno e olho para a cama sentindo uma fúria ainda maior, eu poderia simplesmente descontar a merda desse filho da puta na filhinha dele, mais não consigo. Frustrado saído do quarto e caminho até a porta da frente a abrindo. O cômodo é escuro e acendo a luz fazendo com que tudo se ilumine, aproveito para trancar a porta e não tenho que me preocupar com minha esposa ouvindo, essas paredes são a prova de som.

 

— O que sugere que façamos? — Jin pergunta. Passo minhas mãos por minhas têmporas e respiro fundo controlando para não matar aquela mulher na minha cama.

 

— Ponha o celular no viva voz. — Mando.

 

— Pronto. — Jin diz e vou até a prateleira pegando uma garrafa de whisky e tomando do bico mesmo.

 

— Eu quero que cacem os responsáveis pelo roubo, matem todos. — Sento em minha cadeira e coloco os pés sobra à mesa. — Suga eu quero que interrogue um deles e descubra o máximo sobre Anthony. — Ouço um Ok.  — Jungkook invada os sistemas relacionados ao filho da puta e o que conseguir me mande por email.

 

— Certo.

 

— O resto fica por conta de vocês, iremos destruir Anthony o mais rápido do que desejado. — Ouço um “certo” em coral.

 

— Mais agora me diga chefe, como esta sendo com a filhinha do papai? — A ironia é evidente na voz de Jin.

 

— Bom. — Dou de ombros, foi mais do que bom, admito.

 

— Apenas bom? — Dessa vez Hoseok pergunta-me.

 

— Sim, apenas “bom”. — Dou de ombros bebendo mais um gole de Whisky. — Deveria significar algo além de bom?

 

— Sim, mesmo que ela seja um objeto de vingança ela pode também ser um objeto de prazer cara. Sabemos que ela é gostosinha. — Bufo com o comentário escroto dele.

 

— Sim, ela é gostosa e sinceramente eu penso em fode-la sempre.

 

— Essa resposta é bem melhor Namjoon. — Diz Jungkook. Rolo os olhos e brinco com uma caneta.

 

— Certo, agora vão fazer o que mandei pés no saco, vou voltar depois de amanhã e quero isso resolvido. — Lambo os lábios e praguejo mentalmente após quebrar a porcaria da caneta.

 

— Ok chefinho e faça o favor de ir foder a filhinha do papai e melhore esse humor. — Suga fala ao fundo me fazendo rir.

 

— Tchau gays. — Desligo o celular e o jogo sobre a mesa de qualquer jeito. Fecho meus olhos com força e respiro fundo. Talvez seja melhor eu fazer o que Suga falou.

 

[...]

 

Saio do escritório e entro no quarto a procura da minha esposa, o quarto está vazio e noto que minha camisa sumiu junto a minha mulher.

 

Minha mulher. Rolo os olhos pela milésima vez e saio do quarto após pegar outra camiseta limpa dentro do guarda roupa. Desço às escadas a procura da minha esposa fujona e não a encontro nem na sala e muito menos na cozinha. Bufo ficando irritado e abro a porta da sala sentindo o vento fresco bater de encontro ao meu rosto.

 

“Au-Au”

 

Olho em direção ao mar e procuro Giulia, talvez esse cachorro a tenha machucado e eu o mataria se tivesse. Procuro por ela e vejo um homem sair da mata correndo e em seguida ela.

 

Fecho a cara instantaneamente.

 

Vejo o cara se aproximar dela e dizer alguma coisa, minhas mãos estão fechadas em punho e quando dou por mim estou caminhando rápido até eles. Ambos não percebem minha presença e me irrito ainda mais.

 

— Tenho que concordar. — Diz. — Essa é minha deixa. — ele se aproxima. — É uma pena que seja casada, adoraria ter uma chance de sair com você. — Ele pega a mão da minha mulher e uno meus lábios com força. 

 

— Se você tem amor á sua vida é melhor tirar a mão da minha mulher. — Falo ríspido chamando a atenção dos dois para mim. Volto a apertar meus lábios sentindo o gosto do meu próprio sangue.

 

— Desculpa cara. — O cara pede e ignoro enquanto vou até Giulia e a puxo possessivamente para mim. Ela arfa após perceber o quão duro estou por vê-la vestida com a minha camisa.

 

 

— Vá embora. — Mando. O cara olha minha esposa e me ignora.

 

— Foi um prazer morena, nos vemos por ai. — Ele diz e pega a coleira do cachorro. — Vamos garotão, a moça bonita não pode mais ficar com a gente. — Então vejo os dois sumirem pelas arvores.

 

— Filho da puta. — Xingo. — O que você pensa que estava fazendo com ele? Ainda mais vestida assim? — aperto-a a mim. — Me responda. — passo meus dentes sobre o lóbulo da orelha dela sentindo-a tremer.

 

— E-eu procurei por você, mas não encontrei. Então o Faísca apareceu e com ele o Sebastian, e-eu apenas fui gentil. — Afasto os fios escuros do pescoço dela e chupo a região sensível dela enquanto abro os botões da camisa que ela usa.

 

— Eu não quero você com outro homem, nem mesmo sendo gentil com um. — tiro a camisa e a jogo na areia. — Vou ensina-la a não me desobedecer. — aperto os seios dela com força ouvindo seus gemidos.

 

Sons para meus ouvidos.

 

— E-eu não...

 

— Shii, você não está com nenhum direito de falar. — Corto-a.

 

 

[...]

 

Estou deitado no sofá enquanto tenho Giulia entre minhas pernas com a cabeça em meu peito, em menos de uma hora transamos nesse sofá e foi maravilhoso.

 

Merda.

 

Eu devia fazê-la me odiar e não o contrario. Eu poderia simplesmente manda-la chupar o meu pau como uma vadia, mas não consigo. Eu queria deixa-la longe de mim, porem meu corpo clama pelo dela.

 

Merda. Merda. Merda.

 

Namjoon você é um frouxo filho da puta.

 

Eu devia odiar essa mulher como eu odeio o pai dela, porque aquele filho da puta tirou quem eu mais amava e ele vai me pagar por isso. Cedo ou tarde acertarei minhas contas com Jared Anthony Cooper.

 

— Você pretende ter mesmo um herdeiro comigo? — A voz dela me trás de volta a realidade. Olho para os fios castanhos de sua cabeça e ela ergue a cabeça como se soubesse que eu a olhava.

 

— Sim, eu terei um herdeiro com você. — Os olhos grandes e castanhos me encaram brilhantes.

 

— Já tem nomes? — Arqueio a sobrancelha.

 

— Se for um moleque eu quero que se chame Kwan. — Ela sorri balançando a cabeça.

 

— É um bonito nome. — Diz — Significa o que? — Franzo a testa em sua direção.

 

— Como assim o que significa? — Ouço sua risada.

 

— Todo nome tem significado Namjoon. Por exemplo, o meu significa filha de júpiter, fofa ou jovial. Meu nome é uma variante italiana do nome Julia. Então, o do nosso filho tem que ter algum significado. — Mordo o lábio e lembro-me qual o significado do nome Kwan.

 

— Forte. — A olho — O significado do nome Kwan é forte. — Vejo seus lábios se curvarem em um sorriso.

 

— Nosso garotinho será forte sim. — Sorri. — E se for menina? — Minha testa se enruga com a possibilidade de ser uma menina. Meninas são mais complicadas e mais sensíveis do que meninos e mesmo que venha uma menina, ela é uma herdeira legal.

 

— Não pensei nessa possibilidade. — Sou sincero.

 

— Que tal Myung-Hee? — Cogito a ideia desse nome, é um nome legal.

 

— E o que significa? — Ela deita a cabeça no meu peito novamente.

 

— Luz. Nossa pequena Luz. — Meu coração se aquece com essas palavras e por um breve momento, por um bem breve momento, penso em deixa-la viva, mesmo que para isso, eu tenha que destruí-la.



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