História Experimental - Capítulo 7


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jaehyun, Taeyong
Tags Jaehyun, Jaeyong, Nct, Taeyong
Visualizações 45
Palavras 542
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Penumbra


VII.

 

Jaehyun sentiu o sol beijar seu rosto pelas janelas livres de cortinas e não soube ao certo dizer quantas horas tinham se passado desde que deitou no sofá. Não sabia distinguir se o relógio marcava nove horas da manhã ou se já tinha passado da uma hora da tarde, não importava também.

 

O que o tocou fundo na alma foi ver seu cavalete despedaçado e várias telas em branco destruídas. Por um momento riu ao notar que, apesar dos pesares, extravasar toda a sua raiva não era algo tão ruim assim, mas o coração falhou uma batida ao tornar a analisar o estrago feito em suas coisas. Talvez se matriculasse, no dia seguinte, em alguma academia de artes marciais para que seus objetos de estudo e paixão não fossem danificados daquele jeito, mas agora a preocupação era sumir com tudo aquilo dali e não tardou em começar a arrumar aquela bagunça que tinha feito em um momento de insanidade maior.

 

Taeyong ainda estava em seu quarto e muito provável que ele não acordaria tão cedo ou, talvez, estivesse bem mais do que acordado, remoendo cada mínimo acontecimento da noite anterior. A diferença é que o pintor não estaria com ele, como foi das outras vezes, sempre pronto para escutar suas desventuras com o álcool. Algumas tão engraçadas que acabava rindo e sendo censurado em seguida por causa disso. Mas era a vida deles, o que tinham construído desde a época da escola. Um não ficava sem o outro e estava mais do que comprovado.

 

Deixou o enorme saco preto com os destroços de sua fúria na varanda e desistiu do café ao notar que ele tinha esfriado, achando melhor optar pelo bom e velho copo d’água que o manteria hidratado e livre de uma noite insone; mas o que estava falando mais alto é que não tinha mais condições de sustentar a vida que estava levando com Taeyong, como Yeri tinha mencionado. Ela até brincava com isso, falando que só faltavam ir até o cartório passar um para o nome do outro de tão sério que era o relacionamento, mas que um não se atrevia a atravessar aquela linha imaginária que colocaram para barrar o sentimento um do outro. E Jaehyun sabia que ela estava coberta de razão. Tão certa que tomou coragem para tocar na ferida para cuidar dela, ao menos era assim que pensou quando abriu a porta e viu um matemático sentado em sua cama, embolado da cintura para baixo com a sua coberta e coçando os olhos do jeito mais sonolento possível.

 

O mundo parou. Os pássaros, de repente, cantaram mudos. E a respiração do pintor se esgotou por mais que ele pudesse aguentar quando viu um sorriso moroso despontar dos lábios finos em sua direção.

 

Céus. Ele só queria morrer. Ou abraçar Taeyong já estava de bom tamanho. Nada mais importava e ao mesmo tempo tudo pareceu tão certo que precisou de um instante para analisar aquela pintura real diante dos seus olhos, até a forma como a luz invadia o cômodo, deixando-o na penumbra, era surreal. Estava apaixonado, como quando viu as obras de Van Gogh pela primeira vez, mas nada se comparava ao modo como seu coração batia e seu corpo se sentia inquieto.

 


Notas Finais


Peço desculpas por não ter postado o capítulo na sexta-feira. Caí em um enorme vácuo da minha vida e fiquei meio que desligada pra praticamente tudo esses dias, perdendo o prazo de muita coisa.

Mas enfim. Sexta-feira que vem tudo volta ao normal e vai ter capítulo explicando mais ou menos como era a relação deles.

Obrigada, mais uma vez. Pelos favoritos, comentários, etc. Vocês são 10.


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