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História Exploradoras de um mundo secreto - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


#NOTE: Olá, voltei novamente e dessa vez com o meu gg favorito! Eu demorei um pouco para escrevê-la, confesso, no entanto assim como "O encontro de dois mundos" foi uma das pontes para melhorar mais a minha escrita, usei ela para melhorar em vários pontos e afins. Mas sim, tenho um amorzinho por ela e deixar ela engavetada não era uma opção, principalmente porque a capa belíssima fora doada por @webheekkie e a betagem incrível foi feita por @astrounatic muitissimo obrigada a vocês 💬
Espero que gostem e tenham uma boa leitura.

Capítulo 1 - Estou indo explorar o mundo!


Eu estava com tédio naquela manhã. Já tinha feito tudo que era possível, mas, na minha visão, aquele lugar se tornava cada dia mais chato. Eu comia bem todas as manhãs, ia para as aulas às nove e as duas eu caminhava um pouco pelo jardim, sempre estudei os livros da biblioteca e no começo os meus dias não pareciam tão ruins. Desde os meus 9 anos, vivi trancada nesse internado no interior de Daegu.

Meus pais iam me visitar uma vez por semana, às vezes me levavam para comer algo e depois de um tempo sumiam de novo. O meu pai era dono de uma empresa de jogos em Seul, já a mãe trabalhava com arquitetura e viajava bastante por conta de seus projetos, às vezes ela aparecia no internato, me contava sobre o dia dela e sumia de novo. Eu nunca me importei de ser sempre assim, até eu começar a crescer, o tempo passar e eu me sentir solitária.

Eu vivia bem, não tinha do que reclamar, tinha poucos amigos e uma boa saúde, eu só me sentia solitária, talvez isso fosse um problema, por conta disso eu vinha com frequência até o jardim, lia alguns livros e bem, eu não tinha muitas coisas para fazer, presa naquele lugar seria mesmo difícil.

O vento forte soprava contra meu corpo enquanto eu me balançava lentamente sobre o balanço, eu olhava desanimada para minhas botas pretas surradas, pensava na possibilidade  de pintá-las. Passos convictos me tiraram da minha linha de raciocínio, era Hwang Eunbi, a garota de cabelos tingidos e levemente ondulados passando por mim, com uma mochila preta enorme em suas costas e um livro velho em mãos. 

Hwang Eunbi, era novata da última turma, ela tinha ótimas notas e não tinha amigas próximas, ela era bem quieta e também carrancuda, sempre passava despercebida, mas não por mim. Hwang nunca foi de ligar muito para as coisas, gostava de estar sozinha e para ela sua melhor amiga era ela mesma, (palavras dela mesma em uma de suas redações) que bem… por curiosidade acabei lendo uma vez quando estava na sala dos professores, ela era assim, fechada para tudo e todos.

Eunbi foi até a maior árvore do jardim depois que passou por mim sem ao menos olhar em meu rosto. Alguns minutos depois ela já estava tirando uma corda de sabe se lá de onde. Eu observei cada ação dela atentamente, até perceber o que ela estava tentando fazer, automaticamente meus pés guiaram-se em direção da aloirada.

Quando eu percebi, já estava na frente de Eunbi, a olhando desacreditada vendo o que ela estava fazendo. A garota virou-se para trás e assim que me viu jogou a corda no chão e sorrindo amarelo, ela estendeu a mão dizendo:

— Oi! — sorriu mais largo — Meu nome é Hwang Eunbi — tentou ser simpática.

Eunbi continuou com a mão estendida em direção de Yewon, enquanto ela analisava a situação com cenho franzido e olhos atentos. Depois de alguns segundos, Kim apertou a mão de Eunbi murmurando seu nome, ainda com uma expressão confusa. Ela olhou para a corda no chão e finalmente soltou a mão de Hwang.

— O que você está fazendo?

Estou indo explorar o mundo ela pegou a corda de novo e começou a se preparar para jogá-la em um dos galhos próximos da parede para escalá-lo. — Você vem?

Parei um pouco e tombei a cabeça para o lado a olhando estranho. O que aquela louca estava tentando fazer? 

Yewon suspirou antes de responder — Não, não podemos fazer isso, é contra as regras fugir.

Eunbi jogou a corda no galho e soltou uma breve gargalhada.

Tsc, bobagem — negou com a cabeça e deu mais um nó na corda — estou te oferecendo o mundo e você me diz que não podemos fazer isso? Claro que podemos! Não passarei o resto dos meus dias aqui trancada! — suspirou — que seja… só não diga nada sobre me ver por aqui.

A observei escalar o muro e quando ela já estava em cima dele, Hwang me deu uma última olhada e sorriu, jogando a corda para mim de volta. Ela sabia que eu queria ir.

Sorri e ainda incerta, disse:

— Me dê um tempo, vou pegar minha mochila. 


[...]


— Eu não acredito que ainda fiquei te esperando e correndo risco de ser flagrada. Alguém te viu? — Hwang andava na frente enquanto reclamava da minha demora.

— Não, ninguém me viu — revirei os olhos e continuei seguindo Eunbi — Onde estamos indo?

— Para a estação, vamos de trem.

Eu me animei, aparentemente estávamos indo para Jirisan, um parque nacional que abrigava a montanha mais alta do país. Na primavera as flores que rodeiam o lugar ficavam bem vividas e bonitas.

Quando entramos no trem, nós escolhemos uma das cabides de viagem e esperamos o trem começar a andar. Eunbi olhava um jornal e eu olhava a paisagem.

Meu coração batia forte no peito e isso deve-se ao fato de ser o primeiro ato de rebeldia que eu faço. Provavelmente já deram falta de nós duas no internado e isso me assusta, mas de forma alguma me arrependo e muito menos tenho desejo de voltar. Para mim, foi uma boa escolha.

No meu fone de ouvido, tocava Maniac do Conan e Eunbi dormia no banco da frente depois de quase uma hora e meia lendo o mesmo livro e olhando o mesmo mapa. O relógio marcava seis e quarenta da tarde e o sol estava se pondo, resolvi abrir um dos pacotinhos de cookies que havia guardado em minha mochila e Eunbi pareceu ressuscitar ao ouvir o barulho do pacotinho em minhas mãos, logo sentando ao meu lado e estendendo sua mão.

— Agora a mocinha "reviveu", não é? — disse ao entregar um dos cookies a Eunbi.

— Só os cookies têm esse poder — respondeu Eunbi desviando o olhar para a janela — acho que só vamos chegar amanhã de manhã. Acho que você vai gostar de Jirisan — comentou.

E minhas suspeitas se confirmaram.

— Ouvi falar que lá é legal — respondi neutra, mas eu estava pulando por dentro.

Hwang murmurou uma confirmação e lançou um sorrisinho a mim.


[...]


Ainda acho que foi uma má ideia, mas também não me arrependo. Já amanheceu e estamos na metade do caminho para Jirisan, a trilha é longa e Eunbi parece determinada em chegar até o topo da montanha, enquanto eu já estou pedindo arrego.

Estamos a cerca de três horas na trilha e estou cansada, meus pés doem e estou bebendo água a cada trinta minutos desde do começo da caminhada, em todo esse tempo cogitei desistir no mínimo cinco vezes, enquanto isso o tal guia Mingao e a auxiliar Eunha parecem super dispostos a caminhar mais 5 km, se perguntarem até uma maratona eles estarão a fim.

Foram-se nascentes, grandes pedras e muita árvore até finalmente conseguirmos chegar no topo.

Era fim da tarde novamente, e aquela era a coisa mais bonita que eu conseguia ver. O céu estava alaranjado e os últimos raios de sol se despediam no horizonte. Os olhos de Eunbi estavam tão perdidos enquanto brilhavam de satisfação. Uma sensação de missão cumprida me tomou e suspirei. De fato foi uma ótima decisão fugir "sem rumo" por aí, no fim valeu a pena.

Soltei uma gargalhada com os meus próprios pensamentos e me olharam estranho.

— Foi uma longa viagem —  murmurei.

Eunbi parou ao meu lado me chamando com o dedo.

— Próxima parada: Rússia.

Arregalei os olhos e Hwang me lançou um largo sorriso.


Notas Finais


PS: Deixei o final em aberto de proposito, quem sabe, né?

Betagem: @astrounatic
Design: @webheekkie


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