1. Spirit Fanfics >
  2. Expurgo. >
  3. Prólogo.

História Expurgo. - Capítulo 1


Escrita por: e Amora_Winters


Notas do Autor


Primeiro, porque eu vou começar a postar outra história ? Vou explicar o porquê. Essa história aqui é o início de tudo. Ela é interligada a Alpha Solitária mesmo não tendo nada a ver com a mesma. É confuso eu sei, o que eu posso dizer é que, a coisas nessa história que precisam ser explicadas para que eu possa dar andamento a Alpha Solitária, isso tá me incomodando, tá me dando bloqueio e isso não é legal. Para quem não sabe eu estou justamente atualizando os capítulos de alpha pra preencher algumas lacunas, é trabalhoso? É. Frustrante? Também. Mas para o que eu criei é necessário. Espero que gostem e por favor, não desistam de mim.

Capítulo 1 - Prólogo.


P R Ó L O G O

A floresta negra se estendia imponente. A besta que se esgueirava através da mata, desviando dos enormes espinhos levava consigo um embrulho. Sua audição apurada e seus sentidos mais primitivos, detectaram a aproximação do inimigo. O cheiro de sangue, medo e morte perpetuava pelo ar gélido, a neve antes branca, agora era totalmente manchada pela cor rubra do sangue de seus opressores. 

A lua de sangue estava alta no céu, tornando tal visão ainda mais macabra, se comparado a todo o assombroso apelo que exalava da floresta profunda.

Seus passos eram silenciosos, seu andar era calmo e até mesmo deleitoso enquanto sentia suas patas sendo  inundadas pela neve fofa e pela viscosidade do sangue inimigo. Os pêlos negros, se camuflam em meio às sombras daquela noite agourenta. 

Com o coração a bater forte no peito ele se mantém vigilante, não se permitia baixar a guarda, esperando o momento certo para tomar a decisão que mudaria todo o rumo de uma história, de toda uma linhagem. As garras seguem em direção ao pequeno embrulho, como se acalentasse, como se para acalmar, passando uma mensagem silenciosa que dizia, eu estou aqui.

O cintilar do fogo em meio a inúmeras tochas entregaria sua localização. Havia, durante toda aquela noite desde que tudo começou se mantido em defesa, era sua vez de atacar, mostrar toda a sua fúria, vingar cada membro de sua matilha que teve a vida usurpada. 

Não houve tempo, o caçador desatento foi lançando em meio ao emaranhado de espinhos, e ele acompanhou com olhos rubros e satisfeitos a ponta afiada a perfurar-lhe o peito, o homem contorceu-se, a arma que empunhava caiu em meio a neve, juntamente a tocha, que ao entrar em contato com o gelo, teve o mesmo rumo que o corpo morto. Empalhado em meio às trepadeiras que se encontravam num entrelaçado de pontas afiadas, como o fogo que se apagou o corpo também o fez, e de seus olhos as chamas da vida se esvaíram.

O movimento brusco trouxe aos seus ouvidos alguns resmungos irritadiços, o embrulho enroscado ao seu pescoço movimentou-se de maneira inquieta, como se protesta-se pela maneira brusca a qual havia sido acordado.

Apenas esgueirar-se pela mata, e se camuflar em meio ao breu não aplacaria a sede de sangue que havia se enraizado em seu interior, o monstro em si rugia e arranhava, seu sangue fervia e suas presas eram arrastadas umas nas outras. Ele ansiava perfurar a carne e beber do sangue daqueles homens que ousaram profanar a sua casa.

Estes, que nomeavam-se como caçadores, que diziam estar livrando o mundo das pragas que vinham a andar sobre a terra em suas patas, garras e pêlos. Quanto mais pessoas descobriam sobre a lenda dos lobisomens, mais determinados ficavam a caçarem o que para eles eram bestas selvagens. Nem humano e nem lobo, apenas monstros.

Os olhos ferozes olhavam a todo momento ao seu redor, precisava achar um jeito de sair da ofensiva, mas não o faria enquanto estivesse com o embrulho entre seus braços.

 A alguns metros de distância, uma caixa de madeira se fez vista, sendo segurada por um graveto que lembrava a forma de um estilingue. Estava claro que era uma armadilha para coelhos, e pelo visto estava bem camuflada, com certeza imperceptível para olhos humanos, ele torcia para que estivesse certo, e que nenhum maldito ser a vagar sobre duas pernas o encontrasse.

Com pensamentos formados na cabeça, a fera salta e pendurasse de forma rápida sobre as copas das árvores, direcionando-se ao local escolhido para abrigar o pequeno e inquieto pacote. Com uma inteligência incomum para seres considerados irracionais, ele remove a calça de couro negra que havia sobrado dentre todas as suas vestes, e a enrola em torno do embrulho, protegendo-o do frio mesmo sem necessidade.

Os olhos se conectaram, negros nos negros. Como que por teimosia o embrulho desenrolou-se, e bracinhos pequenos e rechonchudos esticaram-se na direção do lobisomem, seus pêlos foram segurados de maneira firme. Ele era forte, a fera notou isso e rosnou levemente, em orgulho. Mais passos foram ouvidos, deviam ter notado a falta de um dos caçadores, sabiam agora que ele estava pelos arredores.

Com um último carinho em meio aos fios negros que despontavam do pequeno capuz ele proferiu desculpas e sussurros ao embrulho para logo colocá-lo debaixo da armadilha montada, e como se para se certificar de que o pacote estaria verdadeiramente seguro, houve uma última troca de olhares, e o graveto que mantinha a armadilha apta foi retirado.

A morte por uma lança de prata, havia sido seu destino final.


Notas Finais


É isso aí, até breve.
Capa feita por @Solune


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...