História Êxtase - Capítulo 11


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Categorias Histórias Originais
Tags Adolescente, Amigos, Amor, Bromance, Gay, Lgbt, Melhores Amigos, Romance, Traição, Triangulo
Visualizações 5
Palavras 1.800
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


OII amores. Eu sei que demorei um pouco pra postar esse cap, mas eu tenho duas boas explicações haha
a primeira é que eu estava tentando escrever uma historia muito viajada de uma colonia em outro planeta (tá saindo do rascunho alias hihihi acho que vou deixar só no wattpad, não sei se vocês gostariam que eu postasse aqui.) e a segunda é que eu fui atingido por um bloqueio mental fod*** nessa historia, mas ja consegui me encontrar de novo nela. <3

Mas é isso, espero que gostem!!!!

Capítulo 11 - Capitulo 11


Segui Noah pelas escadas até a cozinha. Nossos pais já estavam lá, papai sentado lendo o jornal na ponta da mesa de madeira rústica e mamãe estava uma cadeira depois enrolando uma madeixa de seu cabelo castanho claro.

Eu estava morrendo de dor em todas as partes possíveis do meu corpo. Podia ouvir o sangue latejando nas orelhas, prometi a mim mesmo que nunca mais colocaria uma gota de álcool na boca.

Noah se sentou do lado do papai e eles logo começaram a conversar sobre alguma coisa que eu não prestei a mínima atenção, mas conhecendo os dois com certeza envolvia esportes. Arrastei meu corpo pelo chão de madeira e, ao chegar na mesa, me sentei da forma mais natural possível ao lado da mamãe, mas não foram precisos nem dois segundos para ela perceber o roxo no meu rosto. Não estava tão marcado quanto antes, mas a mulher percebia até quando eu mudava o lado do cabelo.

 

— Meu Deus, Thomas o que aconteceu com seu rosto? - perguntou segurando meu maxilar com uma mão.

 

Sr. Edgar não fez nem a mínima questão de olhar para mim. Era como se eu não fosse sequer digno da sua pena, como se eu não existisse. Aquilo me matava toda maldita vez. Eu sentia falta dele as vezes, como quando ele nos levava no zoológico todos os verões quando éramos mais novos, nós ficamos cada vez mais distantes.

.

— Não foi nada. Eu bati na porta. — falei me livrando do seus dedos macios. — Aliás, bom dia.

 

Peguei as deliciosas panquecas que mamãe havia feito e comecei a comer. Noah não parecia nem um pouco exausto, parecia não ter bebido uma gota de álcool, mas em compensação a minha cabeça estava explodindo

 

— Bom dia, chegaram tarde ontem? — Ela perguntou enquanto descascava uma banana.

 

— Nem tanto, na verdade eu nem lembro. — Respondi. Os outros dois estavam no universo paralelo deles.

 

Voltei no segundo andar para pegar a mochila que eu tinha esquecido, quando voltei mamãe disse que papai nos daria uma carona, na verdade, os dois já estavam na garagem. Me despedi com um beijo no rosto de dona Chloe.

Abri a porta de trás do carro branco de papai. sentei no banco de couro e coloquei o cinto, eu sabia como ele só dava partida quando todos estivessem com o cinto. Passei a viagem toda calado, Noah até tentou me encaixar na conversa dos dois, mas eu só respondia com algumas palavras rápidas. Coloquei o fone de ouvido para fingir está escutando algo.

Eu invejava o relacionamento dos dois, eles sempre tinham um assunto diferente para falar, eu sempre me sentia deslocado quando estava por perto. Tentei me concentrar nas nuvens cinzas bem longe no horizonte, mas eu simplesmente não conseguia focar a visão, o sono não deixava.

Sai do carro assim que papai parou, deixando Noah e ele para trás.

 

Segui até a portas do colégio Knowledge que estavam abertas como sempre.

Os corredores estavam estranhamente vagos, olhei o horário no visor do celular e percebi que acabamos saindo mais cedo. Segui até a sala de matemática eu não estava nem um pouco disposto a ficar andando pelos corredores ou em qualquer outro lugar. Não achei o cabelo ruivo de Anna em nenhuma mesa, então simplesmente escolhi o lugar mais no fundo possível.

Tinham poucos alunos na sala. Ouvi a conversa de algumas garotas na fileira do lado, provavelmente o professor de matemática não viria hoje o que significava que tínhamos um horário vago. Não que eu me importasse muito, matemática não era nem de longe minha matéria preferida. Joguei a mochila sobre a mesa e tirei meu sketch book dali de dentro. A luz do sol nascente invadindo a janela de vidro enorme fazia meus olhos doerem, mas não o suficiente para me fazer desistir do local.

Senti alguém sentar do lado, e desconfiava que era Anna. O cheiro era conhecido, mas eu estava com sono demais para pelo menos pensar em decifrar.

 

— Oi. — Ouvia voz rouca dizer, o que me fez afastar a cadeira inconscientemente. Meu coração acelerou. Será que ele estava ali para me bater novamente? — Thomas, o que foi? — Nathan falou levantando as mãos.

 

— O que você quer? — disse secamente para o ele, que pareceu perceber minha rispidez.

 

— Hã? Nada, pô. Você tá bem, Thomas? — Perguntou.

 

Não respondi, eu só queria sair dali. Abri a mochila apressado e coloquei o caderno que tinha acabado de tirar de dentro da mochila de forma desajeitada. Nathan observou tudo com uma cara meio desentendida.

 

— O que foi isso no seu rosto? — Perguntou quando eu me virei com a mochila nas mãos.

 

— O que foi isso no meu rosto? — repeti a pergunta para mim mesmo. O que aquele garoto estava fazendo, algum tipo de joguinho doentio? — Vai se foder, Nathan. — Sussurrei enquanto tentava levantar, mas ele segurou no meu ombro.

 

Nossos olhos se cruzaram por alguns segundo, percebi as olheiras marcadas debaixo de seus olhos. Eu queria odiar Nate, mas tudo que eu conseguia me lembrar olhando para aqueles olhos era da sensação dos seus lábios tênue nos meus. E era tão real quanto ontem anoite, mas algo fez acordar daquele devaneio em conjunto, a dor aguda do meu ferimento quando o garoto tentou encostar os dois dedos no meu rosto.

 

— Eu preciso ir, me solta. — Empurrei sua mão que ainda estava repousada no meu ombro e sai da sala.

 

Quase esbarrei em uma menina que entrava pela porta no momento que sai. Eu não estava nem um pouco afim de volta para sala, pelo menos não enquanto Nathan estivesse ali. Decidi ir para biblioteca, pelo menos lá eu não corria o risco de levar uma ocorrência por estar perambulando pelos corredores.

Eu estava tão aéreo que nem percebi o garoto vindo na direção contraia a minha. Por sorte, ele estava mais atento do que eu e segurou meus bíceps antes que nos chocássemos com tudo.

 

— Eita, cuidado campeão. — Ouvi a voz conhecida. Era Sean. — Thomas! A gente tem que para de se entrar assim. — Ele riu para mim.

 

Seu sorriso era bonito. O jeito que seus olhos se curvavam quase se fechando era peculiar. Ri educadamente para Sean também.

 

— Ah, oi Sean. — Disse depois de alguns segundos, eu ainda estava lerdo. — Desculpa.

 

— Que nada. — Falou tocando na ponta do meu nariz. Comecei a andar e o garoto me acompanhou pelo corredor que começava ficar cheio. — E aí, indo pra onde? Pera me deixa adivinhar... biblioteca.

 

— Você leu minha mente, menino? — perguntei gargalhando dos seus olhos rolando ao dizer “biblioteca”.

 

— Tá brincando, você vive nesse lugar, vai acabar precisando de óculos no futuro. — Ele disse semicerrando os olhos para mim.

 

— O sujo falando do mal lavado? Não foi você quem ganhou aquela competição do ano passado de mais páginas lidas? — Lembrei ao Menino que encarou o teto.

 

— Tá bom, você me pegou! — Balançou as mão no ar como se estivesse se rendendo. Ele empurrou a porta de vidro da biblioteca e, depois que entrou, segurou para que eu passasse. Fui até uma das mesas de madeira redondas no fim do local.

 

— Não era pra você ta em sala, senhor? — O garoto perguntou com um sorrisinho enquanto tirava um livro de dentro da mochila. Ele sentou na cadeira do lado da minha.

 

— O professor de matemática faltou. — Falei erguendo uma das sobrancelhas, nós éramos da mesma sala.

 

— Ah, então eu não estou matando aula, que bom saber. — Ele disse e logo depois suspirou aliviado. abrindo o próprio livro na página marcada.

 

Ficamos ali conversando o primeiro horário inteiro. Sean era mais interessante do que eu esperava. O Seu senso de humor era o melhor, fazia piadas quase o tempo todo e eu fiquei praticamente duas horas rindo ali. Ele conseguiu me fazer esquecer toda a merda que aconteceu nos últimos dias apenas com sua conversa.

Ele fez um biquinho quando o sinal para o intervalo tocou.

 

— Agora eu vou ver se acho Anna. — Falei levantando da cadeira confortável da biblioteca.

 

— Ah, te acompanho até a saída então, tenho que falar com o treinador. — Respondeu guardando o livro de capa azul na mochila e levantando também. Cruzamos a biblioteca sussurrando sobre como os óculos amarelos de Marie, a bibliotecária, pareciam duas bananas.

 

Ele fez a mesma coisa com a porta e eu sorri agradecido.

 

— Então é isso, até mais. — Entendi a mão para o garoto que a apertou com certa força.

 

— Escuta, Thomas. — Sean me chamou quando eu já estava quase me virando. — Você não toparia tipo, sei lá, sair comigo qualquer dia?

 

— O que? — Perguntei ao ver as bochechas dele ganharem uma cor meio avermelhada. — Tipo um

 

— é, é, sim, desculpa viajei, até depois. — Disse coçando a nuca.

 

— Eu topo. — Respondi um tanto quanto surpreso com o pedido do garoto. O melhor foi ver o sorriso lindo que se formou no seu rosto ao ouvir a resposta. Me despedi de novo meio envergonhado e segui meu caminho.

 

...

 

— Amiga, eu achei que tava destruído, mas fiquei atem bem depois de te ver. — falei reparando os fios avoaçados de sua cabeça. Eu podia sentir o olhar mortal de Anna por de trás das lentes do óculos escuro.

 

— Você não se acha jovem demais pra morre, caro Thomas? — falou sentando no banco de madeira do refeitório. — Eu nem dormir essa noite, tive que arrumar tudo pros meus pais não desconfiarem.

 

— Então é melhor você bloquear eles no fotogram. — Respondi deslizando as fotos de frente para a garota na tela do meu celular. — Alias por que veio hoje?

 

— Puta que pariu. — Ela respondeu puxando o aparelho da minha mão e vendo várias fotos que ela mesmo postou na noite passada. — Eu não tinha nada pra fazer em casa, não consegui dormir nem a pau. Pega, nada disso vai acabar com minha felicidade. — Anna riu tirando os óculos escuros.

 

— Hmm também tenho novidades. — Sussurrei mordendo o lábio inferior.

 

— Conta primeiro, vai. — Ela disse chegando mais próximo de mim.

 

— Sabe quem me chamou pra um encontro? — Fiz um suspense e ela quase me esganou para ter a resposta logo. — Sean.

 

— O que? Aquele gostosão que quase não vem pra aula? — A ruiva estava realmente surpresa, suas sobrancelhas se curvaram com seu sorrisinho safado. — Tava na hora de sair dessa seca Thom.

 

Dei língua para ela. Ela pegou alguma coisa de dentro da mochila, uma garrafinha com um rotulo preto, era energético.

 

— Menina, você tem que se hidratar. — Disse enquanto ela bebia o liquido alaranjado. Reparei no seu pircing no septo meio torto.

 

— Thom, água não vai me manter acordada. — respondeu. Depois que acabou de beber o energético ela fechou e colocou na mesa. — Eu e Nathan voltamos.

 

— Amiga, sério? — Perguntei fingindo uma surpresa. — E quando foi isso?

 

— Faz uns dois dias, ainda ta tudo naquele clima meio estranho, mas logo volta ao normal. Eu acho que amo ele. — Ela respondeu.


Notas Finais


e então, o que acharam? RSRS


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