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História Êxtase (Imagine Jeon Jungkook) - Capítulo 1


Escrita por: e Peachwer


Notas do Autor


OIHOIHOIHOIHOIHOIH
VOLTEI COM MAIS UMA ESTÓRIA HEHE
O TEMA É BEM ALEATÓRIO, SO COLOQUEI O NOME ÊXTASE PORQUE ACHEI LEGAL KKKK

Protagonista tem 18 anos. Jungkook 20.

BOA LEITURA E ESPERO QUE GOSTEM 💞🍑

Capítulo 1 - Lobo Grande


Fanfic / Fanfiction Êxtase (Imagine Jeon Jungkook) - Capítulo 1 - Lobo Grande

L O B O  G R A N D E 

NOVA INGLATERRA; SALEM.

Claro que era um lobo; um lindo lobo preto com os olhos cor de âmbar. Eu tinha razão no final das contas.

Me perguntava sempre quem era que ficava me observando durante o dia todo, que só parava quando ia em busca de uma boa refeição na hora do almoço e no fim da tarde. Eu nunca o vi direito, essa foi minha primeira vez, sentada na janela do meu quarto o observando em meio dos matos secos perto da floresta se agitando como um cachorro doméstico. Ele estava sentado, se sacudindo como se quisesse que eu finalmente o visse e soubesse que era ele meu protetor desde que cheguei nessa cidadezinha da Nova Inglaterra.

Ele sempre me seguia, escondido no meio da névoa branca acinzentada que vinha da floresta densa, observando-me com atenção.

Há primeira vez que notei que isso estava acontecendo foi quando a carruagem de meu pai pisou nesta cidade e me deixou na mansão dos meus tios velhos, rabugentos e religiosos. Eles mal me conheciam e eu não era diferente. Sabia que estavam me hospedando durante as férias de verão porque devia a meu pai um favor. Se não fosse isso, nem sei para onde iria. Antes de vir, estudava em um colégio interno, na cidade grande. Eu não gostava, mas não podia fazer nada. As férias era a única oportunidade de ver meus pais, e sabendo desse fato, eles resolveram me ignorar como sempre faziam. 

Me deram um beijo e disseram que ficaríamos juntos logo. 

Mas esse logo não chegava nunca!

Ambos estavam lado a lado, na guerra do nosso país. Não guerreando. Eu não sabia de muita coisa, mas sabia que meu pai não era um soldado como os demais. Papai era superior, segundo ele. Mamãe era médica e cuidava de um bocado de homens ensanguentados, cheios de machucados horrendos e mesmo assim, com todas essas coisas horríveis, ela preferia ficar com eles do que cuidar da própria filha que cresceu em um internato cheio de garotas barulhentas.

Ergui a mão e estalei os dedos, tentando chamar o lobo que me encarava confuso em uma certa distância da entrada da floresta. Nunca pensei que seria um lobo quem estava me observando durante esse tempo todo, pensei que fosse um garoto, ou um velho, qualquer coisa, menos isso. Nunca passou pela minha cabeça um animal selvagem me vigiar e me proteger de sei lá o que. Era isso que eu pensava, que ele estava me protegendo, que de certa forma , me sentia segura com ele e que agora, dormiria feliz e aliviada em saber quem era meu protetor oculto que se escondia a todo custo. 

Se ele quisesse me devorar, já teria feito. Tivemos muitos momentos a sós longe da cidade, na floresta. Assim, o que mudava era que eu não o via, mas ele sim, ele me via e me seguia para todos os cantos.

Ele não queria me comer. Queria outra coisa. Talvez uma amizade… estranho.

Pensei que lobos andassem todos juntos em alcatéia. No entanto, esse era diferente. Ele não andava em bando, era completamente sozinho. Se ele estava achando que eu era sua fêmea, estava enganado porque eu não gostava de cachorros para um relacionamento sério.

Na verdade, eu tinha uma listinha para o homem ideal. Mas não era como se eu tivesse uma escolha caso meus pais aparecesse com um soldado com boas condições e uma família respeitável para me casar. Seria obrigada e não poderia falar nada. Era injusto. 

— Acho que te entendo, lobinho. — Sussurrei e sorri com a palavra lobinho. Ridículo. Isso era ridículo.

O lobo era enorme, no entanto, pela distância, não podia dizer muito. Estreitei os olhos. Ele era grande e muito peludo, com certeza conseguiria encher meu travesseiro de penas com seu pelo negro. A língua era rosa, isso eu pude ver quando ele a colocou para fora e lambeu o focinho. Era grande e ageu, trabalhava no seu pelo brilhoso, cheio de matos grudados nas patas. 

O sol estava se pondo, se perdendo por baixo das árvores grandes da floresta e sumindo de uma só vez. Essa foi uma deixa para o lobo se levantar e bocejar, com a boca enorme e os dentes afiados , piores que qualquer espada ou faca que já vi. Engoli em seco, mas não  estava com medo. Medo era algo que eu não poderia sentir dele. Me vigiou desque cheguei aqui então eu acho, que no mínimo tenho que agradecê-lo. Era bobagem, eu sabia disso. Como se ele fosse me entender ou se ele próprio se entendesse ou soubesse o motivo para me seguir por aí como se fosse meu cachorrinho de estimação.



No dia seguinte, quando fui cavalgar pela floresta com minhas calças e botas novas, vi o lobo rugindo para o meu cavalo enquanto eu me lavava com a água da cachoeira que havia ali por perto. Como um medroso que era, Pluts fugiu para o meio da mata aos berros relinchando sem parar. Coloquei a mão na cintura e murmurei comigo mesmo que ele era um medroso. Então, me flagrei observando aquele lindo lobo. Ele era muito maior de perto, acho que tinha uns dois metros no máximo e o pelo era mais escuro do que eu me lembrava. Os olhos cor de âmbar pareciam mel derretido de uma colméia de abelhas. Era lindo. E assustador

Pluts tinha razão em sair correndo.

O lobo deu um passo para frente preguiçosamente. Eu fiquei agitada por dentro e alarmada esperando qualquer passo em falso para sair correndo pelo mesmo caminho que meu cavalo tomou. Meu coração disparou com outro passo,e mais outro, até perceber que ele estava em minha frente , tão próximo que poderia me atacar e eu não poderia fazer nada.

Essa seria uma boa hora para agradecer pelos cuidados que ele tomava comigo, mas algo dentro de mim não conseguia nem se mover. Não estava com medo, pelo menos não queria admitir, mas era verdade, eu não devia me sentir assim. Ele só era um lobo grande… com dentes afiados… que estava com o focinho sujo de alguma coisa que tinha a cor vermelha. 

Meu Deus.

— Não tenho medo de você. — Engoli em seco e me arrependi no mesmo momento em que disse isso, após ouvir o lobo rugir para mim.

Não vai me machucar! Não vai me machucar! Não vai…

Esse pensamento se foi tão rápido quanto meus pés que dispararam pelo mesmo caminho que o meu cavalo branco acovardado. Eu corri pela estrada da moradia dos meus tios. Meus pés agitados tropeçaram nas pedras e algumas vezes neles mesmos. A mansão estava longe e a esperança de sair com vida dessa floresta se foi, quando o enorme lobo preto pulou em minha frente, me fazendo dar um pulo de susto. Sem esperar muito, dei alguns passos para trás, sem parar. O lobo parecia zangado, seus olhos estavam cravados em meus pés que se moviam calmamente a cada passo, ele rugia cada vez mais alto, como se quisesse que eu parasse.

Sem chances.

Ele se aproximou novamente, me fazendo cair para trás pelo susto de sua agilidade. O tombo não me machucou, eu não senti nada, e se machucou, nem percebi porque meu foco estava nele, no lobo feroz que rugia sem parar me deixando aterrorizada. Ele me circulou, pisando algumas vezes nos meus dedos,que foram recolhidos na mesma hora. Diferente de tudo que já vi ou estudei, percebi que o lobo se sentiu culpado ao pisar em meus ossos frágeis. De repente, peguei as pedras que estavam ao meu lado e comecei a jogar no lobo, que desviou, me olhando com a cara feia, ameaçando a me atacar a qualquer momento. 

— NÃO TENHO MEDO DE VOCÊ. —  Repeti gritando, e acertei uma pequena pedra em sua testa.

O lobo grunhiu e me olhou como se estivesse sorrindo, não. Debochando. Aquele animal estúpido estava debochando da minha cara. Que abusado. E com o focinho, ele tocou minha bota levemente, onde eu pensei que ele iria me morder, mas nada foi feito. Eu estremeci. Ele ergueu a cabeça e lambeu meu braço nu, subindo para o meu rosto que foi coberto pela baba grudenta. Eca. 

Suspirei profundamente, começando a rir com leves gargalhadas pelas cócegas que a língua rosada e aveludada fazia em meu rosto. 

Meu coração se acalmou,  voltando com os batimentos normais. O medo já tinha ido embora, mas eu continuava alarmada. Não confiava naquele lobo, ele era esperto demais para o meu gosto. Qualquer movimento que ele fazia, eu prestava bastante atenção,  desconfiada com qualquer ato seu, principalmente quando ele me lambia como um cachorrinho manso. Ele até podia ser parecido com um cachorro fisicamente, mas ele não era nada igual. Seu comportamento era outro e eu sabia muito bem qual era sua comida preferida.

A mancha vermelha perto do focinho era prova do que eu estava falando. 

De repente, atrás de mim, o lobo começou a me empurrar para frente com a cabeça e rosnar, como se pedisse algum tipo de ajuda. Quando seu pelo escuro e macio tocou minha bochecha, senti um leve cheiro de sândalo e uma sensação estranha invadiu meu coração. Balancei a cabeça. Então levantei e sacudi minha calça nova que estava toda empoeirada. Fiquei esperando o lobo fazer qualquer movimento antes de voltar a correr, mas ele ficou apenas me observando, olhando cada traço do meu rosto até os meus cabelos ruivos que estavam presos em um rabo de cavalo. 

Cansada daquilo, cruzei os braços e grunhi levantando o dedo na direção do lobo.

— Você é um lobinho muito mal.

E ao ouvir isso, a criatura com pelos que antes estava quieta, mostrou os dentes e rugiu como um verdadeiro selvagem que realmente era. Então, sem que eu me desse conta, já estava de volta a estrada, correndo em disparada a mansão dos meus miseráveis tios, feito a covarde que era. Quem eu queria enganar? Tinha medo até da minha própria sombra e pensar que não tinha medo dele foi tolice. Na próxima vez que viesse a floresta, iria levar meu arco e flecha comigo.

Quando cheguei na mansão, minha tia Amélia estava do lado de fora encostada no meu cavalo Pluts, que parecia mais calmo. Quando ela encontrou o meu olhar, foi inevitável não fechar os olhos e me encolher de medo. Eu sabia que tudo que fizesse ela iria escrever para os meus pais. 

— Onde estava? — Ela indagou, colocando a mão na cintura. Ao olhar a situação da minha roupa, ela fechou a cara e remexeu em seu vestido cor de vinho. — Menina, olhe só para você! Parecendo uma porca e ainda por cima, usando calças. — Seu olhar de desgosto se cruzou com o meu e sua cara desagradável me deixava vulnerável.  — Quantas vezes vou ter que dizer? Você é uma…

— Dama! Já entendi. Eu sou uma dama.

Ela fechou os punhos e fez um bico, tentando conter sua empatia por mim.

— Pois não parece. — Franziu a testa, irritada com meu tom de voz. — Onde já se viu? Uma garota de dezoito anos, agindo como uma selvagem e ainda por cima, com espírito de homem.

Um rastro de fumaça seguia aquela mulher, empoçando-se ao redor dos sapatos finos de salto alto. Não era real, mas ela era uma bruxa para mim. A pele acabada cheias de rugas, que nenhum dos cremes que ela usava era capaz de fazer pelo menos uma diferença naquele rosto azedo, mal feito.

Vi seu corpo sumir ao entrar a casa a dentro. Os resmungos já não dava mais para ser escutados, mas com certeza ela ainda estava falando, resmungando consigo mesma por causa do meu espírito de homem e blá blá blá. Espírito de homem que nada. Qual era o problema uma garota usar calças? Certo que não era comum, mas as calças eram femininas não devia ter problemas com elas. Eu gostava. 

Marchei para o lado do meu cavalo e o cutuquei, na crina branca cheia de tranças.

— Traidor! — Murmurei. — Me deixou sozinha com aquele lobo. E se ele tivesse me comido? O que você ia fazer, Pluts?

— Falando sozinha, ______?! — A voz de Yoongi me pegou desprevenida, me deixando por um segundo anestesiada e o que me fez fechar os olhos e colocar a mão no peito pelo susto.

Engolindo em seco, abri os olhos e virei, deparando com meu primo.

— Primo, que susto. — Sussurrei, quase bem baixinho e apertei a crina de Pluts. 

Vendo meu nervosismo e talvez o espanto que meus olhos transmitiam, ele ergueu uma sobrancelha e cruzou os braços, dando alguns passos em minha direção. Yoongi estava diferente esta tarde, com os lábios manchados em vermelhos de batom, a roupa amarrotada e o cabelo escuro e liso bagunçado. Maneei a cabeça em discórdia, já sabendo que ele não vinha de dentro da mansão. 

— O que aconteceu? Está assustada. — Ele perguntou, ignorando qualquer mensagem que fosse que meus olhos lhe diziam.

Dei de ombros e suspirei ansiosa.

— Você não vai acreditar! Eu acabei de vir da floresta e adivinha com quem eu estava.

Por um momento, Yoongi pareceu pensativo e pela primeira vez, pensei que ele iria me levar a sério, antes de deixar um sorriso malicioso brotar no canto dos lábios.

— Hmm, finalmente um namoradinho?! — Ele zombou, dando altas gargalhadas. — Bem, por mim tudo bem, mas você sabe que a tia Amélia vai querer interrogar o cara com um bocado de perguntas, por exemplo se ele é rico e se está realmente interessado em casamento. 

Revirei os olhos. 

Não suportava esse tipo de assunto. 

— Idiota. Não é isso. — Disse, me segurando para não estapeá-lo. — Lembra da história de lobos que você me falou, que tem uma espécie diferente que é especial e inteligente? — Ele assentiu e eu continuei. — Então, eu acho que encontrei um lobo dessa espécie. A tal pessoa que me vigiava sem eu saber, não é uma pessoa, Yoongi, é um lobo. Hoje eu o encontrei na floresta. Até pensei que ele ia me atacar mas isso não aconteceu e…

Ele estendeu a mão no ar e me interrompeu.

— Calma, ________! — Ele disse, arregalando os olhos. E de repente, Yoongi pareceu impaciente e uma gota gorda de suor desceu de sua testa. Um movimento com o dedo, ele limpou o suor e fez uma careta. — Meu Deus, que calor. — Ele disse, olhando para o sol, depois seus olhos encontraram os meus. — Prima, você está viajando. Essa espécie não existe. Era só uma história para crianças dormirem. — Por último ele riu, colocando a mão na cintura. 

— Mas eu vi. 

Yoongi bufou e cruzou os braços. 

— É só a sua imaginação. — Insistiu ele, com um pouco de irritação.

— Eu vi. — Garanti com convicção. 

Agora quem estava ficando irritada era eu

Sem dizer mais nada, Yoongi me deu as costas e subiu a pequena escada antes de chegar a porta. Em seguida quando alcançou a maçaneta, ele virou o rosto em minha direção e disse:

— Esses jovens não sabem a hora de parar de fingir.

Não estava fingindo. Queria gritar bem alto e se fosse possível,  no ouvido do meu primo.


Notas Finais


Devo continuar...? Heuhu
Vou tentar não demorar para atualizar. Beijos, amo vocês 😍💞🥀


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