1. Spirit Fanfics >
  2. Extraordinary you (NCT-WayV Ten) >
  3. Cap. 13

História Extraordinary you (NCT-WayV Ten) - Capítulo 13


Escrita por:


Capítulo 13 - Cap. 13


Fanfic / Fanfiction Extraordinary you (NCT-WayV Ten) - Capítulo 13 - Cap. 13

Kun assistia o desenrolar da cena em silêncio. Mesmo sabendo de tudo que aconteceria, ele ainda tinha um pouco de receio que desse algo errado. Ainda mais se ele fizesse algo que mudasse tudo.

Ele sempre esteve no dorama, apenas observando Ten se apaixonando por Yujin, e sendo um dos muitos figurantes que ninguém notava a presença. Aquela história já existia a muito tempo. E era sempre a mesma coisa. Yangyang era completamente apaixonado pela amiga, mas nunca teve coragem de contar pra ela. Chega o tailandês bonitão que rouba a garota, e quando ele resolve criar coragem para se confessar, já é tarde demais.

Mas no dia que Ten, pela primeira vez, não apareceu para salvar Yujin das garotas que tinham inveja do novato gostar dela, Kun foi o único figurante que percebeu que tinha algo errado e não fez nada. Ele viu Lucas e Winwin indo falar com Mei, mas ele sabia que aquilo poderia só piorar a situação.

Até que um dia, ele acordou, como sempre fazia, e ao chegar no colégio, começou a ter visões do que aconteceria no futuro. Ele não entendia muito bem o que estava acontecendo, até que o autor quis que ele entendesse, e lhe mostrou que tinha recebido um dom para que ajudasse os personagens a seguir a história da maneira certa. E Kun pretendia usar esse dom da melhor forma possível: fazendo com que todos tenham seu próprio final feliz.

Na primeira versão, não só Yangyang acabava de coração partido, como Ten e Xiaojun não se acertavam de verdade, e outros personagens como Mei e Hendery tinham como única importância serem amigos dos protagonistas. Kun, agora, tinha como resolver isso. Ele tinha como deixar que os personagens reescrevessem suas próprias histórias, seguindo o que o autor queria apenas como base.

E para que tudo desse certo até o final, ele tinha que seguir algumas regras. A primeira, não contar para ninguém que ele podia mudar a história, e muito menos que agora os personagens tinham o controle criativo. Por enquanto isso estava dando certo, e os conscientes ainda achavam que seguiam o roteiro do autor. A segunda regra era jamais contar suas visões. Ele podia dizer sem muitos detalhes o que aconteceria, mas nunca dizer como sabia disso, e nem contar o que sabia. E a terceira, e mais importante de todas: os protagonistas não poderiam criar consciência de si. Essa era, com certeza, a mais difícil de todas. Mei, por ter se tornado protagonista já consciente, não interferia tanto nos fatos, mas se Ten ou Xiaojun criassem consciência, as consequências poderiam ser catastróficas. E entre os maiores problemas estavam personagens começarem a sumir, ou a história simplesmente desaparecer.

E é claro que Kun não poderia deixar isso acontecer. Mas isso estava sendo cada vez mais difícil de não ocorrer, já que boa parte dos personagens já tinham adquirido consciência.

 

Assim que Xiaojun chamou aquele senhor de pai, todos o olharam, confusos. Não era novidade alguma que o pai de Xiao tinha ido embora quando ele era mais novo, e era bem estranho ele estar ali, na frente deles, depois de todo esse tempo.

Sem aguardar respostas, Xiaojun se aproximou do homem, e o abraçou com força, não sendo correspondido pelo mesmo, que estava incrédulo ao ver o filho ali.

 

Um flashback se iniciou, e para os conscientes presentes, foi como vivenciar uma experiência 7D, onde eles andavam pelo cenário, e ouviam e sentiam tudo ao redor, como se realmente estivessem lá. Porém, não estavam. Eles eram só espectadores de um longo e confuso problema familiar.

 

Nesse flashback, duas crianças estavam esperando seus pais na saída da escola. Mei logo se reconhecendo como sendo a garotinha, e percebeu que o garoto ao seu lado se tratava de Xiao Dejun. Eles deviam ter uns 10 anos, talvez até menos.

Meizinha: Xiao, eu tenho que ir embora! A mamãe vai ficar brava comigo se eu demorar para chegar em casa! - apesar de ser muito nova, Mei ia embora sozinha, já que na época, morava em um apartamento no mesmo quarteirão que a escola onde estudavam.

Xiaozinho: Pode ir, Mei. Meu pai já está chegando. - ele respondeu, e Mei olhou para ele como que perguntando como ele sabia daquilo.

Meizinha: Tá bom! Não esquece de trazer o boneco do Yangyang amanhã. Ele vai ficar muito bravo se você esquecer de novo - advertiu ele, e Xiao, concordou, olhando para a esquina para ver se o pai estava chegando, mas quando viu que não havia nenhum sinal do mais velho, voltou a olhar para Mei

Xiaozinho: Eu vou trazer. Ele vai me bater se eu esquecer de novo - reclamou

Meizinha: Que bom que você sabe. Agora eu preciso ir. Até amanhã! - falou, dando um beijinho na bochecha do amigo, e se afastou acenando para ele.

Desde pequenos, Xiao e Mei eram muito próximos. Eles também eram muito amigos de Yujin e Yangyang, mas estes dois, Mei via como irmãos que ela nunca teve. Já com Xiaojun, era um pouco diferente. Eles passavam quase que o tempo inteiro brigando pelas coisas mais idiotas possíveis, mas no fim do dia, já voltavam a ser grudados. Era como se um não pudesse viver sem encher o saco do outro, e eles com certeza amavam isso.

Xiaojun continuou alguns minutos esperando seu pai vir te buscar. Deve ter passado mais de uma hora, quando um carro conhecido parou em sua frente, e do mesmo saiu, não o homem, mas sua mãe, com o rosto mais vermelho e inchado do que Dejun já tinha visto na vida.

Xiaozinho: Mamãe? Por que você veio me buscar? Cadê o papai? - perguntou, e a mulher não respondeu suas perguntas, apenas jogando a mochila do garoto de qualquer jeito no porta-malas, e depois abrindo a porta para que o filho se sentasse no banco de trás do carro. Ela puxou o cinto de segurança, e passou o braço para o outro lado do garoto, onde pregaria a fivela - Eu sei fazer isso sozinho, mãe... - tentou argumentar que era independente e não precisava que a mãe afivelasse seu cinto, porém ela nem ligou. Na verdade, nem se quer prestou atenção. A mulher estava com a cabeça em outro lugar bem diferente.

Xiao acabou decidindo ficar quieto. Ele sabia que a mãe estava estranha, e não queria correr o risco de ver ela irritada, brigando com ele. Assim que chegaram em casa, Xiaojun entrou correndo, esperando encontrar seu pai e perguntar por que ele não foi buscá-lo, mas ao passar pela porta, só encontrou o vazio e o silêncio pela casa.

Xiaozinho: Mamãe, o papai teve que sair? - perguntou, já que geralmente, a essa hora, o pai dele estava sempre em casa, por trabalhar apenas na parte da manhã. A mulher olhou para um canto qualquer da casa, e respirou fundo

Sra. Xiao: Sim, meu filho. Ele saiu, e eu não sei quando vai voltar. - ela respondeu, e após deixar o garoto completamente confuso, passou por ele, indo para o quarto, fechando a porta do mesmo com força ao passar. Alguns segundos depois, Xiaojun já conseguia ouvir gritou de raiva, e sons de coisas quebrando. Ele não sabia o que estava acontecendo, mas aquilo o assustou bastante, além de tê-lo deixado preocupado com ambos os pais.

 

Mei se sentiu sendo puxada de volta para a realidade. Porém, ainda se tratava de um stage. O mesmo stage no qual Xiao havia reencontrado seu pai.

 

Xiaojun: Eu não acredito que é você mesmo... - falou ainda abraçando o mais velho com força, e Mei sentiu que seu amigo estava prestes a chorar a qualquer momento.

Sr. Xiao: Er... Você cresceu bastante, não? Está mais alto que eu, até... - respondeu, empurrando o filho para separar o abraço. Ele com toda a certeza estava bastante incomodado com a situação.

Xiaojun: Pois é, faz muitos anos desde que nos vimos pela última vez... - Xiao ainda tinha aquele brilho no olhar de felicidade por ter reencontrado o pai - O que você fez nesses últimos anos? Por que não foi me procurar? - perguntou, e um silêncio completamente constrangedor para os amigos que estavam de plateia se formou

Ten: Acho melhor a gente deixar eles conversarem em paz - comentou baixo com o pessoal, que concordou, e sem serem muito percebidos, se retiraram da cozinha.

 

Mei nunca esteve tão feliz em sair de um stage. Nem mesmo depois de quase se desidratar de tanto chorar quando o Xiao terminou com ela alguns dias antes tinha tido o mesmo efeito quando se viu livre. Mei tinha várias dúvidas, mas uma pergunta era a que mais rondava seus pensamentos

Mei: Kun, você disse que aquele negócio da torneira não era nada comparado à chegada de uma pessoa. Era dele que você estava falando? Era o pai do Xiaojun?

Yangyang: Do que você está falando, Mei? Como o Kun poderia saber de algo assim? - Questionou, sem saber da verdade sobre ser um personagem e outros detalhes.

Hendery: Yang, porque você e a Yujin não vão dar uma volta pela praia? Já está tarde, então talvez vocês consigam ver o pôr do sol - sugeriu, e os dois concordaram sem nem reclamar.

Lucas: Ten, você podia ir com eles, não? - Perguntou com um pouco de grosseria, já que ele também não poderia estar presente naquela conversa

Ten: Eu não vou ficar segurando vela para eles - respondeu, como se fosse a coisa mais óbvia, e no mesmo instante, Hendery, Lucas e Winwin se viraram para Mei.

Mei: Que foi? - Perguntou confusa, mas sua ficha logo caiu quando Hendery fez um sinal com a cabeça, como se dissesse "Tira ele daqui". - Ah, não! Eu tenho que falar com o Kun!

Kun: A gente conversa depois, não se preocupe

Mei: Acho bom mesmo - reclamou, arrastando Ten para fora da casa

Após os dois se afastarem, o grupo consciente iniciou um breve interrogatório, que incluía perguntas sobre o que em pai o do Xiao poderia afetar a história e coisas do gênero. E Kun foi completamente sincero, dizendo que aquilo estava no roteiro. Porém, aquele encontro traria sim bons frutos. Eles só não sabiam ainda quais seriam.

 

Xiaojun: Você esteve aqui esse tempo todo? Por quê? Você podia ter voltado para casa! Podia ter impedido a minha mãe de ter se casado com aquele tailandês!

Sr. Xiao: Mesmo se eu quisesse, eu não teria como voltar

Xiaojun: Mesmo se quisesse? Então você foi embora porque quis? Esse tempo todo eu pensei que minha mãe tivesse te colocado para fora, e na verdade foi você quem nos abandonou por vontade própria? – Falou, se afastando do homem, não querendo acreditar naquilo. Ele idolatrava o pai! Criou várias teorias quando ele se foi, todas culpando a sua mãe, e mesmo depois de todos esses anos, nunca havia passado pela sua cabeça que ele havia sido abandonado sem razão nenhuma!

Sr. Xiao: Você precisa me entender! Eu nunca conseguiria viver minha própria vida se continuasse preso a você e à sua mãe! – Xiao não conseguiu conter sua risada irônica

Xiaojun: E olha só aonde você chegou. Agora você é um faz tudo de uma cidade que praticamente só é habitada durante a alta temporada. – O mais novo respirou fundo antes de concluir o que queria dizer – Assim que terminar essa torneira, pode ir embora – Falou, se virando para sair do cômodo, mas parou, e ainda de costas para o mais velho, falou – Eu espero nunca mais te ver, senhor Xiao.

 

Há aproximadamente um quilometro de distância, Mei e Ten caminhavam lentamente pela praia, vez ou outra tendo os pés molhados por alguma onda. O dia estava realmente lindo. Não havia praticamente nenhuma nuvem no céu, o que deixava o pôr do sol ainda mais encantador. Mais à frente, era possível ver Yangyang e Yujin, caminhando de mãos dadas. Os dois eram bem discretos na frente dos amigos, mas todo mundo já tinha percebido, nesse pouco tempo, que tinha algo entre os dois. E aquela cena só comprovou isso.

Mei se sentia feliz por eles. Ela ficava mal toda vez que tinha que empurrar a amiga para cima do Ten, pois sabia que aquilo não estava partindo apenas o seu próprio coração, como também o de Yangyang.

Ten: Está pensando em que? – Chamou a atenção de Mei, que apenas sorriu em resposta, mas ao ver que Ten ainda aguardava ser respondido com palavras, resolveu fazer isso

Mei: Não é nada importante

Ten: Tem certeza? – Novamente, ela só concordou com um gesto, mas dessa vez, Ten aceitou isso como resposta – Sabe, tem uma coisa que eu estava querendo te falar a um tempo, mas não encontrei nenhuma forma... interessante... de fazer isso  

Mei: E que coisa seria essa? – Ten já havia tido coragem para fazer isso algumas vezes, porém sempre na hora H ele travava, e simplesmente inventava outra desculpa, por não saber se seria correspondido. Mas ali, e agora, sem que ninguém pudesse interrompê-los, Ten viu pela primeira vez a oportunidade de ir até o fim com o que queria.

Ten: Eu gosto de você, Mei. – Ela parou de andar, logo percebendo que ele também havia parado, antes mesmo dela, e se virou de costas para olhá-lo

Mei: O-o que...?

Ten: Eu disse que eu gosto de você, Mei. Acho que eu nun... – Ten nem ao menos teve a oportunidade de iniciar direito o discurso que planejou pelas últimas semanas, sendo interrompido por um raio, que caiu a poucos quilômetros de distância, em uma árvore no outro lado da praia, que veio acompanhado pelo início de uma precipitação com ventos fortes.

Mei estava em choque. Nunca, na vida, tinha visto um raio cair tão perto de si. Além disso, nem fazia sentido aquela chuva ter começado do nada! O céu estava completamente negro, coberto por nuvens carregadas. Nuvens essas que não estavam ali instantes antes.

Ten: Vem, acho melhor voltarmos para a casa! – Falou, puxando ela, e os dois voltaram correndo pelo caminho por onde vieram, enquanto as primeiras gotas começavam a cair

 

Do quarto onde dormiria, Kun tinha perfeita visão da praia, vendo os dois casais correndo de volta para a casa, para se abrigarem da forte chuva que se iniciava.  

Kun: Que estranho... Essa chuva não estava planejada... – Comentou consigo mesmo, apreensivo. 


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...