História Eyes - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ficção, Paranormal, Romance, Viagem No Tempo
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Palavras 1.473
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Mas tudo pode melhorar, certo?


29 de fevereiro.

 

Querido diário, eu tive um sonho estranho, foi como se eu já estivesse acordado do apagão, mas eu ainda estou aqui, acabando de despertar de algo que foi realmente bem estranho.

Olhando meu celular percebo que tinha no mínimo 50 chamadas perdidas e varias mensagens, grande parte de Arch, eu talvez devesse contar a ele sobre meus apagões, ele fica realmente preocupado, o celular toca.

Eu estou sentindo uma estranha sensação de déjà vu com tudo isso, o que me faz ficar olhando o celular tocar por um tempo, até voltar a mim e atender.

 

–Alô? Porra Allie, achei que você tinha morrido, demorou tanto para atender por que?

–Arch, desculpa eu...

–Sem desculpas, o que aconteceu com você? Eu te liguei tipo, um milhão de vezes.

–Cinquenta e nove na verdade.

–Não vem ao caso, serio, o que tá acontecendo? Você vive sumindo assim do nada.

 

E a sensação de déjà vu volta, e então percebo o motivo, quase tudo está acontecendo como no meu sonho, se as coisas continuarem nesse rumo...

 

–Arch, que tal você vir aqui em casa? Então posso te explicar tudo.

–Sua casa? Certo, só tem um problema.

–Qual?

–Você meio que nunca me deu seu endereço depois que se mudou.

–Ah, vou te passar o endereço, então a gente se vê mais tarde?

–Certo. – Eu podia escutar claramente o tom desconfiado na voz dele. –Até mais então.

–Até.

 

E foi isso, quando eu desliguei o celular senti uma tontura, que merda está acontecendo?

Meu celular toca anunciando a chegada de uma mensagem, o número era desconhecido.

 

"Vejo que está no início. Espero que fique bem."

 

E foi isso, o que caralhos está acontecendo?

 

02 de março.

 

Querido diário, foi complicado, mas eu consegui explicar tudo o que estava acontecendo para o Arch, tirando o sonho estranho que está me causando déjà vu, por enquanto tudo está indo bem.

No caso o ainda acabou assim que eu estava saindo da faculdade.

Uma figura de jaqueta de couro (Olha só, não tinha só uma afinal, pra que me encher tanto o saco?) me aguardava na saída.

 

–Srta. Maverick, enfim nós encontramos novamente, não é mesmo?

 

Eu jogo uma sacolinha nela.

 

–Considere minha divida paga. – E então passo reto.

–Ei ei, espera. – Ela corre e fica na minha frente, eu simplesmente dou a volta e continuo o caminho, logo ouço uma risada atrás de mim.

–Bem, boa sorte com os déjà vu.

 

Devo dizer que talvez tenha ficado paralisada por um momento, e dai me virei lentamente para olhá-la.

Ela tirou os óculos escuros, revelando os olhos dos meus sonhos, o que me causou outro déjà vu, e então me encarou com um olhar intenso.

 

–Acho que devemos conversar um pouco.

 

22 de março.

 

Querido diário, a conversa não chegou a acontecer, Jamie (O nome finalmente foi revelado! E isso me causou outro déjà vu) disse para nos encontrarmos no dia seguinte para conversar, no fim eu cheguei em casa e tive outro apagão, é incrível como a vida me odeia.

Eu tomo um banho e me visto, quando eu finalmente sai do quarto e fui até a cozinha comer algo (Já faziam 12 dias, me pergunto como não morro quando tenho esses apagões) lá estava Arch e mais alguém, Arch estava virado de costas mexendo no fogão, a outra pessoa parecia rir de algo que Arch dizia.

 

–... E então eu disse “não precisa se preocupar, eu faço 420 agachamentos por dia”

 

A pessoa que acompanhava Arch gargalhava, logo eu pude reconhecer quem era, a irmã gêmea de Arch, Alice.

 

–Hã... Eu não acho que estou na casa errada.

–Ah, Allie! – Alice se levanta e corre para me abraçar, eu casualmente desvio fazendo ela passar reto pela porta da cozinha e cair no sofá.

–Então... Algum dos dois pode me explicar o motivo de ter duas pessoas na minha cozinha as... Nove da manhã?

–Então, bem... –Arch faz uma cara de “desculpa, mas foi necessário”. – Eu posso ter acabado contando para a Alice sobre o seu... Probleminha... E ela talvez tenha ficado um pouco preocupada quando tentou te ligar para avisar que tinha voltado para a cidade e você não atendeu e então... Aqui estamos nós e... LARGA ESSA FRIGIDEIRA.

–EU VOU LARGAR SIM, LARGAR NA TUA CARA TEU BRANQUELO TAGARELA.

–SE ACALMA, EU FIZ PANQUECAS.

 

Ele achava que eu podia perdoar ele só por causa de umas panquecas.

 

–Eu quero com muita calda. – Me sento onde Alice estava sentada antes e fico esperando enquanto ele colocava o prato na minha frente.

–Então... – Alice se aproxima devagar, como se estivesse se aproximando de um animal raivoso.

–Acho melhor deixar ela comer primeiro, Alicinha. – Arch já havia colocado um prato pra ele e para a irmã.

 

Depois de um bom café da manhã, Arch, eu e Alice nos encarávamos na mesa de jantar.

 

–Então... Deixa eu ver se entendi... – Eu respiro fundo e junto as mãos na frente do rosto. – Alice ficou preocupada, você foi lá e contou para ela algo que eu pedi segredo, então os dois arrombaram a porta da minha casa e ficaram aqui comendo da minha comida, usando a minha energia, vendo a minha TV e a minha Netflix, entendi tudo?

–Hm... Você faz isso soar tão ruim. – Alice me encara com um biquinho.

–Deve ser porque é ruim né.

–Só queríamos o melhor para a nossa Alisonzinha. – E foi a vez do Arch imitar o biquinho de Alice.

 

Eu suspiro, aquilo estava me irritando, mas realmente, os dois só estavam pensando no melhor pra mim, mas ainda me incomodava o fato de que os dois praticamente invadiram a minha casa, mas acho que talvez eu pudesse relevar esse fato.

 

–Bem, acho que não posso fazer muito quanto a isso.

–Não mesmo. – Os dois dizem ao mesmo tempo e Alice se levanta indo até o fogão.

 

E então um grito agudo vem da rua, seguido de o que parecia ser um tiro.

 

–Mas o que? –Arch se levanta e vai até a janela.

 

E então tudo passa muito rápido, Arch cai para trás, sangue saia de sua testa.

E de rápido, começa a ficar lento.

E mais lento.

Um grito atrás de mim, talvez Alice.

E tudo fica escuro.

E os sonhos começam.

 

22 de março.

 

Querido diário, a conversa não chegou a acontecer, Jamie (O nome finalmente foi revelado! E isso me causou outro déjà vu) disse para nos encontrarmos no dia seguinte para conversar, no fim eu cheguei em casa e tive outro apagão, é incrível como a vida me odeia.

Eu tive um sonho estranho, não que isso seja novidade, já se tornou comum durante os apagões.

Eu tomo um banho e me visto, quando eu finalmente sai do quarto e fui até a cozinha comer algo (Já faziam 12 dias, me pergunto como não morro quando tenho esses apagões) lá estava Arch e mais alguém, Arch estava virado de costas mexendo no fogão, a outra pessoa parecia rir de algo que Arch dizia.

 

–... E então eu disse “não precisa se preocupar, eu faço 420 agachamentos por dia”

 

A pessoa que acompanhava Arch gargalhava, logo eu pude reconhecer quem era, a irmã gêmea de Arch, Alice.

Eu parei no batente da porta e fiquei os encarando por um tempo, minha cabeça começou a doer, eu estava tendo outro déjà vu.

 

–Ah, Allie! – Alice se levanta e corre para me abraçar, minha cabeça doía muito, então eu simplesmente deixei que ela me abraçasse.

–Você está bem? – Arch me olhava com uma cara de “desculpa, mas foi necessário”.

–Sim, só um pouco de dor.

–Então, já que tá tudo bem... Deixa eu te dizer, a Alice... – Arch começou.

–... Chegou na cidade, tentou me ligar e eu não atendi, então você contou para ela sobre o meu probleminha e vocês vieram até aqui e invadiram minha casa, acertei? – A dor começava a passar.

–Er... Eu fiz panquecas. – Arch me olhava como se eu fosse um animal que iria o atacar a qualquer momento.

 

E então um grito agudo vem da rua, seguido de o que parecia ser um tiro.

 

–Mas o que? –Arch se levanta e vai na direção da janela.

 

 Uma imagem do sonho me veio em mente.

 

–ARCH!

–O que?

–Se você tirar os olhos as panquecas vão queimar.

–Ah, mas eu já terminei...

–Ah, é mesmo né.

 

O som de uma sirene vem da rua, Arch se aproxima novamente da janela, mas o som da campainha o faz parar.

 

–Eu atendo. – Eu me levanto rápido e vou até a porta, quando a abro, a figura de jaqueta que possuía os olhos que tanto me assombravam estava parada ali.

–Caramba, que confusão lá embaixo né? – Ela sorri e a primeira coisa que passa pela minha cabeça é: Cara que sorriso lindo, mas como foi que ela encontrou a minha



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