História Eyes for Tomorrow - Capítulo 4


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Armin Arlert, Bertolt Hoover, Connie Springer, Dot Pixis, Eren Jaeger, Erwin Smith, Hange Zoë, Historia Reiss, Jean Kirschtein, Levi Ackerman "Rivaille", Mikasa Ackerman, Mike Zacharius, Personagens Originais, Reiner Braun, Sasha Braus, Ymir
Tags Shingeki No Kyojin
Visualizações 57
Palavras 1.738
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoas! Antes de mais nada gostaria de pedir desculpas por todo esse tempo sem postar, sinto muito esmo ><
Mas como troquei a capa da fanfic (que foi feita pelo Animes Design) resolvi "estrear" ela com este capítulo ^^ Achei que ficou bem bonita <3

Sem mais enrolações, espero que gostem deste capítulo com algumas revelações importante em relação a Rhine >-<

Capítulo 4 - Aquele fatídico dia


Uma forte luz bateu em minhas pálpebras me obrigando a acordar, abri meus olhos lentamente até me acostumar com a forte luz, piscando inúmeras vezes. Sentei em minha cama olhando ao meu redor enquanto a sonolência passava, me levantei indo direto jogar uma água em meu rosto trocando de roupa logo em seguida, coloquei meu uniforme e arrumei meu quarto até ficar impecável, coloquei meu aparelho DMT e saí.  

Era o horário que eu sempre acordava e como de costume, estava indo em direção ao refeitório comer algo antes de me encontrar com Pixis e tirar a limpo algumas coisas que vinham me incomodando. 

Chegando ao local me servi com o que tinha a disposição, era o de sempre, pão. Fui ao encontro de Erwin que me esperava no local em que sempre nos encontrávamos pelas manhãs. 

-Pontual como sempre Levi. - Ele disse me cumprimentando.  

-Viu a Hange hoje?  

-Ainda não, vou procura-la após terminar de comer, ainda pretende falar com Pixis? 

-Sim, sinto que ele não me falou tudo.  

Começamos a comer enquanto falamos sobre esse caso, especificamente sobre Rhine.  

-Não acha estranho que ela tenha se afastado do grupo durante a missão? - Eu disse. 

-Fiquei pensando sobre isso ontem, não é comum um soldado se separar do grupo em um local com risco de perigo. - Erwin começou a falar pensativo – Mas sabemos que se ela fez isso, alguma coisa deve ter chamado sua atenção. 

-E o que seria além de titãs para todos os lados? - Eu disse claramente irritado com sua resposta. 

-Talvez algum titã com hábitos diferentes, o intuito da missão era investigar os hábitos noturnos dos titãs. Pode ter sido algo similar. 

O que Erwin tinha acabado de dizer fazia sentido, se o principal objetivo era observar titãs, um deles agindo de modo diferente seria o suficiente para chamar a atenção de alguém, mas... 

-Mas se realmente for isso, por que não avisou ninguém? Por que foi sozinha em vez de avisar Hange e ir com um esquadrão?  

-Isso eu não posso responder. Rhine nunca teve o hábito de agir sozinha, ela sabia trabalhar em equipe. - Erwin ficou em silêncio por um momento e logo continuou – Talvez algo que só ela poderia fazer. 

-Ainda não faz sentido. - Respondi comendo mais um pedaço do pão seco entregue na cantina. 

-Estou querendo falar com ela novamente. 

-Irei falar com Pixis enquanto fala com ela. - Eu disse terminando minha refeição. 

-Depois que ambos terminarmos nossas funções, vamos nos encontrar com Hange.  

-Quem chegar primeiro a ela começa as investigações. Deve ter algo nos papéis das missões que Hange guardou.  

Concordamos com a cabeça e cada um seguiu um caminho diferente. Saí da cantina e subi as escadas até o escritório de Pixis que se encontrava dois andares acima, e após sumir inúmeros degraus finalmente cheguei no corredor onde se encontrava sua sala.  

Parei na frente e bati duas vezes na porta de madeira que ecoou no silencioso corredor de pedra.  

-Quem é? - Ouvi alguém gritar dentro da sala. 

-Levi Rivaille. 

-Entre. 

Abri cuidadosamente a porta que rangeu quebrando o silêncio. 

-Acredito que veio falar sobre Rhine. 

-Sim. 

-Por favor, sente-se.  

Apontou uma cadeira que se encontrava na frente de sua mesa, atravessei sua sala de tamanho mediano recheada de livros e papéis, uns organizados e outros espalhados. Sentei no lugar indicado e encarei friamente Pixis. 

-O que posso ajudar? - Ele disse olhando serenamente para mim. 

-Gostaria de fazer algumas perguntas. 

-Prossiga. 

-Onde estava naquele dia? - Perguntei sério. 

-Estava neste escritório organizando uma papelada e esperando Hange voltar, já que tinha levado alguns de meus homens para registrar o que descobrissem.  

-Rhine estava na missão junto com Hange, de repente ela saiu de perto do esquadrão e desapareceu. Todos pensaram que ela tivesse sido atacada e morta, mas ela voltou até as muralhas. Foi você o primeiro a encontrá-la, dê-me detalhes daquele dia.  

-Estava no topo da muralha esperando Hange, vi que estava demorando e resolvi verificar se estava voltando. Quando vi Rhine voltando sozinha, ela veio direto em mim, seu estado estava lastimável.  

-Descreva.  

-Estava chorando muito, sua voz falhava entre soluços e estava banhada em sangue. Estava desesperada e não falava coisa com coisa, dizendo que algo ocorreu na floresta.  

-Ela disse o que? - Eu anotava mentalmente cada informação. 

-Não me lembro, era algo relacionado a missão na floresta. Levei-a até meu escritório para beber uma água e se acalmar, após isso veio séria até mim e me fez o pedido para ser presa. Pedi que se acalmasse pois ainda estava exaltada, ela começou a gritar comigo e a chorar até que tomou a atitude de me ameaçar.  

-Ameaçar?  

-Sim, como explicar. - Ele fechou os olhos e pensou – Ela parecia abatida, até mesmo um pouco traumatizada. Mal piscava e em seus olhos não havia expressão alguma, balbuciava palavras sem sentido e me implorava para sair daqui. Começou a gritar em desespero que não aguentava mais, que era seu limite e que queria desaparecer daqui. Implorei que se acalmasse, mas o desespero subiu à cabeça e começou a chorar e a gritar, apontou a arma para mim me ameaçando me matar apenas para ser presa. 

Pixis ficou em silêncio encarando os papéis em sua mesa, comecei a observar a janela ao fundo de seu escritório pensativo. Quanto mais buscava sobre aquele dia, mas questões surgiam em minha mente, o que teria acontecido naquela floresta a ponto de deixá-la naquele estado e até mesmo tomar uma atitude tão drástica como cometer um assassinato apenas para ser presa. 

-Bem... - Pixis continuou - Não sei se consegue imaginar uma situação daquelas, mas Rhine e eu sempre fomos muito próximos e mesmo que tenha me ameaçado de morte aceitei seu pedido como uma colega, mesmo sabendo da regra entre as tropas.  

-Entendo.  

-O estado de Rhine estava tão irreconhecível, que nem parecia ela. Algo extremamente grave aconteceu naquele dia que até hoje ela não quis me contar. Não gosto de me lembrar daquela noite, seus olhos sem vida e lágrimas ainda estão nítidos em minha mente, as palavras que gritou... 

Ele fechou os olhos, Rhine deveria ser muito próxima dele para causar este sentimento em Pixis. Não é à toa que foi contra os padrões das tropas apenas para satisfazer seu pedido.  

-Consegue se lembrar das palavras? - Eu perguntei frio. 

-Ela ficou repetindo que não aguentava mais viver dentro dessas muralhas, não aguentava mais a tropa de exploração e muito menos os titãs. Ela não aguentava mais essa vida.  

Quanto mais Pixis falava mais pensava que Rhine adotou um forte pensamento suicida naquela noite, mas algo não fazia sentido. Ficar preso dentro de muralhas quando à mundo inteiro à fora é compreensível, mas reclamar disso e logo pedir para ser presa é meio contraditório.  

Se ela estava cansada de tudo e desistindo até mesmo de sua vida, por que pedir para ser presa? Parece mais um pensamento de uma suicida masoquista. Mas acho melhor não comentar com Pixis.  

-Tem algo que acha importante?  

-Não, em seguida tomei providências para realizar seu pedido sem que ninguém descobrisse.  

-Qual a sua relação com Rhine. Parecem próximos. 

-Ajudei Rhine em seu treinamento como cadete uma época, acompanhei toda a sua evolução como soldado até à chegada daquele fatídico dia. 

-Rhine é como uma filha para o senhor. - Sussurrei ao ouvir suas palavras. 

-Sim, por conta disso não pude negar seu pedido. Por favor Levi, traga Rhine de volta. 

-Para que quer tanto ela? - Eu perguntei. 

-...Eu preciso dela. - Ele se levantou e ficou de costas para mim – Isso é tudo que posso lhe dizer por enquanto. 

-Não irei realizar essa missão de graça, se quiser que eu siga em frente nas investigações quero que me diga tudo que sabe. - Fiquei em pé e caminhei em direção a porta – Tenho um compromisso com Hange e Erwin agora, passarei mais tarde aqui novamente e é melhor me contar tudo, caso não conte, só posso pedir desculpas e abandonar a investigação.  

Pixis nada respondeu continuando a observar sua janela, sai silenciosamente de seu escritório e fechei a porta. O corredor continuava silencioso e vazio, novamente subi alguns degraus rumo a sala onde Hange se encontrava. 

Não importa o quanto eu busque, o quanto eu pergunte, todos a viram somente após sua chegada as muralhas, mas o que eu preciso saber para solucionar essa investigação é o que ocorreu naquela noite dentro da floresta. Enquanto eu não descobrir, minhas investigações não chegaram a nada. 

Cheguei ao andar onde a sala de Hange se encontrava, no corredor se encontrava alguns soldados que andavam apressados de um lado para o outro.  

O que ocorreu que traumatizou Rhine a ponto de deixá-la com aparência louca? 

Bati na porta e esperei alguns minutos sem nenhuma resposta, depois de esperar um tempo abri a porta de forma brusca e entrei. 

-Riveille! - Hange gritou assustada. 

Erwin estava encostado em uma estante de livros com os olhos fechados, enquanto Hange procurava desesperada entre os papéis algo. 

-Chegou em uma excelente hora, acho que descobri algo. Apenas me deixe achar! 

Confirmei com a cabeça e me aproximei de Erwin. 

-E então? - Perguntei. 

-Nada, ela não ajudou em nada. - Ele disse derrotado.  

Quanto mais olhava a expressão incomodada de Erwin mais EU me sentia incomodado. 

-Erwin, você está me escondendo algo? - Perguntei olhando sério suas pálpebras fechadas que se abriram após minha pergunta. 

-Achei! - Hange gritou erguendo uma folha acima da cabeça. 

Encarei Erwin pelo canto do olho, nossa conversa não havia acabado, pelo contrário, estava apenas começando.  

-O que achou quatro-olhos? - Perguntei me aproximando dela.  

-Olhe estava ficha, pertence a um garoto que pertenceu a tropa de exploração e morreu a alguns anos. 

-Deixe-me adivinhar, estava com ela naquela noite. 

-Exatamente, mas tem mais. - Ela puxou três folhas de uma filha qualquer de papéis - Esse é o relatório daquela noite, eu tinha perdido entrei os papéis de outras missões. Aqui contém todo o relatório daquela noite e adivinhe. 

-Não, me conte. 

-Este garoto também desapareceu, não foi apenas a Rhine. 

-Estão ele estava com ela naquela noite?  

-Muito provável. 

-Mas ele morreu, não me serve de nada. 

-Tem mais! - Ela disse animada – Ele não é um garoto qualquer, pelo menos não para Rhine. 

-Então... - Eu disse me irritando. 

-Ele se chama Rei Rivet, e era noivo de Rhine. 


Notas Finais


Novamente irei sumir por um tempo, já que quero arrumar umas coisas. Pretendo reescrever os capítulos e a Sinopse da fanfic, mas irei trabalhar duro para essa história. Espero que continuem acompanhando e não desistam de mim ><

Até mais ^^


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