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História F-R-I-E-N-D-S (NaruHina) - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Ohayo Minna-san,
Bom, eu criei um cronograma – Já que a pessoa deu a louca e tem praticamente 9 fics para atualizar, fora o projetos que estou desenvolvendo –, pra me organizar melhor...
Então, realmente atualizarei a estórias semanalmente e não com tanta antecedência como antes.
Assim me dá mais tempo pra elaborar as estórias e me sentir mais segura, quanto ao enrredo, não só desta mais de todas.
No mais,
Desfrutem <3

Capítulo 8 - Mirrors


Fanfic / Fanfiction F-R-I-E-N-D-S (NaruHina) - Capítulo 8 - Mirrors

Ela estava sendo – mais uma vez– um fardo, seu corpo estava naquela cama de hospital, mas sua mente esta, estava em outra dimensão, em um limbo, onde  tudo que realmente queria, era estár imersa naquela água gelada e no êxtase que o elemento lhe proporcionou por alguns minutos.

Ela só queria sentir algo, algo diferente de carinho pelo seu pai, irmã e primo.

Ela queria sentir algo que a desse motivos e a levasse a entender por que ela ainda continuava em uma jornada, buscando por algo, inesplicavel.

– Hinata, você está me ouvindo? –, o seu pai lhe questionava. Ela apenas o olhou com os olhos cheios de confusão. – A direção da Universidade, informou que você estava muito afastada da trilha, o que você estava fazendo naquele lago congelado? – ,ele parecia irado.

– Procurando... –, ela não conseguiu continuar, fechou os olhos com força e sentiu seu corpo ser balançado bruscamente e o vidro se estilhaçar em sua face, criando um arco-íris transparente, e sua mente pronunciou – Naruto –, e esse nome ecoou no mais profundo.

– O quê? –, ele estava nervoso.

– Calma papai, ela deve estar confusa –, disse olhando para a irmã que estava cabisbaixa. E então ele deixou o quarto.

Lágrimas banharam o rosto pálido dela, uma atrás da outra.

– Tem algo errado comigo? E-Eu não consigo entender, por que ele não sai, porque ele não vai embora?–, ela se perguntava desseperada colocando as mãos na cabeça, como se aquilo de alguma forma fosse fazer, seja lá o que fosse, sumir.

E como ela queria.

– Hina... –, foi interrompida pela voz suave de Hinata.

– Por favor, só... me deixa sozinha –, ela disse sem olhar pra irmã.

E Hanabi o fez.

Depois do ocorrido, a excursão fora porrogada e naquele exato momento os ônibus já estavam chegando na frente da Universidade.

– Eu espero que ela esteja bem! –, ele pareceu pensar alto.

– O que aquela garota, estava fazendo no lago? –, ele balbuciou tentando parecer despreocupado.

– Eu não sei, eu a segui e quando percebi que ela estava entrando em pânico, foi muito rápido, o gelo se quebrou e ela mergulhou na água –, ele parecia reviver o acontecido em sua cabeça.

– Ela... É estranha –, ele balbuciou olhando para os pés.

– Eu ainda não entendi, porque fala assim dela –, ele questionou encarando o loiro.

– Ela só... Me faz lembrar de alguém... Eu acho–, respondeu de forma incerta.

A verdade, era que ele nem sabia porque achava aquela garota estranha.

Tudo nela era diferente de uma forma peculiar,

O cheiro,

Os cabelos,

A cor se sua pele,

Ele só não viu os olhos.

Mas não, – Droga –, porque seu coração insistia em dizer que era ela?!

– Naruto você está aí? –, balbuciou o Inuzuka balançando as mãos na frente do rosto do loiro.

– É claro seu idiota –, ele disse irritado.

– Hum –, o moreno apenas espremeu os olhos na direção do Uzumaki, que saiu na direção contrária a dele.

– Hinata... Você me disse que não estava mais sonhando com ele–, ele tentou conversar.

– Eu não quero falar sobre isso –, ela disse baixo, mas Neji ainda conseguiu ouvir.

– O que aconteceu lá? –, ele insistiu, – Você precisa falar sobre is...–, foi cortado.

– Eu já disse, que não quero falar sobre isso –, ela levantou o tom alterada, – Me desculpe, eu só... Estou cansada –, ela suspirou, abaixando o tom de voz.

Eles estavam no carro de Neji, recebeu alta e se dirigia até sua casa, a verdade, é que ela queria ficar imersa naquele quarto opaco do hospital, apenas mirando as paredes de um branco gelo, e imergir profundamente no clarão, sem que sua memória lhe fizesse reviver em flashes, momentos desconexos, que ela estava cansada de tentar entender.

Eles chegaram em casa e Hinata apenas se trancou no seu quarto, olhou rapidamente a caixa de e-mails no notebook, aula presencial, –era só o que faltava–, decerto seria linchada na Universidade, pelo papelão que fez, durante excursão.

Ela se reencostou na cadeira em que estava acomodada e girou lentamente a cadeira, fechando os olhos, suspirou.

Aquela parte da sua vida que estava faltando, ela sentia que fora especial, apesar de sua razão gritar que não, ela precisava de suas memórias, por mais que fossem dolorosas – ou não –.

– Seremos diretos –, disse Minato encarando o filho.

Estavam na sala de estar e sua mãe parecia nervosa.

– O que tem de errado? –, ele estranhou.

– Hinata... está aqui em Nova York –, Kushina viu a face suave e apreensiva do filho se transformar, em uma demonstrando pura confusão, ele pareceu entrar em um mundo só dele e o brilho de seus olhos azuis desapareceram por segundos, ele então deixou a sala.

– Naruto?! –, o mais velho o chamou.

– Deixe ele meu amor –, ela olhou na direção que o filho saiu,– Acho que no fundo ele já sabia –, ela olhou para o esposo e sorriu levemente.

(...)

Os dias se passaram rapidamente, e ela atravessou o portão principal da Columbia University, sendo acompanhada pelo primo.

– Hina, eu vou indo na frente, está bem? –, ele viu apenas ela balançar a cabeça concordando.

Ela notou o rapaz se aproximar com cuidado, caminhando lado a lado com ela.

– Oi Hime, tudo bem? –, ele cumprimentou e ela corou levemente.

– V-Vai ser estranho se ouvirem a forma que me chama –, ela balbuciou.

– E você se importa? –, ele a encarou.

– Claro que não! –, ela disse rapidamente escondendo o rosto entre os livros, sentindo a face esquentar.

Ele apenas acompanhou ela até uma sala específica para os alunos que cursavam na categoria do EAD, onde a garota tinha aula.

Ele não sabia o que estava acontecendo, mas estava sentindo um sentimento especial, por ela, no entanto nem de longe era amor, poderia ser comparado a um carinho, como de irmãos, ele queria poder saber mais sobre ela, entender o que a garota estava passando, por que ele sentia que de alguma forma ela parecia procurar por algo.

Porque com a sua mão na minha mão
E nossas almas entregues
Posso dizer que não há lugar aonde não podemos ir
Apenas ponha a sua mão no vidro
Estarei aqui tentando puxar você
Você só tem de ser forte
~Mirrors - Justin Timberlake

Naquele dia ele não se deu o trabalho de comparecer a aula ainda estava imerso nas informações que recebeu de seus pais recentemente.

Se ela realmente estava na cidade, porque não tentou entrar em contato com ele?! – essa perguntava ecoava em sua mente.

Ele sentou na beirada da cama, em seguida caminhou a passos lentos até o banheiro e mirou o reflexo de sua face no espelho.

"– Viu, você tem o rosto de um anjo –, ela disse e a face dela subia nas escalas mais altas de vermelho, se é que era possível.

– Pensei que você diria que sou todo um anjo, Hina –, Ele riu vendo que ela estava a ponto de desmaiar.– E olha só você, parece uma deusa, com esses olhos de lua –, ele disse ficando vermelho, quando viu ela sorrir timidamente "

Ele podia ver o reflexo dela no espelho, sorrir pra ele.

– Por favor, não! –, ela suplicou quando as meninas a arrastaram para o canto do banheiro.

– Acho que vamos dar uma aparada nessa sua juba–, ela olhou de forma maldosa para a perolada, – Hi-me –, balbuciou de forma irónica.

...

Ela se encarava olhando pro próprio reflexo no espelho, seus cabelos agora estavam na altura dos ombros.

– Ei calma, vamos dar um jeitinho nesse cabelo –, a loira falou de uma forma meiga,– Vai ficar tudo bem, seu cabelo vai crescer –, ela sorriu para ela, tentando animar a garota de olhos pérola.

– Obrigada –, ela disse puxando os lábios em um sorriso tímido.

– Ino, meu nome é Ino Yamanaka –, ela sorriu, – E o seu? –, questionou.

– Hinata Hyuuga –, ela olhou para a loira e se sentiu agradecida.

...

Ela se olhava no espelho gigante do seu closet, e até que não tinha ficado tão estranho. Porém ela não se reconhecia daquele jeito.

Ela tocou o espelho e fechou os olhos.

"– Você gosta do seus cabelos assim, tão grandes? –, ele disse errolando um dedo em uma mexa do cabelo dela.

Eles estavam sentados na casa da árvore e o dia estava ensolarado.

– Eu sempre tive os cabelos longos –, ela sorriu ficando corada.

– Sabe Hina, eu acho que você ficaria linda, mesmo com os cabelos curtos–, e ele viu ela ficar boba com o jeito que ele falava "

Ela não sabe quanto tempo ficou ali, mas seu corpo rondou pela casa no automático, e ela se viu em um quarto com algumas caixas.

"– Deveria ligar pra ele, Hina -, Disse a mais nova fitando a irmã fechando o bagageiro do carro.

–Não... Papai já acabamos -, disse a perolada se direcionando para dentro do carro.

– Neji, já está nos esperando vamos logo -, disse o mais velho abrindo a porta do carro e se colocando a frente do volante, ligando o carro.

– Hina...-"

– Hina, Hinata...– e então se deu conta que a irmã chamava por ela.– O que aconteceu com o seu cabelo? –, ela questionou chegando mais perto.

– Nada de mais! –, ela disse saindo do quarto e fechando a porta.

Ela poderia se questionar com a lacuna, que nesse momento fora preenchida, parecia que estava fugindo de alguém, e parecia que ela sentia algo,

Algo que agora, ela não sente.

Ela poderia ter ficado naquele quarto e vasculhado aquelas caixas... Mas sua razão falou mais alto e jogou tal fato pro seu inconsciente.






Notas Finais


Até o próximo <33


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