História F-R-I-E-N-D-S (Twoshot, Kim Taehyung) - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Taehyung (V)
Visualizações 68
Palavras 2.644
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ecchi, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom, quero ser sincera e confesso que não é a primeira fic que escrevo. Mas, recomeçar é uma palavra que, ultimamente, tem mexido muito com a minha person. Resolvi recomeçar, então, espero que este "recomeço" seja bom, pra mim e pra vocês.
Peço que me dêem forças para continuar, pois, eu realmente amo escrever.

Esta, é minha "primeira fic". E, espero que gostem. ;)

Capítulo 1 - F-R-I-E-N-D-S l


Fanfic / Fanfiction F-R-I-E-N-D-S (Twoshot, Kim Taehyung) - Capítulo 1 - F-R-I-E-N-D-S l

I


Sabe aquela pessoa que te ajuda em quaisquer situações; que tem um abraço acolhedor; que te protege de tudo e todos; que te gosta, que te ama? Eu tenho uma pessoa assim em minha vida também. Essa pessoa se chama: Kim Taehyung.

— Bom dia, minha princesa. Eu te amo.

E, bom, essa pessoa me ama até demais.

Este é o cumprimento de Taehyung para comigo desde que estávamos na sétima série. Taehyung e eu, somos daqueles amigos que são amigos desde que se entende por gente, sabe? Temos fotos - digamos que constrangedoras demais - de nós dois tomando banho juntos. Obviamente, quando pequenos. Não pensem besteira.

— Dormiu bem? - Ele pergunta enquanto caminhamos em direção a escola. Antes de responder eu observo as cerejeiras que passamos embaixo.

— Sim… e você? - Desvio minha atenção para o “sorriso quadrado” ao meu lado. Ele sorri assim que pergunto.

— Dormi muito bem - ele responde, ainda sorridente. — Sonhei com você a noite toda. Quer saber o que sonhei? - Ele pergunta, animado e começa a andar de costas para que possamos ter contato visual. Odeio quando Taehyung faz isso.

— Não - respondo-o e reviro os olhos.

Mas, Taehyung tem uma coisa que se chama “botão que liga o dane-se”. E foi isso que ele fez no momento que puxou o ar para contar seu tal “sonho” com a minha pessoa. Se eu tivesse um punhal aqui comigo, juro que cortaria essa linguinha dele sem dó e nem piedade.

— Foi assim:

“Sonhei que eu estava largado em minha cama, encarando o teto, quando de repente você me vem à cabeça. Eu queria te ver, mas, era muito tarde e chovia pra caramba do lado de fora.

Mas, eu, com minha incrível coragem…”

— Oh, quão incrível - ironizo. — Me poupe Taehyung. Você já ficou com medo da sombra de um gato na rua.

— Iah, não me atrapalha. Eu estava falando. E além do mais, eu pensei que poderia ser um Alien ou algo do tipo. Até protegi você.

— Se escondendo igual uma mocinha indefesa atrás de mim? - Rio, debochando do garoto.

Sim, eu não liguei para a história do “Alien” porque Taehyung é realmente estranho e como tal, tem pensamentos assim também.

— Bom, - ele pigarreia - voltando ao sonho:

Eu tomei coragem e fui a sua casa. Sem guarda-chuva nem nada. Taquei pedrinhas em sua janela, mas, nada de você aparecer ou responder.

Quando estava decidido a escalar a parede…”

— Não me pergunte como - ele se interrompeu.

“Bom, quando eu estava decidido a escalar a parede, você, que estava toda descabelada e usava seu pijama de Minions, meu favorito, aparece na janela e arregala os olhos. Eu sorrio pra você e…”

— Ô, homão que gosta de Minions… sinto em lhe dizer, mas, já chegamos - ele olha para mim e depois para o prédio de nosso colégio.

— Aish… Depois eu termino de contar o…

— Vamos logo, Taehyung - pego em seu braço e vejo o garoto sorrir, enquanto o arrasto colégio adentro.

[...]


Durante a aula de biologia, - minha favorita - Taehyung passou a ter um novo hobbie: fazer tranças em meu cabelo e inventar penteados malucos. Não vou negar que Taehyung é realmente bom mexendo em cabelos. Seus toques me dão arrepios. No cabelo. Não interpretem de outra forma.

Mas, parece que depois de algum tempo, a professora passou a perceber os movimentos do garoto, e também passou a se incomodar com o ato.

— Sr. Kim Taehyung? - Ela o chama, abaixando um pouco da sua cabeça, fazendo com que seu óculos chegasse a metade de seu nariz, dando visão dos seus olhos verdes e enrugados.

— Sim, professora?

— Acha que estamos num salão?

— Como?

Com meu tempo de experiência e anos de amizade que tenho com Taehyung, ele não está fingindo. Ele realmente tá “bugadão”.

— O que pensa estar fazendo? Mexendo nos cabelos da jovem aqui…

— Minha melhor amiga - ele a interrompe, corrigindo-a com o maior gosto, dando-se por satisfeito com suas palavras. Taehyung é insano às vezes.

— Não me interrompa, Kim - ela o repreendeu, arrancando vários “Vish’s” e “Uh’s” de toda a sala. Se eu não fosse tão cagona e a professora não estivesse à minha frente, eu mandaria todo mundo tomar no orifício. — Se quiser continuar a mexer nos cabelos de sua colega…

— Amiga - ele a interrompe.

— Que seja! - A professora explode. — Se quiser dar uma de “hairstylist”, faça isso fora da minha sala - ela aponta para a porta. — Eu não estou ensinando as paredes, afinal.

Essa professora tá me irritando.

Não é de hoje que ela implica com Taehyung. Ele é um amorzinho, - meloso até demais - nunca vi ninguém, além dessa velha idiota, implicar com ele.

— Acho bom ficar com essas mãos quietinhas bem aí e prestar atenção na minha aula, entendeu?! Suas notas já são horríveis - Taehyung fica cabisbaixo. — Se continuar assim, é bem capaz de que reprove de ano. E pode ter certeza de que eu me alegraria muito se isso acontecesse - ela diz um pouco mais baixo.

Okay, isso foi a gota d'água.

Levanto-me após ter batido a palma de minhas mãos fortemente na mesa, atraindo a atenção de todos, inclusive da velha coroca.

Fuzilo-a com o olhar e observo-a se virar para mim enquanto tem seu rosto franzido e seus olhos semicerrados.

— Alguma coisa a dizer, ______- ssi?

Sinto uma mão envolver meu pulso direito. Olho para Taehyung e ele implora, balançando a cabeça negativamente, para que eu pare. Mas, eu nem comecei. Volto a olhar para a velha.

Posso… beber… água? - Pergunto simplista, fazendo Taehyung franzir o cenho.

— Não, você não pode. Agora, senta sua bunda nessa cadeira e preste atenção na minha aula.

— Sim, professora.

Vejo a velha coroca caminhar em direção a lousa e quase voo em seu pescoço, se não fosse pelo leve aperto de Taehyung em meu pulso. Olho para o mesmo e em seguida ele me solta. Volto a me sentar e prestar atenção na aula.

[...]


— Aish, se eu pudesse, juro que pegaria no pescoço daquela professora e faria um “zero” com ele assim como suas notas com ela, Tae - gesticulo enquanto falo.

Okay, eu estou bem p#*@. Como eu disse, não é de hoje que ela provoca Taehyung, e, também não é de hoje que eu tenho uma vontade desgraçada de matar aquela velha por isso.

Taehyung tem alguma coisa estranha que mexe comigo. Não pena, mas, uma vontade imensa de protegê-lo…

— Tae Oppa! Toma - a baixinha entrega uma caixa de chocolates pra ele. Taehyung sorri bobo e acaba dando um abraço na menina.

— Obrigado! - Ele agradece em meio ao abraço.

Okay, uma vontade imensa de protegê-lo… e de tê-lo só pra mim.

Rio desacreditada (meio que debochando também) e começo a andar mais rápido, deixando Taehyung e a garota para trás.

— O-Oh, __-_____! Me espera!

Ouço seus passos apressados vindo em minha direção e pego nas alças de minha mochila, apertando-as. Taehyung me deixa com raiva às vezes. Imagina quando ele namo… não! Definitivamente não.

— Iah! - Ele reclama ofegante e eu o olho de relance. Ele ainda está com a caixa. — Por que não me esperou, huh?!

— Porque parecia que você tinha muito o que “apertar” naquela garota. Eu não quis atrapalhar o casal de pombinhos, então, fui embora. Algum problema?! - Grito a última frase e ele se esquiva um pouco. Vejo um sorriso sacana brotar em seu rosto e volto a andar.

— Awwwwn, que fofinha - ele cutucada minha bochecha gelada com sua mão quente, fazendo com que eu me arrepie com o simples toque. Me desvencilho do mesmo e estalo minha língua no céu da boca, em um ato de repreensão. — Parece que um certo alguém está com ciúmes… - ele cantarola, enquanto inclina seu corpo para falar ao meu ouvido.

Ciúmes meu c… - ele tampa minha boca.

— Iah, eu particularmente adoro quando você fala palavrões, mas, desde que não sejam direcionados a mim, entendeu? - Ele diz sorrindo e eu assinto. Aponto para minha boca, ainda coberta, e ele tira sua mão da mesma.

Voltamos a andar e pelo menos eu sentia o clima meio estranho. Pesado, diria eu(?) Taehyung ainda carrega a caixa e eu não paro de olhá-la e torcer o nariz em desgosto.

— Vai... comer esses chocolates? - Pergunto após ter pigarreado. — Eu sei que você tem intolerância a lactose, mas, parece que aquela ridícula não, certo? - Olho para ele desta vez.

Ele sorri bobo enquanto olha a caixa e ri olhando pra mim. Franzo o cenho quando ele estica a caixa em minha direção. Ele quer que eu pegue?

— Não vai pegar? - Ele pergunta.

— Por que eu pegaria algo que é seu?

— Por que eu estou te dando. Pega - ele mexe a caixa, me incentivando pegá-la. Oscilo meu olhar entre a caixa e Taehyung, que me olha esperançoso.

— Ela deu os chocolates pra você, Tae. Não pra mim.

Adoro quando me chama de Tae - ele muda de assunto. — Além do mais, eu não posso comer esses chocolates e eu ficaria muito feliz se você os comesse por mim. Eles também são meus e eu posso fazer deles o que eu quiser, não é? - Pode ter soado meio ríspido, mas, Taehyung nunca falaria de forma ríspida comigo.

Penso em pegar a caixa ou não, e acabo optando por pegá-la. Vejo ele sorrir e eu abro a caixa, pegando dois dos chocolates que estão ali e os comendo de uma só vez.

— Até que são bem gostosos.

— Sério? - Ele pergunta sorrindo enquanto me observa comê-los.

[...]


— Ah, ______… - ele choraminga. — Vamos jogar Just dance! Por favorzinho! Hm?

— Aish… - olho para sua carinha de cachorro sem dono e seu biquinho. É impossível negar alguma coisa a Tae quando ele faz isso. — Tá, tá…

— Yes! - Ele comemora e vai direto ao rack da sala colocar o jogo em meu Xbox. — Você começa, ou eu começo?

— Pode começar.

— Okay.

Logo “Uptown Funk” começa a tocar, e o garoto segue os passos com perfeição. Sento no sofá ao seu lado e fico o observando dançar com maestria.

Quando a música acaba ele pisca pra mim e eu bato palmas, falando “Tae Oppa!” ou “lindo!” arrancando gargalhadas do castanho. Amo ouvir  Tae rindo.

— Sua vez - ele pega o outro controle e me entrega. Pego o mesmo após fazer uma cara de tédio e coloco o jogo de 2017, onde há uma das minhas músicas favoritas : Ain’t my fault.

Taehyung se senta no sofá, com as pernas abertas e suas mãos sobre as coxas, ainda meio ofegante pela dança de mais cedo.

A música começa a tocar e eu começo a seguir os passos, sentindo o olhar de Taehyung “me queimar” do início ao fim. A música é meio sexy e talvez isso seja o motivo de Tae ter ficado tão sério ao me ver dançar.

Quando termino, pisco para ele do mesmo jeito que ele fez e o garoto se levanta batendo palmas.

— Uah! Você foi demais - sorrio, vitoriosa.

[...]


— Onde está a mãe? - Taehyung pergunta após abocanhar um pedaço de seu sanduíche. Me sento à sua frente após ter feito o meu.

— Ela foi viajar a trabalho. Só volta daqui dois dias - ele arqueia as sobrancelhas enquanto assente com a cabeça. Jeito de saber que Taehyung entendeu alguma coisa. — Meu pai foi junto - ele repete o ato de antes e bebe seu suco.

[...]


Quando terminamos de fazer as lições, pela janela de meu quarto, vi o céu nublado, dando início a um pequeno serenar.

— Não se preocupe, ______, - ele me chama por meu apelido - eu trouxe guarda-chuva.

Rio de sua convicção ao achar que estou preocupada como o mesmo e me levanto, colocando meus cadernos e estojo na escrivaninha.

De repente sinto dois braços me envolverem em um abraço carinhoso e um queixo pousar em meu ombro direito.

— O que foi? - Pergunto.

Nada. Eu gosto de te abraçar, sabia?

— Você fala isso há muito tempo, Tae.

— E eu amo quando me chama de “Tae”.

—  Você já falou isso também.

E eu te amo - ele sussurra ao pé do meu ouvido.

— Tá maluco?! - Me solto de seu aperto. — Iah, parece um serial killer falando assim. Aish, fiquei arrepiada… - reclamo, olhando pra os meus braços com os pelos eriçados. Não vou negar que foi meio bom também.

— Você me ama?

— Que pergunta boba, Tae.

— Você me ama? - Ele repete, sorrindo.

— Sim… - respondo após ter revirado os olhos e o garoto me abraça. — Aish, quem te visse assim te chamaria de “louco apaixonado” - comento após ter desfeito o abraço e Taehyung muda sua expressão sorridente para uma mais séria. Suas bochechas ficam vermelhas e que preocupo, pois, quando ele teve um ataque alérgico, ele ficou assim. — Iah, você tá b-bem? - Pego em seus ombros e o faço olhar para mim.

— E-Eu já vou, o-okay? - Assinto e ele pega sua mochila e guarda suas coisas apressadamente, como se tivesse se lembrado que não colocou a água pr'o cachorro. E ele nem tem cachorro. — Tchau - ele se despede de mim com um beijo na testa e antes que eu pudesse falar alguma coisa, ouço a porta do meu quarto sendo fechada.

Vou até a janela e o observo abrir o guarda-chuva de jeito desengonçado e acabo rindo. Taehyung me faz rir em mínimos detalhes.

Idiota - sibilo.

[...]


— [...] Aish, quem te visse assim te chamaria de “louco apaixonado”. [...]

[...] Taehyung muda sua expressão sorridente para uma mais séria. Suas bochechas ficam vermelhas. [...]

Reviro-me em minha cama pela décima sétima vez, e, pela décima sétima vez tenho esse mesmo flash em minha cabeça. Sento-me na cama e bufo. Levanto-me e ligo a luz do quarto.

Abro a porta do cômodo e por uma pequena brecha, observo o corredor, escuro, que parece mais que assustador pra mim. Depois de respirar bem fundo, saio do quarto e me assusto ao ver a luz automática do corredor ligar.

Aish…

Vou até a cozinha e bebo um pouco de água para me acalmar. Odeio ficar sozinha, principalmente se o céu está caindo do lado de fora. Um trovão ecoa pelos céus e eu solto um grito assustado, após ter caído a luz.

Ah, não… - murmuro choramingando.

Volto para a sala em passos curtos e com a luz de um relâmpago atravessando a janela de vidro da mesma, pude ver a silhueta de algo com oito ou nove mãos na parede. O que eu fiz? Começo a gritar igual a uma louca, após ter deixado meu copo de vidro cair no chão e volto correndo pra meu quarto, ouvindo os trovões ecoarem.

Quando chego em meu quarto fecho a porta atrás de mim e me encosto na mesma, respirando de jeito descompassado. Cara, me sinto em um filme de terror. Troveja novamente e eu corro até minha cama, e entro embaixo dos edredons, choramingando de tanto medo.

Okay, pode ser bem infantil, mas, desde criança eu tenho medo quando chove, principalmente se for tempestade.

Ah, mas, você já é bem crescidinha, ______.

Dane-se. Eu tenho medo e pronto.

O medo só aumenta quando ouço minha janela fazer sons como se estivesse “espocando” prestes a quebrar. Me encolho ainda mais embaixo dos edredons e ouço os murmúrios das folhas das árvores sento assopradas com o vento. Esse som é assustador.

O som continua e eu saio um pouco de baixo do edredom, para ter uma visão melhor de meu quarto. Olho para a janela e observo pedrinha sendo tacadas contra a vidraça da mesma.

— ______! - Me encolho. — ______! Sou eu!

Tae? - Sussurro.

— ______!

Levanto-me e vou até a janela. Vejo Tae acenar pra mim com seus braços e eu arregalo os olhos, surpresa. Corro mais que depressa, escorregando pelo chão com minha meias, até a sala, onde abro a porta e grito o nome de Taehyung. Ele sorri.



















Notas Finais


O que acharam? Devo continuar?
Comentários construtivos sempre, pessoal. Amo vcs, de coração. <3333


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