História FAC - Fantastic Analogy Continues - Capítulo 35


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Drama, Fac, Família, Gemêas, Hetero, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Namjoon, Taehyung, Yoongi
Visualizações 113
Palavras 2.141
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


hello hello, hello hello (não sei por que to cantando war of hormone q) olar estrelinhas <3
não sei dizer se estou adiantada ou no tempo certo, apenas espero que gostam do capítulo, ele é muito importante para mim, assim como todos os outros; e espero que minha mente volte a funcionar

amo vocês, e boa leitura <3

Capítulo 35 - Capítulo 35 - Hopeful


Fanfic / Fanfiction FAC - Fantastic Analogy Continues - Capítulo 35 - Capítulo 35 - Hopeful

Capítulo 35: Hopeful

POV FLEUR

 

Jungkook me arrastou até o pátio do colégio, em uma parte mais afastada. Minha respiração estava completamente descompassada e as lágrimas não paravam de escorrer. O moreno abraçou-me, mas eu não consegui corresponder, apenas chorar. Ele sabia que eu estava mal. Nesse momento, a distância entre nós dois começa a desaparecer, é como se um imã nos puxasse, como se os astros desejassem que o espaço finalmente se findasse, ignorando todas as diferenças que nós insistíamos em citar.

– Me abrace direito. – Ele pediu com a voz calma e baixa. – Assim. – Pegou meus braços e rodeou-os em sua cintura, segurando-me contra seu corpo, num abraço apertado e caloroso. – Sabe por que os abraços verdadeiros são assim? – Perguntou, e eu apenas funguei. – Pois assim, é coração com coração.

O amor entre duas dimensões é especial

Um mistério que não descobriremos

Antes que eu perguntasse o que estava acontecendo e por que ele estava ali, Jungkook suspirou, falando:

– Você e sua irmã são ótimas atrizes. Mas eu já sei de tudo. – Arregalei meus olhos, ameaçando me soltar de seus braços, mas o mesmo impediu-me.

– Eu... desculpe... eram tantas coisas acontecendo, e... – Ele me interrompeu, murmurando um “shh”, num pedido de silêncio.

Tudo parece se tornar tão real quando desenhamos

Uma história que se espalhará em lágrimas

– Está tudo bem... isso não é um final, apenas uma pausa, certo?

– Sim... obrigada. – Aos poucos, me soltei de seus braços, encarando o chão. Eu não tinha um pingo de coragem para olhar em seus olhos no momento. – Agora me diga, quem lhe contou onde eu estava? – É, eu posso estar morrendo de vergonha, mas não deixo de ser curiosa.

– Quem mais? Luna, óbvio. Fora que lhe vi em Busan. O que você fazia lá?

– Uma viagem escolar. Eu fui para Seoul e deixei uma carta lá, você viu? – O moreno começou a me guiar até um carro. Sua mão apoiava-se em meu ombro, mesmo que internamente eu desejasse que ela se segurasse na minha; no momento eu não ligava para o fato de eu estar saindo da escola em pleno horário de aula.

– Sim... eu confesso que sempre olhava na caixa de correio da empresa, nas mensagens, ou falava com Eunbi, na esperança de que você mandasse notícias... – Confessou. Seu rosto estava levemente corado, e ele parecia sem jeito. Talvez por isso o silêncio tenha predominado até chegarmos no veículo, a qual para minha surpresa, abrigava os garotos do BTS.

– Bem-vinda de volta, Fleur-ah. – Eles me saudaram. E eu sentia, no fundo de meu coração, um calor tão bom... sentia-me amada.

Assim que cheguei em casa, não contive minhas lágrimas. O clima frio fazia tudo arder, mas só estava assim pois eu me sentia sozinha. Depois de conversar com os garotos e resolver tudo, eu finalmente percebi que, quando eu voltasse para cara e fugisse de meus problemas, eu continuaria na mesma. Eu sabia que aquele gelo em meu coração eram as saudades. Então, esperançosa que fosse apenas o clima, pensei que um banho quente poderia me ajudar. Minhas mãos formigavam, e meus pés doíam. O frio estava acabando comigo.

Entrei no chuveiro, ligando o registro de água e tomando – literalmente – o maior susto quando a água que provinha do chuveirinho molhou o topo de minha cabeça. Fiquei estática enquanto a água escorria, assim como uma lembrança nova.

“– Olha quem resolveu aparecer na escola... – Yang-Mi se aproximou. – Pensei que você faltaria o resto dos dias, fracassada.

– Son Yang-Mi, que moral você tem para me chamar de fracassada? – Guiei minha cabeça para cima. – Se desde que eu cheguei aqui, quem age pateticamente é você.

– Pateticamente? – Sua respiração ficou pesada e sua sobrancelha se levantou levemente.

– Eu acho que ela não tem um espelho em casa, Mi. – Sua amiga falou. – Soube que ela é pobre. Veio de um país pobre, afinal. 

– Você não tem um espelho em casa? Ah... eu deveria lhe dar?

– O que lhe leva à essa conclusão? – Me levantei de minha mesa. Todos os alunos presentes no refeitório observavam a cena se desenrolar, e eu sentia minha garganta cada vez mais presa. – Desde que eu cheguei aqui, tudo que sinto por vocês se resume em apenas uma palavra.

– O quê? Ódio? – Yang-Mi riu.

– Pena. Eu tenho pena de você, Yang-Mi.

– Pena? – Sua expressão se endureceu, o maxilar trancado e os olhos vazios. – Ei, sua perdedora, quem você pensa que é? – Yang-Mi moveu-se em um passo, ficando extremamente próxima de meu corpo. – Eu vou acabar com você. – Sussurrou. – Ninguém lhe quer por perto. Pessoas como você... não são dignas de viver.

Foi então que senti algo molhando minha cabeça. Yang-Mi havia derramado até a última gota de seu refrigerante a qual comprou recentemente. O líquido incolor – mas com o cheiro forte e gosto deveras açucarado – molhou boa parte de meu cabelo e meu rosto. E não importa quanto tempo passe, talvez eu nunca mais esqueça das risadas que eram ouvidas ao fundo”

Meu grito seguido de choro fora inevitável.

– Eu achei que vocês já tivessem acabado... – Falei, para minhas memórias ruins. Mesmo depois de tudo, elas ainda me assombravam.

Uma página que será entregue pelo vento
         Quero que você ouça minha voz

[ Seoul – 01 de Fevereiro; 2014 – Sábado; 18:40 ]

POV LUNA

 

Sim, uma passagem. Sim, obrigada. – Ouvi de longe minha mãe falando. Acabei de chegar em casa, e de descobrir que minha mãe voltará para o Brasil. Ótimo.

– Omma, se não for incômodo... eu gostaria de ir junto. Eu e Fleur. Há coisas que precisamos resolver por lá. – Falei em tom baixo, assim que minha mãe me viu. Ela encarou o chão, e mordendo o lábio inferior, assentiu.

– Desculpe... seria possível, mais três passagens? Sim, quatro passagens ao todo. – Refez seu pedido. Quatro passagens? Ah... provavelmente Dominic irá junto. As coisas ainda não haviam acabado, aliás, apenas estavam começando...

 

[ Seoul – 03 de Fevereiro; 2014 ]

 

Cheguei em minha sala de aula, como sempre, ouvindo o rebuliço de meus colegas. Eles nunca paravam quietos... assim que adentrei o lugar, os olhos se voltaram para mim e eu sorri minimamente.

– Luna, temos aula livre com o primeiro ano hoje. Nossos professores estão em reunião. Vamos? – ChenLe chamou, e eu o segui, antes deixando minha mochila na mesa. Assim que chegamos no “galpão” da escola, encontrei quem eu menos gostaria de ver. Son Yang-Mi estraga o dia de qualquer pessoa. Assim nossos olhares se encontraram, veio em passos lentos até mim.

– Oh... vejo que resolveu voltar para escola. Achei que fosse fugir depois de ser exposta para todos. Presumo que ficou com medo quando lhe denunciei, Fleur. Até pensei que iria sair dessa escola...

– Son Yang-Mi... – Dei dois passos. A essa altura, 95% dos alunos prestava atenção em nossa discussão. Afinal, o que seria um colégio sem suas brigas? – Eu lamento informar, mas você só comete erros. Já não lhe falei que não sinto medo de você? Não há porque fugir. Além de que, eu sou Luna.

– Se diz... onde estão suas provas? No caixão de sua irmã gêmea? – Yang-Mi debochou, e alguns alunos arregalaram os olhos. Ela não era piedosa.

– Não ouse citar o nome de minha irmã dessa forma. Você prova ser fraca quando requer provas de que eu sou Luna... onde está a confiança em suas palavras ao dizer de boca cheia que Fleur Inoue estava viva, e que eu sou ela? Hm?

– Ah... então é assim?

– Você pode me revistar dia e noite, e eu continuarei sendo Luna Inoue. – Entortei minha cabeça, encarando o chão por curtos segundos, logo voltando a olhar em seus olhos. – Sabe, as vezes eu tenho impressão de que você quer provar para si mesma que Fleur Inoue está viva, apenas para se sentir menos culpada... é isso, não é?

– Do que você está falando? – Seu tom sério a entregou completamente. Era isso.

– Eu deveria falar ou você? – Dei um passo à frente.

– O quê?

– O que você fez com minha irmã. – Olhei em seus olhos, apreciando o silêncio. – Agressão verbal – apontei o dedo em seu colo, empurrando-o com força, fazendo-a cambalear para trás. – Física. – Repeti o ato. – Psicológica. – Levantei o tom, refazendo o mesmo movimento. – Moral e material. – Observei seu rosto, contorcendo minha face em indignação. – Para você, era apenas uma brincadeira, certo? Apelidos, provocações, puxões, tapas, mentiras... – Dei alguns passos, a encurralando. Eu queria que ela sentisse minha dor, não apenas minha, mas de Fleur também. – Acusá-la de coisas que ela sequer fez, maltratá-la e humilhá-la publicamente, até mesmo discriminá-la e ameaçá-la... isso é crime.

Quando percebi, Son Yang-Mi estava sentada no banco, recuando. – V-você... pare. – A Son gaguejou.

– Uma brincadeira ou um jogo deixam de ser o que são a partir do momento em que colocam a vida de uma pessoa em risco. – Olhei no fundo de seus olhos. – Você matou uma pessoa, e nem parece se importar. – Ditei calmamente. Meus olhos estavam arregalados e minha respiração descompassada, em puro descontrole. Olhar para Yang-Mi fazia tudo se revirar em meu interior. A mais velha suspirou pesadamente deixando o medo e fúria crescerem em seu olhar.

– Com quantas pessoas mais você fez? – Finalmente, perguntei o que mais me incomodava. As mãos de Yang-Mi vieram em direção ao meu pescoço, mas fiz questão de impedi-la. – O que foi? Acha que me matar vai resolver as coisas? Encobrir o fato de que você já matou uma pessoa?! – Minha voz elevou-se consideravelmente. – Seu pai já fez isso por você, seria decepcionante fazer de novo. E apesar de tudo, eu não quero ser igual a você, Son Yang-Mi. Pessoas como você me dão pena. – Larguei-a, dando as costas para mesma e para o bolo de pessoas que se formou, ainda ouvindo os murmúrios.

[ Brasil – 15 de Fevereiro; 2014 ]

POV FLEUR

 

Minhas últimas semanas estavam sendo tranquilas, mesmo que meu coração palpitasse em ansiedade desde que minha mãe e minha irmã anunciaram que faríamos uma visita ao nosso “pequeno” – risos – país, Brasil. Mesmo que perdi muitos conteúdos por minhas faltas, Luna e Yara me prometeram que dariam um jeito para eu não me atrasar nos estudos e não repetir de ano. Voltando ao agora; faz um dia que chegamos no Brasil, em minha antiga cidade, para ser exata. Hoje, finalmente, iriamos esclarecer tudo.

– Está pronta? – Luna perguntou, e eu assenti. Caminhamos pela cidade, até chegar em frente à pequena praça. Bastava cruzar aquela ponte para estar em frente aos portões do Orfanato Cinderela. Nunca entendi o porquê do nome, mas eu o considerava fofo. Com as pernas bambas, atravessei a ponte, sentindo meu estômago se revirar. Olhei para o orfanato, e virei-me para trás, focando na ponte, que havia sido reconstruída, agora em concreto. Voltei a olhar para construção, os murros estavam pichados e tudo parecia destruído. Em tinta vermelha, a pergunta “o quanto vale sua vida?”, se destacava.

Você não pode dar um valor sob a minha vida

É uma vida que não pode ser trocada por ninguém

Meus olhos arderam. Senti a mão de Luna apertar a minha, e nossos dedos se entrelaçarem. Olhei para o chão, deixando uma lágrima solitária cair. Caminhei, tentando adentar em meu antigo lar, mas tudo estava trancado.

– O que vocês querem ali, crianças? – Uma mulher que passava perguntou.

– Você sabe onde a senhora Maria Fayat se encontra? Ela ainda é dona deste orfanato, certo?

– Vocês não sabem? Ela morreu ano passado, de câncer. Mesmo que ela tenha morrido ano passado, acredito que ela realmente tenha adoecido em 2011, quando uma garota se suicidou, após o desaparecimento de uma órfã. – Ela contou, e eu senti a culpa me tomar.

– Você... você sabe onde ela está agora?

– Sim. Querem que eu leve vocês até ela algum dia? – Assentimos. – Ok, amanhã de tarde. Me deem o telefone de seus pais. Preciso da confirmação deles. – Luna assentiu, passando o telefone do hotel onde estávamos hospedadas com Dominic e Hana.

– A propósito, quem é você? – Luna perguntou. Apenas ela falava ali, eu não conseguia dizer absolutamente nada. Se eu abrisse a boca, provavelmente choraria sem parar.

– Naomi Fayat, filha dela.

Eu estava em choque. Nunca imaginei que Maria tivesse uma filha, ou que os acontecidos em 2011 tivessem a afetado tanto... Naomi foi embora logo em seguida, e eu e Luna continuamos a observar a velha construção. Os diversos papéis de propaganda se desgastavam. Mas havia um cartaz que se destacava no imenso murro, e ele dizia: “Desaparecida – Aurora Pohl”

Nos aproximamos do cartaz. Na foto, Aurora não sorria, pelo contrário, parecia cansada. Ela estava infeliz, e ninguém notou... ninguém se aproximou e a ajudou.

Mesmo que eu não possa ouvir ou que eu não possa alcançar

Luna puxou o cartaz, rasgando-o e amassando, enquanto lágrimas escorriam. – Desculpe... por ser tão fraca... fingir que estava tudo bem. – Sussurrou, olhando para a estrada de chão. Ela também passou por momentos difíceis...

Embora por fora, ninguém note sua infelicidade...


Notas Finais


eu acho que deveria me abrir, dizer que estou mal com algumas coisas, tentar me aproximar de vocês, mas, parece que não faz sentido, então espero que esse capítulo diga algumas coisas que eu não consigo dizer, apenas escrever.

vejo-os sabe lá quando, amo vocês <3
lembrando que é sempre bom saber da opinião dos leitores


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