História Face(less) devil - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Got7
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Assassinato, Bottom! Jungkook, Bottom!jungkook, Busan Killer, Detective! Namjoon, Detective! Yoongi, Jikook, Jimin Seme, Jungkook Uke, Killer! Jimin, Namjin, Policial, Top! Jimin, Top!jimin
Visualizações 513
Palavras 3.543
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Meus amores! Mal chegamos e já estamos em praticamente 100 favoritos? casem comigo

Eu realmente fiquei muito feliz com essa excelente resposta! Foram tantas pessoas comentando e pedindo por uma continuação logo, falando de como já haviam gostado apesar da breve introdução, meu coração ficou quentinho no peito e eu quis dar beijinhos em todo mundo <3

Os capítulos ainda estão bem suaves por enquanto kk já tenho 24 planejados, e ainda temos muita história pela frente. Então preparem-se, temos muita coisa boa para vir!

Espero que gostem do capítulo :3

Capítulo 2 - Pattern


Fanfic / Fanfiction Face(less) devil - Capítulo 2 - Pattern

FACE(LESS) DEVIL

The busan killer

 

2

Pattern

 

Busan, Coréia do Sul.

Março de 1983

Rua Yun-hee, 114, distrito Gangseo

 

As aulas restantes haviam sido tão comuns que Jungkook não pôde deixar de estranhar. O dia havia começado de uma maneira tão fora do usual, que o cotidiano o deixou incomodado. Algo que gerou como consequência seus vários olhares furtivos para a porta de sua sala, ou pela janela, esperando que alguma coisa inusitada ou surpreendente acontecesse e o fizesse sentir a mesma quantidade exacerbada e descontrolada de sentimentos que havia tido no segundo horário, poucas horas antes.

E acabou por não deixar de pensar nos olhos estreitos, um deles com a pálpebra levemente mais caída do que o outro, tão frios e escuros que se tornaram uma espécie de abismo para o Jeon. Aquele par de orbes pareceram persegui-lo pelo resto da manhã, vigiando seus movimentos e causando calafrios repentinos em sua pele. Sempre voltando-se para trás, procurando alguém que estivesse o encarando, Jungkook se sentiu alguém paranóico. No entanto, esse parecia ser o efeito que Park Jimin havia causado em si. Seus olhos e sua presença tão intensas haviam acabado por mexer completamente com suas bases de estabilidade, e agora sentia-se à mercê de uma mente completamente distraída.

Quando o sinal tocou, não esperou muito para começar a sua caminhada pelas ruas de Busan. Sua escola ficava no distrito de Buk, que era logo ao lado de Gangseo, portanto, não tinha muito o que percorrer. Talvez seus olhos tenham se voltado vezes demais para a saída da escola, esperando encontrar cabelos loiros desbotados e o rosto anguloso e extremamente belo de seu professor de sociologia, porém, não conseguiu captar a imagem do homem e como um fantasma ele sumiu na pequena multidão.

Esperava algum tipo de conforto ao que alcançou sua pequena rua residencial, passando pela casa dos Kim, uma família amiga da sua, cujo os filhos Taehyung e Seokjin eram seus amigos de infância e os mais preciosos que poderia ter, notou que as janelas fechadas e a falta de movimento provavelmente indicava que estavam em sua casa, e isso o alegrou, pois queria mesmo compartilhar com seus dois confidentes sobre o sedutor e incomum professor.

Quando chegou no entanto, os rostos de seus pais, seus dois amigos e os pais da família Kim, que mais referia como seus próprios tios, estavam completamente o contrário de alguma situação de conforto. Horror, preocupação e medo era o que mais encontrava em suas feições, enquanto encaravam a pequena televisão de tubo em frente ao sofá de tecido. Deixou sua mochila ao lado do tapete, fechado a porta atrás de si, sem tirar os olhos de sua mãe, SunHee, e seu pai, JiHoon, que pareciam em choque. Tia Ho e Tio MinSoo estavam da mesma maneira.

- Omma? O que houve? – A mulher imediatamente se aproximou, o puxando em um abraço, sem tirar os olhos da televisão.

“... com três mortes confirmadas, os investigadores locais de Busan suspeitam de um possível Serial Killer”. Jungkook arregalou os olhos em pura surpresa, se sentando no sofá com Tae e Jin, que o abraçaram assim como sua mãe, procurando contato físico e algum tipo de união entre eles, para se confortarem mutuamente.  Na televisão de imagem chuviscada e um pouco interrompida, com cores saturadas e de pouca qualidade, um rosto figurativo em preto, com um ponto de interrogação no meio era mostrado.

“Com o detetive Im Jaebum e Min Yoongi, à seguir.” A imagem logo foi interrompida, com Tio MinSoo imediatamente se dispondo à mover um pouco a antena analógica, recuperando o sinal rapidamente, a tempo de ver o homem cabelos negros, olhos estreitos e cortantes e sobrancelha marcada aparecer.

- Por que acreditam que esse é um caso de um assassino em série? – O repórter questionou, enquanto segurava a boina em sua cabeça, por conta de uma ventania que o local da entrevista acontecia.

- Bem, reconhecemos os padrões nos três assassinatos. As três vítimas tiveram várias mutilações diferentes no corpo, porém, todos de cortes muito limpos. Isso nos levou a acreditar que o assassino drogasse as vítimas antes de atacá-las, uma vez que não parecem ser feitos em momento de tensão ou conflito. Apesar das mutilações variadas, há sempre um padrão nas mortes: as vítimas tem as línguas cortadas e os olhos arrancados das órbitas, deixando apenas os nervos ópticos. – Jungkook sentiu o aperto de seu pai em seu ombro, enquanto via sua mãe se esconder contra o peito do marido. Ho havia se colocado ao lado de seu filho mais velho, Jin, acarinhando os cabelos do rapaz com calma. – Assim como, logo após as três mortes, foi encontrado uma caixa de papelão no correio de um de nossos oficiais, onde jazia um pote com fios de cabelo de cada um dos mortos. Assim, conectamos os pontos e concluímos que todas as mortes eram relacionadas à um indivíduo que, com essa ação de mandar os cabelos para nosso oficial, o assassino provavelmente pretendia se fazer conhecido por nós.

- E porque ele ou ela iria querer algo assim?

- Simples. – Um outro detetive se aproximou, este de cabelos castanhos e olhos menos estreitos do que o outro, um pouco menor também e de pele tão branca como açúcar.

- Sim, detetive Min?

- Ele provavelmente é um psicopata. Grande parte dos Serial Killers que mostram a intenção de serem reconhecidos como tal, mesmo anonimamente, são mais tardiamente diagnosticados com psicopatia, apesar de ser um número pequeno comparado ao resto. – O detetive suspirou, passando a mão pelos olhos de maneira frustrada e parecendo esquecer que estava sendo transmitido na televisão. – Um psicopata é alguém que não mostra a mesma capacidade de sentir empatia ou remorso como pessoas geralmente mostram, ou tem essa capacidade diminuida. Tem um padrão comportamental de característica antissocial ou manipuladora, baixo auto-controle ou, por outro lado, tem a presença de uma atitude de dominância bastante desmedida. – Jungkook engoliu em seco, observando o rosto inexpressivo porém com traços deveras perturbados em suas feições do detetive. – E ele... esse Assassino de Busan, muito provavelmente é um.

- Há maneiras de comprovarem isso?

- Não... eu... apenas tenho esse forte palpite.

- E quem os senhores, detetive Im-ssi e detetive Min-ssi, acham que poderia estar por trás disso?

- É algo difícil de se dizer. – Jaebum tomou a frente, deixando um longo suspiro lhe escapar do controle, enquanto voltava os olhos para baixo rapidamente, antes de volta-los para o repórter. – Poderia ser um funcionário da prefeitura, de transporte público, um trabalhador de fábrica, um mendigo, um taxista, um médico ou enfermeiro, um professor, um arquiteto, um doente mental ou um escritor... é realmente muito difícil saber.

Jungkook arrepiou involuntariamente, se escondendo no abraço de Jin, se sentindo realmente seguro com seus amigos, pais e ‘tios’ ali do seu lado. Logo, a imagem voltou para a repórter de cabelos presos.

“Os corpos das vítimas, uma enfermeira de 38 anos, um marceneiro de 67 e uma jovem universitária de 19 anos continuam sob a posse da perícia para mais investigações, e só serão entregues às respectivas famílias em um período indeterminado de tempo.”

 

 

 

 

 

O ranger do balanço sempre havia sido uma das coisas triviais das quais Jungkook gostava de ocupar a cabeça. Era constante e imutável, mas sua mente curiosa e seus ouvidos perspicazes gostavam de continuar ouvindo aquela estranha melodia como se procurassem alguma mudança, mesmo que nunca houvesse nenhuma, por mais mínima que fosse. No entanto, mesmo isso havia se tornado ineficaz para tirá-lo da imagem chorosa da mãe e do pai da universitária de 19 anos dando seus depoimentos sobre o quão assustador havia sido encontrar a filha morta.

Com os olhos arrancados e a língua cortada, com os braços quebrados, as costelas partidas e expostas, um rasgo milimetricamente calculado em seu ventre e os tornozelos quebrados e torcidos para trás. O homem parecia ter tempo, fazia tudo de maneira tão calculada que beirava uma arte. Nenhuma gota de sangue havia sido deixada para trás. O assassino, quem quer que fosse, matava suas vítimas em outro lugar, limpava cada pequeno pedaço de seu corpo até que nenhuma pista estivesse à vista.

Os detetives não sabiam seus métodos, todavia, pelo o que Jungkook havia entendido dos termos técnicos que haviam usado: não tinha pista alguma, fio de cabelo, manchas de sapato, sangue, material genético debaixo das unhas, digitais, sinais de resistência em nenhuma das três vítimas. Não haviam reclamações de vizinhos de casa alguma que falasse de barulhos estranhos ou testemunhassem algum movimento suspeito. Ele era bom, muito bom, e isso assustava Jungkook.

Porque, se ele fosse eventualmente ser uma das vítimas, seria levado em silêncio, arrancariam seus olhos, cortariam suas línguas, quebrariam seus ossos e rasgariam sua pele, arrancariam seus membros e o mutilariam ainda vivo, sofrendo todas as dores possíveis. Afinal, pelo o que o detetive Jaebum havia dito na reportagem, a única coisa que sabiam era que o assassino de Busan usava alguma droga para deixar seus alvos dopados, incapazes de lutar e de formular palavras, no entanto, continuavam acordados e completamente cientes das coisas ao seu redor.

O que significava que continuavam sentindo dor, até que o corpo morresse sem sangue ou por ferimentos em algum órgão vital.

Balançando-se nos balanços do quintal de sua casa, ao lado de Seokjin e Taehyung, Jungkook sentia os braços finos tremerem com o vento tardio que vinha da parte debaixo da rua. A baixa cerca de madeira pintada de branco que rodeava sua casa lhe deixava inseguro agora, e se perguntava como poderiam se defender se qualquer um poderia pular uma cerca como aquela? Quebrar sua janela e arrastá-lo para fora da segurança dos braços de seus queridos pais e hyungs?

Taehyung suspirava enquando observava os dois. Seu irmão mais velho e seu querido amigo de infância sempre haviam sido medrosos e muito sensíveis. Entendia como eles se sentiam, afinal, mesmo ele que sempre havia sido a pessoa que iria coloca-los para cima ou despreocupá-los em relação a algo, estava se sentindo inseguro e assustado com a quantidade enorme de informações que haviam sido obrigados à engolir. Não bastasse a enorme violência contra ativistas LGBT que, apesar de ser uma associação muito recente, já era grande alvo de ódio para alguns e grande alvo de esperança para outros.

- Hyungs... quem vocês acham que é? – Perguntou Jungkook, em um tom de voz sussurrado que mostrava o quão perturbado estava com toda aquela situação. Jin voltou-se para o menor, sentindo-se na responsabilidade de acalentá-lo e, logo, colocando as mãos em seus ombros esguios, o puxando para perto de si o suficiente para que desse um beijo delicado em suas madeixas tão macias e cheirosas.

- Não sei, Kook... Como os detetives disseram, pode ser qualquer um. Mas não se preocupe com isso, ok? Vai ficar tudo bem. – Assegurou o mais velho dos três, sorrindo ternamente para o menor. O Jeon sorriu para os irmãos Kim, enquanto Tae voltava lentamente os olhos para o céu nublado. Seokjin fez o mesmo e, ao que Jungkook ergueu os olhos para acompanhá-los, uma sombra veloz passou em sua visão periférica, o assustando. Fazendo se virar imediatamente para o lado esquerdo, focando-se no passeio, do outro lado da cerca branca.

Não havia ninguém lá.

Com o estado de espírito perturbado, a respiração já descompassada e lágrimas surgindo sorrateiramente no canto dos olhos, Jungkook pediu aos seus hyungs que fossem para dentro.

 

 

 

 

 

Busan, Coréia do Sul.

Março de 1983

Colégio Municipal Haedae

 

Ao que se sentou novamente em sua sala de aula, naquele dia, resmungou sozinho pelo céu nublado que prometia chuva. Havia esquecido seu guarda-chuva, e não gostaria de se molhar. Porém, Seokjin estava ocupado, e Tae ainda não possuía uma carteira de motorista, então, não tinha outro jeito senão caminhar para casa, uma vez que odiava ônibus e metrô. Como era o último horário, sabia que novamente iria se deparar com os olhos estreitos e dominadores de seu professor de sociologia, e isso logo causou um calafrio intenso em seu estômago, fazendo com as perninhas tivessem espamos fracos em uma resposta ao sentimento intenso.

No entanto, deixou de pensar em seu sedutor e jovem professor ao que percebeu o assunto que era despejado tão apressadamente e afobadamente das bocas de um grupo de colegas logo ao seu lado. Os quatro rapazes conversavam com olhos arregalados, no entanto, não assustados e sim curiosos.

- Ouvi dizer que arrancaram o olho da enfermeira com uma seringa. – Um deles comentou, parecendo realmente arrepiar-se pela maneira como esfregou os braços discretamente logo depois.

- Mas eu ouvi que ele sempre usa tesouras... – Outro retrucou, com os dedos sobre o queixo em um gesto de apoio, enquanto os olhos continuavam perdidos em algum ponto aleatório. – Pelo padrão de ferimentos ou alguma coisa assim. – Jungkook se encolheu involuntariamente com o comentário, imaginando vividamente a cena de uma tesoura ensaguentada, entrando e saindo da pele da enfermeira, perfurando seu olho e o arrancando. Sentiu o sangue esvair-se de si, e pensou que poderia realmente desmaiar naquele instante.

Todavia, um toque singelo e inesperado fez com que todas as terminações nervosas de seu corpo recebessem um choque, o sangue enviando adrenalina para cada membro de seu corpo. Conhecia aquele toque, exatamente o mesmo da última aula. Polegar e dedo indicador roçando suavemente em alguns fios de seu cabelo, os esfregando entre os dedos com tanta sutileza e tão silenciosamente que fez com que o sangue acumulasse no rosto do Jeon, o coração disparado e martelando contra o peito.

Era Park Jimin. E ele estava logo ao seu lado, como se houvesse estado ali desde o início. Com um sorriso quase invisível e com um quê quase perverso, a mão próxima de si cheirava à sabonete masculino e algo similar à uma colônia muito sutil, porém marcante. Por aqueles milésimos de segundo em que tocava os cabelos do garoto, nada disse. Para depois caminhar silenciosamente até a frente da turma.

Ninguém havia percebido ele. Jungkook não havia percebido ele logo ao seu lado até que fosse tocado! E talvez deveria se surpreender mais com isso do que com o toque tão terno e ao mesmo tempo tão... misterioso. Um toque que parecia tirá-lo completamente de sua zona de conforto, que trazia consigo um calafrio similar à um perigo para aqueles que desejam coisas erradas. E o Park havia chegado ao seu lado como um fantasma, deixando um sentimento de constragimento e ternura, ao mesmo tempo que um sentimento de agouro e calafrios de medo.

Indecifrável e de certa maneira travesso, o sorriso do loiro continuou em seu rosto.

- Bom-dia. – E então, todos os rostos voltaram-se para o professor, enquanto apenas Jungkook continuava de olhos baixos. A respiração descompassada, a qual não havia identificado até que percebeu que havia segurado o ar desde que sentiu o toque rápido em suas madeixas. Um toque cálido, leve como uma pluma, que conseguia carregar uma aura tão densa capaz de deixar Jeon de joelhos. Park Jimin era assustador.

Seu coração parecia não se acalmar. A força com a qual batia não lhe era saudável, e sabia pela maneira com que já doía suas costelas. O calor em seu corpo, as bochechas coradas, os arrepios e calafrios. Isso o deixava fora de seu estado de consciência normal.

- Sim? – A voz de Jimin o traz novamente para a realidade, fazendo seus olhos se erguerem e seguirem os do Park até se depararem com um dos garotos de mais cedo com a mão levantada.

- Senhor Park, iremos falar sobre os assassinatos? – O garoto de óculos redondos e grossos questionou, abaixando a mão assim que terminou sua sentença. O loiro sorriu delicadamente.

- Bem, na verdade sim. – O homem se apoiou contra sua mesa, os olhos estreitos e ferozes como os de um felino voltaram-se para cada um dos alunos, demorando-se em Jungkook, o que fez o garoto envergonhar-se ainda mais, porém, não foi capaz de deixar de sustentar aquele olhar. Era como se a linguagem corporal e o olhar do homem o impedissem, o ordenassem à não abaixar a cabeça. E incapaz de sequer se mover, o Jeon apenas sentiu seu corpo respondendo à tudo aquilo instantaneamente. – Queria saber como imaginam que assassinos em geral são estudados pela sociologia. Afinal, isso acaba por ter uma grande conexão com a psicologia e muitos ignoram o seu lado sociológico.

Jungkook ficou feliz que Jimin tivesse tirado os olhos assustadores, poderosos, dominadores e intimidadores de si. Pôde respirar novamente e isso o relaxou por poucos segundos.

O professor mexia consigo de uma maneira que era completamente incapaz de explicar.

- Psicopatia não é a doença dos serial killers? – Perguntou uma garota, erguendo a mão brevemente, para abaixá-la logo em seguida.

- Não necessariamente. – O Park respondeu, calmamente.

- Segundo muitos livros, os conhecidos psicopatas não são automaticamene serial killers, mas são mais propensos à serem com devidas influências ao redor deles. – Outro aluno retrucou, ganhando um aceno afirmativo do jovem professor, o indicando que havia acertado.

- E o que acham que isso quer dizer? – Jimin perguntou, os olhos voltando, estreitos e afiados, se deparando com a figura encolhida e acanhada do pequeno Jeon. Um sorriso formou-se em seus lábios, enquanto ainda observava o garotinho, apontou rapidamente para a aluna que havia erguido a mão daquela vez, não tirando os olhos da imagem de Jungkook. O coração do menor apenas se acelerou mais, sentindo o quanto o Park direcionava aquele assunto à ele. Ou pelo menos, era isso que parecia. Sufocadamente, puxou o ar para dentro dos pulmões, depois de segurá-los por tempo o suficiente para sentir-se um pouco tonto.

- Que as pessoas não nascem assassinas, elas se transformam em assassinos...? – A garota respondeu, em um tom interrogativo que denunciava que não tinha certeza sobre suas palavras. Jimin concordou lentamente, ainda observando o corpo trêmulo do pequeno Jeon, silenciosamente amando a maneira como o afetava e o dominava tão facilmente. Sabia que o garoto estava muito ciente disso, sabia pela maneira como ele inutilmente tentava manter sua compostura.

- Exato. Agora, voltando para política. Capítulo dois, página vinte e sete. – O professor anunciou, voltando a puxar seu livro e o abrindo automaticamente, algo que fez Jungkook suspirar. Suas mãos estavam tão trêmulas que poderia até mesmo rasgar as páginas de seu livro de sociologia se não fosse cuidadoso o suficiente. O Jeon não compreendia como era possível que seu corpo respondesse tão intensamente à presença de Park Jimin. Ele simplesmente parecia entrar em completo colapso, mandando impulsos nervosos para seus músculos nada desenvolvidos, fazendo seus dedos tremilicarem e sofrerem espamos.

Daquela vez, o Park começou a caminhar pelas fileiras do outro lado da sala, ao invés de começar pela sua, que ficava logo no canto esquerdo, ao lado da janela, em frente à mesa do professor. À cada passo que se aproximava mais, terminando de passar por uma fileira, para então passar por outra, sabia que o homem havia feito isso intencionalmente. Pois era uma tortura psicológica, deixando seu corpo cada vez mais ansioso, desesperado.

E pelo que? Talvez por estar se viciando em sentir a maneira como a presença estranha daquele professor o afetasse de tal maneira. Talvez por imaginar se ele iria tocar seus cabelos assim como das últimas duas vezes. Isso o intrigava, fazia sua mente se corroer em curiosidade e antecipação. Eram sete fileiras de carteiras, cada fileira com 8 alunos. Eram cinquenta e seis alunos, e Jungkook estava na antepenúltima cadeira da última fileira. Isso o enlouquecia, sabia que ele estava se aproximando cada vez mais, e apenas tomava seus passos com lentidão, causando um certo pânico mental.

Ah... como deveria estar ridículo. Os outros alunos provavelmente ririam de si, se não fosse pelo fato de Park ser intimidador o suficiente para que não ousassem erguer suas cabeças dos livros. E ao que conseguiu se distrair fechando brevemente os olhos, como se o tempo passasse mais rápido, sentiu todo o seu corpo congelar, ao que os passos pararam suavemente ao seu lado por breves segundos.

Jimin até mesmo parou de falar, ao que ergueu sua mão para o submisso e quieto garoto, tocando a ponta de seus cabelos e afagando uma mecha suavemente, para depois voltar a caminhar como se nada houvesse acontecido – como se nada houvesse feito.

 

 

 

 

 

Depois de uma aula que o exauriu psicologicamente e causou arritimias em seu pobre coração, Jungkook praguejou baixinho e desencorajado ao que deu apenas um passo para fora de seu colégio, se deparando com a chuva mediana que caía do céu escuro e nublado, em pingos grossos e intercalados por milésimos de segundos. Não queria se molhar e isso o fez choramingar baixinho como uma criança tristonha.

Sem muita opção, puxou sua pasta escolar para cima de sua cabeça, começando a caminhar o mais rapidamente que os pequenos pés permitiam ao que fazia seu usual caminho para sua casa.

Foi surpreendido logo no início, no entanto, ao que um carro bastante recente e muito bonito parou ao seu lado. Jungkook parou de caminhar, imaginando que fosse alguém em busca de informações ou direções. Porém, foi presenteado com o susto de se deparar com o rosto de seu professor de sociologia, com um óculos escuro nos olhos e um sorriso indecifrável no rosto. 


Notas Finais


O jungkookie é sensível demais? Sim ou Muito?
O Jimin é muito sexy? Sim ou Muito ou Pra cara***?
kkk

Vou deixar o link do trailer, para que não viu, ok? Espero que gostem!
https://www.youtube.com/watch?v=tHB5lUYXZUA


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...