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História Faces de uma Odisseia - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


E eu volteiiiii!!! Eu ia postar amanhã, mas estou ansiosa demais pra postar. Queria agradecer a todo mundo que leu e gostou da fanfic, vocês moram no meu coração.
Esse é o primeiro capítulo oficial, a partir dele que começa a história em si. Espero que vocês gostem!!
Aviso que esse capitulo contem uma pequena cena de assédio, então cuidado pra quem tem gatilho.

Se quiserem surtar comigo no twitter, eu vou deixar o link do meu perfil nas notas finais. Eu dou um pequeno spoiler do capítulos que serão postado também, então ahushashas
É isso, boa leitura galera!!

Capítulo 2 - Capítulo 1 - W


Ano 2020



 

Asgard; 16 horas e 28 minutos.


 

OS DEUSES ESTAVAM FURIOSOS. Novamente Máni, o deus da Lua, havia os irritado; o motivo poderia ser dos mais diversos, já que qualquer ação dele era um sinônimo de decepção - diferentemente de seu irmão gêmeo, Sol, que era aplaudido e venerado por todos seus feitios. Poucos minutos atrás, mensageiros reais tinham ido até sua humilde casa em Asgard - onde ele se deliciava de seu nutritivo lanche da tarde -, anunciando que sua presença tinha sido requisitada no Palácio Valhalla. Resmungando, ele saiu de seus aposentos e começou sua caminhada até o recinto real; ele já imagina o que estava por vir, e sua cabeça já fervia só de cogitar a ideia de que teria de ouvir mais sermões.

Após anunciar sua chegada, Máni foi acompanhado por alguns soldados até a sala do trono, onde Odin o esperava impacientemente. As grandes portas se abriram, revelando o luxuoso ambiente com uma grande escadaria de mármore branco e o trono banhado a ouro; qualquer pessoa se impressionaria ao ver um cômodo tão requintado como aquele, mas ele já tinha visitado aquela sala tantas vezes que ele nem se deslumbra mais com tal. Andou de forma desleixada, se aproximando do rei - que o olhava de forma desprezível - e se curvou.

— Pai de Todos — saudou o homem à sua frente, que manteve a cara fechada.

Máni — cumprimentou com um leve aceno de cabeça. — Faz um tempo que não lhe vejo.

— Duas semanas.

— Vejo, então, que está se comportando melhor — um sorriso sarcástico surgiu nos lábios do deus da Lua.

— Certamente, meu Rei.

— Entretanto, chegou aos meus ouvidos que você está causando problemas novamente — ele conseguia ouvir a irritação na voz de rei; ao mesmo tempo que isso o deixava com raiva, a sensação de prazer também o consumia.

— Não me lembro de nada — se fez de desentendido, encolhendo os ombros.

— Então na noite passada você não mascarou algumas realidades psíquicas do povo de Midgard?! Não é a primeira vez que você faz isso — ele viu Odin abrir as narinas, raivoso, e aumentar o tom de voz.

— Ah, você estava falando disso — fingiu se lembrar, batendo levemente em sua cabeça. — Sim, eu fiz.

— Você acha que estou para brincadeira, Máni?! Existem regras para serem seguidas!

— Não vai me perguntar o porquê de eu ter feito tal? — Propôs, ignorando o rei.

— Eu não ligo para o motivo! Regras foram feitas para serem seguidas! Para o seu bem e para o bem de todos! — O Pai de Todos exclamava com a voz firme, o rosto já tingindo um tom avermelhado pela fúria. 

Depois de todos esses anos, o homem à sua frente ainda aparentava ser um moleque rebelde; parecia que ele ia contra a sua vontade, apenas para atormentar sua mente — como se ele já não tivesse problemas o suficiente.

— Aquela criança iria testemunhar o assassinato de seus progenitores! O quão cruel e traumático isso é? Eu somente a ajudei — esbravejou, dando um passo à frente.

— Você nem devia estar em Midgard! Você sabe que não pode ser visto, é uma das condições que concordamos em ter.

— Mas eu não fui visto, estava usando minha capa da invisibilidade. Tudo o que eu fiz foi tornar o dia daquela criança inocente, melhor!

— Entenda que tudo acontece por uma razão. Ação e reação, o bem e o mal, yin e yang. É o equilíbrio do Universo!

— Os deuses não ajudam os terráqueos? Quando há falta de água, nós mandamos a chuva; quando está muito frio, os aquecemos com o sol; quando estão com fome, os ajudamos com um solo fértil… Por que eu não posso fazer o mesmo?

— Você não pode interferir só porque acha que tem esse direito — repreendeu, em um tom autoritário; o dedo indicador apontado para Máni. — Você é um deus, então aja como tal!

— Do que adianta ser um, se eu não posso ter a liberdade de fazer o que eu quero?!

— Você não tem mesmo nenhuma responsabilidade por suas ações. Age como se fosse um adolescente!

— Exatamente, eu não pedi para ser um deus, mas ainda assim, você me colocou nessa condição — rosnou, demonstrando toda sua indignação; sempre que tinha a oportunidade, Máni o lembrava de seu escolha que foi movida por pura vingança.

— Seu delinquente! — Esbravejou, levantando-se do trono num pulo; os punhos fechados e a mandíbula cerrada demonstravam o quanto o garoto tinha mexido com ele. — Continue fazendo do seu jeito, mas depois não venha me pedir ajuda. Você irá lidar com suas próprias consequências.

— Com todo meu prazer — disse num tom debochado, fazendo a reverência. — Odin — cumprimentou com um aceno de cabeça, antes de se virar e se retirar da sala do trono. 

Ele pôde quase ouvir o mais velho gritar seu nome, já que o mesmo odiava que Máni o chamasse pelo nome - mas ele tinha feito de propósito.

Com passos largos e apressados, o deus da Lua andou rumo a saída do Palácio; estava com a cabeça quente - como todas as outras vezes que havia conversado com o Pai de Todos -, a fúria escorrendo por seus olhos. Ele simplesmente não aguentava mais aquela pressão, apenas realizando o que os deuses queriam sem ao menos questionar, como se fosse um mísero fantoche para eles. Como os humanos. Estava cansado daquelas regras estúpidas; o mundo tinha mudado, então por que não adequar as diretrizes aos dias de hoje? Mas é claro que eles não fariam isso, estavam presos num patriarcado em que todos concordavam; ele só queria que algo acontecesse para assim abrir os olhos de todos.

Dirigiu-se até Bifrost - a ponte que ligava o reino de Midgard aos demais reinos - com os pensamentos embolados, a ira o consumindo. De tanto que ele usava o portal, acabou consolidando um certo tipo de amizade com Heimdall, o guardião da ponte e logo, de Asgard. Como sempre, seu amigo estava em sua posição de guarda, as duas mãos segurando firmemente a espada que controlava a entrada e saída dos seres. Sua expressão era serena, os olhos sempre atentos a quaisquer movimentos - como se estivesse preparado para uma batalha a todo momento.

— Soube de seu desentendimento com o Pai de Todos — Heimdall comentou assim que Máni poe-se ao seu lado.

— As notícias correm rápido em Asgard — ironizou, torcendo a boca em sinal de desconforto.

— Você sabe que eu vejo e ouço tudo — explicou, se virando para o amigo.

— Esqueci desse detalhe — suspirou, passando a mão pelos cabelos. — Eu só… não entendo como ele pode ser tão inflexível.

— O rei tem a sabedoria, ele sabe das coisas, Máni. Talvez um dia você entenderá como ele enxerga o mundo.

— Sinceramente, espero que ele esteja errado — profetizou, cruzando os braços por cima de seu peitoral; ele pôde perceber claramente a decepção do seu amigo. — Adoraria ficar conversando, mas eu não estou com cabeça para isso. Abra o portal para a Terra, por favor — Heimdall assentiu, abrindo a ponte sem demora.

— Mas ainda não é dia em Midgard? Você não pode…

— Hoje terá um eclipse — interrompeu o amigo, que estava confuso. — Posso ficar por lá por alguns minutos. Será o suficiente para clarear a minha mente.

— Nunca entenderei seu fascínio pelos terráqueos. Ás vezes olho lá para baixo, mas não vejo nada de interessante — revelou, olhando de forma curiosa para o menor.

— Talvez você precise olhar mais afundo… — propôs, lembrando das incontáveis aventuras que tinha experimentado na Terra. — Até logo!

— Não faça nenhuma besteira, Máni — advertiu o maior, levantando a sobrancelha esquerda.

— Besteira? Eu? Pff… Eu sou o Sr. Certinho — zombou, com um sorriso divertido no rosto, antes de entrar no portal.

Ele precisava ir para um local calmo, longe de todos e tudo; um lugar para ele pensar o que faria. Seguiria as ordens de Odin ou continuaria a viver de seu jeito, sem medo das consequências? Desejava que sua vida fosse mais simples, como as dos humanos. E com os pensamentos avoadas, ele foi se direcionando a Terra.



 

Terra; 13 horas e 15 minutos.


 

As pessoas poderiam caracterizar Park Chanyeol como uma pessoa festeira. Ele gostava de beber; dançar; sair; se divertir; viver o momento; era notório quanto o rapaz tinha mudado sua personalidade. Ninguém tinha culpa disso, foi apenas a consequência da vida e dos hormônios - principalmente na fase de sua adolescência. Isso poderia ser bom do ponto de vista de uns, e ruim em outros, mas Park estava feliz com quem ele se tornou. Saiu da casa dos seus pais aos 19 anos, quando entrou para a faculdade de Antropologia e, fala-se de passagem que, escolher um curso não foi algo fácil para o moreno. Queria que tivesse algo que englobasse todo seus interesses em um só lugar, mas aparentemente, ainda não haviam criado; por isso, escolheu o que mais se identificou no momento, mas pensava seriamente em fazer mais de uma graduação - sua personalidade polímata ainda era bem ávida. 

Mas ele enganava as pessoas muito bem, sua aparência alta e máscula o ajudava bastante. Se considerava até popular entre seus colegas, mas não tinha muitos amigos verdadeiramente - não que fosse algo que ele se importasse, preferia qualidade do que quantidade.

Era início do ano letivo e como de costume, os veteranos faziam uma pequena festa para receber os calouros. Seria uma das suas últimas festas universitárias, já que Chanyeol, após três anos, encontrava-se em seu último ano de faculdade.

O rapaz estava se arrumando em seu apartamento para ir até a festa, ia de carona com seu melhor amigo Kyungsoo, que chegaria a qualquer momento. Por terem interesses em comum, os dois se deram bem logo de primeira, quando se conheceram no trote da faculdade. Chegaram a ficar algumas vezes, quando saiam para beber ou algo do tipo, mas isso nunca os atrapalhou. Aquele foi o início da amizade que dura até hoje.

Chanyeol olhou-se no espelho pela última vez, checando sua aparência. Usava uma calça jeans clara larga, uma blusa branca lisa, all stars vermelho e o cabelo negro penteado em um topete.

— ’Tá gatão, hein — falou consigo mesmo, dando uma piscadela. Park tinha uma autoestima bem alta, e com razão.

Ouviu seu celular vibrando em cima do sofá, e após dar uma última olhada no espelho, foi até ele. Era uma mensagem de Kyungsoo.

 

Pinguim Do: Estou aqui embaixo.

 

                                                                                             Descendo :) :Loey

                                                                                            Pq vc smp escreve tão direitinho?

                                                                                           Isso é um app de mensagem kkk

 

Pinguim Do: Por culpa desse “app”, as pessoas estão ficando analfabetas.

Desça logo!

 

Resmungando, guardou seu celular no bolso traseiro e foi em direção ao cabideiro que encontrava-se ao lado da porta, pegando sua jaqueta preta de couro e amarrando-a na cintura. Sua mãe sempre falava para levar um casaco, estando frio ou quente, pois nunca sabe-se se o clima irá mudar. Park achava isso ridículo quando adolescente, queria ser descolado e rebelde igual aos seus colegas, mas após pegar um dilúvio enquanto voltava pra casa de uma festa de aniversário e ficar resfriado durante duas semanas, o rapaz decidiu ouvir sua mãe, internalizando essa aprendizagem.

Após verificar se sua porta estava devidamente trancada, Chanyeol pegou o elevador e desceu até a entrada de seu prédio. Uma Hyundai Grandeur estava o esperando um pouco mais atrás; Kyungsoo buzinou duas vezes e o rapaz foi em sua direção. Quando entrou no carro, Do estava configurando o GPS, mas Park só conseguiu reparar em outra coisa.

— O que você fez com seu cabelo?! — Exclamou, totalmente exaltado, agarrando a cabeça de seu amigo com as duas mãos.

— Tirei pra lavar — ironizou, expressando um cara de tédio. — Pode soltar minha cabeça agora?

— Você raspou — comentou e fez o pedido do menor, o tom de voz carregado de desapontamento. — Por que fez isso? ‘Tá parecendo um gangsta.

Kyungsoo costumava a ter um cabelo preto de tamanho médio, e quase sempre repartido para a esquerda, mas agora tudo que existia em seu couro cabeludo eram milímetros fios de cabelo, quase inexistentes.

— Eu fiz porque o cabelo é meu e eu quis. Deveria fazer também, é libertador… Coloque o cinto.

Só de imaginar seu lindo e macio cabelo indo para o lixo, Park estremeceu e olhou feio para o mais velho.

— Nunca. Não sou louco igual a você.

Dando de ombros, Do posicionou seu celular no suporte que havia no painel à sua frente e acelerou o carro, pegando a via principal de Seoul em poucos minutos. 

— Você tem o endereço do lugar? — O maior perguntou, depois de alguns minutos de viagem.

— Sim, Yixing me passou — esclareceu e Park assentiu, pegando seu celular que estava no seu bolso. 

Zhang Yixing era um intercambista chinês da mesma classe deles dois; o pai do garoto era um advogado renomado na China e possuía várias propriedades ali na Coreia, por isso, era Yixing que estava dando a festa de boas-vindas. Apesar dos status, ele era bem simpático com todos.

— Como você acha que nós iriamos em uma festa sem ter o endereço? Você não pensa, Park?

— Não posso nem fazer uma pergunta… — murmurou, fazendo uma careta de desgosto.

— Uma pergunta besta — o menor esclareceu, olhando de soslaio para o mais novo e esboçando um sorriso divertido.

— Sabe o que eu estava pensando? — Perguntou, virando levemente seu tronco em direção ao amigo. — Você não está parecendo um gangsta, está parecendo um pinguim.

Bastou milésimos de segundos para que Kyungsoo ficasse com a cara emburrada; ele odiava o “apelido” que Park tinha o colocado. Não era a toa que o maior tinha salvado o nome do seu amigo assim em seu celular; gostava de irritá-lo.

O menor estendeu o braço, batendo com uma certa força na cabeça de Chanyeol, que por sua vez, foi lerdo demais para se proteger, já que estava bastante ocupado rindo da expressão do mais velho.

— Eu devia te jogar pra fora do meu carro — ameaçou, dando um último tapa no maior e voltando sua atenção a estrada.

— Você fica com raiva, mas eu estou apenas te elogiando — viu Do revirar os olhos e soltar um suspiro quase que imperceptível. — Vou dormir um pouco, acorde-me quando estivermos chegando.

Nem esperou a resposta do moreno, apenas colocou seus fones e inclinou o banco, fechando os olhos e adormecendo ao som de Creep.

 


������


 

Após aproximadamente duas horas de viagem, eles finalmente tinham chegado ao destino. Kyungsoo cutucou o moreno quando saíram da estrada principal, virando a direita em um caminho sem asfalto e cheia de árvores; Chanyeol acordou resmungando, falando algumas palavras sem sentido enquanto sentia o carro balançar levemente, impedindo-o de, sequer, tentar voltar a dormir. Depois de colocar o banco de volta no lugar, ele retirou os fones e esfregou os olhos, no intuito de desembaçar sua visão.

— Kyungsoo, por que estamos no meio do nada? — Perguntou, a voz um pouco alterada. — Você não vai me matar, esquartejar e jogar meus pedaços no rio não, né? 

O menor demorou a responder, girando a cabeça lentamente na direção de Park e esboçando um sorriso psicótico. O maior quase pulou do banco, soltando um gritinho fino; Do sabia ser assustador quando queria.

— Para com isso! — Ele exclamou, colocando a mão sobre seu coração.

— Você é muito dramático — o menor comentou, rindo da reação do moreno. — A festa é por aqui.

— Vai ser na floresta?

De repente, Chanyeol encontrava-se nostálgico, relembrando de sua preciosa infância e da última vez que se perdeu em meio de tantas árvores. A noite em que a Lua o ajudou. Agora, quando adulto, Park pensava se aquilo realmente tinha acontecido ou se era somente um mecanismo de defesa da sua psiquê para o proteger de um possível trauma.

— Chanyeol, o que você sabe dessa festa, afinal? Não sabe o lugar, quem vai estar lá, quando acaba… Fico surpreso de você ter sabido o horário que começava.

— Não era eu quem ia dirigir, então não vi sentido em saber essas informações — explicou-se, dando de ombro.

Quando voltou sua atenção á frente, viu que ao final da estrada de chão e no meio de tantas árvores, encontrava-se uma enorme casa branca, rodeada de vidro. Aquilo foi a confirmação de que Yixing era realmente rico.

Havia uma considerável quantidade de carros envolta da casa, e pela janela do carro, Park conseguia enxergar algumas figuras familiares espalhadas pelo local. Ainda haviam poucas pessoas, mas certamente, com o passar das horas, a festa ficaria cheia.

Após estacionar o carro em um lugar qualquer e saírem do mesmo, os dois amigos dirigiram-se ao amontoado de pessoas que estavam perto da entrada da casa. Na porta, Zhang dava os cumprimentos e gritava algumas instruções e o que pretendia fazer; como era o começo da primavera, o frio ainda era bem-vindo, por isso decidiram que seria melhor montar uma grande fogueira. Park e Do decidiram ficar de fora da equipe que ia atrás da madeira, o que não era algo fácil, pois teriam que achar o tipo certo da tal; Chanyeol sabia exatamente qual era e seria de enorme ajuda se ele fosse, mas estava com preguiça. Então, os dois decidiram socializar-se, sendo recebidos com muitos gritos animados e tapas nas costas.

Uma hora depois, como era de se imaginar, a recepção de calouros bombava. O Sol ainda estava presente, mas começava a enfraquecer, deixando o clima mais gélido. Park tinha colocado sua jaqueta e segurava uma lata de cerveja em sua mão, enquanto dançava de forma meio desengonçada ao som de uma música eletrônica qualquer, junto com outras pessoas; apesar do frio, pequenas gotículas de suor escorriam pela testa e pescoço do maior; os batimentos cardíacos acelerados, o coração pulsando no ritmo da música. Veteranos e calouros se misturavam, e logo não era mais possível distinguir a hierarquia presente no começo da tarde.

Durante sua dança descontraída, Chanyeol sentiu, de repente, que estava sendo observado. Ele parou de dançar por uns instantes e rodou seus olhos pelo local; não teve que fazer muito esforço para encontrar os olhos que o encaravam. Um garoto alto, de cabelos loiros e com estilo roqueiro, o analisava de cima a baixo sem ao menos disfarçar. Yifan estava com o olhar semicerrado e mordia o lábio de forma provocativa; o corpo esbelto encostado no tronco de uma árvore não muito distante. Park sentiu um arrepio percorrer sua espinha, mas não sabia se era de excitação ou medo. Ele conhecia o loiro de vista, era um dos amigos de Yixing, mas fazia outro curso. Quando seu olhar encontrou-se com o de Chanyeol, ele esboçou um sorriso de canto e começou a ir de encontro ao moreno.

— Park Chanyeol, certo? — Perguntou confiante, quando chegou na frente do mais novo.

— Já sabe meu nome? Interessante — falou, colocando o peso do corpo em sua perna direita, e cruzando os braços.

— Estava te observando… Você está sozinho?

— Sim — respondeu simples, arqueando a sobrancelha esquerda.

— Então, podemos ir para um lugar mais privado? Queria te perguntar uma coisa.

Apesar de estar um pouco desconfiado, Chanyeol cedeu. Ele assentiu, deixando que Yifan o guiasse por entre as árvores, deixando sua lata de cerveja no capô de um carro aleatório. Pararam a alguns metros da festa, onde havia uma pequena clareira no meio de tantas copas; o moreno apoiou-se no tronco atrás de si, colocando as mãos dentro dos bolsos, tentando parecer despreocupado.

— O que queria me perguntar?

O loiro, que estava olhando em volta, voltou sua atenção para Park, esboçando um sorriso malicioso.

— Ah, isso… — aproximou-se do menor, encurralando-o entre seu corpo e a árvore. Chanyeol mantinha o olhar sob Yifan, analisando-o; sabia o que ele queria. — Queria perguntar como você consegue ter uma boquinha tão linda?

O moreno esboçou um sorriso convencido e agarrou a nuca do mais velho com a destra. Conseguia sentir a respiração ritmada e quente de Yifan, que o devorava com os olhos; um forte cheiro de perfume masculino exalava do mesmo.

— Então por que não vem ver de mais perto? — sussurrou, puxando o maior em sua direção e unindo seus lábios, iniciando um beijo rápido e intenso.

O loiro segurava o rosto de Park entre suas grandes mãos, enquanto sua língua enroscava e massageava a do mais novo, que era macia e quente. Chanyeol sentiu a mão esquerda de Yifan ir descendo pelo seu corpo, passando pela sua clavícula; tocando seu peitoral; alisando levemente seu abdômen e seguindo até seu membro. O moreno estremeceu, e com certo receio de ser indelicado, apenas pegou o pulso do loiro e direcionou a mão do mesmo de volta para seu pescoço, sem parar o beijo; mas poucos segundos depois, o maior tentou o mesmo movimento.

— Cara, não — falou encerrando o beijo, e se afastando de Yifan; sua fala saiu entrecortada, pela falta de fôlego.

— Não se preocupa, ninguém vai nos ver — ele falou com um tom de desespero, parecia não estar pensando muito bem.

Se aproximou novamente de Park, forçando sua boca contra a do menor. O coração de Chanyeol tinha o ritmo acelerado, e uma angústia começava a surgiu em seu peito, mas ele tentou encerrar sem problemas uma última vez.

— Minha preocupação não é essa, eu só não estou a fim — falou entre os beijos secos que o maior o dava.

— Tenho certeza que você vai gostar, Park.

Desistindo de ser educado, o garoto juntou suas forças e empurrou o loiro para longe. O maior o olhava de forma confusa - poderia até dizer que estava incrédulo -, enquanto o moreno tinha as pupilas e narinas dilatadas. Estava com raiva.

— Você não sabe o que é “não”? Eu não quero, sai de mim porra — ordenou, ajeitando sua jaqueta e começando a caminhar de volta para a festa.

Mas Chanyeol foi pego de surpresa quando Yifan correu até ele e o pegou pelo pulso, jogando o garoto contra a árvore mais próxima e colando seu corpo contra o dele novamente.

— Para de cu doce, vai ser rapidinho — rosnou, violando a boca de Park de forma rude.

O moreno tinha seu coração batendo tão rápido que jurava que estava conseguindo ouvi-lo, e seu corpo todo tremia. Aquilo era medo, angústia, nojo, desespero. Ele sentia seu estômago revirando, jurava que vomitaria a qualquer segundo; para ele, o aperto em seu peito era um sinal que estava tendo uma parada cardíaca; sentia, aos poucos, o ambiente ao seu redor, escurecendo, como se o dia, de repente, tivesse virado noite. Foi nesse momento que ele teve certeza que ia desmaiar.

Mas Yifan parou de beijá-lo subitamente - o que fez o rapaz sentir que sua alma tivesse voltado pro seu corpo, mas tudo a sua volta continuava escuro -, e levantou a cabeça para cima, olhando para o céu, com um olhar desconfiado.

— O que é isso? — Ouviu o mais velho perguntando, fazendo-o voltar para a realidade. Seguiu o olhar do loiro, e o que encontrou ali, fez sua alma ficar leve. Era como se a natureza estivesse falando com ele.

— Um eclipse solar — murmurou em voz alta para si, um sorriso relaxante surgiu em seus lábios. O sol estava quase completamente coberto, não havia mais nenhuma nuvem no céu; para Park, aquilo era umas das sete maravilhas do mundo. — Não sabia que ia ter hoje.

— Que baboseira — Yifan desdenhou, revirando os olhos. Sua face se voltou novamente para a de Chanyeol, que engoliu seco; ele não conseguiria aguentar tudo aquilo novamente. — Vamos voltar ao que interessa.

O moreno fechou seus olhos, segurando a respiração; tudo que ele conseguia pensar era que teria que partir para a violência - e era umas das coisas que ele mais odiava no mundo, mas não via saída. Mas antes que o loiro conseguisse colocar suas mãos no menor, Park ouviu um estrondo ensurdecedor, que acabou o assustando e fazendo-o abrir os olhos no exato momento em que um raio caiu na árvore ao seu lado.

Os dois homens deram um salto no mesmo instante, caindo com tudo no chão gramado. Os olhos arregalados; o coração na boca; os sentidos todos desorganizados; um zumbido era presente em seus ouvidos. Agora sim, Chanyeol tinha certeza que estava tendo um ataque cardíaco e que ia morrer. Foi tudo tão rápido que, enquanto estava ainda caído, o rapaz não percebeu que a árvore atingida, agora estava em chamas.

— Fogo! — Ele gritou, tentando se levantar o mais rápido possível.

— Que porra acabou de acontecer, Park? — Ouviu Yifan o perguntar, se afastando das chamas. 

O moreno apenas negou a cabeça, engolindo seco e observando a árvore se tornando cinzas de pouco em pouco; a fumaça entrava em suas narinas, enchendo seus pulmões com toxinas, seus olhos queimando pela quentura que emanava da árvore. Tiveram que tirar seus casacos e colocá-los sobre os rosto para conseguirem respirar. 

Estava tendo um eclipse, um raio surgiu do nada e agora uma árvore está pegando fogo, Chanyeol começava a pensar que o apocalipse havia finalmente chegado.

 — Temos que chamar alguém! Puta que pariu, essa fumaça vai me matar — Yifan tossiu e olhou rapidamente para Park, antes de se virar e começar a correr em direção a festa para avisar.

Quando o rapaz viu a silhueta do maior desaparecer entre as árvores, ele voltou sua atenção para o fogo; seus sentidos estavam começando a voltar e agora seu cérebro começava a trabalhar. Eles tinham que impedir o fogo mais rápido possível, já que o mesmo poderia se alastrar se batesse um vento. Precisavam ligar para os bombeiros urgentemente.

Chanyeol começou a andar para longe, pegando seu celular do bolso e o desbloqueando. O brilho intenso do aparelho quase o cegou, por isso, teve que semicerrar os olhos.

— Mas aqui pega sinal? — Perguntou em voz alta, enquanto olhava para seu celular.

Sentiu algo esbarrar em seu corpo, de forma abrupta - como se alguém correndo tivesse topado em seu ombro -, fazendo com que o garoto caísse mais uma vez no chão. Quando levantou o olhar, Park viu uma silhueta extremamente luminosa a sua frente. Parecia ser o rosto de um homem, mas sua pele reluzia de um jeito que ele nunca tinha visto antes; era como se uma lanterna estivesse apontada para o rosto do moreno; ele sentiu um arrepio o percorrer, uma sensação estranha o preenchia. O homem também estava caído no chão, pelo menos era o que parecia, já que não consegui ver o resto do corpo do mesmo. Aquilo era uma assombração? O coração de Chanyeol deu um pulo e ele engoliu seco. Ele apertou os olhos, tentando enxergar quem estava na sua frente, mas no mesmo momento, ouviu alguém o chamando.

— Park Chanyeol! — A voz de Kyungsoo se tornou presente, parecendo estar um pouco longe.

Ele virou instintivamente a cabeça em direção a voz do amigo, mas voltou rapidamente sua atenção para frente quando lembrou da silhueta. Entretanto, para sua surpresa e preocupação, a luz não estava mais lá.

— Mas o que…? — Ele virou a cabeça para todos ângulos possíveis, tentando achar algum resquício, mas não conseguiu achar nada. — Estou vendo coisas?

A cena tinha sido tão rápida, questão de segundos, que o rapaz agora estava duvidando. Seus olhos ficaram encarando o fogo por tanto tempo, que seu cérebro pode ter projetado a visão do mesmo para outro lugar; mas cor da luz era branca, não alaranjada como o fogo. Chanyeol sacudiu a cabeça, tentando se livrar dos pensamentos embolados e sem nexo; pegou seu celular que estava caído ao seu lado e se levantou.

— Chanyeol! — Ouviu a voz de Do novamente, ele parecia extremamente desesperado.

— Estou aqui! — Gritou de volta, começando a andar em direção a voz que tinha ouvido a segundos atrás.

Enquanto ia de encontro a seu amigo, percebeu a claridade voltando lentamente para o ambiente. Ele olhou para cima, vendo a escuridão se despedindo e o sol retomando ao seu trono, no mesmo ritmo que seus batimentos cardíacos voltavam ao normal. Conseguiu enxergar Kyungsoo um pouco mais a sua frente, ele vinha correndo em sua direção de um modo afobado.

— Você está bem? Não se machucou? — O menor perguntou, pegando os braços de Chanyeol e o analisando cuidadosamente.

— Eu estou bem — murmurou, acalmando o amigo. — Temos que chamar os bombeiros…

— Não se preocupe, eles já estão a caminho.

Do percebia que o rapaz não estava muito bem; seu olhar era perdido e não conseguia se manter em um só lugar, ele não parecia ter noção do que estava falando e fazendo. Não sabia o que tinha acontecido de fato com Park, mas sentia que algo estava errado.

— Vem, vamos embora — passou os braços pelas costas de Chanyeol, segurando em seu ombro e começando a caminhar junto com o maior para onde tinha estacionado o carro.

Não se despediram de ninguém, afinal, todos estavam muito dispersos com tudo o que ocorreu.

Quando estavam já na estrada, viram os bombeiros passando por eles; foi o suficiente para ambos ficarem mais calmos, seria uma preocupação a menos. Kyungsoo, que prestava atenção no caminho a sua frente, olhou de soslaio para o moreno; Chanyeol tinha sua cabeça virada, olhando a paisagem passando rapidamente por seus olhos.

— Park, você está realmente bem? Sabe que pode contar qualquer coisa para mim — ouviu o maior soltar um pequeno suspiro, seus ombros ficando tensos. 

Não sabia o que contar para Do; o primeiro acontecimento o deixava enjoado só de lembrar, já o segundo, nem saberia se o que tinha visto era real. Ele ajeitou a postura, virando o tronco em direção a seu amigo.

— Você acha que eu bebi demais? Ou existir a possibilidade de alguém ter colocado algo na minha bebida?

— Por que está dizendo isso? Fizeram algo com você?

— Sim, mas… Não é disso que estou falando.

— Como assim não é disso que você está falando?! — Exclamou indignado, aumentando o tom de voz e olhando assustado para o moreno. — Alguém te machucou?!

— Kyungsoo — Park o chamou, tentando falar; mas o mesmo apenas o ignorou.

— Isso é importante, Chanyeol! O que fizeram com você?

— Eu não quero falar sobre isso, por favor. Não era disso que eu pretendia conversar com você, já resolvi tudo com ele.

— Ele? Então é um homem? — Soltou um suspiro, balançando a cabeça negativamente. — Espera, foi o Yifan?

O corpo do rapaz respondeu na mesma hora ao ouvir o nome; um mal estar o invadiu e sua pressão abaixou, um sentimento agonizante o tomou conta. Do viu a expressão que o maior tinha feito, e isso confirmou suas suspeitas. Ele bateu uma de suas mãos no volante repentinamente de forma abrupta, fazendo com que Park pulasse do banco, assustado.

— Aquele filho da puta! Da próxima vez que eu ver ele, eu vou…

— Kyungsoo, nada se resolve com violência! — Ouvir o menor bufando, ele parecia extremamente irritado. 

— Então você não vai fazer nada? Vai deixar ele sair ileso?

— Eu… — suspirou, massageando as têmporas. — Vou ir na delegacia depois. Podemos trocar de assunto agora? Eu só quero esquecer disso…

— Tudo bem…  — assentiu, um pouco menos incomodado agora, já que o maior ia fazer algo a respeito. - Como a árvore pegou fogo?

— Ah isso, um raio a atingiu.

— O quê? Mas não tinha nenhuma nuvem.

— Exatamente. Era disso que eu estava querendo falar com você, foi tudo muito estranho.

— Tem certeza que foi um raio?

— Pode perguntar pro… — era difícil até falar o nome dele. — Yifan, se você quiser confirmar.

— Não, eu acredito em você, mas é muito bizarro. E ainda teve aquele eclipse do nada.

— Sim, eu… Aconteceu algo muito estranho, Soo.

— O que houve?

— Quando eu fiquei sozinho ali, perto da árvore, eu decidi tentar ligar pros bombeiros, mas enquanto mexia no celular, algo me derrubou, do nada.

— Algo te derrubou?

— Na verdade, acho que foi alguém.

— Você não tropeçou em algo?

— Não, eu senti um impacto no meu ombro, mas não havia nada ou ninguém por perto.

— Chanyeol?

— Calma, deixa eu terminar — suspirou, olhando para Do. — Quando eu caí no chão e olhei para frente, eu vi algo… Uma luz muito forte, mas parecia ter alguma silhueta por trás dela. Um rosto, eu não sei…

Olhou de relance para Kyungsoo, o mesmo parecia extremamente confuso, tentava imaginar o que o maior estava falando. Park não o culpava, nem ele mesmo conseguia entender propriamente.

— Foi algo muito rápido — Chanyeol continuou. — Ouvi você me chamando logo em seguida, então eu virei minha cabeça, mas quando eu voltei, a luz já tinha sumido.

— Ok, isso foi… Eu nem sei o que pensar. Acho que você só estava muito assustado e viu coisas.

— Faz algum sentido isso acontecer? 

— Talvez sim — ouviu o menor suspirando. — O que você quer que eu diga, Chanyeol? Eu não estava lá no momento.

— Eu sei, mas só quero ter certeza que eu não estou ficando insano — falou, derrotado. Encostou sua cabeça no banco, fechando os olhos.

Nem sabia o porquê de ter contado a Kyungsoo, ele, obviamente, não iria acreditar ou pensar do mesmo jeito que ele. Por mais que tivessem certos interesses em comum, eram pessoas diferentes.

— Apenas esqueça o que aconteceu hoje, ok? Não deve ter sido nada demais. Mas se algo assim acontecer novamente, acho que seria uma boa ideia ir num psicólogo.

— Você acha que eu sou louco?  — Olhou para seu amigo, incrédulo.

— Não é isso… Você passou por uma experiência traumática um pouco antes de você ver essa luz… Pessoa… Enfim, isso pode ser alguma consequência do trauma.

— Não foi traumática, e eu estou bem — respondeu emburrado, virando-se para a janela. — Eu vou dormir um pouco.

— Park, não fique bravo comigo, só estou preocupado com você.

— Não precisa se preocupar, eu sou bem grandinho já.

Chanyeol não queria magoar Kyungsoo, ou até mesmo falar daquele jeito rude com o menor. Ele sabia o quanto Do se importava com ele e só queria o seu melhor, mas o mais velho sempre teve um jeito muito prático de resolver os problemas; ele era racional demais. Conseguia entender esse lado de seu amigo, mas às vezes, só queria ter um ombro em que pudesse se encostar, sem ser julgado ou ter que responder dezenas de perguntas. Exausto, Park alcançou seu celular no bolso traseiro e colocou seu fone de ouvido. Stuck With Me logo começou a tocar, o moreno aumentou o volume ao máximo, fechando os olhos e relembrando da silhueta que tinha visualizado. 

Ele gostaria de ter conseguido enxergar melhor os traços da pessoa misteriosa, mas a luz exorbitante vindo do mesmo tinha quase o cegado; nunca tinha visto algo tão brilhoso e tão de perto. Não havia dúvidas que aquilo não era um animal ou um objeto, ele estava flutuando pelo ar. Se Kyungsoo não tivesse o chamado aquela hora, o que poderia ter acontecido? A “coisa” iria, simplesmente, sumir em frente aos seus olhos?

Desistiu. Pensar naquilo estava o dando dor de cabeça, e não sabia o porquê de estar tão encabulado com aquilo, não tinha nem certeza se foi real. O medo de que Do estivesse certo o invadiu; teria sido, realmente, algumas consequência de seu “trauma”?

Se remexeu desconfortavelmente no banco de couro preto, e apertou os olhos, querendo que sua mente ficasse totalmente em branco. Tentou se concentrar somente no som familiar da melodia que soava em seus ouvidos, e após algum tempo batalhando, finalmente conseguiu adormecer.


 

������


 

 Do Kyungsoo deixou Chanyeol em frente ao seu apartamento algumas horas depois. Park acordou sem muito esforço, mas estava totalmente sonolento - efeito, provavelmente, da bebida. Seu rosto estava um pouco amassado e seus olhos inchados e embaçados. Ele agradeceu ao menor pela corona e desceu de forma meio desequilibrada do carro, por conta dos sentidos desorganizados. Sabia que Do queria conversar, mas ele só queria ir para a sua cama e dormir, tinham sido emoções demais para apenas um dia.

Sonolento, o mais novo deu passos lentos até adentrar o seu prédio e pegar o elevador. Ele bocejou no mesmo instante que a porta do mesmo se abriu, saindo rapidamente dali. Quando adentrou seu apartamento, acendeu a luz e ele olhou em volta, tudo parecia normal e extremamente entediante. Levou sua mão ao rosto, dando leves tapas sobre a mesma, tentando se tornar menos sonolento.

— Um banho vai me ajudar — falou para si mesmo em voz alta, se direcionando ao seu quarto.

Depois de um longo banho quente, o moreno sentia-se mais relaxado e leve. Ele estava olhando para sua estante de livros, a toalha úmida envolta de seus ombros. Por mais que ele não quisesse pensar em mais nada, ainda estava curioso com algumas coisas que tinham acontecido no dia, especificamente os fenômenos naturais. Queria saber se havia, de fato, um eclipse marcado para aquele dia, e se um raio poderia surgir do nada.

Recolheu alguns livros que falavam sobre o assunto, juntamente com seu notebook que estava sob a cama, segurando-os em seus braços e indo em direção a sala. Chanyeol gostava de “estudar” ali, pois conseguia abrir a porta de vidro de sua varanda e deixar a brisa fresca entrar; além de que era ali que seu telescópio ficava, então ele podia ver os astros quando quisesse.

Park foi caminhando até a sala com total concentração, com certo medo de seus livros e notebook caírem, por isso, dava passos pequenos e desacelerados. Ele não era um tipo de pessoa que tinha equilíbrio, era totalmente desastrado. Quando estava, finalmente, chegando da grande mesa de madeira que ficava exatamente no centro da sala, o moreno lembrou-se se abrir as portas de vidro, e por isso se virou prontamente em direção a mesma. Mas, para a sua surpresa, havia uma pessoa em sua varanda. O coração de Chanyeol errou uma batida, e um grito agudo soou de sua garganta; os objetos que ele segurava foram para o chão, causando um barulho estrondoso. Tropeçando no próprio pé, ele caiu de costas no chão, enquanto estendia seus braços em frente ao rosto, no intuito de se proteger.

— Não me mate, por favor!

 


Notas Finais


Eeee chegamos ao fim!! E ai, o que acharam? Teorias??
Juro que tentei ao máximo explicar a parte nórdica da história, tomara que ninguém tenha ficado confuso kskssk
Até a próxima!

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