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História Faces Of Darkness - Capítulo 1


Escrita por: Miss_BlueStar

Notas do Autor


Estou tão ansiosa para começar uma nova história. Espero que Faces of Darkness conquiste cada coração romântico e faminto por uma nova aventura quanto o meu...

Capítulo 1 - Capítulo I


Fanfic / Fanfiction Faces Of Darkness - Capítulo 1 - Capítulo I





Heather Mitchell

And

Anthony Cheaster.


{...} Mas você foi com toda certeza a maior destruição que alguém poderia almejar ter... 



~~~~~ • ~~~~~





8:05 hrs.

Heather Mitchell.


Heather sentiu a picada da agulha atravessar a fina pele do braço esquerdo, e logo o desconforto ao sentir o líquido percorrer seu sangue.

Hoje a enfermeira Laura teve que substituir os comprimidos pela injeção já que a mesma havia dito a ela que não conseguiria engolir nada que fosse. O quarto continuava o mesmo branco que sempre via, a única diferença que pudia notar era os lençóis trocados da cama -antes brancos- agora com um azul claro que só destacava o ar morbido não só dali como de todo o prédio da MarieThompson rehabilitation institute. 

Ela basicamente não fazia nada o dia inteiro além de encontrar um bom lugar com sombra e ler um livro ou arriscar de vez em quando pintar alguma imagem que lhe interessava. Céus nublados era com toda certeza seus desenhos favoritos. Não porque não tinha outras coisas para se fazer, mas se recusava a participar das rodas de histórias e toda aquela baboseira de fazer algo com pessoas que se quer sabia o nome, ou que lembraria sequer o nome quando saísse de lá. 

O dia estava quente, diferente da noite gelada de ontem, talvez por isso se sentia tão incomodada com a subida mudança de clima, amava dias frios, mas sabia que era apenas a ansiedade de saber que dali a algumas horas ela finalmente sairia daquele inferno de lugar.

- Pronto senhorita Mitchell. Como se sente está manhã?

Resmungou baixinho ao sentir a estrutura fina e pontiaguda deixando sua pele clara, odiava agulhas e coisas parecidas.

- Como todos os outros dias...Como se fosse um cadáver ambulante.

A enfermeira de um coque avermelhado soltou uma pequena risada ao ouvi-la.

- Deveria estar mais feliz, afinal hoje sai a sua alta. Tem sorte de não ter precisado passar tanto tempo aqui, algumas pessoas sequer podem imaginar sair daqui no mínimo antes de 1 ano. 

Ela virou-se até a pequena mesa que ficava no canto do quarto abrindo a única gaveta do cômodo e pegou a barrinha escondida de chocolate. 

Droga.

- Sério? Carl de novo?

Correu até a mesma com o vestido ridículo que se assemelhava a de hospitais e tomou o doce de sua mão antes que jogasse fora.

- Ah, qual é? Faz meses que não como uma desde a última que ele me deu.

A enfermeira suspirou contrariada.

- Você sabe que é estritamente proíbido enfermeiros darem qualquer coisa aos pacientes, se a enfermeira Helena te pega e capaz de te deixar aqui mais dois meses e ainda fazer ele ser demitido.

Bufou.

- Aquela mulher me odeia. Não sei que mal tem em um pedaço de chocolate. Não é como se tivesse drogas nelas.

Abriu o mesmo e deu uma grande mordida se sentando novamente na cama vendo a enfermeira/quase amiga suspirar cansada.

- Você também não colabora muito. Acha mesmo que ela não sabe que foi você que colocou aquela barata no almoço dela quando chegou?

Sorriu de lado com sua melhor cara de inocente e se pos de costas na cama velha do local. 

- Eu juro que não fui eu, por que ninguém acredita em mim?

Revirou os olhos terminando de comer o doce e jogou a embalagem debaixo do colchão.

- Bom tanto faz. Eu já vou indo, termine de se arrumar e desça para tomar café com os outros. Seu pai deve chegar antes das sete como de costume.

Dizendo isso pegou a bandeja que trouxe com o remédio e agulha e saiu pela porta lhe deixando sozinha, como sempre com seus pensamentos.

Suspirou ao pensar no seu pai.

A relação era complicada de se explicar, o senhor James Mitchell era um homem difícil e amargurado pelo tempo e ela era uma pessoa cabeça dura. Desde a morte da mãe sua relação que já não era afetiva se transformou em pedra rapidamente. Nunca houve amor da parte dele, as vezes chegava a pensar que ele lhe odiava ou que simplesmente a figura da mulher morta que ele amou era perturbadora demais na sua filha.S

Sarah Winter foi a pessoa mais encantadora que conheceu. Amava tudo e todos, era inteligente, corajosa e sabia ter o abraço mais carinhoso do mundo. Ela foi a única pessoa que ela soube amar de verdade, mas mais que isso, foi a única pessoa que soube lhe amar de verdade.

Sentia tanto sua falta.

Sua morte foi um choque para todos. Mas também um mistério até hoje. Os polícias disseram que foi uma tentativa de assalto, mas encontraram todas as suas jóias e dinheiro intactos dentro da sua bolsa no carro horas depois. Na época com nove anos se conformou com a história relatada friamente pelo pai, mas hoje quando para para pensar vê as falhas cometidas no seu caso. Nunca encontraram os culpados e talvez por isso o senhor James fosse tão amargurado pela vida.

Claro que isso influenciou muito em si. Quando uma criança não tem a quem se escorar nos momentos difíceis ela guarda tudo dentro de si. Ela tinha a sua própria bolha de sentimentos e não sabia como lidar e isso se refletiu consequentemente no futuro.

As vezes pensava que não teve a oportunidade de viver seu luto como deveria, a raiva e tristeza a domaram e acabou se tornando uma pessoa que não se orgulhava.

Quando completou dezoito anos as noites eram regadas de muito álcool e baladas pelas ruas de londres junto com as pessoas que acreditava serem seus amigos. Nunca chegou perto de drogas ou algo do tipo, não porque não teve acesso mas por que isso já era demais pra si. Só gostava do barulho das caixas de som abafando os incômodos pensamentos e do álcool acelerando o coração.

Mas o maldito acidente teve que acontecer...

Suspirou mais uma vez antes de pegar uma muda de roupa no pequeno armário marrom e foi tomar um banho antes de encarar toda aquela gente mais uma vez.

                         ***********

O dia se arrastou lentamente naquela manhã, nada lhe prendia a atenção por muito tempo, não via a hora de poder sair daquele lugar e respirar novamente, não aquele cheiro de remédio e monotonia que a fazia ter dores de cabeça. Sabia que seu pai já devia ter chegado, a enfermeira Laura já havia lhe ajudado a arrumar as coisas e guardado alguns remédios na bolsa por precaução.

Achou que ela seria a única coisa que eu sentiria falta dali, ela foi a única pessoa que conseguiu dar mais de duas palavras por ali, além de sempre a acobertar quando precisava. Podia não dizer, mas a agradecia por toda ajuda.

- Vamos?

Respirou fundo dando uma última olhada pro lugar que passou por oito meses antes de pegar a mala e sair sem olhar para trás.

Os corredores pareciam mais escuros naquele hora do dia, algumas portas de outros pacientes estavam abertas revelando seus donos descansando ou lendo uma coisa, era sempre assim. Algumas enfermeiras passavam com remédios, cobertores ou simplesmente fazendo sua ronda.

Alguns corredores depois chegaram a sala do diretor Paul. Sentiu as mãos suarem e o coração acelerar. 

Estava pronta para um novo recomeço.

Laura deu trás toques na porta antes de ouvirem um "entre" abafado, a enfermeira deu um sorriso tranquilo para a jovem antes de abrir a porta e entrar primeiro.

- Com licença senhor Adams, a senhorita Mitchell já está pronta.

Ouviu um arrastar de cadeira e um pedido para que entrasse e assim o fez.

Procurou o pai no recinto e ele não estava lá. 

Será que tinha se esquecido? 

-Boa noite noite senhorita Mitchell, como se sente hoje?

Torceu os dedos nervosa de repente. 

-Muito bem.

Ele deu um sorriso simpático. Seus óculos o davam um ar mais sábio que parecia junto a aquelas roupas formais brancas. 

-Meu pai ainda não chegou? 

O senhor trocou um rápido olhar com a enfermeira ao lado e voltou-se rapidamente a ela.

- Infelizmente seu pai ligou à alguns minutos informando que não poderia vir buscá-la pessoalmente...

Ele pigarreou antes de retirar os óculos que insistiam em escorregar pelo seu nariz redondo e caminhou até frente da sua mesa continuando.

Havia alguns livros espalhados na mesma. Alguns títulos lhe pareciam familiar. Uma xícara com seu nome e um quadro com uma foto - que imaginava por alguma razão serem sua família devido a semelhança das crianças e a loira ao lado - compunham a bagunça do móvel.

O lugar parecia uma mini biblioteca na verdade.

Engoliu a seco antes de voltar a atenção ao senhor.

- Mas ele disse que mandou alguém de sua confiança para vir buscá-la já que como a senhorita é de maior pode assinar sua alta como responsável.

Soltou uma risada desacreditada.

Como sempre James Mitchell estava ocupada para sua filha.

Ainda se surpreendia por que mesmo?

- Que seja. Onde eu tenho que assinar?

Laura lhe repreendeu com o olhar antes de pegar os papéis que o senhor lhe estendia e pediu que assinasse o ponto marcado com o x.

Heather Ella Mitchell. 23 anos. Cidadã Londrina. Altura, peso, diagnóstico. Todas as suas informações estavam ali.

Se sentia como uma prisioneira em liberdade.

- Muito bem, muito bem. A senhorita está oficialmente de alta, algumas coisas tenho que tratar pessoalmente com seu pai, nada muito importante não se preocupe. Mas lembre-se que qualquer recaída pode nos preocurar. 

Assentiu com a cabeça fazendo uma careta. Se dependesse dela nunca mais pisava os pés naquele lugar de novo.

Na verdade estava ali contra sua vontade. Deixou isso bem claro quando seu pai ameaçou a expulsar de casa casa se opusesse. Seriam apenas 3 meses ele disse.

Por algum motivo haviam se transformado em 8 até ali.

Antes que alguém pudesse dizer algo uma batida suave soou na porta e Laura se apressou para abrir.

Se voltou ao senhor de cabelos grisalhos outra vez.

- E onde está a pessoa que meu querido pai mandou me buscar?

Nem precisou que ele respondesse pois uma voz rouca e um sotaque britânico forte que fez os pelos do seu corpo se arrepiarem o respondeu em seu lugar e acho que nunca seria capaz de esquecer aquela voz no futuro. 



- Estou aqui. 


Notas Finais


Até mais senhores e senhoritas!!!


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