1. Spirit Fanfics >
  2. Faces Of Darkness >
  3. Capítulo II

História Faces Of Darkness - Capítulo 2


Escrita por: Miss_BlueStar

Notas do Autor


Demorou mais saiu o segundo capítulo de Faces of darkness... Espero que gostem. Perdão por algum erro, logo serão corrigidos .Vejo vcs nas notas finais.

Capítulo 2 - Capítulo II


Fanfic / Fanfiction Faces Of Darkness - Capítulo 2 - Capítulo II



Eu não quero estar no estado de espírito certo

Eu só quero ver o seu demônio e destrui-ló com o meu

Esses olhos podem mostrar o que você pode se tornar...

Numb - (Aiona)


~~~~~•~~~~~


Olhos azuis...

Uma tarde ensolarada, um céu tão azul quando às águas do lago. Isso foi tudo que ela pode reparar naquela fração de segundos em que seus olhares se chocaram.

Não que nunca tivesse visto outros homens em sua vida - isso seria uma grande piada se tratando de si - ou que não houvessem na clínica figuras masculinas atraentes, Robert o enfermeiro da ala 2 era um bom exemplo mas...

Por Deus, quem era aquele homem afinal?

Aquele era com toda certeza um pecado em forma de homem.

E não. Não estava exagerando.

O desconhecido a encarava com tamanha intensidade naquele momento que se sentiu nua diante dele. Sentia sua pele um pouco mais quente, e sua respiração parecia sair com um pouco mais de dificuldade.

Ele estava a alguns centímetros de distância dela, mas podia perfeitamente descrever o cheiro do perfume que usava, uma mistura amadeirada com um toque de algo que lembrava uísque. Cabelos castanhos -ou dourados não tinha certeza- perfeitamente alinhados para trás e se chegasse um pouco mais perto, poderia apostar que havia umas pintinhas que se constratavam com a pele oliva. A camisa de polo branca dobrada até o cotovelo e calças sociais lhe davam um ar mais importante do que parecia.

Manteram o olhar por mais alguns segundos antes do mesmo desviar sua atenção até o diretor da clínica e seus lábios se curvarem em um discreto sorriso.

Seja lá quem fosse aquele homem deveria ficar bem longe daqueles olhos...

O mais velho no recinto se adiantou para alcançar a mão do estranho.

- Muito prazer! Eu sou Paul Adams, diretor da clínica. 

O estranho assentiu com a cabeça em um leve movimento, a qual se não estivessem prestando bem a atenção na sua presença duvido que teriam notado. Ao lado de Heather, a enfermeira suspirou e a garota se perguntou se por sua cabeça se passava o mesmo que a dela. 

- Anthony Cheaster. James me pediu que buscasse sua filha em seu lugar já que ele estava meio... ocupado.

Heather franziu o cenho. Aquilo foi sarcasmo em sua fala ou foi impressão sua?

- Ah sim, fomos informados de última hora mas como já assinamos a alta, creio que esteja tudo em perfeita ordem. A não ser que desejem me fazer companhia...

Se virou para a sua agora ex paciente.

A mesma franziu mais o cenho cruzando os finos braços.

- Não muito obrigada, quem sabe em outro momento...ou nunca.- deu de ombros.

Dessa vez nem que estivesse amarrada pensou.

O senhor riu achando graça do modo incômodo que a fala da garota soou. Sabia muito bem que ninguém ali vinha de boa vontade, ou que seus objetivos eram se sentir em umas "férias de verão", mas não podia negar que tinha pegado certo apreço com a jovem. Era uma boa e inocente menina apesar de tudo.

- Imagino que sim. 

O estranho se voltou novamente a Heather, parecia de algum modo que não se importava com as figuras presentes ali e só queria sair o mais rápido possível daquele lugar. Mas não podia negar que algo sim chamou sua atenção.

- Senhorita.

Era hora de ir. 

Tinha esperado tanto tempo. Então por que aquele receio estava a incomodando? 

A verdade e que não sabia como era viver cautelosamente sozinha, ali havia pessoas que cuidavam dela e sabia que poderiam a ajudar caso sentisse vontade de... 

Respirou fundo. Chega de besteiras Heather.

- Vamos.

A despedida foi um apenas aceno ao diretor que a devolveu com um singelo sorriso, já a enfermeira não deixou que o marejar de seus olhos passasse despercebido. Era como soltar um pássaro depois de cuidar de uma asa quebrada. 

Sussurrou um leve obrigada aos dois e pegou sua mala de mão que trouxe consigo saindo pela porta que o homem segurava.

Ficou parada alguns segundos na porta do prédio olhando as luzes que iluminavam as ruas a noite, logo ouvindo os passos atrás de si. Mas o homem passou direto para um carro estacionado na frente dali, antes pegando sua mala e colocando no porta malas e logo após abrindo a porta de passageiro para a mulher. 

- Como disse que se chamava? - perguntou parando em frente ao homem que agora mais de perto pode notar o azul que tanto tinha gostado.

Não houve resposta. O homem apenas a encarou como se preocurasse algo em seu rosto.

- Quero dizer, como posso saber que não é um sequestrador psicopata me levando para um lugar qualquer?  - sorriu.

O homem bufou se encaminhando para o outro lado do carro.

- Tem duas maneiras de descobrir isso. Entrando no carro ou ficando aí a noite toda. - entrou no carro o ligando.  

A mulher revirou os olhos entrando logo após. Todo o encanto já havia passado.

Suspirou olhando uma última vez para o lugar que tinha passado os últimos meses.  Não houve qualquer conversa depois daquilo, a mente dos dois ocupadas com pensamentos, que por mais que não soubessem se cruzariam num futuro próximo.

Seria uma longa viajem.

(...)

Ao chegar na grande residência branca Heather já sentia a ansiedade a consumir. A viajem com Anthony não poderia ter sido mais silenciosa possível. O cara nem sequer a olhou uma vez mais depois que deu partida no carro. O achava tão arrogante naquele ponto que poderia ter o jogado para fora do carro se pudesse.

Talvez fosse melhor assim. Sem perguntas ou respostas. Não gostaria de responder perguntas a um estranho e ainda mais sobre algo delicado então achou melhor não se limitar a nada do que só olhar o caminho pela janela do sedan preto.  A noite estava linda era tudo que importava. Quando criança adorava olhar as estrelas e nomea-las no jardim . Era como um passa tempo para os gritos que vinham de casa. Aquilo vinha acontecendo com frequência naquela semana. 

Sua mãe dizia que estava tudo bem e que adultos brigavam de vez em quando, mas que o amor era capaz de manter uma família como eles juntos para sempre. Sua mãe nunca esteve tão errada.

Com o tempo aquilo ficou insuportável. Sua mãe do vivia de cabeça baixa o tempo todo e seu pai se afundava cada vez mais no trabalho e nem pareciam mais uma família e sim estranhos convivendo e ninguém ali parecia ver o quanto a pequena Heather crescia e começava entender que assim como adultos brigavam, eles também mentiam...

Em pensamentos confissões Heather nem se deu conta que já haviam chegado na sua casa. Anthony parecia dar uma pequena privacidade aos seus pensamentos se mantendo nos seus.  

 foi a primeira a sair do carro.  

Anthony ficou para pegar a mala enquanto ela já caminhava até a porta da casa onde sabia que havia uma chave embaixo do tapete, mas antes que pudesse o fazer a porta se abriu.

Uma senhora de cabelos cinza com um vestido da mesma cor a encarou de olhos arregalados.

- Senhorita Heather? - perguntou cautelosa.

- Sim. - respondeu ainda confusa sobre a presença da mulher.

- Me desculpe. Eu sou Annie, cuido da casa nos finais de semana. O senhor Mitchell me avisou da sua chegada. Seja bem vinda senhorita.

A senhora de parecia cansada ofereceu um sorriso humilde a mulher de cabelos castanhos e notando a presença do homem ao lado da mesma estendeu um pouco o gesto. Deviam se conhecer pensou. Não devia ter mais que 50 deduziu, por que apesar da parecia se via que era uma mulher muito linda que o tempo  estava se certificando de cuidar.

- Pode me chamar de Heather. 

A senhora assentiu.

Olhando mais uma vez para o homem que carregava sua mala - que em nenhum momento deixou de encara-la como se a achasse algo- respirou fraco uma vez para levar seus pés a passar pela porta de madeira branca e adentrar o que um dia foi seu 'lar'.

Tudo se mantinha como se lembrava, apenas alguns móveis mais caros enfeitavam a sala de cor cinza. A lareira continuava no mesmo lugar, mas agora pela primeira vez em muito tempo a via crepitar com um fogo. Suas fotos e de sua mãe continuavam repousadas em cima da mesma. O sofá de couro preto. As enormes cortinas brancas. O quadro que sua mãe havia pintado dela antes de morrer. Tudo igual.

Não pode evitar um marejar repentino. Sentia tanta fala dela que doía ainda. 

- Deixa que eu levo isto até o quarto da senhorita.

A senhora sumiu escadas acima com seus pentences deixando Anthony e Heather sozinhos.

- Continua tudo igual. 

Heather caminhou alguns passos até a lareira e pegou uma foto de sua mãe. Se lembrava daquele dia. Flores e risos. Um pique-nique. 

- Mas é como se tudo estivesse no lugar errado ao mesmo tempo. - suspirou devolvendo a foto no lugar.

Se virou para o homem que continuava calado. Isso a estava irritando tanto. Queria ouvir a voz de sotaque forte que ouviu na clínica e não só sua voz como se falasse com o vento.

O homem franziu o cenho como se pensasse em algo e caminhou até a frente da castanha analisando o rosto da mesma. Sentiu o toque quase invisível das costas da mão de Anthony em sua bochecha e ficou surpresa pelo gesto repentino. 

-  Talvez sinta que seja você quem está no lugar errado. 

Logo como veio se foi o toque quente e Heather engoliu a seco com a sensação que sentiu logo depois. Mas o olhar ainda estava lá, sentia vontade de perguntar o que tanto preocurava em seus olhos que pareciam prende- lá no azul dele mas não foi capaz.

- Quem é você Anthony? - só notou o fraco de sua voz quando o homem apertou o maxilar e se afastou dela como uma presa foge do seu predador.

Antes que alguém falasse algo a mais, a porta da frente se abriu mais uma vez.  

E pela segunda vez naquela noite Heather se surpreendeu naquela noite, mas poderia com toda certeza dizer que daquela vez o sentimento que a apossou não era nada agradável.

James Mitchell adentrou a residência sem notar a presença de Heather e Anthony, e ao seu lado uma elegante mulher loira o acompanhava  de forma que deixava claro o quão íntimos eram.

Não acredito!







 




Notas Finais


Já termina pegando fogo por que aqui é assim hein kkkk quais são suas impressões até aqui dos personagens? Da pra imaginar que o relacionamento de Anthony e Heather será complicada no começo e vcs vão entender mais a frente o por que. Não deixem de comentar por que assim eu tenho uma noção do que pensam e como devo agir no futuro. Não pretendo demorar muito para postar o próximo capítulo então fiquem ligados. Bjos e até mais loves❤️


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...