História Faded - Capítulo 1


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Categorias Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Natasha Romanoff, Steve Rogers
Tags Romanogers, Stasha
Visualizações 166
Palavras 2.002
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente! Eu não sou uma expert em Marvel, mas sim, sou uma Romanogers com certeza! Espero que vcs curtam essa short fic. Desculpe minha falta de jeito..

Capítulo 1 - Capítulo Um - Reencontro


Ele estava vivendo nesses últimos dois anos, escondido em uma floresta bucólica. Em plenos Alpes Suiços.  Apesar que durante sua fuga, juntou-se a ele e Bucky, Sam Wilson e Wanda Maximoff. Os outros dois companheiros daquela luta que houve em pleno aeroporto em terras alemãs, preferiram o regime de prisão em domicílio. Ambos tinham muito mais a perder. Haviam suas famílias que poderiam sofrer por suas consequências. 

Nesse tempo, Steve levou seu velho amigo Bucky para Wakanda, onde poderia ser tratado e sua mente limpa dos comandos infligidos pela HYDRA. Ele estava cansado e precisava disso. Com a permissão e ajuda do rei TChalla, Bucky pode receber esse alívio, nas mãos de Shuri e sua tecnologia. Sendo posto em hibernação criogênica. O Soldado Invernal saíra de cena, até que alguma luta viesse até ele.

E Steve, Wanda e Sam formavam o trio, que combatiam na clandestinidade, os horrores impostos por pequenas organizações criminosas e claro, bases da HYDRA, espalhados  pelo mundo, desmantelando o que podiam ao seu alcance.

Até que um dia ele lembrou-se dela. A ex-espiã russa, que no começo estava ao lado de Tony, mas que acabou o ajudando em sua partida no Quinjet, no aeroporto.  Ele sabia que Natasha era esperta, e usaria um dos seus muitos disfarces para escapar, caso fosse necessário. E se possível, e quisesse, chegar até ele.

E foi o que realmente havia sucedido. Em comum acordo, Steve, Sam e Wanda, decidiram se separar, mas sem perder contato. Foi quando Steve mencionou essa cabana nos Alpes Suiços, uma das Casas usadas pela SHIELD como esconderijo, para se estabelecer. Usariam um código de identificação, quando algum deles se aproximassem.

E ele já estava vivendo ali há meses. Mudando seu visual, Steve deixou o cabelo crescer, e cultivava uma barba bem aparada. Como estava vivendo sozinho, não havia necessidade de muitas visitas a pequena vila que ficava a uma hora de caminhada. O que comprava era necessário para ele por vários dias.

Até o dia em que estava distraidamente preparando seu café e ouviu um barulho vindo da frente da casa. Furtivamente, ele pegou sua arma e olhou pela janela. Aparentemente não havia nada. Porém, desconfiado, e os anos de convívio com uma até então espiã, o fizeram sair e olhar em volta.  Apenas uma coruja o encarava com seus grandes olhos, numa copa da árvore. Ele voltou-se para dentro, trancando com os trincos, até se virar e ficar retido e chocado com a cena que viu.

-- Oi, soldado.. Preparei uma xícara de café para você também. – Natasha o encarava, com um meio sorriso, segurando uma xícara de café fumegante.

-- Nat... – Steve conseguiu recuperar a voz, e foi até ela. A russa deixou a xícara sobre a mesa de centro e foi também em seu encontro. Os dois se abraçaram fortemente. Ficaram assim, por alguns minutos, até Natasha correr gentilmente com a palma da mão, pelas costas do loiro. Ele afrouxou o abraço lentamente e a olhou expectativo.

-- Você mudou o visual – ele apontou para o seu cabelo, que agora estavam loiros.

-- E você também não ficou atrás – ela disse, olhando para sua barba – E sabe que até que eu gostei? Deixou você mais viril.. – ela não pode deixar de rir, ao ver Steve corando com o elogio. Ele sentia saudades de suas brincadeiras maliciosas.

-- Então quer dizer que você não me achava antes? – Agora quem corava era ela. – Onde o Capitão aprendeu a falar assim? – ela disse querendo fugir um pouco do constrangimento.

-- Bem... As circunstâncias nos ensina. Ok, venha, vamos beber nosso café antes que esfrie e você pode ir me contando o que houve com você nesses últimos anos.

Ela o seguiu para a sala. Natasha sentou em frente a Steve, e realmente eles conversaram. Ela veio para ficar com ele. E Steve que se sentia sozinho, apreciaria e muito a companhia de sua amiga.

 

 

 

Assim, várias semanas se passaram, onde os dois ex-agentes da SHIELD começaram a morar juntos nos Alpes Suiços, como uma equipe, é claro.

Steve levou Natasha no dia seguinte a sua chegada, para que comprasse itens pessoais para usar, e ele precisou abastecer mais os armários com mantimentos. Era Primavera, então não estava aquele frio congelante, de dia fazendo uma temperatura agradável. Natasha ajudou Steve a controlar suas crises de pânico. Sim. Ele desenvolveu. A solidão anteriormente ajudou nesse processo.

Nos dias, tardes e noites que passaram, Steve já estava ciente de quem era Natasha Romanoff para ele. Ela era clara, precisa, e se ele confiava nela antes, agora ele fazia isso com os olhos fechados. Na verdade, ele estava muito grato no momento com sua companhia. A sua presença era o cabo para aterrar os seus medos.

Sim, era ela.

Porque apesar de ter seus amigos ao seu lado, que o apoiavam constantemente, sem Natasha ele se sentia de alguma forma vazio.  A agora loira, sempre foi o seu pilar, alguém capaz de aguentar quando ninguém podia com ele. Ela tinha a capacidade de fazer Steve reconsiderar em várias decisões, fez-lhe duvidar, pensar, ver e analisar as coisas de outra forma e perspectiva. Ele aprendeu isso com ela, além de ser quase um “agente” infiltrado, ou melhor, um fugitivo da Justiça, porque essa era sua realidade agora. E ele teve que aprender a conviver com isso.

Eram quase duas da manhã e nenhum deles conseguia dormir. Steve estava do seu lado da cama, tentando descansar e Natasha estava lendo um livro de Agatha Christie.

Estranhamente naquele dia, Steve estava de mau humor. Natasha percebeu isso e não quis incomodar o parceiro. Sim, eles dividiam o mesmo espaço na cama. Steve quase surtou, quando percebeu essa possibilidade em estar assim tão próximo de uma mulher. Foi o máximo que conseguiu ir longe, além de três beijos tão rápidos, que juntos não dariam nem um minuto. E claro, que a mulher em questão tinha que ser Natasha, a mulher que mexera com seu coração, depois de Peggy Carter.

Natasha percebeu essa inquietação. Mas também tinha dúvida sobre o que o loiro estava pensando. De qualquer forma, mesmo que ela seja teimosa, ela não iria força-lo a falar se ele não quisesse.

De repente, Steve sentiu que a loira deixara aquele livro na mesa de cabeceira e, de passagem, apagou a luz para acomodar-se ao sono. Cobriu-se com as colchas e foi tentando relaxar aos poucos.

Silêncio.

E o problema agora era que ele queria conversar. Mas sendo tão tarde, seria relevante? Ele também não queria incomodá-la. Isso poderia esperar? Não quando sabemos que a teimosia de Steve ganharia. E claro, Natasha percebeu.

-- O que há de errado? Você não consegue dormir? – Ele finalmente ouviu a sua voz. Ele ficou em silêncio por alguns minutos, como se tentasse dizer a ela que estava dormindo, mas Natasha insistiu – Steve? – ela voltou a ligar a luz.

O loiro se virou para vê-la, encontrando aquelas orbes verdes como esmeraldas, que adorava contemplar todos os dias. Natasha podia ver a preocupação no olhar de Steve, um pouco nervoso, um pouco de medo. E ela queria saber o que estava acontecendo em sua mente e ser capaz de ajudá-lo.

-- Desculpe, eu não quis dizer...

-- Diga-me, Rogers – pela primeira vez, ela insistiu – Percebi que você está estranho há semanas. Desde aquela época que você deu uma crise de pânico no caminho para a vila... Você me deixou preocupada.

-- Não é nada... Só preocupações que não deveriam interferir – explicou o loiro.

-- Confie em mim.. Você pode me dizer o que são essas “preocupações”.. Porém, não vou forçá-lo se você não quiser dizer. – ela respondeu com um encolher de ombros. Steve fechou os olhos, soltando um suspiro e finalmente começou a falar.

-- A verdade, é que existem várias coisas. Principalmente porque... – Ele umedeceu os lábios, e continuou – esta vida é estranha para mim...

-- Vivendo nas sombras – Ela disse. Steve às vezes, pensava que ela lia a sua mente com algum dispositivo – Não é tão difícil quando você se acostuma com isso... às vezes é a sua vida e você tem que aceitar simplesmente.

-- Assim como a sua vida....

Natasha até o momento, conversava de olhos fechados. Mas ao ouvir aquele comentário, ela abriu os olhos. Pode ter soado forte, talvez, mas ela sabia que não era a intenção de Steve fazê-la se sentir mal, afinal ele estava certo. A vida dela foi baseada em esconder, fugas, disfarces, ter múltiplas identidades e acima de tudo: mentir.

 

-- Sim, você está certo. – Ela fechou os olhos com calma para abri-los novamente e encontrar seu olhar – Toda a minha vida foi assim... – Ela suspirou – Mas você sabe... Você deve tomar esta pequena oportunidade de viver em paz.... O mundo nunca está a salvo das coisas, então, por enquanto, aproveite o tempo perdido.

-- Você sabe bem que o cara que queria uma vida tranquila depois da guerra, uma família, afundou no gelo há mais de setenta anos, Nat. Eu não conheço outra vida além desta – O soldado respondeu com um tom cansado. Natasha sentiu como se ele estivesse repreendendo-a por algo ruim que ela disse, -- Me desculpe, eu não queria te responder assim – Ela levou as duas mãos sobre o rosto de Steve. Ele tinha muita pressão em sua mente.

-- Não se preocupe. Eu te entendo. Eu sei o que é estar calma e deixar o tempo passar como se não fosse nada, parece estranho – disse ela.

-- Por que você veio, Nat? Você poderia... ter ficado na Rússia, como mencionou em uma das nossas conversas. Talvez teria encontrado por pouco tempo uma vida tranquila, sem se esconder de todos... por quê?

Ela piscou lentamente – Como você... Eu não conheço outro jeito de viver e, além disso.. – Natasha olhou para cima e encostou sua testa na dele. Ela ficou em silêncio por alguns segundos, que pareceu uma eternidade para ele, para finalmente responder – Eu não queria que você ficasse sozinho...

Ele se lembrou daquela ocasião, há quase três anos, quando foi o funeral de Margaret Carter. Ela realmente tinha ido procurá-lo para assinar o acordo. E, embora Natasha conhecesse a resposta de Steve, ele queria perguntar da mesma forma por que sua presença ali.

 

-- Sinto muito, Nat. Eu não posso assinar – disse ele, olhando para a melancolia dela.

-- Eu sei...

-- Então, por que você está aqui?

-- Eu não queria que você ficasse sozinho...            .

 

 

Natasha voltou a abraçar seu parceiro para consolar sua tristeza e solidão depois de todo esse tempo lutando sozinho. Ele se agarrou à cintura dela e enterrou o rosto no pescoço dela. Ele fechou os olhos e respirou profundamente, sentindo o cheiro da pele de Natasha. Ele realmente sentiu que ele estava ficando bêbado apenas por respirar perto dela.

Natasha sentiu uma corrente elétrica da cabeça aos pés, quando Steve se aproximou dela para abraçá-la de volta. Era um verdadeiro presente estar ali com ele, em sua cama, abraçando-o, envolvendo seus braços ao redor das costas largas, aproximando-se e envolvendo suas pernas com as dele. Eles não estavam fazendo nada de especial por assim dizer e a ex-ruiva já se sentia no céu por isso.

Aquele abraço já estava demorando e, aparentemente, nenhum dos dois queria se separar do outro. Natasha não podia mais suportar tê-lo por perto e não fazer nada sobre seus sentimentos por ele. Ela queria beijá-lo, queria ele com ela, aqui e agora. Mas ela estava com medo de ser rejeitada. Quem diria. A perigosa Viúva Negra com medo por causa de um homem. Um homem por quem estava apaixonada.

E como se ele lesse a sua mente, Steve Rogers colou seus lábios e começava a beijá-la.

-- Steve....

-- Você está certa, Nat. – Ele interrompeu – Vamos aproveitar o momento enquanto podemos... Então teremos muito trabalho para salvar o mundo...

-- Você está me convidando para alguma coisa? – Ela perguntou com os olhos ainda fechados, sentindo a respiração do loiro ainda em seus lábios e emitindo um sorriso travesso.

-- Digamos que sim...

 

                                                                                                                  Continua..


Notas Finais


Então... Essa história continua até a inevitável batalha contra Thanos..
Obrigada..
Beijos e até o próximo!


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