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História Fairy Tail - New Generation (Interativa) - Capítulo 2


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Notas do Autor


Tendo em vista o numero baixo de fichas até agora, irei selecioná-las por ordem de chegada e fazer alguns ajustes se necessário!

Capítulo 2 - Jin Nara


- Essa é realmente uma boa idéia – diz Pai – pode mudar o rumo da guerra totalmente… Podemos vencer!

A fala de Pai surpreende a todos na sala. Uma guerra entre países acontecia ha mais de um ano, uma paz era impossível tendo em vista os valores éticos que eram, discutidos. Ganhar ou perder, tudo se resumia a apenas isso.

- Mas ha um problema – diz Mãe ao olhar a estratégia com um pouco mais de precisão, seus olhos não saiam do mapa que estava estendido sobre o grande mesão – para o plano ser realizado é necessário uma distração, uma boa distração, algo que os fisgue de maneira que nem cheguem a pensar em um contra ataque se quer.

- Precisaremos de sacrifícios – diz Ulqui, um dos soldados estrategistas do batalhão – é disso que precisamos.

Ulqui se levanta de sua cadeira e leva suas mãos ao mapa, ele aponta para a parte central do campo de batalha – precisaremos de uma isca que atraia o exército deles até aqui, então, além disto precisaremos que o segurem por, pelo menos, quinze minutos. Tem alguém em mente, Jin?

- Não – Jin era o filho único de Pai com Mãe, apesar da pouca idade o mesmo era um excelente estrategista que estava agora por recomendações sugerindo estratégias na batalha e a sua mais recente era uma que poderia decidir de uma vez por todas, a vitória, porém… - Isso não é algo que posso decidir por alguém, eu apenas lanço a estratégia, os piões a serem utilizados depende da escolha do capitão, cabe a ele escolher.

- Então Pai – Ulqui fica ereto e olha para Pai – quem você irá escolher?

Pai era o capitão daquele exército, a ultima esperança de seu país, todos confiavam nele para dar um fim aquela guerra, um enorme peso a ser carregado que ele dividia com sua esposa Mãe.

Pai se ergueu e ficou de pé olhando todos os soldados ao redor do grande mesão. Alguns possuíam olhar determinado, já outros nem tanto, a tristeza e o cansaço de seus corpos e alma fugiam de seu ser, estavam prontos para dar a própria vida pelo país, mas não por amor, ou por honra e sim para pôr um fim naquilo tudo.

- Eu irei – diz Pai, suas palavras surpreendem a todos cujo os olhos se abrem e quase saltam para fora, o capitão estava disposto a aquilo, não que fosse impossível de acontecer, mas…

- O que pensa que está fazendo? - Ulqui olha com um olhar de irritação, se aquilo fosse uma brincadeira, era uma de muito mal gosto – você é o capitão, não pode ir para a linha de frente!

- Precisaríamos de muitos sacrifícios para manter o grande exército adversário na posição da estratégia, muitas vidas seriam perdidas – diz Pai com sua voz sem fraquejar.

- Soldados morrem na guerra… Todos os dias! - Ulqui eleva sua voz – não me venha com esse papo solidário, não é hora pra isso!

Jin, o filho de pai apenas olhava a tudo aquilo de forma silenciosa, antes de entrar naquela sala fora instruído a somente falar quando lhe dirigissem a palavra, apesar de suas palavras de protesto estarem presas em sua garganta, ele não podia soltá-las. Enquanto seu pai estivesse ali se voluntariando para a morte, ele deveria ficar calado e ser um garoto obediente.

- Não estou sendo solidário – Pai prossegue sua fala – é verdade, muitos morrem na guerra todo dia, mas se eu puder evitar pelo menos uma dessas mortes, se eu puder fazer com que um pai ou uma mãe volte aos braços de seus filhos, eu o farei.

- E quanto ao seu filho?! - Ulqui aponta para Jin que permanecia calado com sua aparência neutra.

- Ja chega Ulqui, já está decidido, eu irei e eu vou segurá-los pelo tempo que for necessário para que o plano seja concretizado – diz Pai.

- Até parece – alguém que também estava calado até então finalmente se pronunciou – acha mesmo que vai conseguir segurá-los por quinze minutos? Não vai conseguir sem mim.

- Mãe… - Uma das palavras de Jin finalmente saiu e essa única palavra penetrou na espinha de Mãe que por um momento hesitou.

Um silêncio perturbador tomou, de conta, da sala por, pelo menos, dez segundos, os dez segundos mais longos. Após isso Ulqui quebrou aquele gelo, ao notar que não havia argumentos para impedir Pai, o mesmo disse que a estratégia entraria em vigor como dito pelo próprio capitão, em seguida dispensou a todos ali.

Os soldados foram saindo organizadamente deixando Ulqui por último a sair, o mesmo antes de passar pela porta disse.

- Eu disse que quando você se tornasse capitão desse exército se tornaria o nosso trunfo e parece que minhas palavras realmente estão se cumprindo – Ulqui se vira e fica de frente para pai e mãe, sua mão se fecha em um punho que vai até seu peito esquerdo – foi uma honra poder servir aos dois, tenho certeza que este país não esquecerá disto!

Pai e mãe ficam em silêncio, tudo que fazem em sincronia gesticular o mesmo sinal que Ulqui em respeito. Após isso ele sai da sala deixando apenas a família, prontos para uma última despedida.

Pai e mão se viram para seu filho.

- Jin – não precisa se conter mais, a reunião acabou – diz pai.

- Os sacrifícios… Por quê tinha que ser vocês, porque se voluntariaram? - Jin encarnava o próprio desespero em seus olhos trêmulos – eu pensei em tudo, tudo para que pudessem vencer a guerra, para que pudessem enfim voltar para casa.

- Eu sinto muito Jin – Pai começa a tremer sua voz, coisa que nunca acontecia, nunca que seus sentimentos fluíam para fora de seu ser – sinto muito por não ter sido um pai para você, mesmo agora quando está perto de se tornar um adulto.

- Desculpe Jin – Mãe abraça seu filho, seus dedos penetram e se perdem entre seus cabelos negros – desculpe por estarmos indo dessa forma, mas precisamos fazer isso, por todos aqueles que podem voltar a suas casas com vida, para sua família. Tenho certeza que você poderá encontrar alguma família um dia, uma que você ame tanto quando nós amamos este país e, então saberá o quão valioso é, onde valerá a pena dar sua vida.

- Não…! - Lágrimas logo escorrem pelo rosto de Jin – eu não quero isso!

A escolha não era de Jin, a decisão já havia sido tomada, graças a sua estratégia a guerra poderia finalmente acabar, mas com um fim que ele não esperava. Suas palavras de nada serviam, porém a de seus pais penetraram em sua alma e por lá ficaram. Uma família, alguém que ele amará tanto que dará sua vida para proteger.

 

 

Dias Atuais…

Prédio base da Guilda Fairy Tail – Central Crocus

 

- Assim como ocorre todos os meses, a nossa guilda terminou de realizar mais uma seleção – Erza de cima de um palco falava a todos os magos do prédio, talvez não passassem de uma centena, mas em questão de poder superava o de muitas guildas – e mais magos foram escolhidos para fazerem parte da nossa família!

Todos então começaram a vibrar de alegria, alguns levantavam suas canecas vazias, outros as batiam na mesa e outros apenas observavam.

- Jin Nara, o primeiro mago a ser aprovado an seleção – diz Erza.

Jin então surge no palco através de sombras que se manifestaram. Possuía calças que variavam entre as cores preta e cinza e sua pele era pálida, seus cabelos negros eram longos e iam até metade das costas. Além de sua aparência realmente diferente sua arma era o que mais chamava atenção, uma enorme foice negra.



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