História Fairy Tail- Dragon Scales (Interativa) - Capítulo 5


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Categorias Fairy Tail
Tags Dragon Slayer, Fairy Tail, Fairy Tail Interativa, Fiore, Guilda
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Palavras 2.308
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Luta, Magia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shounen, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yoo!
As batalhas deste capítulo ficaram meio curtinhas, mas eu não pretendia prolongá-las muito para podermos dar continuidade a história.
De qualquer forma, espero que gostem! Boa leitura!

Capítulo 5 - A nova dupla do jogo.


~Deau

Ela corria rápido até demais.

A garota era ágil, embora não muito forte ou esperta.

Quando nos aproximamos o suficiente para atacar, Sazuna tocou sua flauta criando uma barreira de som à frente da garota. A menina, não sabendo do invisível obstáculo, deu de cara com o mesmo, sendo jogada longe com a explosão da barreira.

-O que está fazendo?! É só uma criança, idiota!- berrei com Sazuna. Não era necessário machucá-la.

Nos aproximamos do ferido corpo da menina, ela logo encolheu-se junto a parede.

-Por favor, não me matem!- Suplicava ela.

-Dê um bom motivo- disse o mago de gelo, adiantando-se.

-Eu só fiz o que a mamãe pediu- ela chorava.

-Não iremos- respondi- contanto que nos diga onde está a Serpente-Dragão.

-No último andar, eu acompanho voc- o corpo da menina começara a se petrificar, de baixo para cima.

-O quê é isso?- perguntou Sazuna interrompendo-a, a pequena olhou para baixo e começou a chorar.

-Não! Por favor não, mamãe!- Ela gritava e chorava desesperadamente- EU NÃO QUERO IR PARA O INFERNO!

Eu a abracei, enquanto ia lentamente tornando-se uma estátua. Seu corpo, agora petrificado, se desfizera e fora levado pelo vento como uma mera poeira.

-"Mamãe"? Ela estava se referindo à serpente?- perguntou Sazuna.

-Não importa agora. Ouviram a menina, vamos subir!- disse.

                                      [...]

~Mei

Os espíritos infernais eram realmente fortes, mas não mais fortes que o poder de duas Dragon Slayers.

Pode-se dizer que fazemos uma boa dupla.

-Punho do Dragão de Água!- Ou melhor, que tinhamos um bom combo.

Meus ataques de água fizeram o cão com três cabeças recuar, temendo a água, porém, o cão com duas sempre insistia em partir para cima de mim, fazendo com que Smoke me defendesse, uma vez que sua fumaça negra era mais tóxica que o veneno do animal.

Contudo, eles continuavam atacando, e eu sentia que Smoke só estava brincando.

-Vamos acabar logo com isso- sussurrei, quando ela se atirou na minha frente para comer um pouco da fumaça que saía do cão de fogo recém atingido por mim.

-Não, ainda não está pronto.

O que raios não estava pronto?!

Estava ficando difícil de enxergar, já que a Dragon Slayer não estava mais nem comendo toda a fumaça do lugar. O garoto de cabelos castanhos que acompanhara a maga permanecia imóvel, apenas observando a luta, possivelmente aguardando a tal "brecha". O que estariam tramando?

Decidi não questionar o trabalho de Smoke e apenas prosseguir com o "plano" atual, nem me dei conta de que meu poder mágico estava se esgotando.

-Agora, corra!- gritou ela.

Eu me lancei longe, em direção a parede.

O garoto moreno pulou entre os animais, saindo de dentro da camada de Gás que Smoke havia feito questão de deixar. Ele deu um soco no chão e o impacto fez os animais desaparecerem. Que tipo de explosão massiva havia sido esta?!

Smoke, que já estava parada atrás da maga infernal, colocou seu braço ao redor do pescoço da mesma, prendendo-a em um mata-Leão.

-Pegue as chaves dela, gotinha!- disse ela, referindo-se a mim. Eu me aproximei da maga e retirei o molho de chaves que estava preso ao seu cinto. Ela a soltou logo em seguida.

-Bom trabalho, Draugon!

-Você demorou demais para fazer a trilha de fumaça- reclamou o jovem.

-Foi mal, eu não podia levantar suspeitas- respondeu ela.

-Isso que haviam combinado?- perguntei.

-Sim, estavamos cogitando no caminho a hipótese de Nala me esconder em uma nuvem da fumaça mais densa, queríamos ver se daria certo.

-Nala?- perguntei.

-Esse é meu nome, prazer- respondeu Smoke, ou melhor, Nala.

-Meu nome é Mei Yamashita, o prazer é todo meu- respondi, curvando-me.

-E eu sou Draugon- disse o garoto.

-Qual é o seu nome, branquinha?- perguntou Nala à maga infernal.

-Eu não tenho nome, sou apenas uma cobaia, e não me chame de "branquinha", seu cabelo é da mesma cor que o meu.

-Cobaia?- perguntou Draugon.

-Sou apenas um experimento falho, um brinquedo da Necromante.

                                     [...]

~Sazuna

O ninho era maior do que eu esperava.
Deau ia à nossa frente, o musculoso parecia flutuar sobre os degrais da escadaria. Subia atrás de mim o misterioso mago de gelo, vagarosamente, ele era calado e ligeiramente bonito, e embora parecesse uma pessoa cruel, tinha uma alma sonora que tocava em perfeita sintonia.

Ao chegarmos ao fim da escada, não pude deixar de notar a beleza da sala na qual nos encontrávamos.

Haviam belas fitas grossas de sedas enfeitando o lugar, elas estavam presas a um lustre centralizado no teto, e cruzavam delicadamente toda a sala, que estava completamente carente de mobília, sendo um trono avermelhado com as bordas prateadas  localizado em cima de um pequeno palanque na parte mais escura da sala, o único objeto encontrado.

-Oh, que surpresa- dizia uma voz fina e presunçosa que vinha de trás do trono e deslizava suas mãos pelo mesmo enquanto descia as escadas do palco- é a primeira vez que recebo visitas.

A voz mostrou-se uma bela mulher com enormes cabelos ruivos e cacheados. Ela era alta e tinha belas curvas, deixadas a mostra pelo decote de seu comprido vestido creme.

Deau e o mago do gelo estavam paralisados pela beleza da mulher.

-Quem é você?- perguntei.

-Sou tantas coisas, querida, mas pode me chamar de "seu pior pesadelo".

-V-você que é a Serpente-Dragão?- Perguntou Deau tentando resistir ao charme da mulher.

-Sou essa também, florzinha- disse ela.

-Está bem, agora eu broxei- disse Deau, investindo em direção à mulher, como sempre, sendo adiantado.

A mulher sutilmente moveu o rosto para o lado, desviando do golpe de Deau, aproveitei a brecha para tocar uma melodia grave e causar uma grande explosão, criando também uma barreira para proteger Deau.

A serpente segurava seu braço olhando para o chão com os olhos arregalados enquanto Deau recuava.

-Como ousam atacar uma dama como eu?- perguntou ela, nitidamente furiosa.

A mulher abria os botões de seu vestido e o retirava, deixando seus seios totalmente à mostra, assim como um par negro de asas de dragão e uma cauda de serpente amarelada, no lugar de suas pernas.

-Terei que ensinar uma lição aos mocinhos- disse ela, em um tom assustadoramente perverso. Deau não conseguia desviar o olhar do corpo da mulher, assim como o mago do gelo, cujo nariz já estava sangrando. Francamente, dois tarados!

A mulher veio em nossa direção, sem nem se importar com o mago misterioso, visto que o mesmo não tinha a atacado.

Deau tentou atacá-la novamente, mas acabou atingindo a parede, quebrando-a, fazendo uma forte ventania entrar.

-Ô do gelo! Faça alguma coisa!- gritou Deau.

-N-n-não dá... M-muito... alto- respondeu ele, olhando através do buraco na parede, com as palavras entaladas na garganta.

-Tem medo de altura?- Perguntei. Ele tentou dizer que não com a cabeça, mas seus olhos estavam fechados e seus punhos cerrados, a resposta era óbvia.

Ele invocou uma Katana de gelo, e a segurou firmemente com suas duas mãos, relutando para manter os olhos abertos. Ele tentou se mover, mas assim que deu o primeiro passo, o mago ameaçou cair, apoiando-se em sua espada e- acidentalmente, ou não- fazendo-a congelar o chão por completo.

Deau e eu escorregamos, e a Serpente se aproveitou da situação para voar em nossa direção cuspindo seu veneno.

-O QUÊ ESTÁ FAZENDO, IDIOTA?!- Berrou Deau- JOGUE NO MESMO TIME QUE NÓS!- O mago apenas o ignorou, e continuou tentando se levantar.

Eu usei o corte sonoro que acertou em cheio a mulher, porém, cortando apenas uma mecha de seu cabelo. Ela olhou para o mesmo caído no chão e começou gritar de ódio.

-Agora vocês foram longe demais!- disse ela. Seu corpo rapidamente foi ganhando escamas e aumentando de tamanho. A mulher estava se transformando em uma verdadeira serpente com asas dracônicas.

Deau começou a criar várias copias de si mesmo e ir em direção à tal aberração. Como sempre, imprudente.

-O que está fazendo? Nala disse qu...

-Eu sei o que a Nala disse!- respondeu ele- avançando com todos os seus clones em direção ao animal.

Tentei ajudá-los, mas já não me restava mais uma gota de poder mágico. Estava tudo nas mãos de Deau.

O peso sobre o chão de gelo, o fazia trincar conforme os Deaus e a Serpente se moviam.
                                   [...]

~Nala


Conversamos um pouco com a branquinha, ela era extremamente gentil.

-É a primeira vez que ouço falar em uma guilda de magos em Praco- dizia ela- está dando certo?

-Me diga você- disse, levantando meus cabelos e exibindo a marca da guilda que estava do lado direito de meu pescoço.

-Uma asa?- perguntou ela.

-Uma asa de Dragão.

-Espera ai, por que eu não tenho uma dessas?- perguntou Draugon, angustiado.

-Ah! Eu me esqueci!

-Er... maga infernal?- perguntou Mei.

-Sim?

-Você disse que era apenas uma cobaia, cobaia de quem exatamente?

-De um cientista extremamente habilidoso, ele é o responsável por minhas chaves- ela estendeu o braço- aliás, pode devolvê-las?

-Não, não confiamos em você- respondeu a Dragon Slayer da Água, girando o molho de chaves em seu dedo indicador.

O teto começara a desmoronar, e a maga rapidamente nos guiou de volta para o túnel de onde viemos, abrindo-o antes que o teto caísse sobre o salão.

Uma enorme serpente com cerca de 20 Deaus em cima de si, se lenvantara dos escombros deixados pelo ninho que fora parcialmente demolido.

-Deau!- Gritou Draugon.

-O quê foi?- Responderam alguns Deaus.

-O que está fazendo?- Perguntei, aparentemente, Deau tem a mania de entrar destruindo telhados.

-Lutando, não está vendo?

Eles haviam despencando vários andares, juntamente com Sazuna e um moço com cabelos de alumínio.

Nós nos aproximamos.

-O que pensa que está fazendo junto com esses otários, #12?- perguntou a enorme serpente com uma voz grossa e áspera, que ecoava por todo o enorme salão, que parecia pequeno na presença de tamanho animal.

-Me desculpe por isso, Nala- disse a maga infernal, retirando uma chave vermelha de dentro de seu sutiã- Abra, portão do gigante de três corpos, Gerião!- um gigante com três cabeças e cauda de escorpião apareceu.

Ele segurou a Dragon a mim em suas mãos, e com sua cauda ele atacava os clones de Deau, que iam se desfazendo conforme eram acertados.

Mei chamou a atenção do mago dos cabelos metálicos. Em seguida olhou confiante para o céu, e fez uma forte tempestade cair, enquanto também atacava o dragão com ataques de água.

Embora, não parecesse surgir efeito algum.

O poder mágico de Deau se esgotou e ele logo foi atingido pelo gigante, que agora tinha apenas um alvo. Ele o levantou, ainda com seu ferrão fixado ao peito de Deau.

A serpente ria.

-Hahahaha! É isso que vocês têm?- Perguntou ela sarcasticamente.

Eu havia conseguido soltar um de meus braços sem que o gigante percebesse, Draugon e eu nos entreolhamos, ambos esperando o momento certo.

A água da chuva, ocasionada por Mei, inundava o ninho, que agora parecia mais uma piscina coberta, cujo nível batia na metade do corpo da Serpente-Dragão.

-Já prolongamos isso demais!- disse o mago, correndo sobre a água com sua espada de gelo, cujo a lâmina ia congelando a água, tornando-a um grande bloco de gelo que além de prender o gigante e a Serpente, ia os congelando pouco a pouco.

Eu usei as garras do Dragão de fumaça no enorme Gerião, fazendo-o se gaseificar e soltar nós três, Sazuna segurou Deau, impedindo que o mesmo batesse a cabeça no chão.

Draugon correu em direção à Serpente-Dragão, que já estava quase completamente congelada e pulou em cima da mesma, jogando-se por completo. Quando seu corpo revestido por energia roxa atingiu o corpo da Víbora-Dracônica, ela foi se desintegrando, sendo reduzida ao nada.

-Conseguimos!!!- Gritava Mei, animada com nossa Vitória. Draugon também sorria, satisfeito com o que havia feito.

A maga infernal ajoelhou-se no chão glacial, enquanto seu corpo ia queimando.

-Quem está fazendo isso?- perguntei, preocupada com a maga, a qual queria convidar para a guilda.

-Não se preocupe, Nala-san, eu falhei e agora serei punida por meus atos- foram as últimas palavras da maga, antes de virar apenas cinzas que o vento levou.

                                    [...]

~Deau


Saímos do ninho pelo caminho que Nala e Draugon haviam entrado.

Todos estavam rindo e conversando, felizes por desfazerem a famosa "maldição de Beptus" com a morte da Sexy Serpente-Dragão. Todos exceto o mago de gelo, que ficara para trás.

-Ele não vem?- Perguntou Draugon.

Nala correu em direção ao homem.

-Heey, obrigada por ter nos ajudado, não teríamos conseguido sem sua ajuda,- dizia ela- eu me chamo Nala, e você?

-Tenebris Glaciem- respondeu o mago, de forma curta e grossa.

-Por que não vem conosco fazer parte da Dragon Scales?- perguntou Nala sorrindo.

-Não tenho interesse em sua guilda.

-Entendo- disse ela, ligeiramente desanimada- pensei que talvez pudéssemos ser bons amigos. De qualquer forma, obrigada novamente pela ajuda!- ela deu as costas e voltou para nosso grupinho.

-Nada?- perguntou Sazuna.

-Não, mas tudo bem- ela suspirou, afastando sua expressão triste e dando lugar a seu sorriso cotidiano- Vamos para a taverna comemorar nossos dois novos amigos, Sazuna e Mei!- disse ela, animada.

Eu estava olhando para o mago, ele parecia ligeiramente interessado, e não demorou muito para que eu sentisse uma mão fria tocando meu ombro.

-Eu vou com vocês- disse ele. 

Os olhos de Nala brilhavam.

-Nossos três novos amigos, então!- corrigiu ela.

Não sei o que fizera Tenebris mudar de ideia, mas eu apostaria na bebida, ou quem sabe, na palavra "amigos".

                       [...???...]

~???


Um homem com luvas brancas e óculos de proteção ajoelhou-se ao lado da dama de cabelos escuros.

-Senhor, peço humildemente para intervir, a senhorita Forza está apenas brincando com os magos- dizia ele.

-Algo a dizer em sua defesa, Forza?- perguntou o homem sentado a cadeira.

-Não, senhor- respondeu a dama.

-Permissão concedida, #23. Apenas aguarde algumas semanas para não levantar suspeitas.

-Obrigado, prometo que não se arrependerá- respondeu o homem de óculos, levantando- se.




Notas Finais


Como a própria Nala comentou, as marcas da guilda foram esquecidas na correria dos panfletos, portanto, peço gentilmente que digam a cor e o local no qual desejam a asa de Dragão em seus personagens.
•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°

Continua no próximo capítulo: "Assuntos pendentes".
(Previsto para 13/08/18. Sujeito a alterações)


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