História Fairy Tail: Apocalipse mortal - Capítulo 7


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Categorias Fairy Tail, Resident Evil, The Walking Dead
Personagens Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Tags Apocalipse Zumbi, Nalu, Sobrevivencia
Visualizações 708
Palavras 1.267
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Convidado no jantar


Fanfic / Fanfiction Fairy Tail: Apocalipse mortal - Capítulo 7 - Convidado no jantar

Acordei meio atordoada, sentindo algo me balançar. Meu pensamento durou menos de meio segundo com a seguinte informação "tem um morto me puxando pra me devorar enquanto durmo". Minha reação foi rápida, olhos meio abertos, respiração ofegante  (de quem acaba de quase morrer de susto) e uma arma bem direcionada.

-Oi! Calma! Sou eu.-Era Natsu, que ria ao me ver daquela maneira.

-Caralho...-Suspirei aliviada.

Sim, durante esses meses, sozinha nesse inferno, eu já acordei dessa maneira. Sendo puxada por um morto. Não foi uma das melhores sensações da minha vida.

-Nós já chegamos.-Ele sorriu.

Levantei do banco. Estávamos dentro de muros altos, feitos com uma espécie de placa de ferro soldada e parafusada em vigas do mesmo material. Atrás de nós um portão e à nossa frente várias casas, como um bairro nobre.

-Você não mentiu... -Falei olhando aquilo com um sorriso estranho. Eu estou desacostumada a coisas organizadas e pessoas sorridentes.

-Não, não menti. E nem te abusei. Ainda há pessoas em quem confiar no mundo. -Ele está me dando um sermão?-Venha. Vai querer ver a pessoa para quem estou levando a insulina. Wendy, minha irmã. 

-Você disse que era para uma amiga...

-Não podia confiar tanto também, não é mesmo? Pessoas ruins iriam tirar proveito de soubessem.

Começamos a andar e eu segui ele, em um passo rápido. Meio apressado.

-E confia agora?

Ergui minha sobrancelha e ele também.

-Eu não deveria? -Ele semicerrou os olhos, me encarando enquanto andava.

-Não devemos confiar em ninguém... O mundo que conhecíamos já era.

Fui realista. Essa é a realidade, não tem porquê enfeitar com palavras bonitas.

-E você não ajuda a melhorar ele falando desse jeito.

Revirei os olhos e chegamos a uma enfermaria. Uma albina alta e muito bonita, de olhos azuis e cabelos compridos estava com uma capa branca e máscara médica. Uma menina de... talvez onze anos... com longos cabelos azuis estava deitada na maca, com um soro enfiado no braço.

-Você conseguiu a insulina, Natsu? Demorou bastante!

-Me perdoe... O meu carro quebrou, uma horda de zumbis me perseguiu... não foi a melhor saída que já tive. Mas, essa mulher me ajudou. Graças a ela eu consegui.

Só então ela me olhou. Sorriu gentilmente e eu apenas franzi a testa, devolvendo o sorriso.

-Mirajane. -Ela se apresentou e apertei a mão dela. 

-Lucy... Heartfilia.

Natsu entregou a malinha para Mirajane que pegou uma ampola de vidro com um líquido esbranquiçado dentro e aplicou na veia da azulada.

-Com isso ela ficava bem logo, logo.-Mira sorriu doce, um sorriso que me contagiou, mas, lembrei de Angel e fechei a cara novamente.

-Mira-Natsu a chamou-Pode dar uma olhada na Lucy? Ela está machucada. Vou esperar lá fora.

Natsu saiu e ela me lançou um olhar preocupado, pedindo que a mostra-se. Tirei minha blusa e ela viu as marcas de dentes costuradas, cobertas de sangue seco.

-Que horror! Deve estar doendo bastante!

-Estou sobre efeito de medicamentos fortes. 

Achei estranho ela não me perguntar se foi mordida de morto ou não. Apenas pegou uma gaze e molhou em algo que acho ser álcool. Começou uma boa limpeza, me fazendo dar caretas de dor algumas vezes.

-Não vou mexer nos pontos. O que deu vai resolver e... se eu mexesse poderia infeccionar. Mas, vamos fazer um bom curativo! Tenho bons medicamentos aqui, em algumas semanas isso não vai passar de uma cicatriz.

Me remexi meu incomodada por ela ser tão gentil. Após eu ter um lindo curativo -perto dos que fiz, isso é uma obra de arte-, vesti minha blusa e agradeci. Iria sair, mas, gentilmente ela segurou minha mão.

-Lucy... Sei que sou estranha para você, mas, você parece ter sofrido muito... Quer desabafar comigo? Sou ótima em guardar segredos.

Me lançou um olhar meigo.

-Desculpe... Ainda é muito cedo pra isso...

Ela acenou positivamente e sai. Natsu esperava sentado na escada de madeira e me olhou de cima a baixo.

-Está melhor? -Perguntou enfim.

-Curativo novo. -Sorri... É estranho voltar a realmente sorrir pra alguém.

-Bom, nos temos umas casas sobrando aqui. Pode ficar com uma delas. Tomar banho, relaxar, descansar.

-Eu agradeço.

A casa que recebi não era feia. Era pequena e bem arrumadinha. Natsu me deixou sozinha com minhas coisas e fui direto para o quarto... Água quente... Quantos meses fazem desde que tomo um banho tão bom assim? Vesti umas roupas que encontrei no armário mesmo. Calças jeans que me serviram perfeitamente, uma camiseta que ficou um pouco apertada e cavada e botas. A calcinha me serviu bem, mas, o sutiã não fechou. Tive que ficar sem enquanto o meu lavava.

Minha nova cozinha era bonita. Olhei a dispensa e pequei algumas coisas. Fiz cokies com o chocolate que peguei  no posto e macarrão com queijo... Faz tempo desde que cozinhei. O macarrão ficou bom, mas, os cokies ficaram bem doces. montei a mesa, acendendo a luz pois a noite já reinava nos céus. Como eles tem energia elétrica aqui? Energia solar, talvez?

Antes de começar a comer, ouvi batidas na porta. Ainda é estranho... mas, fui atender. Era Natsu.

-Oi. -Estava usando calças jeans e camisa branca, com uma estampa de banda que não faço ideia  de qual era -Vim ver se precisa de algo. Não usam essa casa a um tempo.

-Está ótimo... Até lembrei como é cozinhar sem ser apenas acender fogueira e esquentar uma lata. 

-Posso entrar?-ele pediu.

-Claro!-Onde estão meus modos?... acho que perdi eles a um bom tempo-Eu fiz o suficiente para dois... Se quiser jantar, e não se importar de um tempero ruim...

Natsu riu, mas, aceitou. Sentamos à mesa, assim que coloquei um prato para ele. Seria minha primeira refeição acompanhada de vários meses. 

-Sempre me surpreendo quando lembro que você viveu esse tempo todo sozinha. Deve ter sido muito difícil, tanto lidar com os mortos, quanto com a solidão. Sempre tive minha irmã, então não sofri com isso.

Ele disse entre uma pausa e voltou a comer. Parecia ter gostado.

-Em relação aos mortos... Eu consegui me defender bem pois meus pais me ensinam a lutar desde que sou muito pequena. Jude Heartfilia, já ouviu falar?

-Lutador de Boxe? Claro que já! Representou os Estados Unidos várias vezes. - Natsu parecia falar de um ídolo.

-Meu pai. - Ri com sua cara-Ele adorava quando eu deixava de brincar de boneca com as meninas da rua para treinar em sua academia. Sempre disse que meus chutes eram perfeitos. -Suspirei- Não foi problema aplicar os mesmos golpes nos mortos. Em questão da solidão... Eu comecei a criar amigos imaginários após o terceiro mês.

Rimos, mas, nos dois sabíamos que aquilo era ruim. Terminamos a janta e ele me ajudou a lavar a louça, depois nos sentamos no sofá comendo cokies demasiadamente doces e leite gelado.

-Meu pai comandava a aeronáutica. -Ele começou a falar um pouco de sua vida- Eu era segunda voz do pelotão. Fomos enviados para a costa, ajudar os sobreviventes, mas, o vírus chegou lá também. "Os Salvadores" se foram. Só consegui salvar minha irmã.

Ele fez uma expressão triste e eu endereci o maxilar. Lembrei dos meus pais.

-Pelo menos salvou alguém.

Ele sorriu.

-É verdade. Olhe a hora! Preciso ir pra casa. Se Wendy acordar sozinha pode chorar. Obrigada pelo jantar. -Falou se levantando.

-Tudo bem. Obrigada pela companhia.

Na saída, ele me olhou por alguns segundos e me deu um abraço. Novamente eu fui inundada com aquela sensação... Aquela boa sensação de ser humano. Retribui meio tímida, passando as mãos até a metade de suas costas.

-Durma bem.

Ele me deixou e saiu andando. Fechei e tranquei minha porta... Uma casa, muros, proteção, pessoas pra conversar... Tem lugares seguros no inferno? Peguei minha arma e ao me olhar no espelho, o meu rosto adquiriu um tom vermelho. EU ESQUECI QUE TÔ SEM SUTIÃ! Aqueles olhares baixos deles... Merda!

O que a Lucy de antigamente diria se me visse agora? A Lucy que tem novamente convidados no jantar.


Notas Finais


Gente... Tá rolando uma atração chamegosa!

O que estão achando? Perdoem os erros de português. Escrevi pelo celular.


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